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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A verdadeira piza napolitana no Forno d'Oro


A primeira vez que fui ao restaurante Come Prima em Lisboa foi há uns anos num jantar de imprensa. A simpatia do chef Tanka Spakota, também conhecido como Giovanni, e da sua mulher Rita conquistaram-me de imediato. Gostei do modo como fui recebida e da comida, principalmente das pizas, com uma massa muito saborosa, leve, e com ingredientes vindos de várias zonas de Itália. Gostei tanto que sempre que vinham amigos que gostam de comida italiana a Lisboa, o Come Prima era um restaurante de visita obrigatória. Por isso, foi com muito agrado que soube que este ano abriram uma nova casa, o restaurante Forno d'Oro, na rua da Artilharia 1.

No final do passado mês de Setembro, fui ao Forno d'Oro para um jantar muito especial. O restaurante recebeu o certificado que atesta que a piza servida segue os procedimentos da verdadeira pizza de Nápoles. Este galardão equivale em analogia com o cinema à atribuição de um Óscar. A piza napolitana, ou melhor, a Vera Pizza Napoletana, é uma piza em que a massa deve ter ar, faz bolhas, e as bordas devem ser redondas.

Começámos o jantar com a piza frita servida com fatias finas de presunto, entre conversas e um copo de espumante fresco. Enquanto conversava com os restantes convidados, era inevitável, espreitar o que se passava no forno revestido a ouro, construído no local, e que dá nome à casa. Estender a massa da piza é uma arte e ver as pizas a entrar para o forno, a cozerem, cria um ambiente muito especial.


Sentados à mesa pudemos apreciar algumas das pizas acabadas de sair do forno, como a Pizza Margherita ou a Diavola, com o queijo a derreter, uma maravilha. Durante o jantar provámos seis das muitas pizas que o restaurante tem no menu. Para além de seguir a tradição napolitana da massa da piza, usam ingredientes autênticos como o tomate San Marzano ou a mozzarella fiori di latte. No Forno d'Oro, o chef Tanka também procura adaptar as pizas aos sabores portugueses e encontramos no menu tentadoras propostas como sabores lusitanos como a Pizza Transumância, com queijo de ovelha e presunto de porco preto, ou a Pastorinha, com morcela de Monchique e requeijão, entre outras propostas. A acompanhar as pizas foram servidas cervejas artesanais, vindas de Itália. Na carta há também marcas artesanais portuguesas.


É caso para dizer que o segredo das pizas do Forno d'Oro está na massa, e no respeito pela autenticidade dos ingredientes utilizados. Faz toda a diferença! Para quem gosta dos verdadeiros sabores italianos, o restaurante Forno d'Oro merece uma visita.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Piza de chouriço com tomate cereja e queijo


Quando faço piza há qualquer coisa mágica no ar que me transporta até ao país de uma das línguas mais românticas que conheço. Itália. Desde pequena que fui alimentando um sentimento romântico, apaixonado pelas pessoas, pelas cidades e pela comida italiana.

Itália é dos países, que tenho a sorte de já ter visitado, por várias vezes. E venho sempre apaixonada pelos gelados, pelas massas e pelas pizzas! Hoje para a rubrica Momentos Président avec Plaisir, deixo-vos a sugestão de uma saborosa piza.


Ingredientes para piza:
Massa para a base da piza
250 g de molho de tomate
250 g de queijo Mozzarella & Emmental ralado Président
115g de chouriço picante
230g de tomate cereja
Folhas de manjericão q.b.


1. Estender a massa em duas bases para pizza.

2. Colocar o molho de tomate nas bases, de seguida o chouriço cortado às rodelas e o tomate cereja cortado ao meio.

3. Polvilhar com queijo Mozzarella & Emmental ralado Président.

4. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 25 minutos.

5. Servir com folhas de manjericão.


Ingredientes para a massa da piza:
500 g de farinha
15 g de fermento de padeiro
15 ml de azeite
3 dl de água morna
Sal q.b.


