Mostrar mensagens com a etiqueta Receitas biológicas Brio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Receitas biológicas Brio. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Bolo de morango e ruibarbo


Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio vi os primeiros produtos do Outono, as romãs, as nabiças, a pastinaca, a batata violeta, juntamente com alguns ingredientes ainda de Verão, os figos, os morangos e as ameixas. Descobri ainda um fruto, a pêra-melão, que estou curiosa por experimentar. Uma das coisas que gosto sempre que vou ao Brio é encontrar novos produtos, juntamente com uma grande variedade de vegetais frescos e viçosos.

Os dias chuvosos convidam a ficar em casa. E parte do meu fim-de-semana foi de volta da cozinha, de novas receitas e algumas leituras. No domingo, para o lanche fiz este bolo delicioso, ainda com um cheirinho a Verão, mas a pedir o conforto de um café bem quente.

Ingredientes:
125 g de manteiga sem sal (à temperatura ambiente)
350 g de açúcar
4 ovos
100 g de farinha de espelta
250 g de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1,5 dl de leite
150 g de ruibarbo
200 g de morangos
Farinha para polvilhar
Açúcar em pó para polvilhar (facultativo)


1. Bater a manteiga com o açúcar.

2. Adicionar os ovos um a um e bater entre cada adição.

3. Juntar as farinhas com o fermento, adicionar ao preparado anterior com o leite. Mexer.

4. Cortar os morangos ao meio ou em quatro, e cortar o ruibarbo em pedaços com aproximadamente 1 cm. Polvilhar com farinha.

5. Envolver os morangos e o ruibarbo na massa.

6. Colocar o preparado numa forma untada com manteiga. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 50 minutos.

7. Depois de desenformado, polvilhar com o açúcar em pó.


Este bolo fica muito macio, fofo. Adoro encontrar os pedaços da fruta. Com um chá ou café, num dia de chuva, cinzento como o de hoje, sabe tão bem!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Salmonetes no forno com cebolada e tomate assado


Os aniversários devem ser comemorados. A festa é sinal de agradecimento, de alegria, de partilha com os outros de um momento que nos é querido e que queremos que os outros façam parte. Quando soube que os supermercados biológicos Brio faziam cinco anos também me quis juntar à festa. Para mim, tem sido um desafio interessante, nos últimos meses, ir às compras semanalmente
e confeccionar uma receita que reflicta a filosofia do Brio. E como hoje é dia de festa, a mesa já está posta:



Para prato principal deixo-vos uma sugestão de peixe, ou melhor de salmonete. Os supermercados biológicos Brio passaram a vender peixe. O peixe vem todo de Sesimbra, fresco, amanhado, embalado a vácuo, comercializado por O Melhor Peixe do Mundo.

Para além do peixe fresco, não resisti às diferentes variedade de tomate mini e às batatas violeta. Descobri estas batatas roxas quando andei por alguns mercados do Canadá e Estados Unidos. Na altura fiquei tão curiosa, mas não cheguei a provar. Por cá, nunca tinha tido a possibilidade de comprar, por isso quando vi as batatas violeta não deixei escapar a oportunidade.

Salmonetes no forno com cebolada e tomate assado

Ingredientes:
2 salmonetes
1 cebola grande
3 dentes de alho
0,8 dl de azeite
2 hastes de alecrim ou tomilho fresco
500 g de tomate variado (laranja, ameixa preta, ameixa rosa, pêra amarela, voyage, green zebra)
3 batatas violeta
1 batata-doce
Sal q.b.


1. Cortar a cebola às rodelas.

2. Levar a cebola, os dentes de alho picados numa frigideira, com 0,5dl de azeite, ao lume. Deixar cozinhar até a cebola quebrar.

3. Fazer dois cortes em cada um dos lados do peixe. Nos cortes colocar um pouco de alecrim.

4. Colocar a cebolada num tabuleiro de forno. Por cima, dispor os salmonetes e o tomate. Temperar com sal.

5. Regar o preparado com um pouco de azeite. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 20 minutos.

6. Cozer as batatas com a pele, separadamente, em água. Depois de cozidas, retirar-lhes a pele, cortá-las em cubos.

7. Servir as batatas com o peixe assado.


O peixe é tão bom. Uma carne firme, que combina deliciosamente com o aroma do alecrim ou do tomilho.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Salada de beldroegas com mozzarella, figos e salmão fumado


Uma das coisas a que associo o Verão é aos figos. Gosto tanto de figos. Perco-me logo de amores, assim que nos começam a chegar os lampos. Aos outros, que chegam mais tarde, são conhecidos como vindimos, entre eles destaco os pingo de mel, que são uma tentação.

