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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Licor de café com chocolate


Vamos preparar o Natal?

Uma das coisas que gosto de fazer para oferecer, é licores. Durantes anos, tentei fazer licores de fruta, mas o resultado final não me conquistava, talvez por usar aguardente e notar-se muito o sabor a álcool. Para oferecer no Natal, passei a fazer licores rápidos, em que basicamente misturamos os ingredientes e está pronto a consumir.
Fiz licor de ginja com chocolate e piripíri, licor cremoso de Natal, licor com creme de chocolate e avelã e, este ano, preparei um licor de café com chocolate que fica muito bom! Espero que gostem.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Broas de café com noz e amêndoa

Para festejar o Dia de Todos os Santos, na aldeia onde cresci, a tradição, em quase todas as famílias, era fazer broas. Broas para partilhar com a família, broas para oferecer aos amigos e vizinhos, broas para dar às crianças que vinham pedir o Pão por Deus. Nos sacos de Pão por Deus, na altura quando eu era miúda, as pessoas ofereciam broas que faziam em casa, nozes e, muitas vezes, figos secos.

Este ano, para manter a tradição fiz broas fervidas de café e broas de café com noz e amêndoa. Estas broas são tradicionais de algumas zonas do nosso país, confeccionam-se de maneira idêntica, fazem parte da mesa do Dia de Todos os Santos e são comuns, também, no Natal. Espero que gostem!

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Broas fervidas de café

O Dia de Todos os Santos comemora-se no próximo dia 1 de Novembro, feriado. Desde que me lembro, este dia era dia de pedir o Pão por Deus na aldeia, onde nasci e cresci. Com o passar do tempo, esta tradição tem caído em desuso, mas o hábito de fazermos broas e, de as partilharmos com a família, mantém-se. Este ano, decidi fazer as conhecidas broas fervidas de café. Tenho uma receita idêntica no livro Petiscos de Açúcar e de Mel, assim como outras receitas de bolinhos para fazerem, em família, nesta quadra festiva. Nesta altura do ano, também, costumam fazer broas?

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Bolo de bolacha

Comecei, ontem, a ler o livro Mamma, Reflections On The Food That Makes Us de Mina Holland. É um livro que comprei logo a seguir a ter lido O Atlas Gastronómico. Adoro livros de cozinha, mas gosto, ainda mais, de livros de cozinha com histórias e viagens. A cozinha não é uma ciência exacta, os sentimentos, os momentos, marcam a nossa relação com a comida de uma maneira fabulosa. E é disso que Mina Holland começa por falar na introdução do livro e, eu identifiquei-me tanto com o que ela refere. Acho que se lerem irão também identificar-se e perceber o que quero dizer.

As receitas são mais do que meras instruções para fazer determinado prato. Fazem parte da nossa autobiografia, do nosso passado e presente, da nossa vida. A nossa relação com a comida começa em casa, com as nossas mães, avós, tias, com a nossa família.

Estes laços com a comida acompanham-nos para sempre. Mesmo que possamos adaptar, modificar, ou, até mesmo, alterar o modo de prepararmos as receitas. Por isso, acho tão importante sentarmos-nos, todos, à mesa, no momento das refeições. Por isso, é precioso chamarmos os mais novos para a cozinha e deixá-los participar na preparação da comida.

Muitos são os pratos que fazem parte dos sabores da memória de todos nós. Os pratos do dia-a-dia, os pratos dos dias de festa, os pratos que se faziam nos dias de aniversário. Para além dos pratos, há também os doces. E um dos bolos que marcou a minha infância e, provavelmente de muitas pessoas da minha geração, foi o bolo de bolacha, com as bolachas embebidas em café e um guloso creme de manteiga. Era sempre um sucesso! Toda a gente queria comer uma fatia de bolo de bolacha com o café, no final da refeição, ou ao lanche. Na minha casa, ainda hoje é assim!

terça-feira, 8 de março de 2022

Musse de chocolate com natas e café

O Dia da Mulher é todos os dias, mas, hoje, é um dia ainda mais especial.

Que as nossas vidas continuem a ser marcadas por conquistas, que continuemos a ser luz na vida daqueles que nos rodeiam. Ser mulher é uma dávida incrível, um projecto multifacetado que nos obriga a desempenhar muitos papéis. Em tudo, o importante é não desistirmos daquilo que queremos ou que desejamos ter. Neste dia, lembrem-se de olhar para o céu. O mundo é nosso. Feliz Dia da Mulher!