1. Colocar numa taça a farinha, o azeite e sal.

2. Dissolver o fermento de padeiro na água morna.

3. Regar a farinha com a água. Amassar e formar com a massa uma bola.

4. Tapar a taça com um pano e deixar a levedar durante uma hora.

5. Dividir a massa em duas pequenas bolas iguais e deixar a levedar mais uma hora.


Ingredientes para o molho de tomate:
1 Kg de tomate maduro
3 chalotas
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
1 dl de vinho branco
2 folhas de alho-francês
1 talo de aipo
Sal q.b.


1. Escaldar o tomate com água a ferver durante cinco minutos. Retirar a pele e as sementes.

2. Colocar as chalotas picadas num tacho com o azeite e os dentes de alho também picados. Deixar refogar até a chalota começar a quebrar.

3. Adicionar o tomate picado, as folhas de alho-francês e o aipo. Temperar com sal e regar com o vinho branco. Deixar cozinhar até parte do líquido se ter evaporado.

4. Retirar o talo de aipo e as folhas de alho-francês. Com a ajuda de um passe-vite triturar a mistura.

5. Levar ao lume e deixar apurar, mexendo de vez em quando.


A massa desta piza fica alta. Mas cá em casa adorámos. Já tinha saudades de comer uma piza!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mais um encontro com pizas


Duas pessoas encontram-se e descobrem que partilham imensas afinidades, que tem elos em comum. As leituras. As viagens. O gosto pela comida e pela experiência de novos sabores. Conheci a Cláudia Henriques depois de sair a entrevista sobre o Projecto 4 por 6 na revista Gingko e a partir daí o contacto manteve-se. Desta última vez que passou por Lisboa, organizei cá em casa um jantar de pizas. Para colocar a mão na massa e conversarmos à volta da mesa veio também a Mariana e a Suzana.

Quando se juntam várias pessoas na cozinha há logo uma alegria natural que passa de uns para os outros. A conversa desde o momento em que começa nunca mais para. Contam-se histórias, momentos da vida, partilham-se sentimentos e ideias sobre acontecimentos da atualidade. A comida é uma das melhores formas de juntar as pessoas, de marcar bons momentos, de construir pedacinhos de felicidade.

Para construir esse momento especial à mesa preparámos várias pizas. A Cláudia usou molho de tomate, umas rodelas de beringela, cogumelos frescos laminados, fiambre aos cubinhos e um pouco de manjericão fresco picado. Antes de ir ao forno, umas gotinhas de azeite e quando saiu, rúcula fresca por cima. A Mariana usou fiambre, cogumelos, tomate cereja, queijo mozzarella ralado e folhas de manjericão. A Suzana colocou na sua piza molho de tomate, courgette fatiada, tomate cereja, azeitonas pretas laminadas, anchovas, orégãos e queijo mozzarella ralado. Na minha piza coloquei molho de tomate, chouriço, tomate cereja, azeitonas pretas, queijo mozzarella e servi com folhas de rúcula.


A Suzana presenteou-nos, na sobremesa, com uma panna cotta com ruibarbo, que estava uma delícia e a Cláudia com uma caixa de ovos moles de Aveiro, que são uma perdição.

Das pizas pouco sobrou para contar a história. Quando não sobra é sinal que todos gostámos. Eu pelo menos gostei imenso de ter a mesa cheia de amigos e de boa conversa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pizas com pequenos e graúdos


Adoro receber amigos em casa. Uma forma divertida de termos uma refeição juntos é fazermos pizas. Vamos para a cozinha e a nossa diversão assemelha-se a uma festa. Falamos, rimos, vimos o que é que cada um coloca na sua piza, usamos ingredientes uns dos outros e no final saboreamos tudo sentados à mesa. Uma refeição de pizas em que os convidados vão para a cozinha é sempre uma refeição bem disposta e agradável.

Em Julho, quando o nosso amigo Nuno esteve cá de férias, fizemos dois encontros de pizas. Um com os amigos de longa data e outro, um almoço com crianças. Neste almoço estiverem presentes o David e o Daniel, o Nuno Santos, a Graciete e o Nuno Vaz, que já é um veterano nestes encontros e costuma fazer sempre das melhores pizas. A última dele a fazer furor foi num encontro em casa da Carlota, em que o Nuno nos surpreendeu com uma piza de tâmaras e bacon.

