Há ideias que surgem nem sabemos muito bem como. Conversa e mais conversa, partilha de ideias, as coisas normalmente vão em crescendo e quando damos por ela estamos com uma ideia nas mãos e um compromisso assumido. Passo então a explicar do que falo.
Um destes dias em conversa com o meu cunhado Hugo e com a Cláudia - o conhecido casalinho Maravilha - surgiu a ideia de dar explicações sobre como confeccionar uma ementa, algo simples, elegante e se possível, rápido, a pessoas que gostariam de aprender a cozinhar. Ou seja, ensinar a preparar uma refeição com entrada, prato principal e uma sobremesa. Uma espécie de workshop previamente combinado e de acordo com as necessidades de quem quer aprender. Ora se bem se falou, mais rapidamente se marcou! Quando dei por mim, já tinha a agenda aberta e a marcar uma data. Um sábado. Dia 4 de Junho. Workshop para dois. Ementa pedida: um amuse-bouche, uma sopa fria, um prato principal e uma sobremesa de colher. Houve ainda um pedido adicional, para utilizar vieiras como ingrediente no prato principal. Ui! Engoli em seco e pensei, não querias fazer um workshop? Ora, aqui tens! Toca a trabalhar e a escolher o que vais ensinar a fazer.
Uma semana antes enviei o que iríamos confeccionar assim como a lista de ingredientes. Eis então a ementa do nosso workshop:
Amuse-bouche: Queijo feta com maracujá, alecrim e um fiozinho de azeite;
Sopa fria: Shot frio de beterraba e melão;
Prato principal: Risotto de ervilhas com vieiras salteadas em manteiga;
Sobremesa: Pudim de citrinos.
No sábado cheguei a casa dos meus cunhados bem cedinho. Já estava tudo pronto para o workshop. A casa impecavelmente arranjada. A Cláudia, quis registar cada momento da confeção em fotografias.
Depois de explicar novamente qual seria a ementa, começámos a trabalhar. A primeira coisa a fazer foi a sobremesa. O pudim de citrinos é uma receita muito rápida de preparar e não tem mesmo nada onde errar. Seguro, portanto. O Hugo, com uma ou outra indicação minha fez o pudim na perfeição. Enquanto o pudim estava no forno, seguimos para o shot frio, receita publicada na revista Sabe Bem nº1 de Maio/Junho de 2011.
Shot frio de beterraba e melão
Ingredientes:
2 beterrabas cozidas (150g)
1 laranja
300g de melão limpo
flor de sal
pimenta preta de moinho
talos de aipo para decorar
1. Num copo liquidificador colocar a beterraba e o melão cortados aos pedaços e o sumo de laranja. Triturar muito bem.
2. Se ficar muito espesso adicionar um pouco de água.
3. Servir em copos com os talos de aipo, salpicado de flor de sal e de pimenta moída.
O shot fresquinho soube muito bem. Apenas duplicámos a receita, dado que éramos 6.
Ao prepararmos o amuse-bouche começámos por cortar o queijo feta em pequenos rectângulos que colocámos nas colheres de servir. De seguida cortámos ao meio um maracujá e com uma colher de chá, o Hugo colocou as sementes em cima do queijo. Finalizou com uma folha de alecrim e umas gotas de azeite. Esta entradinha foi feita a partir da servida em Estremoz, no restaurante A Cadeia Quinhentista. A última coisa a preparar foi o risotto.
Risotto de ervilhas com vieiras salteadas
Ingredientes:
500g de arroz
4 chalotas
3 dentes de alho
azeite
vinho branco
ervilhas (usámos congeladas)
cebolinho
queijo parmesão ralado
manteiga
vieiras frescas sem a casca
2 cubos de caldo de peixe
água quente
Começámos por picar a cebola e os dentes de alhos. De seguida colocámos a cebola num tacho com azeite e levámos ao lume. Assim que a chalota quebrou adicionámos o arroz e deixámos fritar um pouco. De seguida refrescámos com vinho branco e desligámos o fogão.
Como o arroz é algo que deve ser feito e levado imediatamente para a mesa e como ainda faltavam dois convidados para o almoço, a Caterina e o Pedro, parámos o processo e fomos tratar das vieiras.
Temperámos as vieiras com sal e pimenta. Colocámos a manteiga numa frigideira e levámos ao lume. Assim que ficou quente colocámos as vieiras e deixámos alourar de um lado e depois do outro. Retirámos e reservámos.
Quando os outros convidados chegaram e enquanto provávamos o amuse-bouche e o shot frio de beterraba, que fica com uma cor linda, acabámos de cozinhar o arroz.
Adicionámos os cubos de caldo de peixe, usados pois não havia tempo para fazer caldo de peixe, adicionámos água quente e as ervilhas. Temperámos com sal e à medida que o arroz o exigia adicionávamos um pouco de água, mexendo de vez em quando. Assim que o arroz ficou cozido, retirámos do lume, adicionámos uma colher de sopa de manteiga e cebolinho picado. Servimos o arroz polvilhado com queijo parmesão e as vieiras. Seguiu para a mesa. E todos gostaram.
Acho que me safei! Este já está. Que venham mais!






















































