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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Chips de cherovia


Fazer a limpeza ao frigorífico é uma das indicações que dou, a quem faz as pré-preparações para as refeições da semana. Antes de enchermos o frigorífico com as compras da semana, é importante vermos o que temos e pensarmos como podemos dar destino aos ingredientes que sobraram.

Para aproveitar sobras de legumes, costumo assá-las no forno. Corto cebola, pimento, abóbora, batata-doce, curgete e junto tomate cereja. Tempero com azeite e sal. E vai para o forno. Os legumes que uso, variam de semana para semana, de acordo com o que tiver. Esta foi a forma que encontrei para usar sobras de legumes, sem ser em sopa.

A semana passada, para dar destino a duas cherovias que tinha na gaveta dos legumes, decidi fritá-las. Ao estilo das batatas-fritas. Cá em casa, adorámos!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Pataniscas de legumes com caril


Dissemos, hoje, adeus ao Verão. As despedidas custam sempre. Fecha-se um ciclo. Termina a época das idas à praia, dos gelados, das bolas de Berlim, das conversas infindáveis com amigos nas noites quentes. Começamos a guardar os chinelos, os chapéus de sol e os vestidos frescos. Há despedidas que, esperamos nós, são apenas um até já. Neste caso, dizemos todos, querido Verão, até para o ano!

O Outono, traz-nos o sabor da mudança. Depois dos dias de calor, chega o tempo mais fresco. As primeiras chuvas. As folhas das árvores ganham novos tons. Começamos a procurar o agasalho de um casaco quentinho, de uns sapatos fechados. Abrimos as gavetas para sabermos onde estão os gorros e os cachecóis. Gosto da dinâmica do tempo e das estações. Cada época tem o seu encanto e cabe-nos a nós aproveitá-las da melhor forma possível, sem agruras.

E com o Outono chega também a necessidade das comidas de conforto. Deixamos as saladas e as sopas frias. Esta altura do ano é também de regressos. À escola, ao trabalho. Retomamos as rotinas. Procuramos comida que nos acompanhe nesta mudança de ciclo.

Quando a Fula me desafiou a criar uma receita com o seu óleo alimentar, decidi fazer uma receita que se encaixa neste tempo de mudança. Pataniscas de legumes. É uma receita que pode servir para uma refeição ou para um lanche nestes dias de Outono.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Tiras de frango panadas


A vida acontece todos os dias. Todos os dias acordamos, vamos para o trabalho, regressamos a casa, quando o sol se põe. Andamos de carro, metro e autocarro. Trocamos as pilhas das baterias, disto e daquilo. Colocamos a louça na máquina. Pensamos nos jantares. Deixamos as crianças na escola. Vamos às compras. E o que nos resta? O que fica de cada um dos nossos dias? Memórias? Sorrisos? Gargalhadas? Aborrecimentos? A vontade de estar noutro lugar?

Todos os que não se sentem bem com o que têm, devem procurar aquilo que os faz feliz. Ter a coragem de mudar, mesmo que haja incerteza. Não deixem que a rotina, que a espuma das coisas de sempre, ofusquem os vossos sonhos e desejos.

As preocupações do dia-a-dia, têm uma força incrível. São super heróis que nos dominam. Cabe-nos a cada um de nós encontrar forças. De escolher. De pensar que a vida são dois dias e que o melhor é cuidarmos, um pouco, de nós. De passearmos, de olharmos mais vezes para o céu. De lermos. De pararmos na esplanada de um café e aproveitarmos a energia boa do sol de inverno. De abraçarmos aqueles de quem gostamos. De juntarmos os amigos e a família, à volta da mesa, com mais frequência.

Cozinharmos para aqueles de quem gostamos não tem que ser complicado, ou demorado. Deixo-vos, hoje, uma receita prática que poder servir como refeição ou como um delicioso petisco. E lembrem-se, entre a azáfama dos dias, o importante é sermos felizes.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Coelho frito com massa de pimentão


Em minha casa, sempre se comeu coelho, principalmente na época da caça. Criávamos galinhas, perus, borregos e porcos. Mas coelhos, lembro-me que foram apenas criações pontuais. Um dos meus pratos preferidos, feitos pela minha mãe, na altura, era arroz de coelho com tomate. Tão bom!