O nosso encontro de pizas com o David e o Daniel começaram com estes na cozinha a fazerem o sumo de frutas que iriam beber ao almoço. Escolheram as suas frutas favoritas e depois com a ajuda do Ricardo, que se estava a divertir tanto quanto eles, fizeram um delicioso sumo de laranja, pêssego e ameixas que foi bebido na altura com tanto gosto que por pouco não chegava à mesa. Das várias ameixas, deliciaram-se à sobremesa com o doce das ameixas de Elvas (Rainhas-Cláudia verde). É interessante ver a reação das crianças à descoberta de um novo sabor.

Depois do sumo vieram as pizas. O David e o Daniel cada um fez a sua. O Daniel preferiu não usar molho de tomate. Como ingredientes escolheram ananás, frango, cogumelos, bacon, brócolos, orégãos e queijo mozzarella ralado. Estas foram as pizas mais originais de todos os encontros, não pelos ingredientes em si, mas pela forma como os colocaram. Com eles, cada um desenhou um rosto pitoresco na piza. O Daniel, na sua piza fez o cabelo com os raminhos dos brócolos e o David utilizou para fazer as sobrancelhas dois pedaços de ananás. A imaginação das crianças é fabulosa. Nem calculam o modo como estavam entusiasmados e divertidos por fazerem a sua piza e por irmos todos provar. E nós graúdos, estávamos tão entusiasmados quanto eles. As suas pizas estavam muito boas.


O Nuno Vaz e a Graciete fizeram uma piza com molho de tomate, farinheira de porco Ibérico, ananás, azeitonas, segurelha e queijo mozzarella ralado. Mais uma vez, estava muito boa. Eu e o Ricardo fizemos uma piza com molho de tomate, chouriço, cogumelos, azeitonas, queijo mozzarella fresco e ralado.


Para sobremesa tivemos um delicioso pudim de coco feito pela Manuela, a mãe do Nuno Santos, daqueles que toda a gente gosta e repete. Eu fiz um clafoutis de cereja, receita de Maria de Lourdes Modesto.


Este foi mais um daqueles encontros que me fez sentir feliz. Espero que um dia o David e o Daniel se lembrem deste almoço com um sorriso nos lábios.

[ Published in English as Pizzas for kids and grown ups ]

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Noite de piza com os amigos


A vinda de férias a Portugal de um grande amigo de longa data foi o pretexto para organizar cá em casa, no domingo passado, um jantar de pizas.

As regras destes jantares em que os convidados vão para a cozinha meter a mão na massa, são as mesmas de sempre. Cada convidado deverá pensar em trazer os ingredientes para a sua piza. Nós fornecemos a massa e mais um ou outro elemento necessário, como o molho de tomate, por exemplo.

A noite começou com um brinde com um vinho branco Herdade do Esporão Duas Castas, ao nosso amigo Nuno e a este maravilhoso grupo de velhos amigos. Para acompanhar o brinde servi queijo de Azeitão no forno com orégãos, patê, azeitonas e um cestinho com pão e picos.

Já na cozinha, distribui pelos convidados uma base de metal e um pedaço de massa que deveriam esticar. E não foi que esticaram a massa muito bem! O momento de preparação das pizas é dos mais divertidos destes jantares. Quando cada um começa a revelar os ingredientes que trouxe acontece o inevitável. É que damos por nós e estamos todos a acrescentar mais uns quantos ingredientes à nossa piza que não tínhamos pensado. Trocamos ideias. E claro, rimos imenso.

A primeira piza a ir para o forno foi a do Nuno que procurou colocar os ingredientes de maneira a lembrar a bandeira americana. Na sua piza usou molho de tomate, cogumelos, presunto, queijo mozzarella fresco e ralado e orégãos. O Pedro fez uma das pizas mais inovadoras. Na base colocou molho de tomate e na cobertura usou cogumelos, tomate, presunto, salame e por cima uma generosa camada de fatias de queijo mozzarella. Mais um pouco e parecia uma Francesinha autêntica. ;)


A Cláudia e o Ricardo também brilharam com a sua piza apesar de estarem constantemente a dizer que não cozinham muito! Devia ser para confundir os restantes companheiros de aventura. Usaram molho de tomate, milho, ananás, bacon, pimento e queijo mozzarella ralado. O Ricardo e eu fizemos uma piza com chouriço picante, pimento verde e queijo mozzarella fresco e ralado.