A figueira é um dos símbolos da abundância e uma das primeiras árvores referidas na Bíblia. Quando Adão sai do Paraíso e descobre que está nu, cobre-se com uma folha de figueira. O figo, por causa das suas sementes, está associado à fertilidade.

No dia-a-dia encontramos muitas expressões ligadas a este fruto. "Não há figos para ninguém" ou "Uns comem figos, a outros rebenta-lhes a boca", ou ainda, "Em tempo de figos há amigos". E como eu compreendo que em tempo de figos hajam amigos. São tão bons! Quando nos chegam maduros, doces, são irresistíveis. Há tanta variedade de figos. E claro, se forem como eu, não me contento em apenas comer um.

Na minha última ida ao supermercado biológico Brio não resisti aos figos e às beldroegas, que estavam tão frescas e viçosas.

Ingredientes:
1 molho de beldroegas (350g)
2 queijos mozzarella de búfala
250 g de figos frescos
100 g de salmão fumado
0,5 dl de azeite
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico cremoso
1/2 cebola roxa
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Lavar e limpar as beldroegas dos talos mais rijos.

2. Colocar as beldroegas numa taça ou travessa. Adicionar o queijo mozzarella cortado, os figos cortados ao meio, o salmão fumado cortado em tiras e a cebola roxa cortada em meias luas.

3. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto. Regar com o azeite e o vinagre balsâmico cremoso. Mexer e servir.


As beldroegas ficam muito bem em saladas. Cruas, ficam ligeiramente crocantes, deliciosas. Assim conjugadas com os figos, ficam de de comer e não haver para mais ninguém!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cerveja com flor de sabugueiro e lima, uma bebida fresca de Verão


Nas minhas idas ao supermercados biológicos Brio, privilegio normalmente a aquisição de frescos e cereais. Da última vez, resolvi espreitar a área das bebidas com mais atenção. Não resisti às diferentes cervejas e a um refrigerante biológico de extracto de flor de sabugueiro. O resultado foi uma refrescante bebida para ainda os dias quentes de Verão que nos restam.

Bebida de cerveja com flor de sabugueiro e lima

Ingredientes:
1 cerveja (33cl) de mosteiro Spezial
0,5 L de refrigerante biológico com extracto de flor de sabugueiro
1 lima
1 colher de sopa de açúcar amarelo
6 folhas de hortelã
Cubos de gelo q.b.


1. Colocar num jarro a cerveja, o refrigerante, sumo de meia lima e a restante cortada às rodelas, o açúcar, as folhas de hortelã rasgadas com as mãos e cubos de gelo.

2. Mexer e servir.

Podem substituir o refrigerante de extracto de flor de sabugueiro por gasosa.

No Verão gosto de ir fazendo as minhas bebidas. A hortelã, e os citrinos são quase sempre ingredientes escolhidos. A todos, votos de boa semana.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Salada de Verão com trigo pelado e atum


Setembro traz mudança. É o regresso ao trabalho, ao mesmo ritmo de sempre. Começa um novo ciclo. Com vontade de começar coisas novas, pensar em projectos, definir objectivos, rever prioridades. E enquanto, fazemos tudo isto, pensemos que ainda é Verão. Que ainda temos uns dias bonitos, com sol para desfrutar. E nestes dias bonitos, nada melhor do que uma salada fresca e colorida. Para esta receita, resolvi utilizar o trigo pelado que trouxe na minha última ida aos supermercados biológicos Brio.

Ingredientes:
250 g de trigo pelado
3 latas de atum
1 cebola roxa
100 g de azeitonas
165 g de tomate chucha mini
230 g de milho de conserva
170 g de pepino
15 g de salsa
1 dl de azeite
2 colheres de sopa de vinagre
Sal e pimenta-preta q.b.

1. Cozer o trigo em água temperada com sal seguindo as indicações da embalagem. Depois de cozido, escorrer e deixar arrefecer.