Para todas as mulheres que conheço e, para todas as que me acompanham, deixo-vos um miminho doce, musse de chocolate com natas e café.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Musse de chocolate com ladyfingers


Quando vou a Santarém e juntamos a família, para o almoço, cabe-me, quase sempre, preparar e levar a sobremesa.

Adoro sobremesas. Mas a verdade, é que costumo quase sempre fazer bolos ou biscoitos. Um destes dias, decidi variar. Lembrei-me que nos meus tempos de adolescente costumava fazer uma sobremesa com musse de chocolate, bolachas Maria embebidas em café e natas batidas. Era fresco, não muito doce e toda a gente adorava. E foi o que fiz. Preparei a musse. Em vez das bolachas, usei ladyfingers ou palitos de champanhe e, às natas, adicionei um pouco de queijo creme. O resultado? Muito bom!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Musse de chocolate com azeite


O azeite é a alma de tantos dos nossos pratos. Um peixe cozido regado com um azeite, de qualidade, transforma-se. Uma taça de azeite para molhar o pão, antes de começarmos uma refeição, é algo que nos deixa felizes. É ingrediente indispensável na minha cozinha e provavelmente na vossa também. Cresci a ver colocar a garrafa de azeite na mesa.

Mas o azeite não é só tempero. O azeite tem um papel tantas vezes de melhorador. Uma sopa, um assado, um peixe grelhado, uma carne, uns legumes salteados, as saladas, os molhos, a maionese - que tanto gostamos- ficam tão bons quando se usa azeite, esse líquido poderoso e precioso. Nunca me esqueço da primeira vez que estive em Itália. Num dos jantares, uma das colegas italianas rega com um fio de azeite a carne fatiada de uma costeleta de vitela grelhada que partilhávamos. O sabor do azeite na carne, transformou-a. E era maravilhoso! Até à altura não me passava pela cabeça colocar azeite numa carne grelhada. Quando regressei, passei a fazer o mesmo.

Fazer azeite é um processo que requer arte e saber. E por isso, fiquei muito contente quando a Oliveira da Serra me convidou a preparar uma receita com um dos seus azeites, considerado o melhor do mundo, na categoria Frutado Verde Ligeiro, num prestigiado concurso internacional, e que se encontra à venda numa edição especial. Este azeite conjuga diferentes variedades, como a Arbequina, a Cobrançosa e a Picual, revelando na boca uma mistura de aromas verdes que nos surpreende.

E se o azeite é bom na comida, a verdade é que se usa muitas vezes em sobremesas. Tantos são os bolos, os gelados, os pudins, os biscoitos ou as bolachas que têm o azeite como ingrediente. E se juntarmos azeite a uma deliciosa musse de chocolate? Cá em casa, adorámos o resultado final. Simplesmente irresistível!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Licor cremoso de Natal


Uma das coisas que gosto e que me enche o coração, é preparar o Natal. Adoro montar a árvore de Natal com luzinhas a piscar. Cá em casa, a nossa árvore tem também um outro requisito que trouxe da minha infância. Em casa dos meus pais, a árvore de Natal era sempre decorada com fantasias de Natal em chocolate. De há uns anos para cá, decidi fazer o mesmo. Há que manter a tradição! E depois é ir tirando, de vez em quando, um chocolatinho em forma de pinha, sino ou um Pai Natal para nossa alegria. Sabe tão bem!

Por cá, os presentes de Natal feitos em casa, estão quase prontos. Um dos que fiz para oferecer e que levei para os meus últimos workshops, para exemplificar algumas das coisas que podemos preparar em casa, é um tentador licor que fica muito cremoso e que faz lembrar o Baileys. Tão bom! Vamos preparar o Natal?

terça-feira, 17 de maio de 2016

Como fazer extracto de café?


Este ano decidi dedicar-me a alguns pequenos projectos. Gosto de experimentar receitas, fazer coisas que nunca fiz. E para conseguir concretizar o que me proponho vou fazendo listas. Para terem uma ideia, quero experimentar fazer bolos de arroz, suspiros, palmiers, doces com farinha de alfarroba. entre muitas outras coisas em termos de doces. Depois há também várias receitas da cozinha tradicional portuguesa a que já deitei o olho e que quero tanto fazer.