Algumas das pizas foram servidas com rúcula. O vinho tinto escolhido foi Herdade do Esporão reserva 2004.

Para sobremesa o Pedro trouxe petit gâteau e eu fiz um bolo de chocolate e courgette com avelãs. Acompanhámos a sobremesa e os cafés com um cálice de vinho branco doce Grandjó colheita tardia 2007.

A conversa prolongou-se noite dentro. No final, ficou a vontade de repetir e de não estarmos tantos anos sem nos encontrarmos.

[ Published in English as Pizza night with friends ]

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um animado jantar de pizas


Na passada sexta-feira voltei a combinar um jantar de pizas cá em casa. Os convidados, a querida Pipoka, amiga que ganhei com este blogue, e o Luís.

Antes de irmos para a cozinha fazer as pizas, sentámo-nos à mesa e entretemo-nos com umas entradas. Pasta de azeitona com queijo parmesão, que a Pipoka trouxe, muito agradável. Depois de ver a receita publicada no Three Fat Ladies fiquei com curiosidade em experimentar e eis que surge a oportunidade. ;)


Eu preparei uma taça com azeite e vinagre balsâmico cremoso, azeitonas verdes com alho e malagueta, anchovas com azeitonas e pimento, que comprei já prontas a servir e um queijo ricotta com mel e canela.


O queijo ricotta com mel e canela foi uma verdadeira surpresa. Para além de ser uma entrada que não dá trabalho nenhum a fazer, muito prática, fica muito bom. Recomendo.


Ingredientes:
1 queijo ricotta
2 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de canela

1. Misturar o mel com a canela e levar ao microondas durante 20 segundos ou aquecer num recipiente no fogão. Não aquecer demasiado, apenas o suficiente para que o mel fique líquido.

2. Colocar o queijo num prato de servir e regar com a mistura de mel e canela. Servir.

Esta sugestão é do blogue Souvlaki for the Soul, que muito aprecio. O autor sugere que seja servido depois da refeição, a acompanhar o café. Mas como entrada também resulta muito bem.

Para acompanhar as entradas, resolvi pedir ao Ricardo para fazer um pão de azeitonas, verdes e pretas, na máquina do pão. Para além do pão de azeitonas servi também gressinos com sésamo. Quando estive em Itália, em quase todos os restaurantes uma das primeiras coisas a chegar à mesa assim que nos sentávamos era um pacotinho de gressinos, finos, que desapareciam rapidamente. Bons tempos! :)


A acompanhar as entradas servimos um vinho branco Duas Castas 2010 da Herdade do Esporão.


Na hora de fazer a piza descobri que a Pipoka tinha como ingredientes peras rocha, queijo roquefort e nozes. Uma excelente combinação, em memória de um fantástico jantar no restaurante Café Buenos Aires onde em tempos comemos uma salada de roquefort, pêra, nozes e endívias. A piza Café Buenos Aires depois de sair do forno confirmou a boa conjugação dos ingredientes!


Eu e o Ricardo optámos por fazer a uma piza com alcaparras, alcachofras e anchovas. Há uns anos vimos um filme português - Contrato - em que o protagonista fazia uma piza com estes ingredientes. Na altura achámos uma combinação pouco usual e ficámos de experimentar. Com o passar do tempo, esquecemo-nos dos ingredientes. Sabíamos que começavam por A, até que recentemente nos voltámos a lembrar.


Às alcaparras, alcachofras e anchovas resolvemos acrescentar azeitonas. Para esta piza dos Quatro A, colocámos uma base de queijo mozzarella ralado, corações de alcachofra cortados, anchovas em azeite, alcaparras. Finalizámos com mais queijo mozzarella e parmesão ralados. Ficou com um sabor bastante forte e as anchovas marcaram presença de forma excessiva, por causa do sal! Da próxima vez, talvez as coloque em água antes de as usar.


Acompanhámos as pizas com um tinto alentejano Terra Grande reserva 2008, escolha do Luís, e uma garrafa de tinto da zona do Douro, Casa Antiga reserva 2007.