2. Numa taça juntar o atum previamente escorrido, a cebola picada, as azeitonas, o tomate aberto ao meio, o pepino cortado em pequenos cubos, o milho e a salsa picada.

3. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Regar com azeite e vinagre. Mexer e servir.


O trigo pelado foi uma boa surpresa. Resultou muito bem nesta salada. Fiquei com curiosidade de o experimentar numa sopa. Talvez de tomate.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Batido de iogurte com mirtilos e cereja


No Verão uma das coisas que gosto de fazer é um lanche fresco a meio da tarde. As opções andam em torno das sandes bem recheadas, dos morangos acabados de lavar e comidos ao natural, uma taça com cerejas doces que se devoram umas atrás das outras e que às vezes nos deixam os dentes e a língua pintadas de vermelho roxo ou um copo bem cheio de batido de frutas geladinho. Na minha última ida aos supermercados biológicos Brio não resisti aos frutos vermelhos. Trouxe mirtilos, morangos e cerejas. Tão bons!

Ingredientes:
1 iogurte de soja (400g) de mirtilos-vermelhos e groselha-preta
65 g de mirtilos
70 g de morangos
115 g de cerejas
75 g de geleia de arroz
1,5 dl de leite de aveia
15 cubos de gelo


1. Retirar os caroços às cerejas.

2. Colocar todos os ingredientes num liquidificador e reduzir a puré.

3. Servir de imediato, bem fresco.


Este batido revela uma complexidade de sabores muito interessante. O leite de aveia foi uma boa surpresa.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Abóboras Pâtisson recheadas


Uma das coisas que me entusiasma sempre que visito uma loja é descobrir novos ingredientes. Ou melhor, identificar produtos que nunca usei na minha cozinha. E isto é uma das coisas que encontro com muita frequência nas minhas visitas semanais aos supermercados biológicos Brio. Aqui encontro sempre coisas novas, seja na zona dos frescos ou não. Ainda me recordo o entusiasmo com que trouxe de lá um ramo de urtigas, as acelgas tenras e frescas, as favas, as beldroegas, os mirtilos ou os damascos. E o arroz vermelho? Alguém já experimentou? E o cuscuz de espelta? E o de milho? - Resultam tão bem. Isto para não falar da variedade de farinhas diferentes que ainda quero experimentar.

Na minha última visita ao Brio encontrei umas abóboras brancas, com um ar muito simpático e apetitoso. Descobri que se chamam Pâtisson e são óptimas para rechear. A curiosidade de experimentar foi tão grande que mesmo com os dias a ferver de calor, decidi ligar o forno e fazer estas abóboras que pediam um recheio delicioso.


Ingredientes:
4 abóboras Pâtisson
200 g de arroz cozido
1 cebola
2 dentes de alho
1 dl de azeite
300 g de alho-francês sem rama
75 g de chouriço
100 g de cogumelos Portobello
135 g de cogumelos brancos
500 ml de natas de aveia
30 g de coentros picados
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar as abóboras de modo a que a parte superior funcione como uma tampa.

2. Retirar com a ajuda de uma colher as sementes e parte do interior das abóboras.

3. Num tacho refogar no azeite a cebola e os dentes de alho picados. De seguida, adicionar o alho-francês cortado e o miolo da abóbora picado. Deixar refogar.

4. Juntar o chouriço picado e os cogumelos laminados. Regar com as natas. Temperar com sal e pimenta a gosto. Deixar cozinhar até os cogumelos estarem macios.

5. Ao retirar do lume, adicionar o arroz cozido e polvilhar com coentros picados. Mexer.

6. Rechear as abóboras com o preparado anterior e levar ao forno, previamente aquecido a 200ºC durante 60 minutos, num tabuleiro.


O tempo de forno poderá variar de acordo com o tamanho das abóboras. Estas abóboras deram para uma refeição para seis pessoas, acompanhadas com uma salada de folhas verdes.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sopa de courgette com beldroegas


Adoro sopas de todas as formas. Em cremes, com folhas verdes, com legumes picados, com carne ou com peixe, um prato de sopa é sempre bem-vindo. Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio encontrei beldroegas à venda. Frescas, viçosas, mesmo a pedir um delicioso destino. Uma das coisas que gosto no Brio é a possibilidade de encontrar produtos da estação menos comuns e que fazem tão bem à nossa saúde. Chegada a casa decidi usar as beldroegas numa deliciosa sopa.


