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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Carpaccio de tomate com burrata e pistácios

Os dias quentes pedem comidas frescas e leves. Por aqui, continuamos a procurar dar destino ao tomate bom que nos chega da horta. Um destes dias, para iniciarmos um almoço, fiz um carpaccio de tomate com burrata e pistácios. Que combinação maravilhosa! Experimentem.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Carpaccio de abacaxi com lima e hortelã


Ananás ou abacaxi?

Confesso que quando penso em ananás lembro-me, logo, do ananás dos Açores. Há uns anos atrás, quando estive em São Miguel, visitei uma estufa de produção de ananás, onde tive a possibilidade de aprender algumas curiosidades do cultivo deste delicioso fruto. Não sei se vos acontece, mas acabo, no dia a dia, por usar mais a palavra ananás mesmo que vá comprar um abacaxi! Cá em casa, tenho sempre alguém que me diz: « - Mas compraste um ananás ou um abacaxi? »

Qual é então a diferença? O ananás e o abacaxi são o mesmo fruto, podendo existir variedades mais doces ou mais ácidas, só que cultivados em locais e de maneiras diferentes. O ananás é produzido, principalmente, no sul do Brasil e no Paraguai. Demora 18 meses a ser produzido e só é apanhado quando está maduro. Quando visitei as estufas de ananases nos Açores, explicaram que controlam a produção usando um método que envolve o uso de fumo, para poderem fazer face ao aumento de procura por este fruto no Natal e na Páscoa. O abacaxi é cultivado ao ar livre em países tropicais como a Costa Rica, é mais doce e tem uma forma mais alongada. É também uma opção mais económica.

Cá em casa, consumimos abacaxi e ananás, apesar de comprar mais vezes abacaxi. E foi com abacaxi, que um destes dias, fiz uma refrescante sobremesa para servir num almoço demorado, cá em casa. Fazer sobremesas com fruta é tão prático!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Carpaccio de abacaxi com maracujá e pimenta-rosa


Sempre que posso gosto de terminar a refeição com uma sobremesa. Mas a sobremesa não tem que ser um bolo, tarte ou uma musse.

A fruta apresentada de forma apelativa, cá em casa, funciona muitas vezes como uma fantástica sobremesa. Um destes dias para um almoço demorado, daqueles em que faço uma carne assada no forno durante algumas horas - fica tão suculenta que facilmente repetimos e no final sobra sempre muito pouco - servi uma travessa de abacaxi cortado em fatias finas com maracujá, hortelã e pimenta-rosa. Fresco, soube tão bem! Há dias em que fazer uma sobremesa não custa mesmo nada. Gostam?

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Carpaccio de abacaxi com hortelã


Domingo foi um grande dia para o orgulho nacional. Consagrámo-nos campeões europeus de futebol, um feito único que deixou o país a festejar. Sara Moreira e Jessica Augusto ganharam respectivamente medalha de ouro e bronze no campeonato europeu de atletismo. Nação valente! Estas conquistas são magníficas, enchem-nos a todos de um orgulho maior, de um sentimento que nos engrandece e faz vibrar de alegria. Os nossos atletas são uns heróis!

Cá em casa houve festa. Preparámo-nos para ver em directo o jogo da selecção portuguesa em Paris. Entre saltos, gritos de emoção, entusiasmos que nos fizeram saltar muitas vezes do sofá, houve também alguns petisquinhos bons. Pão, salgadinhos e um delicioso e fresco carpaccio de abacaxi que partilho, hoje, convosco.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Carpaccio - ou talvez não? - de beterraba


A história da alimentação é um mundo fascinante. Para além das histórias dos produtos, origens e influências, agrada-me muito descobrir como nasceu determinado prato. Encontramos nas ementas de vários restaurantes carpaccio de polvo, de bacalhau, de morangos, entre outras possibilidades, como beterraba. Será que tudo o que nos é apresentado cortado em fatias finas recebe a designação de carpaccio? Como nasceu este prato que tanto nos alimenta a imaginação?

Fortunato da Câmara na sua obra, Os Mistérios do Abade de Priscos, conta-nos a história. Guiseppe Cipriani abriu em 1931 o conhecido Harry's Bar, junto à praça de San Marco em Veneza. O bar transformou-se logo num enorme sucesso. O serviço de qualidade, o ambiente luxuoso, foi atraindo para o bar conhecidas personalidades de várias áreas, como escritores, actores, políticos. Em 1950 a condessa Amalia Nani Mocenigo, que estando proibida por ordens médicas de comer carnes vermelhas cozinhadas, pediu a Guiseppe para comer algo saboroso mas que não fosse contra as indicações do médico. Guiseppe ao ouvir as lamentações da sua cliente, foi para a cozinha e regressou com um carpaccio. Um prato com lâminas de lombo de novilho cru servido com um molho branco.

«Guiseppe Cipriani era um amante da pintura renascentista, por isso a exposição retrospectiva sobre a obra de Vittore Carpaccio, que por aquela altura estava em exibição no Palácio Doge, foi mais uma vez uma fonte de inspiração para dar o nome a uma criação sua. O PORQUÊ de se chamar carpaccio ao prato de fatias finas de carne crua com um molho branco deve-se ao estilo do pintor do século XV. (...) Os diversos tons vermelhos, profundos, que caracterizam os seus quadros em conjunto com os degradês brancos marcam o estilo de Carpaccio. (...) O novilho do carpaccio servido à condessa Mocenigo tinha as tonalidades dos quadros de Vittore Carpaccio.»


