quarta-feira, 16 de setembro de 2009

4 por 6: Sopa de cenoura com feijão verde e ovos escalfados em cebolada de legumes



Esta semana, a título excepcional, o meu dia do 4 por 6 será hoje pois, troquei a data de publicação com a Pipoka.

Para este 4 por 6 tive mais algum tempo para pensar e definir o que iria fazer. Escolhi para começar a refeição uma sopa de cenoura com feijão verde e para prato principal ovos escalfados em cebolada de legumes servidos com pão torrado, ideia inspirada numa receita da revista Saberes & Sabores de Agosto de 2009.

Sopa de cenoura com feijão verde


Ingredientes:
5 cenouras
3 batatas
2 cebolas
água
sal
azeite a gosto
200 g de feijão verde cortado

1. Numa panela colocar as cenouras, as batatas e as cebolas cortadas aos pedaços. Tapar de água e levar ao lume.

2. Depois dos legumes cozidos, triturar até obter um creme.

3. Acrescentar o feijão cortado fininho. Temperar com sal e azeite a gosto. Deixar cozer o feijão verde.

Esta sopa fica muito saborosa. O feijão verde faz a diferença.


Ovos escalfados em cebolada de legumes



Ingredientes:
1 dente de alho picado
3 colheres de sopa de azeite
75 g de toucinho fumado aos pedaços
3 cebolas
2 alhos-franceses
5 tomates grandes maduros
um pedaço de pimento vermelho
125 g de folhas de espinafres
4 ovos
4 fatias de pão torrado
orégãos secos

1. Colocar o azeite num tacho com o dente de alho picado. Levar ao lume e deixar frigir um pouco o alho.

2. Adicionar o toucinho fumado e deixar cozinhar um pouco, mexendo de vez em quando. Adicionar a cebola cortada em meias luas e o pimento vermelho cortado aos pedaçinhos. Deixar cozinhar até a cebola quebrar em lume brando e com o tacho tapado.

3. Cortar o alho-francês e adicionar ao preparado anterior.

4. Escaldar os tomates em água a ferver. Retirar-lhes a pele e limpá-los de sementes. Picar o tomate e adicioná-lo aos legumes. Temperar com sal e continuar a cozinhar em lume brando com o tacho tapado.

5. Juntar as folhas de espinafre, mexer e deixar cozinhar um pouco.

6. Abrir no cozinhado quatro cavidades e partir aí os ovos. Temperar com pimenta. Tapar o tacho e deixar que os ovos cozam.

7. Servir os ovos com o pão torrado. Salpicar com orégãos secos.


Nesta receita decidi usar tomate fresco. Nesta altura do ano ainda é fácil encontrar tomate fresco muito em conta e eu prefiro.

Nesta cebolada é importante manter sempre o lume baixo, se por acaso verificarem que o molho seca muito aconselho que adicionem um pouco de água. Mas eu não necessitei.

Quem preferir poderá optar por deixar a gema dos ovos mais líquida.


Vamos então às contas:

Como dica de poupança aconselho começarem as refeições com uma sopa. São óptimas, nutritivas, uma excelente forma de comer legumes e muito em conta em termos económicos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Salada de massa fusilli com queijo fresco e figos grelhados

Enquanto o Outono não chega, cá em casa, ainda vai sendo tempo para umas saladinhas.


Ingredientes:
massa fusilli tricolor cozida
2 queijos frescos médios cortados em cubos
6 fatias finas de peito de peru com ervas
rúcula selvagem
4 figos
pimenta de moinho
azeite

1. Numa taça adicionar a rúcula, a massa cozida, os queijos frescos cortados aos cubos e o peito de peru.

2. Numa chapa grelhar as metades de figo.

3. Adicionar os figos grelhados à salada.

4. Temperar com pimenta acabada de moer e azeite a gosto.

Nesta salada usei azeite virgem extra flor de sal e louro da Adega Mayor, um presente da minha amiga Ana Assis e uma novidade para mim.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma viagem pelos sabores da Ucrânia

Este domingo, 13 de Setembro, e no âmbito da iniciativa Todos teve lugar, numa das salas do edifício do Colégio dos Meninos Órfãos a aula sobre cozinha ucraniana. Ia cheia de expectativas. Os meus conhecimentos sobre a gastronomia deste país eram praticamente nulos.