Ingredientes:
850 g de courgette
2 cebola
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 dl de azeite
180 g de tomate bem maduro
135 g de cenoura
1 molho de beldroegas
1,5 l de água ou caldo de legumes
sal q.b.
4 ovos cozidos


1. Refogar a cebola picada no azeite juntamente com os dentes de alho picados e a folha de louro.

2. Acrescentar o tomate limpo de peles e sementes picado. Deixar refogar um pouco. Temperar com sal a gosto.

3. Juntar 550g de courgettes e a cenoura cortadas em pedaços. Regar com a água e deixar ferver até os legumes estarem cozidos.

4. Retirar a folha de louro e reduzir a mistura a puré com a ajuda da varinha mágica.

5. Adicionar 300g de courgette cortada em pedaços pequenos e as folhas de beldroegas.

6. Assim que a courgette estiver cozida, retirar do lume e servir com ovo cozido picado.


A sopa ficou mesmo ao meu gosto. Na base, a sentir-se o sabor ligeiro do tomate, e depois a textura, dada pelos pedaços de courgette e pelas folhas tenras das beldroegas. Que boa que esta sopa é!


Outras receitas com beldroegas:
- Ovos escalfados em molho de tomate e beldroegas;
- Salada de batata com beldroegas e alcaparras;
- Salada de beldroegas com pêssego e queijo fresco;
- Salada de beldroegas com tomate e cebola;
- Salada de figos com queijo roquefort, beldroegas e pinhões;
- Sopa de beldroegas com feijão cozido e tomate;
- Sopa de beldroegas com ovo e orégãos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bolo de mirtilos com requeijão


Nesta altura do ano é inevitável. Começo a sonhar com as férias. Com os dias grandes, vagarosos em que temos tempo para muito. Confesso que sinto falta de ler. Nos últimos tempos, cada vez mais dedicado à cozinha, mergulho nos livros e nas revista de gastronomia e pouco mais. Da Feira do Livro de Lisboa este ano, trouxe livros de Alfredo Saramago, há muito na minha lista de espera, Cozinha do Minho, Cozinha Transmontana, Cozinha da Beira Litoral e Cozinha da Beira Interior. Ficou-me a faltar a Cozinha Algarvia. Trouxe também o livro de Cláudia Villax, Da Horta para a Mesa, cheio de deliciosas sugestões para aproveitarmos os produtos bons e frescos que nos chegam a cada estação. E ainda um romance, a combinar com os dias quentes de verão, A Rainha dos Gelados de Anthony Capella, autor de que já aqui falei de outros livros.

Para além das leituras, sinto falta de passear junto ao mar, de sentir a brisa marítima, de ver as gaivotas no ar ao pôr-do-sol, de apanhar conchas e pedras com feitios diferentes. De combinar encontros com os amigos, de petiscar entre risos e muita conversa boa.

Sinto falta de me sentar ao final da tarde, olhar pela janela e saborear uma generosa fatia de bolo acompanhado de um perfumado café. Enquanto as férias não chegam, deixo-vos um delicioso bolo de mirtilos que fiz depois da minha última ida aos supermercados biológicos Brio, que vendem os melhores mirtilos que comi nos últimos tempos, de produção nacional e o requeijão da Quinta do Carapinhal que adoro, que uso muitas vezes, e que vos aconselho a experimentar.

Para quem sonha com as férias, com o mar e com a preguiça dos dias com tempo, aqui fica uma deliciosa fatia de bolo. Sirvam-se.

Ingredientes:
350 g de açúcar
6 ovos
170 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
1 requeijão
280 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
raspa de 1 limão
250 g de mirtilos
uma pitada de sal
açúcar em pó para polvilhar


1. Bater a manteiga com o açúcar.

2. Adicionar as gemas uma a uma, batendo entre cada adição.

3. Juntar o requeijão e envolver muito bem.

4. Adicionar a farinha, o fermento e a raspa de limão.

5. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal.

6. Envolver as claras na massa, juntamente com 150g de mirtilos, envolvido num pouco de farinha.

7. Forrar uma forma redonda com papel vegetal. Verter a massa para a forma. Colocar por cima da massa os restantes mirtilos.

8. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 55 minutos. Desenformar depois de frio.