Mas enquanto as faço e não faço, há outro pequeno projecto que já iniciei e que tenho conseguido levar a bom porto, que é o de fazer extractos diversos para usar em bolos, compotas ou em sumos e cocktails.

Já fiz extracto de baunilha, que é o mais usado cá em casa, seguiu-se o de laranja, o de canela e agora trago-vos a receita do de café.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Doce de ameixa com especiarias e vinho do Porto


O Verão é sinónimo de férias. Este ano decidi traçar alguns objectivos de algumas coisas que gostaria de fazer durante este período do ano. Dos 15 objectivos, posso dizer que já consegui realizar estes:

2. Voltar ao ginásio - Qualquer altura é uma boa altura! - Já comecei. Acreditam que me soube tão bem. Fazer exercício é tão importante, principalmente para quem tem uma vida mais sedentária. Fazer exercício não é apenas uma questão de perder peso é uma forma de nos sentirmos melhor, com mais energia. No início custa. Vai haver alturas em que apetece desistir, principalmente depois de uma dia de trabalho. Mas insistam. Vai valer a pena! Eu sempre que chego do ginásio, penso, ainda bem que fui.

8. Apanhar um ramo de orégãos no campo - Na minha última ida a casa dos meus pais, numa aldeia a poucos quilómetros de Santarém, aproveitei ao final da tarde para dar um passeio e apanhar um ramo de orégãos num terreno da família. Sabe tão bem respirar o ar do campo. Sentir o aroma fresco dos eucaliptos misturado com o perfume das estevas e do alecrim. Já sequei e guardei, num frasco, os orégãos. Estes têm o cheiro tão bom e intenso!

15. Aproveitar a fruta da época para doces e compotas - De todas as épocas do ano, é no Verão que mais gosto de fazer doces e compotas, talvez pela variedade e abundância de frutas que esta época nos oferece. Nestes dias tem chegado à minha cozinha melão, meloas, laranjas, tomate, ameixas brancas e ameixas vermelhas. O destino de grande parte desta fruta tem sido compotas. Uma das que fiz foi de ameixas com especiarias e vinho do Porto. Quem provou, adorou!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Jantar Nespresso Gourmet Weeks ou o elogio ao café


O café faz parte das minhas rotinas diárias. Gosto do cheiro do café logo pela manhã. Gosto de terminar as refeições com café. Uso o café em algumas das minhas receitas, principalmente nos doces. Agora uma refeição com café do princípio ao fim ou em pratos de carne ou peixe, parece-me um grande desafio. E foi isso que a Nespresso propôs a vários chefs. Criarem uma refeição em que o café fosse o ingrediente em destaque. Sabemos que em sobremesas os aromas do café resultam muito bem, mas e em pratos de carne e peixe?

O primeiro jantar desta Nespresso Gourmet Weeks teve lugar no restaurante Feitoria com os chefs João Rodrigues e Ricardo Costa do Yeatman. Seguiu-se o Porto. O primeiro foi no restaurante Pedro Lemos e hoje será no Ferrugem, o restaurante da conhecida dupla Renato e Dalila. Amanhã, será no restaurante Oitavos com os chefs Cyrill Deviliers, Joaquim de Sousa e Francisco Siopa.

Um dos jantares em que tive a possibilidade de estar presente foi o do dia 11 de Julho no restaurante River Lounge do hotel Myriad by SANA Hotels. Cheguei ao final da tarde, ainda a tempo de ver o pôr do sol com vista para o Tejo e a ponte Vasco da Gama. A vista privilegiada deste restaurante já por si merece uma visita.

O jantar começou com uns aperitivos, que enquanto íamos conversando com os restantes convidados, souberam muito bem. A sopa fria de melancia com um toque de gengibre ou os canudos de abacate foram dos meus preferidos. Como o final de tarde estava quente, a frescura destas entradinhas destacou-se.

Sentados à mesa, entre uma selecção de pães - foi aqui que comi o melhor pão de caril, tão perfumado e com uma cor linda - para mergulhar no azeite com vinagre balsâmico, chegou o amuse-bouche preparado pelo chef Frederic Breitenbucher, duo de foie gras e coxa de pato com chutney de figos com especiarias, geleia de espresso leggero ao vinho do Porto. Um prato complexo, com uma excelente harmonização de sabores.