A aula começou com a apresentação da Lyudmyla Kachuk e do seu marido Khotin, que nos guiaram nesta viagem pelos sabores de alguns pratos tradicionais da Ucrânia.

Depois da apresentação começámos por ajudar a preparar os ingredientes. A minha tarefa foi picar as cebolas. Teve piada não teve? Mas por sorte nem me fizeram chorar.

Começámos por preparar as entradas: pratos com enchidos e queijo fumado e pepinos em picles e tomates de conserva que se revelaram deliciosos. Depois passámos à confecção de uma receita de borscht (sopa) tradicional de vários países da Europa de Leste, incluindo a Ucrânia.

Para confeccionar esta sopa, os nossos anfitriões começaram por:

i) cozer entrecosto de porco e chamaram a atenção para cozer a carne sem sal;

ii) depois da carne cozida colocaram-na numa outra panela com água e adicionaram também o caldo de cozedura da carne;

iii) adicionaram batatas cortadas em cubos e couve repolho coração de boi cortada fina;

iv) à parte colocaram num tacho óleo de girassol e cebola picada grosseiramente. Deixaram refogar. Depois acrescentaram beterraba cozida e previamente ralada e, polpa de tomate. Deixaram cozinhar mais um pouco;

v) adicionaram feijão cozido com um pouco de caldo da cozedura e o refogado de beterraba;

vi) temperaram com sal, folhas de louro, pimenta a gosto e alho laminado. Deixaram cozinhar;

vii) antes de servir colocaram na sopa salsa picada;

viii) os pratos de sopa foram servidos com um pouco de natas.

Esta sopa é robusta, por si só dá uma excelente refeição e é deliciosa.

Depois da sopa passámos à explicação das almôndegas de batata:

i) começaram por ralar batatas cruas descascadas que ficaram tipo puré;

ii) de seguida adicionaram ao preparado anterior farinha, ovos, sal, pimenta, bicabornato de sódio e um fio de óleo de girassol. Mexeram bem com uma colher de pau e adicionaram carne picada (opcional). Voltaram a mexer;

iii) fritaram a massa às colheradas em óleo de girassol bem quente.

Estas almôndegas foram servidas com um molho feito com alho picado, sal, óleo de girassol e água. É curioso como o molho faz a diferença, para mim as almôndegas ficaram muito mais saborosas regadas com ele.

As almôndegas foram acompanhadas com uma salada de couve coração de boi cortada fininha, pimento verde e cenoura. Eu acabei por colocar também nozes picadas. A salada foi temperada com pimenta e maionese.

A sobremesa escolhida foi Ameixas com Nozes e Leite Condensado, uma sobremesa que a nossa anfitriã Lyudmyla disse gostar imenso. E que eu também adorei.

Para confeccionar Ameixas com Nozes e Leite condensado é preciso:

i) ameixas secas de preferência sem caroço;

ii) nozes;

iii) leite condensado;

iv) sumo de ginja com açúcar, mel e vinho ou então vinho do Porto quente com um pouco de mel;

v) regar as ameixas secas com o preparado de vinho e deixar que as ameixas absorvam o líquido;

vi) rechear as ameixas com noz, mas de modo a que noz fique escondida na ameixa;

vii) servir as ameixas regadas com leite condensado.

Para beber fomos brindados com Kompot, que é uma bebida feita com fruta da época (uvas, ameixas, maçãs, etc) cozida com casca em água temperada de açúcar. Depois da fruta cozida deixar arrefecer e servir. A cor é dada pelo uso de frutas como a uva encarnada ou morangos. Pelo que percebi também poderá levar vinho. Esta bebida é muito agradável.