O ano ano passado decidi perguntar, no Facebook, quais os pratos preferidos de coelho. Entre as várias sugestões, apareceu a de coelho frito. Decidi experimentar, cá em casa, uma receita de coelho frito temperado com massa de pimentão e o resultado foi este, o que partilho, hoje. Adorámos!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Asinhas de frango panadas


O Outono traz dias mais frescos. Traz a vontade de começar a assar castanhas, marmelos, batata-doce. Traz o prazer de acender a lareira, de colocar na mesa pratos de conforto, como sopas quentes de abóbora com feijão seco e uma mão cheia de couve lombardo cortada em tiras, guisados demorados com batatas, cenouras e cogumelos, pão acabado de fazer ou uma chávena de chá com uma fatia de bolo, saboreada a ver o vento passar pelas folhas douradas das árvores.

E para petiscar? O que apetece nesta época do ano? Saladas, tábuas de queijos e enchidos, e petiscos de conforto, como umas asinhas de frango fritas, ligeiramente picantes e comidas enquanto estão mornas com um molho de maionese e alho. Delicioso! Partilho, hoje, a receita das asinhas, convosco. Espero que gostem.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Croquetes de alheira com sementes de sésamo


A primeira vez que me lembro de comer croquetes de alheira com sementes de sésamo foi no restaurante O Nobre confeccionados pela conhecida chef Justa Nobre. E sempre que lá volto, de vez em quando, aparecem os bilharacos de alheira, nome pelo qual se designam estes croquetes ou bolinhos de alheira. São uma verdadeira delícia. Costumam chegar ainda mornos à mesa para nossa tentação. Ficam tão bons!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ovos escoceses


Há já algum tempo que queria partilhar convosco uma receita que faz sempre sucesso cá em casa. São ovos cozidos, envolvidos numa mistura de carne picada e posteriormente, fritos. São conhecidos como ovos escoceses. Ficam tão bons! Resultam bem para petiscar com amigos num dia de festa ou para saborear com a família à beira-mar. São óptimos para servir num piquenique, para um lanche demorado ou até mesmo para uma refeição. Deixo-vos, hoje, a receita. Experimentem!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Rabanadas de Natal


Dezembro já cheira a Natal. Na mesa, o bacalhau da consoada regado com bom azeite e o peru recheado assado no forno são parte da nossa tradição. Mas para mim não há Natal sem os doces típicos desta quadra festiva. O Natal não seria o mesmo sem os sonhos, os fritos de abóbora que todos os anos se fazem seguindo uma receita de família, o arroz-doce polvilhado com canela, o bolo-rei e um prato de rabanadas ou fatias douradas. Este ano a Canderel desafiou-me a recriar um doce tradicional de Natal. A minha escolha foram as rabanadas. Adoro, até para comer ao pequeno-almoço com um café. Sabem mesmo bem!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Carapaus fritos com açorda de berbigão


De há uns tempos atrás que procuro introduzir, cada vez mais, legumes na alimentação cá de casa. Nos últimos anos aumentámos o consumo de beterraba, batata-doce, chuchus, curgete, beringelas, abóbora, couve-flor, brócolos, pimentos e rúcula. Não sei se me estou a esquecer de algum legume que use com frequência mas, estes são os que regularmente não faltam cá em casa.

Nestes dias de Outono, em família, adoro quando se prepara um cozido à portuguesa com as carnes, os enchidos e as couves em abundância, se faz uma sopa da pedra, uma caldeirada ou um prato de bacalhau à Brás, onde não podem faltar umas azeitonas pretas e umas folhas de salsa picada.

A cozinha portuguesa é matriz dos meus cozinhados. Gosto sempre de voltar aos sabores da comida tradicional portuguesa, especialmente em refeições com tempo. No fim-de-semana que passou, numa das idas às compras, encontrei uns carapaus pequenos que me fizeram sonhar com uma açorda. O resultado foi este. Ficou uma delícia!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Anéis de cebola fritos


Adoro petiscos em qualquer altura do ano. Os nossos vizinhos espanhóis sabem cultivar o hábito de petiscar como ninguém. Ir a Espanha e não comer umas tapas, é por certo uma visita incompleta. Por cá, temos também a nossa tradição de petiscos de norte a sul do país.

Mas a sugestão de pestisco que hoje vos trago provei-a pela primeira vez quando estive de férias nos Estados Unidos. Depois de sairmos do Canadá juntámo-nos com uns amigos queridos de longa data numa localidade perto de Moosehead Lake onde acabámos por ficar durante a noite, numa cabana mesmo junto ao bonito lago. Nesse dia ao jantar, começámos a refeição com umas rodelas de cebola frita que souberam tão bem!

