A minha família é ponto de partida para muitas coisas. Foi com ela que recebi princípios e valores que fazem de mim a pessoa que sou. É a ela que gosto de voltar depois de dias atribulados. É com ela que encontro uma certa paz e tranquilidade. A minha família, é também influência ou ponto de partida para algumas das comidas que faço.
Quando vivia numa casa com quintal, num prédio antigo, em plena cidade de Lisboa, uma das coisas que fazia assim que os dias bonitos, de sol, chegavam, era colocar a mesa e respectivas cadeiras ao ar livre, à sombra de um dos limoeiros. Juntava muitas vezes a família para almoços demorados em que a estrela era o peixe grelhado. Depois de mudar de casa, o encanto pelo peixe grelhado, feito em casa, desvaneceu-se. Ao longo destes anos, os grelhados de peixe resumiram-se ao salmão, a umas lulas e penso que pouco mais.
Num destes dias o Ricardo e eu fomos comer a casa dos meus sogros e o jantar foi peixe grelhado. Umas suculentas postas de peixe espada preto chegaram-nos ao prato a pedirem um fio de azeite e que as degustássemos sem mais demoras. Soube tão bem este peixe grelhado.
No passado fim-de-semana fui visitar os meus pais. Almoço com a minha mãe. Visita à horta. Ao final do dia, chega então o meu pai, vindo das suas pescarias com os amigos. Que sorte a minha! Trouxe uns sargos fresquinhos para o almoço do dia seguinte. E sabem como é que decidi preparar este peixe com sabor a mar? Grelhado.
