9. Servir polvilhado com açúcar em pó.


Este bolo fica ligeiramente húmido, macio. É irresistível. Transporta-nos para um dia de férias feliz, quente, em que depois de uma caminhada, descansamos à sombras das árvores.


Outras receitas biológicas Brio com requeijão:
- Creme de favas com coentros e requeijão;
- Tagliatelle de quinoa com brócolos e requeijão.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Arroz de espargos com tomate seco


Há alturas em que nas refeições cá de casa procuro fazer pratos sem carne e sem peixe. É uma resolução no sentido de encontrar um equilíbrio na alimentação cá de casa, e que nos sabe muito bem.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio trouxe arroz da Herdade da Carvalhoso que adoro, tomate seco produzido em Portugal e um molho de espargos. Este foi o resultado.

Ingredientes:
350 g de arroz
1 molho de espargos
30 g de tomate seco
1 cebola
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1,2 l de caldo de legumes
sumo de 1 limão pequeno
sal e pimenta preta q. b.


1. Colocar o tomate seco a demolhar durante pelo menos 15 minutos.

2. Arranjar os espargos e cortá-los aos pedaços, deixando as pontas.

3. Refogar no azeite a cebola e os alhos picados. De seguida adicionar o tomate seco demolhado picado.

4. Acrescentar o arroz, os espargos cortados sem as pontas e o caldo de legumes. Deixar cozer, mexendo de vez em quando, em lume médio.

5. Temperar o arroz com sal e pimenta a gosto.

6. Uns minutos antes de retirar o arroz do lume, adicionar as pontas dos espargos e sumo de um limão pequeno.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Tarte rústica de damascos


A Primavera é a rainha da abundância e das coisas boas. Esta altura do ano é tão rica em frutas e legumes que me apetece fazer coisas diferentes todos os dias. Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio, já vi à venda beldroegas frescas e viçosas, mesmo a pedir um delicioso destino, mas desta vez rendi-me aos damascos perfumados do Algarve. Tão bons!

Ingredientes para a massa:
200 g de farinha de trigo sem fermento
100 g de farinha de grão
125 g de manteiga sem sal
35 g de açúcar
3 colheres de sopa de buttermilk
2 colheres de sopa de água fria
uma pitada de sal

Ingredientes para o recheio:
500 g de damascos
1 colher de chá de canela
1 colher de sopa de amido de milho
2 colheres de sopa bem cheias de açúcar + 1 colher para polvilhar
1/2 colher de sopa de folhas de tomilho-limão frescas
água para pincelar


1. Colocar as farinhas, o sal e a manteiga numa taça. Trabalhar a manteiga com as farinhas até formar uma areia grossa.

2. Juntar o buttermilk e a água. Envolver bem. Formar um bola com a massa e enrolá-la em película aderente.

3. Levar ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos.

4. Lavar e cortar os alperces em fatias. Polvilhá-los com a canela, açúcar, farinha e o tomilho. Misturar bem.

5. Estender a massa em cima de uma folha de papel vegetal, polvilhada com um pouco de farinha.

6. Colocar a folha de papel vegetal com a massa estendida em cima de um tabuleiro de forno.

7. No centro da massa dispor a mistura de damascos.

8. Dobrar as pontas da massa no sentido do centro, de modo a tapar parte do recheio.

9. Pincelar a massa com água e polvilhar com uma colher de sopa de açúcar.

10. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 30 minutos.


Eu gosto de sentir o travo ligeiramente ácido dos damascos. Mas para quem não aprecia, aconselho a pincelar a tarte, assim que sair do forno, com uma colher de sopa bem cheia de mel. Os damascos podem ser substituídos por outra fruta a gosto, pêssegos, nectarinas, peras, figos. Ou até uma mistura de frutas.

Boa semana!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Creme de favas com coentros e requeijão


Há ingredientes que temos todo o ano graças à invenção dos congeladores. Mas não é a mesma coisa. Se há produtos em que não se nota assim tantas diferenças, há outros então que não tem nada a ver. Em casa dos meus pais, diz-se que congelar os alimentos é estar-lhe a tirar sabor e é uma boa verdade, na minha opinião. Em alternativa ao gelo, o melhor que temos a fazer, já que a comida é sempre uma questão de sabor, é aproveitar os produtos na sua época, em que nos chegam frescos e deliciosos. Tão ricos que nos deixam saudades e vontade de voltar a comer no ano seguinte. Um desses produtos é as favas.