Para a edição da revista Comer de Março/Abril de 2015 tentei recriar os anéis de cebola que comi nessas férias cheias de boas recordações.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Croquetes de atum


Este fim-de-semana andei em viagem por alguma cidades. Passei por Torres Novas, Águeda, São João da Madeira e Santa Maria da Feira. Visitei padarias e conheci algumas pastelarias. O pão e os doces reflectem hábitos e costumes muito interessantes do nosso país.

Há muito que queria ir ver o filme Minions, os simpáticos seres amarelos sempre metidos em aventuras. As expectativas eram elevadas e o filme apesar de agradar, não me entusiasmou. Acho que estava à espera de me rir muito mais!

Entre as viagens e o tempo que estive em casa procurei fazer refeições rápidas. Uma das coisas que preparei para comermos com uma boa salada foram uns deliciosos croquetes de atum.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Chips de batata-doce laranja e roxa com pimenta-preta


Adoro petiscar. Fazer receitas práticas e rápidas para acompanhar uma bebida antes da refeição ou então, para saborear durante o visionamento de um filme ao fim-de-semana, no sofá. Que saudades das matinés dos domingos à tarde na televisão, lembram-se?

Para quem, como eu, gosta de petiscar ao fim-de-semana, deixo-vos, hoje, uma sugestão rápida, crocante e muito viciante. Assim que se começa, é tão difícil  parar de comer estes chips! Experimentem.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Sandes de frango em bolo do caco com cebola caramelizada


Dias não são dias, lá diz o ditado. Há dias em que temos tempo para cozinhar. Por exemplo, adoro fazer pratos demorados aos fins-de-semana, quando tenho tempo, de ir ao mercado e de correr para a cozinha sem outras tarefas urgentes à espera. Gosto de preparar pratos que exigem tempo para serem preparados e para serem degustados à mesa. Mas há outros dias, aqueles em que andamos numa correria de um lado para o outro, entre trabalhos, reuniões e outros afazeres urgentes da nossa vida que quando chega à hora do jantar precisávamos de ter alguém que nos trouxesse a comida para a mesa. Nesses dias, cá por casa optamos por uma salada com o que houver no frigorífico ou então fazemos uma sandes. Foi o que aconteceu um destes dias em que preparei a deliciosa sandes que hoje vos deixo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Chips de batata-doce com açúcar e canela


Janeiro tem sido um mês de filmes. Ora com idas ao cinema, ora simulando sessões aos domingos à tarde cá em casa. Para uma das sessões de cinema cá em casa preparei para o Ricardo e para mim, uma taça de batata-doce frita com açúcar e canela. Parece-vos estranho? Foi essa a reacção que tive quando numa das muitas conversas com a minha amiga Isabel Neto sobre comida, ela me falou desta combinação. Curiosa e sempre a procurar combinações improváveis não resisti a experimentar cá em casa.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Queques de abóbora com especiarias e nozes


Janeiro mostra a força e o poder que o Inverno impõe perante as outras estações do ano. Chuviscos, dias de chuva intensa, frio, muito frio e vento, que nos obrigam ao conforto da roupa quente, dos cachecóis e sapatos à prova de tudo. Mesmo que o sol espreite sorridente por entre as nuvens carregadas de gotas de água, precisamos de um miminho especial nestes dias em que só nos apetece ficar em frente à lareira.

Para estes dias, deixo-vos uns queques de abóbora com especiarias e nozes que servidos com um chá a meio da tarde de um dia friorento sabem mesmo bem. Desenvolvi esta receita para a revista Comer de Setembro/Outubro de 2014.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sonhos de abóbora


Há tradições que se mantêm ao longos dos anos que não podem faltar na mesa nesta quadra festiva. O Natal não teria o mesmo sabor sem o bolo-rei, sem as rabanadas regadas com uma calda de limão e um pouco de rum, as azevias com recheio de grão, a aletria ou o arroz-doce polvilhados com o aroma quente da canela. Um dos meus doces de Natal preferidos desta altura do ano são os sonhos. Adoro. Principalmente, os sonhos que são fofos e ficam ocos por dentro.