Para sobremesa, a Pipoka trouxe uns deliciosos bombons de chocolate branco e limão. Eu servi um bolo de chocolate húmido, daqueles que é suposto ficarem quase mousse de chocolate.


As sobremesas foram acompanhadas com uma garrafa de ice wine que trouxe de Niagara-on-the-Lake, no Canadá. O ice wine servido foi um Cabernet Sauvignon 2006. Quando ouço falar em ice wine lembro-me logo de uma prova de vinhos que fiz na loja da Pillitteri Estates Winery.


Foi aqui que descobri este precioso néctar, meia hora antes de sobrevoar de helicóptero as Cataratas do Niágara, num dia de céu azul. Uma experiência inesquecível!


Como não poderia deixar de ser, quando pessoas com os mesmos interesses se juntam, parece que os temas de conversa nunca se esgotam. A noite deu para que falássemos de comida, de viagens, dos Açores, de livros de gastronomia, de fotografia, de blogues, de desejos e de sonhos. Que venham muitos mais encontros!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um jantar de pizas e uma interessante coincidência


No sábado passado recebi a Helena e o Miguel, para um jantar de pizas cá em casa. As mesmas regras de sempre. Os convidados pensam numa piza, de preferência que ainda não tenha sido feita e como a piza escolhida envolve algum secretismo, só no dia é que sabemos o que cada um vai colocar na piza. Apesar de termos alguns ingredientes disponíveis, aconselhamos os nossos convidados a trazem os ingredientes principais. Nós fornecemos a massa para a base da piza, feita na máquina do pão. A receita da massa é a mesma de sempre.

O nosso jantar começou com umas entradinhas: azeitonas, queijo de cabra e ovelha curado, queijo de Azeitão, e salmão:


Salmão fumado com alcaparras e limão
salmão fumado
alcaparras
sumo de 1 limão
cebolinho picado

1. Colocar o salmão fumado num prato.

2. Dispor as alcaparras. Regar com o sumo de limão e polvilhar com o cebolinho picado.


Esta entrada é muito simples, mas fica muito agradável. Desde que a comi no Restaurante Stravaganza que fiquei com vontade de experimentar. Em noite de pizas, achei que seria adequada.

Servi o pão no cestinho que a Helena me ofereceu no dia do almoço em sua casa. O cestinho está sempre agora na minha cozinha. :)

Quando a massa para a piza ficou pronta, dirigimo-nos para a cozinha. Tinha chegado a hora de estendermos a massa e descobrirmos o que iríamos fazer. E coincidência das coincidências, não é que tínhamos pensado em usar espargos ... ovos ... queijo! Como? Sim! Sem sabermos tínhamos pensado na mesma piza! :) Nem imaginam o que nos rimos com esta coincidência. Como se costuma dizer, o mundo é pequeno, mas quando se está em sintonia, fica ainda mais pequenino e as coincidências acontecem naturalmente.


O Ricardo desde que viu a receita da piza de espargos com ovos no livro Pizza de John Lanzafame que ficou com vontade de experimentar. De vez em em quando lembrava-me que queria aquela piza dos espargos com ovo. De tanto o ouvir, aceitei. Aceitei, mas o livro ainda continua num caixote, dos vários cheios de livros que ainda temos para arrumar. Portanto, a piza seria feita de cabeça! Isso pensávamos nós! :)


A piza de espargos com azeite trufado e nozes da Helena e do Miguel resultou na perfeição. Ficou linda e não sobrou nada! A receita foi já publicada pela Helena. Espreitem! Voltou a ficar linda.


Perante a coincidência, há que surpreender. Abri o frigorífico e a despensa e fiz algumas escolhas. Depois da massa estendida coloquei queijos parmesão e mozzarella ralados. Dispus uma camada de cogumelos shiitake cortados, filetes de anchova em azeite, escorridos, fatias de tomate, alcaparras e terminei com mais queijo mozzarella ralado. Servimos com rúcula selvagem. Foi a primeira vez que usei anchovas numa piza. Acabaram por sobressair entre todos os outros ingredientes.