O carpaccio são as fatias finas de bife de novilho, tudo o resto, tal como se diz no mundo da arte, são falsos carpaccios! Apresentei esta entrada, com sabores frescos de primavera, na edição de Julho de 2013 da revista Saber Viver.

Carpaccio de beterraba

Ingredientes para 4 pessoas:
3 beterrabas médias cozidas
2 laranjas
50 g de queijo feta
30 g de pinhões
40 g de rúcula selvagem
40 g de folhas de agrião

Ingredientes para o molho:
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 pitada de cominhos em pó
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar as beterrabas em fatias finas com uma mandolina.

2. Descascar e cortar as laranjas em gomos, limpos de peles e sementes.

3. Alourar os pinhões numa frigideira ao lume.

4. Colocar as fatias de beterrabas em quatro pratos.

5. Numa taça misturar os gomos de laranja, a rúcula, as folhas de agrião, o queijo esboroado e os pinhões.

6. Numa taça misturar o azeite, com o vinagre, os cominhos, sal e pimenta-preta a gosto. Regar a salada com o molho e mexer.

7. Distribuir a salada pelos pratos com a beterraba.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Carpaccio de morango e chocolate branco


Os dias bonitos de sol, mesmo que o frio se faça sentir, são sempre dias inspiradores para mim. Sabe muito bem começar uma nova semana com bom tempo. E para vos inspirar, deixo-vos uma sobremesa doce com morangos que desenvolvi para a edição de Julho de 2013 da revista Saber Viver. Servida fresca, faz-nos lembrar dias felizes de Primavera.

Carpaccio de Morango


Ingredientes para 4 pessoas:
250 g de morangos
2 colheres de sopa de açúcar em pó
3 colheres de sopa de vinagre balsâmico cremoso
20 g de chocolate branco em raspas
Hortelã para decorar


1. Cortar os morangos em fatias finas com uma mandolina.

2. Polvilhar as fatias de morango com o açúcar em pó, de seguida regar com o vinagre balsâmico cremoso e por fim, as raspas de chocolate.

3. Servir decorado com hortelã.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Carpaccio de polvo


O Inverno vai dando aparentes sinais de cansaço. E assim que pode, a Primavera aproveita-se e faz brilhar o sol para alegria e felicidade de nós, humanos. Adoro estes dias solarengos. As árvores, começam a cobrir-se de flores. E nos mercados já vi favas à venda e cebolas novas.

Em dias bonitos tenho outra disposição. Começo a fazer planos e a pensar em novos projectos. Penso em reunir mais vezes os amigos à mesa. Começam a apetecer comidas mais leves e petiscos. Grandes petiscos.

Hoje, para homenagear o dia bonito que está na cidade de Lisboa, deixo-vos um carpaccio de polvo que preparei para a edição de Julho de 2013 da revista Saber Viver. A inspiração para esta receita veio de uma viagem que fiz à Galiza, onde tive a oportunidade de petiscar um prato de polvo que me deixou saudades.

Carpaccio de polvo

Doses: 4 pessoas

Ingredientes:
1,250 kg de polvo congelado
1 dl de azeite
1 colher de sopa de paprica
2 colheres de sopa de salsa picada


1. Colocar o polvo congelado numa panela. Levar ao lume e deixar cozinhar em lume médio, com a panela tapada, durante 40 minutos.

2. Retirar o polvo da panela e deixar arrefecer.

3. Cortar as pernas de polvo de modo a ficarem uniformes. Uni-las em película aderente e formar um rolo. Levar ao congelador durante 4 horas ou de um dia para o outro.

4. Retirar o papel aderente e cortar o polvo congelado em fatias finas.

5. Regar o polvo com azeite. Polvilhar com a paprica e por fim, a salsa.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Carpaccio de laranja com calda de anis


Na revista Saberes & Sabores deste mês, foi publicada uma receita que me chamou logo a atenção. A receita é Carpaccio de Laranja com calda de Anis. Pelos ingredientes e pela imagem, ficou logo na lista das receitas a confeccionar brevemente. Este brevemente tomou forma no passado domingo.


Ingredientes:
15 g de amêndoa em fatias
50 g de açúcar
4 estrelas de anis
15 g de margarina
Água q.b.
2 laranjas
1 colher de sopa de mel
Pimenta-preta moída na hora
Folhas de hortelã fresca


1. Alourar a amêndoa numa frigideira anti-aderente em lume brando. Retirar as amêndoas e reservar.

2. No mesmo recipiente, colocar o açúcar, as estrelas de anis e a margarina. Borrifar com um pouco de água até molhar o açúcar. Levar a lume brando até ficar em ponto de caramelo claro.

3. Descascar as laranjas ao vivo e cortá-las em rodelas finas. Colocar as rodelas de laranja num prato fundo. Aproveitar todo o sumo que largarem e juntar ao caramelo.

4. Juntar o mel ao caramelo, sempre em lume brando, e deixar que se dissolva completamente no preparado. Se for necessário pode-se acrescentar um pouco de sumo de laranja, caso a calda esteja a ficar demasiado espessa.

5. Deitar a calda sobre as laranjas e deixar arrefecer.

6. Servir as laranjas com um pouco de pimenta moída na altura, com folhas de hortelã picadas e amêndoas tostadas.


Este carpaccio foi servido como sobremesa no almoço de domingo. Uma delícia. Mas não é que me esqueci de colocar a pimenta?! Uma falha que achei imperdoável! Logo eu que adoro pimenta.