Adoro o sabor doce das favas frescas. Gosto de as descascar, especialmente quando é uma tarefa partilhada. A minha mãe ainda hoje faz favas como ninguém, guisadas com entrecosto e enchidos ficam de comer e pedir mais, ou então só suadas no tacho e depois a servir de acompanhamento, são tão boas que normalmente se vê, rapidamente, o fundo à travessa.

Na minha última ida aos supermercados biológicos Brio não resisti às favas frescas, aos coentros e a um requeijão que adoro, com sabor a queijo, daqueles que pensava que já não existiam pois é feito artesanalmente.

Em casa decidi colocar todos estes ingredientes numa deliciosa sopa. Espero que gostem.

Ingredientes para o creme:
800 g de favas descascadas
1 cebola
2 courgettes médias
1 alho-francês sem rama
1 l de caldo de legumes ou água
20 g de coentros
1 dl de azeite
sal e pimenta-preta q.b.

Ingredientes para a pasta de requeijão:
120 g de requeijão
2 colheres de sopa de coentros picados
pimenta-preta q.b.


1. Retirar a pele às favas.

2. Numa panela colocar as favas, a cebola cortada, as coourgettes cortadas em pedaços com a casca e o alho-francês às rodelas.

3. Temperar com sal e regar com o caldo de legumes. Levar ao lume. Deixar cozinhar até os legumes estarem cozidos. Retirar do lume.

4. Adicionar o azeite e os coentros picados. Temperar com pimenta preta a gosto e retificar o sal.

5. Com uma varinha mágica reduzir o preparado a puré.

6. Numa taça, com a ajuda de um garfo, misturar o requeijão com os coentros picados e um pouco de pimenta preta a gosto.

7. Servir o creme de favas com o requeijão com coentros.


Decidi tirar a pele às favas para que o creme fique mais aveludado e uniforme. Para um creme menos espesso deverão acrescentar mais caldo de legumes. O requeijão com coentros, pode ser servido na sopa ou quem preferir, pode barrar duas ou três fatias de pão torrado e acompanhar assim esta deliciosa sopa de favas e coentros.

A todos, votos de boa semana.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Panna cotta de chocolate branco com molho de morangos e tomilho


Uma das características da Primavera é a generosidade com os humanos. Enche-nos os mercados de legumes e frutas frescas. Nesta altura chegam-nos cheios de sabor os morangos, vermelhinhos e tão perfumados.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio não resisti aos morangos e a uma embalagem de buttermilk que descobri que também têm à venda. Decidi fazer uma panna cotta com buttermilk e chocolate branco inspirada numa que vi a Donna Hay fazer no seu programa, Rápido, Fresco e Simples (também em livro). Foi a primeira vez também que usei ágar-ágar e achei que o tempo de solidificação é menor do que quando se usa folhas de gelatina.


Ingredientes:
400 ml de natas
400 ml de buttermilk
90g de açúcar
2g de ágar-ágar em flocos
2 colheres de sopa de água
75 g de chocolate branco
casca de 1/2 limão


1. Demolhar o ágar-ágar com as duas colheres de sopa de água.

2. Colocar num tacho as natas, o buttermilk, o açúcar, a casca de limão e o ágar-ágar. A casca de limão pode ser substituída por meia vagem de baunilha.

3. Levar a mistura ao lume brando e mexendo sempre. Assim que começar a ferver, retirar do lume.

4. Fora do lume, adicionar o chocolate branco picado grosseiramente e mexer muito bem, de preferência com uma vara de arames.

5. Retirar as cascas de limão e dividir a mistura por taças.

6. Levar ao frigorífico de um dia para o outro ou 2 a 3 horas antes de servir.

7. Servir a panna cotta com molho de morango e tomilho.


Molho de morangos com tomilho

Ingredientes:
220 g de morangos
1 colher de sopa de açúcar
3 g de folhas de tomilho-limão


1. Lavar e retirar os pés aos morangos. Cortá-los em quatro.

2. Colocar os ingredientes num copo e triturar com a ajuda da varinha mágica.


Esta panna cotta de tão boa que é, faz-nos pensar em coisas boas e momentos felizes!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Salada de ervilhas de quebrar com quinoa e queijo feta


A Primavera significa a festa das coisas boas que o cultivo da terra nos tem para oferecer. Para além de nos presentear com campos floridos, dias bonitos de céu azul e vontade de fazer piqueniques, traz-nos também para a mesa um festim de coisas boas vestidas em tons de verde. Esta altura do ano oferece-nos a magia das alcachofras, as folhas viçosas das acelgas, a doçura das favas e das ervilhas. E o que eu gosto de favas e de ervilhas!