A entrada esteve a cargo do chef Patrick Lefeuvre, do restaurante Flor de Lis, que nos serviu um ravioli de lavagante com aipo, infusão de marisco e lungo leggero. Para mim foi um prato que me fez viajar pelo mar, pelo fundo do mar, com algas, muitas texturas e cores, com vida. A base com uma complexidade de verdes e algas, que íamos pescando a cada garfada. Por fim, o marisco e uma rede crocante a dar textura a toda esta aventura de sabores. Um prato muito bom, onde o café brilhou sem se sobrepor. A acompanhar as entradas um vinho verde Soalheiro de 2014.


O prato de peixe foi uma preparação do chef Frederic, um pregado salteado com fondant de espargos verdes, couve-flor caramelizada com espresso origin Brazil e fava tonka, batata vitelotte e braisage de limão. Este prato fez-me gostar ainda mais do trabalhado deste chef. Achei curioso o uso da fava tonka num prato de peixe. A fazer brilhar os sabores do pregado, um vinho M.O.B de 2012, da região do Dão.


Vitela com puré de cenoura branca, cogumelos selvagens em aroma de foie e ristretto origin India foi o prato de carne preparado pelo chef Luís Mourão. Neste prato houve uma surpresa maravilhosa. Um bombom de chocolate, intenso, que ao derreter na boca provocava uma verdadeira explosão de sabores. Que coisa boa! Para acompanhar o prato de carne foi-nos servido um vinho do Douro, VT de 2008.


A sobremesa foi preparada pelo chef anfitrião da noite, que nos surpreendeu com geleia de café e caramelo com crumble de chocolate e gelado de ristretto. Ainda hoje penso no sabor fresco e delicioso do gelado. Uma maravilha. Quinta do Alqueva de 2005, foi o vinho escolhido para acompanhar a sobremesa.


E para terminar a refeição, café, como não podia deixar de ser! Estes jantares são uma provocação aos nossos sentidos. Os pratos, elegantes, são visualmente muito apelativos. E depois os sabores são uma viagem por ingredientes que arrumamos em gavetas e que os chefs nos levam a perceber que afinal resultam em outros contextos. O café, foi um deles!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A magia do café em pratos salgados num workshop Nespresso


O café faz parte do meu dia-a-dia. Adoro o cheiro intenso, torrado do café. E cozinhar com café? - Ao ser confrontada com esta questão no início do workshop da Nespresso, no Peixe em Lisboa, pelo chef Chakall e com a participação do sommelier Rodolfo Tristão, acabei por responder que apenas em sobremesas. Não me lembro de usar café nos meus cozinhados e não sei bem porquê. Todos os dias bebo café. Uma das coisas que me custa é quando viajo para países que não têm vincada a cultura do espresso. Nessas alturas, beber um café como deve ser torna-se uma missão complicada.

Mas o workshop não era como preparar ou saborear um café perfeito, mas sim como usar café em pratos salgados e harmonizá-los com vinhos. Chakall, com a sua habitual boa disposição, começou por nos explicar o que iria cozinhar. Vieiras, costeletas de borrego e por fim, uma sobremesa com duo de chocolate. Fiquei cheia de curiosidade em perceber como o chef iria usar o café.

Vieiras Ristretto


Ingredientes:
Vieiras com coral (de preferência com a concha)
3 chalotas
2 cafés expresso intenso (Dharkan, Kazaar ou Ristretto)
1 colher de chá de mel cheia
Manteiga q.b.
Redução de vinagre balsâmico q.b.
Sal q.b.


1. Picar as chalotas.

2. Levar ao lume uma frigideira com manteiga. Assim que derreter adicionar as chalotas.

3. Quando as chalotas quebrarem, regar com o café. Juntar uma colher de chá de mel e deixar cozinhar.

4. Levar outra frigideira ao lume com uma colher de sopa de manteiga. Quando derreter, adicionar as vieiras e deixar alourar de ambos os lados.

5. Temperar as vieiras e molho de chalotas e café com sal.

6. Servir as vieiras na sua concha, com um fio de redução de vinagre balsâmico e coentros picados.


As vieiras foram acompanhadas por um vinho branco, Coleção Privada Verdelho 2012 de José Maria da Fonseca. Rodolfo Tristão explicou-nos que existem dois tipos de verdelho, o dos Açores e o do continente. Este último, comparativamente, plantado em zonas mais frescas, revela-se um vinho mais mineral e com notas de citrinos mais exuberantes. É importante não confundir o verdelho com o verdejo, que pelos vistos, nada tem a ver com esta casta. O vinho escolhido trouxe frescura ao sabor denso e apetitoso da vieira.