Acompanhámos a preparação das nossas pizas com vinho branco verdelho da Herdade do Esporão.

Para sobremesa a Helena brindou-nos com uma mousse de chocolate, daquelas que eu gosto, intensas! Cremosa, leve, mas em que dá para colocar a colher sem cair. Não resisti a repetir! :) Eu fiz um bolo de pêra e nozes. Apesar de sabor estar agradável, achei que as peras deveriam estar um pouco mais maduras. Mesmo depois de cozido, notavam-se que estavam rijas.


Com a conversa, nem nos apercebemos do tempo a passar. Quando olhámos para o relógio constatámos que o nosso jantar durou mais de oito horas muito felizes. As coincidências existem e são boas, especialmente quando as pessoas se ligam e estão em sintonia. E isso é mesmo muito especial! :)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pizas ao domicílio, início de uma nova época

Agora que o Outono se instalou de vez, chegou a altura de retomarmos o projecto das pizas. Os dias mais frios e chuvosos convidam às comidas de forno. Nesta altura, em que a cozinha pode ficar mais quente, as pizas são uma óptima maneira de juntarmos um grupo, passarmos uma noite divertida à volta da cozinha e da mesa.

O dia escolhido foi a sexta-feira passada. O ponto de encontro, a casa da querida Carlota que, como sempre, nos recebeu muito bem. Os convidados para colocarem as mãos na massa foram, desta vez, a Carlota, o Mário, a Helena, o Miguel e o Nuno.

A noite começou com as entradas. A Carlota surpreendeu-nos com uns tomates cherry embebidos em vodka e passados por um mistura de salsa picada entre outros ingredientes.

Umas deliciosas caixinhas com compota de cebola roxa e queijo chévre.

Camembert com compota de cereja e massa filo.

Ovos de codorniz com uma mistura preparada pela Suzana.

E bolachinhas de massa folhada com maçã, morcela e canela, uma homenagem à dona deste blogue e ao seu marido, em lembrança da piza Manuela que fizemos, num outro encontro, em casa da Carlota, que nos deixou encantados.

Para além das delícias apresentadas pela nossa anfitriã, também tínhamos na mesa pistácios e figos secos. Fomos acompanhando as entradas com vinho Moscatel de Setúbal e vinho rosé Defesa, bem fresquinho.

Na cozinha, fomos preparando as pizas. A massa feita na máquina do pão, resultou desta vez um pouco mais rígida do que é habitual. O livro com a receita está perdido nos caixotes que ainda estão por desempacotar e o Ricardo acabou por fazer a massa, na máquina do pão, de cabeça. O resultado foi uma massa dura, que deu alguma luta a esticar. Com a massa estendida, a Carlota e o Mário fizeram uma piza em que colocaram na base da massa: azeite, orégãos secos, queijo gorgonzola, presunto, azeitonas, rúcula e queijo parmesão.

A Helena e o Miguel fizeram uma piza em que colocaram na base molho de tomate frito, cebola roxa, fatias de morcela, queijo mozzarella, maçã granny smith, um molho à base de vinagre balsâmico, azeite, sal e pimenta e nozes partidas.

O Nuno, fez a piza vencedora da noite, que intitulou Pizza Magreb. Na base colocou mozzarella de búfula, tâmaras enroladas em bacon, azeitonas, segurelha - o seu ingrediente secreto! - fatias de maçã vermelha, queijo gorgonzola, queijo mozzarella ralado e queijo parmesão.

Eu e o Ricardo fizemos uma piza com queijo parmesão ralado, fatias de paio york, rodelas finas de batata, tomilho fresco, azeite, queijo mozzarella fresco e queijo parmesão ralado. Depois de sair do forno foi servida com rúcula e pistácios.

Acompanhámos as pizas com um vinho tinto Damasceno de 2008, uma escolha do Nuno.

Para a sobremesa, a Carlota deixou-nos de boca aberta. Serviu-nos duas fantásticas sobremesas, uma tarte de lemon curd e outra de chocolate e manteiga de amendoim que, mesmo cheia que nem um ovo, fiz questão de provar! ;)

A noite foi pequena para o que tínhamos para conversar, rir e partilhar. Estes encontros sabem tão bem! :)