Na minha última ida aos supermercados biológicos Brio não resisti ao encanto das ervilhas de quebrar e juntei-as à quinoa numa salada rica e nutritiva.

Ingredientes:
400 g de ervilhas de quebrar
4 ovos
300 g de quinoa
200 g de queijo feta
70 g de azeitonas
15 a 20 folhas de hortelã
1,5 dl de azeite
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de vinagre
sal e pimenta preta q.b.


1. Colocar um tacho com água ao lume, assim que começar a ferver adicionar os ovos à temperatura ambiente e deixar cozer durante 10 minutos. Depois de cozidos, passar os ovos por água fria e descascá-los.

2. Lavar a quinoa e colocá-la num tacho com água a ferver. Deixar cozer aproximadamente durante 10 minutos. Depois de cozida, escorrer e reservar.

3. Retirar o fio às ervilhas.

4. Colocar o azeite numa frigideira e levar ao lume. Quando estiver quente adicionar as ervilhas, os dentes de alho espremidos e saltear a mistura.

5. Numa taça colocar as ervilhas salteadas com o respectivo azeite, a quinoa, o queijo feta cortado em cubos, as azeitonas e as folhas de hortelã rasgadas com as mãos.

6. Temperar com o vinagre, sal e pimenta preta a gosto. Se necessário rectificar o azeite. Mexer e servir.


Nesta salada também se pode acrescentar folhas de alface ou outros verdes a gosto. Adoro a textura crocante das ervilhas de quebrar.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Miúdos de pato com cuscuz de milho


Já há tantos anos que não comia miúdos de frango ou de pato. Lembro-me que este prato, conhecido como pipis, foi durante anos um petisco muito apreciado pelos meus pais e feito muitas vezes lá em casa. Comido com pão fresco ensopado no molho ligeiramente picante era e é tão bom!

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio, ao ver a secção de carne deparo-me com os miúdos de pato. E pensei, porque não? Aos anos que não como. Para acompanhar os pipis de pato escolhi um cuscuz de milho que para mim foi uma novidade e combinou muito bem com este prato.

Ingredientes:
615 g de miúdos de pato
1 lata pequena de tomate pelado
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 dl de azeite
2 folhas de louro
2 malaguetas
1 colher de chá de paprica (ou pimentão-doce)
85 g de alho-francês sem rama cortado às rodelas
200 g de cenoura cortadas em rodelas
4 dl de vinho branco
6 dl de água quente
sal e pimenta preta q.b.


1. Colocar, num tacho, todos os ingredientes e tapar. Levar ao lume médio durante aproximadamente 1h30. A meio da cozedura mexer e verificar os temperos. Se necessário rectificar ou acrescentar um pouco mais de água quente.

2. Servir os miúdos com cuscuz de milho e salada de verdes.


Para o cuscuz

Ingredientes:
300 g de cuscuz de milho
3 dl de água quente
1 colher de sopa bem cheia de manteiga sem sal
sal q.b.


1. Regar os cuscuz com a água quente. Tapar o recipiente e deixar descansar durante aproximadamente 5 minutos.

2. Adicionar a manteiga e o sal. Com o garfo separar os grãos do cuscuz.

3. Servir com os miúdos de pato.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tartelettes de farinha de grão com alho-francês e cogumelos


Em Abril a Primavera instala-se de vez, apesar de o Inverno deixar ainda rasgos fortes de vento e pingas de chuva. Neste mês, os dias são azuis e as flores sorriem nos canteiros a quem passa. Que espetáculo bonito é ver avenidas, em Lisboa, com árvores cheias de flores.