O segundo prato que Chakall confeccionou foi borrego com um molho especial de café e cacau que nos deixou a todos curiosos com o resultado final. Um molho com café e cacau, uma combinação mágica, só podia ser inspirador.

Borrego com molho de café e cacau


Ingredientes:
Costeletas de borrego
1 colher de sopa de cacau
2 cafés expresso Indriya from India
1 colher de chá de malagueta moída
2 colheres de sopa de natas
1 lima
2 a 3 hastes de tomilho-limão fresco
2 dentes de alho
1 colher de sopa de concentrado de tomate
1 colher de sopa de uvas secas
3 a 4 pacotes de açúcar
Azeite q.b.
Manteiga q.b.
Vinho tinto q.b.
Coentros frescos picados
Sal q.


1. Colocar numa frigideira azeite e levar ao lume. Assim que estiver quente colocar duas ou três costeletas. Retirar as costeletas e reservar.

2. Juntar ao azeite uma colher de sopa de manteiga. Adicionar o alho picado, coentros picados, o cacau, uma pitada generosa de malagueta, o café expresso, o concentrado de tomate, um pouco de vinho tinto e deixar reduzir.

3. Antes de retirar o molho do lume, adicionar as natas, as passas de uva, o açúcar e sumo de 1/2 lima. Mexer e temperar com sal. Retirar do lume.

4. Temperar as costeletas com sal e levar a alourar numa frigideira com manteiga. Adicionar tomilho-limão, sumo de 1/2 lima e sal. Assim que as costeletas estiverem douradas de ambos os lados retirar.

5. Servir as costeletas com o molho de café e cacau.


As costeletas foram acompanhas por batata e batata-doce assadas no forno em cubos com azeite, sal e tomilho. Chakal explicou que optou pelo café Indriya from India porque foi cultivado junto a uma plantação de especiarias e por isso o café aparentar alguns sabores exóticos e resultar muito bem no molho para a carne. Pode ser substituído pelo Roma.

Para harmonizar com o prato de carne, Rodolfo Tristão escolheu um vinho tinto, Periquita Reserva de 2011, com notas a madeira e a cacau. Na boca revelou-se um pouco adstringente, mas fez um bom par com a carne de borrego.


Para sobremesa foi-nos servido uma mousse de chocolate branco com framboesa e café expresso (forte) e bolo de chocolate sem farinha. A acompanhar, espressos Indriya e Ristretto. Antes de experimentarmos as combinações Rodolfo Tristão explicou-nos como provar café. Primeiro fazer uma apreciação visual, o creme - normalmente dizemos espuma - que ao contrário da espuma não desaparece e impede que os aromas do café se percam. O creme vai ficando na chávena à medida que bebemos. A cor do creme também nos diz se o café é mais ou menos intenso. Mais escuro, mais intenso. Agitar o café e depois sorver. Nesta última parte, olhamos sempre uns para os outros. Sorver?! Sim, diz-nos o sommelier, para que entre ar e nos ajude a perceber os aromas do café. Tivemos também a oportunidade de harmonizar a sobremesa com um moscatel de Setúbal, Alambre de 2008.


Com este workshop gostei de conhecer mais um pouco sobre o mundo mágico do café e principalmente fiquei com vontade de o usar em algumas receitas salgadas. Talvez começar por umas costeletas de borrego, o que vos parece?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Chocolate quente com café e chantili


E como Janeiro continua frio, hoje deixo-vos mais uma sugestão de uma bebida quente que preparei para a edição de Janeiro de 2014 da revista Saber Viver para nos ajudar a ultrapassar de forma mais confortável as agruras do Inverno.


Ingredientes:
1 l de leite gordo
200 ml de café expresso
200 g de chocolate com 70% de cacau
50g de açúcar amarelo
200 ml de natas bem frias
30 g de açúcar em pó
Raspas de chocolate para servir


1. Ferver o leite.

2. Numa taça colocar o chocolate partido em pedaços e o açúcar amarelo. Regar com o leite a ferver e o café expresso acabado de tirar. Mexer muito bem com uma vara de arames.