Antes de iniciarmos a nossa refeição fizemos um brinde com vodka. Ritual este que foi repetido três vezes num espírito de grande alegria. ;)

No curso de sábado e no de domingo, o que mais gostei, para além do que aprendi, foi o ambiente simpático, acolhedor e divertido que ali se viveu. Para além disso conheci pessoas que adorei e passei momentos muito divertidos. Um desses momentos foi à mesa durante o almoço. Foi um prazer conviver com o Marco, o Nuno, a Adriana e a Isabel.
Ao final da tarde ainda houve tempo para ouvir a música dos Melech Mechaya e assistir ao espectáculo dos Jaipur Brass Band.

Espero que esta iniciativa se volte a repetir. Para mim ajudou-me a descobrir um pouco mais de Lisboa e das pessoas que lhe dão vida.

sábado, 12 de setembro de 2009

Um almoço com sabores da Índia

Decorre, até dia 13 de Setembro, no Martim Moniz a iniciativa Todos, que «não é um festival, é um convite para caminhar por um dos bairros mais antigos de Lisboa, palmilhar S. Domingos, Martim Moniz, Intendente, Mouraria e Anjos, para passar a conhecê-los como a palma da mão» como é referido no programa.

Entre as várias actividades promovidas, destaco as Lições de Culinária nas Cozinhas da Índia e da Ucrânia.

Hoje participei na aula sobre cozinha indiana com a minha querida amiga Pipoka, que me desafiou a participar. A aula foi dinamizada por uma família indiana. O local onde decorreu o curso estava dividido em dois espaços. Um deles era a cozinha com os fogões e o outro, na sala de refeições, era composto por uma mesa corrida com taças cheias de legumes (courgettes, beringelas, nabos, tomates, etc) e onde se picava cebola e alhos.

Nesta aula a nossa incursão na gastronomia indiana começou com a confecção do pão chapati. Assistimos à preparação da massa e depois um a um tivemos a possibilidade de amassar e preparar a massa para o pão. A preparação da massa é aparentemente simples: farinha de trigo (tipo 110) e água morna, que se vai acrescentando a pouco e pouco. Neste processo, o mais difícil é moldar as bolas e depois estender a massa em círculo.

Para pratos principais tivemos ervilhas com queijo e mistura de vegetais, acompanhados do tradicional arroz basmati.

Para confeccionar o prato de ervilhas com queijo começaram por colocar azeite num tacho. Levaram ao lume e acrescentaram sementes de cominhos, que libertaram um aroma muito agradável que me abriu ainda mais o apetite.

De seguida acrescentaram cebola, alho e gengibre picados, malaguetas e, deixaram alourar. Depois, acrescentaram tomate picado, sal, mistura de especiarias (garam masala), açafrão-da-índia, pasta de caril e polpa de tomate. Deixaram cozinhar um pouco. Por fim, acrescentaram água e as ervilhas.

Este prato é servido com queijo cortado em cubos. O panir é confeccionado de uma maneira diferente do queijo que conhecemos. Em leite a ferver adicionar sumo de limão e deixar coalhar. Escorrer durante mais ou menos 10 minutos e depois prensar para dar forma ao queijo. Antes de retirarem as ervilhas do fogão adicionaram o queijo cortado em cubos.


A mistura de vegetais é confeccionada com a mesma base do prato de ervilhas, mas sem as malaguetas. Neste prato adicionaram quiabos cortados ao meio, cabeça de nabo cortada aos pedaços, cenouras às rodelas, feijão verde cortado, pimento verde cortado em pequenos quadrados, courgettes sem casca cortadas em rodelas e couve-flor. Deixaram cozinhar em lume brando com o tacho tapado.

Durante a sessão tivemos a possibilidade de sentir os aromas das especiarias usadas, de espreitar os tachos no fogão, de ver o panir a escorrer e depois já pronto a cortar.