No dia em que fiz estes sonhos recebi a visita dos meus sogros. Preparei um café e coloquei um prato de sonhos na mesa. Uns dias depois, quando os visitei, diz-me a minha sogra: "Isabel, tenho um pedido a fazer." E eu fiquei logo em sentido. Um pedido das nossas sogras, é coisa de respeito. Diz-me ela, "Quero que faça os sonhos de abóbora para o Natal. São tão bons!" Fiquei mesmo contente. É um bom elogio, não é?

Adaptei esta receita tradicional para a rubrica Cuisine Companion, o robot de cozinha da Moulinex.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Manteiga de amendoim


Nesta altura do ano, uma das coisas que me gosto de ocupar é dos presentes de Natal. Ir aos poucos e poucos enchendo a árvore cheia de luzinhas a piscar e bolas coloridas que tenho a alegrar a sala, dá-me imenso prazer. Comecei com apenas um pequeno saco, e à medida que os dias vão passando, vou colocando mais lembranças com laçarotes bonitos para oferecer à família e amigos. Para além das lembranças compradas, gosto sempre de fazer presentes em casa e oferecer. Arranjo uns cabazes, que muitas vezes não são os tradicionais que estamos habituados a ver nesta altura do ano, são, por exemplo, caixas bonitas, cestos de plástico colorido, entre outras opções que vou encontrando. As ideias para presentes feitos em casa são várias, desde bolachas, broas, azeites aromatizados e o bolo de chocolate no frasco. Hoje, deixo-vos uma outra sugestão.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Broas de milho e trigo


Na zona de Santarém é tradição no dia de Todos-os-Santos as famílias terem broas para oferecem às crianças que pedem o pão por Deus ou para colocar na mesa para receber a família. Em minha casa, sempre se fizeram broas e eu adorava todo o ritual de amassar, tender, colocar as broas em tabuleiros, serem pinceladas com ovo batido e seguirem para o forno. O cheirinho das broas acabadas de cozer é divinal.

Este ano, por altura do dia de Todos-os-Santos, numa das minhas idas a Santarém, uma das vizinhas dos meus pais, a Maria Alice, deixou-me umas broas para eu provar. Gostei tanto que lhe pedi a receita e resolvi fazer cá em casa para partilhar com a família e amigos de Lisboa. Hoje, deixo-vos a receita.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Batatas fritas com alecrim


Um destes fins-de-semana o Ricardo e eu ficámos por casa. Às vezes sabe-nos bem pararmos um pouco e termos tempo para nós. Vamos ao mercado juntos, lemos e comentamos as notícias da actualidade, rimos, organizamos as coisas da casa, fazemos um almoço mais demorado ou um lanche com alguma coisa mais especial. Uma das coisas que preparei num momento desses foi umas batatas fritas, crocantes, ligeiramente picantes e com um aroma delicioso a alecrim. Como estava quente, acompanhámos estas batatas com uma cerveja bem fresca. Soube-nos tão bem este petisco!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Chips de banana-pão


Um destes dias participei num almoço de apresentação da Colômbia numa campanha de acção turística, no hotel D. Pedro, cá em Lisboa. O almoço foi preparado pelos chefs colombianos Isa Lon­doño e Luis Otoya. A cozinha sul americana desperta-me curiosidade. O país que mais projecção tem tido em termos de revolução gastronómica é o Peru, com tantos produtos novos, e uma cozinha em verdadeira ascenção. Da Colômbia, sabia muito pouco e estava curiosa. Durante a apresentação percebi que o país não tem estações definidas, é muito rico em peixe, produz café, tem praias lindas, com cenários paradisíacos. Fiquei com vontade de dar um pulinho a essa zona da América do Sul!

No almoço, uma das entradas servidas foi ceviche de peixe al suero y tostones de plátano apresentado dentro de um coco. Uau, foi a minha primeira reacção. Mas o que adorei mesmo e que nunca mais me saiu da cabeça foram os tostones de plátano, fatias finas, crocantes de banana-pão com sal. Deliciosas. A descoberta de um novo sabor, é algo que me encanta e fascina. Saí do almoço, a pensar que tinha que experimentar fazer os tostones.

Adoro quando a vida me surpreende. Quando o que nem pensamos possível, acontece, é maravilhoso. Nesse mesmo dia à noite, conheço a chef colombiana Maria Genoveva, a trabalhar há vários anos em Portugal. E querem saber o que é que eu lhe perguntei assim que começámos a falar? Como se fazem as fatias finas e crocantes de banana-pão?