3. Bater as natas com o açúcar em chantili.

4. Servir o chocolate com café com o chantili. Decorar com raspas de chocolate.


Beber de preferência em boa companhia. Assim, sabe ainda melhor!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Affogato, sobremesa em 5 minutos


Quando a revista Saber Viver me solicitou, para a edição de Março de 2013, cinco sobremesas em apenas cinco minutos, uma das primeiras em que pensei foi no affogato.

Esta sobremesa consiste em gelado, normalmente de baunilha, "afogado" num expresso. Pode ser ainda enriquecido com um cheirinho de amaretto ou outro licor. Também pode ser servido com fatias de biscotti.

Quem gostar, pode também servir o affogatto com umas raspas de chocolate negro. Fica tão bom e tudo em apenas cinco minutos!


Ingredientes:
4 cafés expresso
8 bolas de gelado de nata (ou de baunilha)

1. Numa taça ou copo colocar duas bolas de gelado. Regar com um café expresso.

2. Repetir a operação por café e servir de imediato.


Esta sugestão pode ser uma excelente ideia para uma sobremesa rápida para quando recebemos visitas inesperadas ou para um delicioso miminho a meio da tarde, num dia bonito de sol.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sete anos à mesa com a Laranjinha


Hoje, faz sete anos que nasceu o Cinco Quartos de Laranja. Olhando para trás, posso dizer que têm sido sete anos muito especiais, cheios de coisas boas, com muitas aprendizagens, contactos com pessoas e claro, muitas partilhas. Partilhas de receitas, de viagens, de sentimentos e de momentos que vão tendo lugar na minha vida.

Neste percurso, o que fica é uma sensação de satisfação que me enche o peito e me faz sorrir. Tem sido um caminhar muito gratificante, especialmente porque é vivido com os leitores que todos os dias acompanham o que escrevo, o que faço ou o que vou vivendo, através das visitas, comentários e mensagens que recebo diariamente. Este caminho tem-me conduzido a novos projectos. Um que me deixou muito feliz, foi a publicação em Novembro de 2012, do livro Cozinha para Dias Felizes.

Hoje é dia de festa. Para comemorar estes sete anos, decidi lançar um desafio intitulado Sete anos à mesa com a Laranjinha em parceria com a NESCAFÉ Dolce Gusto onde serão oferecidas sete máquinas de café Génio. Estas máquinas automáticas foram pensadas em termos de eficiência energética e funcionam com um sistema de cápsulas. Para além de café têm disponível outras variedades de bebidas, desde o Chai Tea Latte até ao irresistível chocolate quente. Para quem é amante de café como eu, a marca conta com a tradição do café Buondi e Sical.


( Foto fornecida pelo patrocinador )

O desafio está aberto a todos os leitores, com morada válida em Portugal continental e ilhas, e para participar deverão:

i) Fazer uma receita publicada no Cinco Quartos de Laranja. Convido-vos a escolher entre as mais de 1.400 receitas publicadas desde Fevereiro de 2006;

ii) Tirar uma fotografia à receita confeccionada;

iii) Publicar a participação na página do Cinco Quartos de Laranja no Facebook:
- [obrigatório] Anexando a fotografia respectiva;
- [obrigatório] Indicando o nome da receita e o link original do Cinco Quartos de Laranja;
- [opcional]     Quem tiver um blogue, pode indicar adicionalmente o link para a respectiva publicação posterior a 13 de Fevereiro de 2013, com referência a este desafio e que inclua os pontos anteriores.

iv) Quem não tem conta de Facebook, poderá enviar-me por eMail a sua participação (com os items refereridos no ponto iii).

v) Cada leitor pode participar as vezes que quiser;

vi) O desafio decorre até às 24h do dia 9 de Março de 2013;

vii) No dia 11 de Março de 2013 serão divulgados os sete contemplados por sorteio entre todas as participações consideradas válidas;

viii) Os sete leitores contemplados serão contactados pela NESCAFÉ Dolce Gusto para o envio das máquinas.


Enquanto decidem a(s) receita(s) do Cinco Quartos de Laranja que irão confeccionar deixo-vos uma fatia de brownie de chocolate, café e nozes que ficou divino, com um sabor intenso a chocolate. Aceitam?