Para sobremesa tivemos um pudim Suijhalwa. O pudim foi confeccionado numa panela com ghee (manteiga clarificada), semolina, açúcar e água. Por fim, acrescentaram passas de uvas, coco ralado, caju e amêndoas picadas.

Este curso foi um momento muito especial. A família que nos acompanhou foi de uma simpatia inexcedível, o que criou um ambiente agradável, descontraído, alegre e de partilha. Adorei.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Salada de feijão preto com queijo feta, tomate e coentros

O dia, ontem, começou com chuva, muita chuva, vento e trovões. Eu que tenho sempre medo de ter frio, saí de casa bem agasalhada, bem calçada e de chapéu-de-chuva na mão.

Mais vale ir preveninda, é sempre o meu lema. Mas, passei um dia insuportável. Cheia de calor. Sempre a transpirar. Depois da chuvada de manhã, esteve um dia abafado, um calor quase doentio, especialmente para quem como eu saiu de casa a pensar que ia estar um dia de chuva e com vento.


Ingredientes:
4 tomates chucha cortados em cubos
8 rabanetes cortados às rodelas
400 g de feijão preto cozido
200 g de feijão verde cozido cortado em pedaços
2 latas de atum previamente escorrido
100 g de queijo feta cortado em cubos
1 cebola vermelha picada
coentros picados
pimenta de moinho
vinagre e azeite

1. Numa taça misturar os ingredientes. Temperar com pimenta acabada de moer, azeite e vinagre a gosto.

Nestes dias abafados e quentes e, enquanto o Outono não chega, sabe bem uma salada fresquinha.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sopa de courgette com manjericão e beldroegas

Para o jantar, ontem, resolvi fazer uma sopa usando as beldroegas que cresceram no meu quintal. Assim que cheguei a casa o Ricardo e eu lá fomos colher as beldroegas que clandestinamente ali nasceram e foram crescendo. Tinha ideia que conseguiria mais do que as que na realidade consegui. Apanhei apenas um pequeno raminho. Mas lá deu para fazer a sopa.

Encontrei a ideia de juntar courgette, manjericão e beldroegas, numa sopa, no blogue Last Night`s Dinner.



Ingredientes:
1 cebola
1 chuchu
2 courgettes
10 folhas de manjericão
folhas de beldroegas
sal
azeite

1. Numa panela colocar a cebola e o chuchu previamente descascados e cortados.

2. Adicionar as courgettes cortadas em pedaços e as folhas de manjericão. Temperar com sal e tapar os legumes com água.

3. Levar a panela ao lume e deixar cozinhar os legumes.

4. Triturar os legumes depois de cozidos.

5. Adicionar as folhas das beldroegas e temperar com azeite a gosto. Deixar levantar fervura.

A sopa fica muito deliciosa. A repetir.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Salada de massa cuscus com queijo mozzarella, sementes e rúcula

O regresso à cozinha, depois das férias, tem sido gradual. Tenho dado prioridade às saladas e a pratos rápidos. Ainda em Agosto, depois de uma divertida tarde a limpar o quintal, resolvi fazer para o jantar uma salada.


Ingredientes:
200 g de massa cuscus cozida
rúcula selvagem
2 tomates cortados em cubos
1 embalagem de azeitonas recheadas com anchovas
sementes de abóbora
sementes de girassol
1 embalagem de queijinhos mozzarella frescos
1 cenoura pequena cortada em juliana
folhas de manjericão

1. Numa taça misturei todos os ingredientes e temperei com pimenta, azeite e vinagre.

Do quintal apanhei o manjericão fresco que continua viçoso, apesar de alguns pés já estarem a largar a semente.

A lata de azeitonas foi uma oferta dos meus sogros vinda de Espanha. Estava com algumas reticências em colocar as azeitonas na salada por causa do recheio, que poderia ser demasiado salgado, mas não. Resultou muito bem.


Como já é hábito, não coloco sal nas saladas.