Abril sabe a Liberdade e traz a vontade de fazer coisas, de renovar objectivos e vontades. E se ainda não fiz a mudança das roupas de Inverno para a meia estação, na cozinha a vontade de fazer pratos coloridos e apetitosos sobrepõe-se a todas as vontades.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio não resisti ao queijo quark fresco e às farinhas. Trouxe de espelta e de grão. Esta última foi para mim, uma verdadeira novidade.

Ingredientes para a massa:
150 g de farinha de grão
50 g de farinha de espelta
100 g de farinha de trigo tipo 1050
130 g de manteiga sem sal
30 g de tomate seco
80 ml de água fria
sal e pimenta preta q.b.


1. Trabalhar as farinhas com a manteiga, sal e pimenta preta.

2. Adicionar o tomate seco triturado. Regar com a água e trabalhar a massa.

3. Formar uma bola e envolver a massa em película aderente. Levar ao frigorífico durante 20 minutos.

4. Estender a massa numa superfície polvilhada com farinha.

5. Forrar 8 formas de tartelettes com a massa.

6. Picar o fundo da massa com um garfo.

7. Encher as formas com feijão seco e levar ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 20 minutos.


Ingredientes para o recheio:
220 g de cogumelos brancos
80 g de alho-francês sem rama
4 ovos médios
1 queijo quark fresco de 200g
2 dl de leite
40 g de queijo pecorino ralado
1 colher de chá de alecrim fresco picado
1 pitada de noz moscada
sal e pimenta preta q.b.


1. Limpar e cortar os cogumelos em fatias finas.

2. Cortar o alho-francês às rodelas.

3. Numa taçar misturar os ovos com o leite, o queijo quark e metade do queijo pecorino. Adicionar os cogumelos e o alho-francês. Temperar com a noz moscada, o alecrim , sal e pimenta a gosto.

4. Rechear as tartelettes com esta mistura. Polvilhar com o restante queijo ralado.

5. Levar ao forno pré-aquecido, a 190ºC, durante 20 a 25 minutos.


Servir as tartelettes com salada de verdes. A massa destas tartelettes fica crocante e cheia de sabor. O tomate seco triturado e a mistura de farinhas ajuda a fazer a diferença. Eu optei por fazer pequenas tartes, mas podem optar por colocar a massa numa tarteira maior.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Salada de arroz vermelho com batata-doce e abóbora Hokkaido


Adoro descobrir e utilizar ingredientes novos. Na minha última ida aos supermercados biológicos Brio, a loja onde faço as compras, em Campo de Ourique, colocou em exposição alguns cereais menos conhecidos. Ao ver os diferentes produtos, eis que me salta à vista uns pacotes de arroz vermelho. Arroz camargo vermelho? - Nunca experimentei, pensei eu. Estava decidido o ingrediente para a receita desta semana.

Camargue é uma região da Provença, junto ao rio Ródano e onde o cultivo do arroz se faz desde o século XIV. O arroz vermelho recebe esta designação devido à coloração dos pigmentos da sua casca. Possui na sua composição uma substância (a monocolina) que pode ajudar a reduzir o nível de colesterol mau no sangue. Demora um pouco mais a cozer do que o arroz branco e, também enche mais, por isso pode-se reduzir um pouco a quantidade por pessoa.

Ingredientes:
250 g de arroz camargo vermelho
400 g de batata-doce
475 g de abóbora Hokkaido
200 g de queijo feta
70 g de folhas de agrião
2 dentes de alho com camisa
1,5 dl de azeite
1 colher de sopa de vinagre
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Descascar e cortar a abóbora e a batata-doce em cubos.

2. Colocar os cubos de abóbora e batata-doce num tabuleiro de forno com dois dentes de alho com camisa esmagados. Regar com 1dl de azeite e levar ao forno previamente aquecido a 200ºC durante 30 minutos. A meio mexer os legumes.

3. Cozer o arroz em água temperada com sal. Depois de cozido, escorrer e reservar.

4. Colocar numa taça a abóbora e a batata-doce assadas, já frias e descartando os dentes de alho, o arroz cozido, o queijo feta cortado em cubos, o agrião.

5. Numa taça emulsionar 0,5dl de azeite com o vinagre, sal e pimenta-preta a gosto. Regar a salada com o molho, mexer e servir.


Esta salada é uma mistura rica de sabores e texturas. Colorida e nutritiva, ideal para uma refeição com amigos num bonito dia de céu azul, com o sol lá no alto, a brilhar.

Boa semana para todos.