Brownie de chocolate, café e nozes



Ingredientes:
200 g de chocolate com 70% de cacau
130 g de manteiga sem sal
250 g de açúcar amarelo
125 g de farinha com fermento
3 ovos médios
5 colheres de sopa de café NESCAFÉ Dolce Gusto expresso intenso
1 colher de chá de essência de baunilha
100 g de nozes picadas
uma pitada de sal


1. Derreter o chocolate em banho-maria com a manteiga.

2. Bater os ovos com o açúcar. Adicionar o café, a baunilha e o sal. Mexer.

3. Juntar a farinha e o chocolate derretido. Envolver bem.

4. Por fim, adicionar as nozes picadas.

5. Levar ao forno, pré-aquecido a 180ºC, num tabuleiro forrado com papel vegetal e ligeiramente untado com manteiga durante aproximadamente 20 minutos.

6. Desenformar depois de frio.


Juntem-se à festa!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mousse de chocolate com café e cardamomo


Hoje para comemorar o Dia dos Namorados resolvi fazer uma mousse de chocolate com café e cardamomo. O pretexto foi dado por uma simpática oferta da IKEA, que me fez chegar o seu livro de cozinha, Sabores da IKEA, e duas tabletes de chocolate. Uma de chocolate preto 70% e outra de chocolate com avelãs.

No dia em que o presente chegou o Ricardo e eu, não resistimos ao de avelãs e sem grande esforço o chocolate desapareceu. Só vos digo, era muito bom.

Quando li a sugestão de utilização para estas tabletes, percebi que não deveria ter comido o chocolate! As indicações sugeriam o uso das duas embalagens na confecção de uma receita, trufas de chocolate, do livro Sabores da IKEA. Oops! Algo já não estava a correr bem!

Quando algo inesperado acontece, o melhor é resolver a situação. O que fazer com o chocolate preto 70%? Uma coisa eu sabia, tinha que ser algo especial. Por isso, para hoje, Dia dos Namorados, proponho uma mousse de chocolate com café e cardamomo, feito com um sabor IKEA. Uma sobremesa intensa, para saborear neste dia em que se comemora o amor.


Ingredientes:
100 g de chocolate preto CHOKLAD MÖRK 70%
3 ovos
60 g de açúcar amarelo
20 g de manteiga
2 colheres de sopa de café expresso
2 cardamomos (apenas as sementes)
Uma pitada de sal


1. Abrir os cardamomos e esmagar num almofariz as sementes até ficarem em pó.

2. Derreter em banho-maria o chocolate com a manteiga, o café e o cardamomo.

3. Partir os ovos e separar as gemas das claras. Bater as gemas com o açúcar.

4. Depois do chocolate derretido juntar à mistura das gemas.

5. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal.

6. Envolver as claras batidas com a mistura anterior.

7. Colocar o preparado em recipientes e levar ao frigorífico três a quatro horas antes de servir ou de um dia para o outro.


Nesta mousse nota-se o sabor intenso do chocolate com 70% de cacau, um ligeiro travo a café finalizado pelo aroma do cardamomo. Feliz Dia dos Namorados!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Panna cotta, um desejo concretizado em forma de sobremesa


Fazer panna cotta era um dos meus desejos de 2011. Mas fui deixando passar o tempo, dei prioridade a outros desejos e experiências, e fazer esta deliciosa sobremesa italiana foi ficando para trás. Talvez por isso, logo na primeira semana do ano tenha procurado realizar esta vontade. A receita encontrei-a no livro A Scuola di Cucina.


Ingredientes:
2dl de leite
2dl de natas (usei frescas)
3 colheres de sopa de açúcar
200g de chocolate
1 café expresso com açúcar (5 colheres de sopa)
2 folhas de gelatina


1. Colocar as folhas de gelatina numa taça com água.

2. Colocar o leite, as natas e o açúcar num tacho. Levar ao lume e deixar ferver.

3. Adicionar a gelatina demolhada e escorrida. Mexer. Adicionar o café.

4. Fora do lume, adicionar o chocolate partido. Mexer com uma vara de arames até estar bem dissolvido.

5. Distribuir o preparado por taças e levar ao frigorífico pelo menos 3 horas antes de servir.


A satisfação de mais um desejo concretizado é muito boa.

A panna cotta fica cremosa, com um sabor forte do chocolate e um leve aroma do café.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Os vários sabores do café e um pudim


Qual o sabor do café? Já alguma vez pensaram em descrever o sabor do café? Ora tentem lá!

Eu tentei e cheguei a pouco, mais ou menos isto: um sabor amargo torrado viciante, com um aroma delicioso e caramelizado. Às vezes áspero, especialmente quando está torrado demais e que nos obrigada a fazer uma careta de arrepio!

Ler o romance Os Vários Sabores da Vida de Anthony Capella, para mim, foi uma viagem aos vários aromas do café. O romance leva-nos a descobrir a vida de Robert Wallis nos seus diferentes momentos. Jovem, impulsivo, dado aos prazeres boémios da vida. Trabalha com Emily na firma do pai desta, com o intuito de criar um descritor dos vários sabores do café. O objectivo de Mr. Pinker era: «Arranjem-me as palavras que captem ... que uniformizem ... o esquivo sabor do café, para que duas pessoas em partes diferentes do mundo possam telegrafar uma descrição uma à outra, sabendo exactamente o que quer dizer.» Parte para África para plantar café e aí vive uma paixão que o cega de amor. Mais tarde regressa a Londres, onde acaba por encontrar o seu próprio caminho. Mas o que adorei no livro, para além de conhecer Robert, Emily e as suas irmãs, Mr. Pinker, Hector e a escrava Finke foi mesmo descobrir os vários sabores do café.

Pelo livro, o café poderá saber a:

«Porque uma chávena de café bem feito é o começo perfeito de um dia de ócio. O seu aroma é cativante, o seu sabor é doce; contudo, apenas deixa amargura e mágoa. (...) Sorvi mais um gole do café (...). Embora, neste caso - acrescentei -, não pareça saber a nada senão a lama. Talvez um leve ressaibo a damascos podres.»

«O aroma do café atingiu-me como uma lufada de especiarias. Oh, aquele aroma... O edifício continha mais de mil sacos de café e Pinker mantinha os seus grandes torradores de tambor rotativo a trabalhar de dia e de noite. Era um aroma com algo de fazer crescer água na boca e de fazer os olhos aguar, um cheiro tão escuro como o alcatrão a ferver, um perfume amargo, negro cativante que se prendia no fundo da garganta, enchendo as narinas e o cérebro. Um homem podia viciar-se neste cheiro (...)»

Café pode ter um sabor floral, um sabor quase fumado, sabor a ferrugem ... laivos de torrada queimada. Mas continua. Leiam:

«Era como se a própria essência do café estivesse concentrada naquela pequena quantidade de líquido. Cinzas carbonizadas, fumo de lenha e fogos de carvão dançaram-me na língua, prenderam-se-me no fundo da garganta e daí pareceram precipitar-se directamente para o cérebro ... e no entanto, não era acre. A textura era como mel ou melaço e continha uma vaga doçura abiscoitada que persistia, como o chocolate mais negro, como o tabaco. Bebi o café da pequena chávena em duas goladas mas o sabor pareceu intensificar-se e aprofundar-se (...).»

Relacionado com o sabor está também a visão e até o odor:

«Lineu agrupa os cheiros em sete categorias, dependendo das suas propriedades hedónicas, isto é, aprazíveis. Assim, temos Fragrantes, os odores fragrantes, como o açafrão ou a lima-brava; Aramaticos, os aromáticos, como o limão, o anis, a canela e o cravo-da-índia; Ambrosíacos, os ambrosíacos ou cheiros almiscarados; Alliaceous, os odores do alho ou dos bolbos de cebola; Hircinos, os cheiros caprinos, como o queijo, a carne ou a urina; Tetros, os odores fétidos, como excrementos ou nozes; e Nauseosos, os cheiros nauseabundos, como a resina da planta assa-fétida.»

«Todos os cafés, quando considerados atentamente, possuem um vago odor a cebolas assadas: alguns, sem sombra de dúvida, contêm também fuligem, linho lavado ou relva cortada. Alguns desprendem o cheiro frutado e fermentado das maçãs acabadas de descascar, enquanto outros possuem o gosto feculento e acídulo das batatas cruas. Outros evocam mais do que um sabor: descobrimos um café que combinava o aipo com as amoras, outro que aliava o jasmim ao pão de especiarias, um terceiro que conjugava o chocolate com a indefinível fragrância de pepinos frescos e crocantes.»

Para além de ter bebido mais uns quantos cafés, este livro levou-me a fazer receitas com café. O pudim de hoje, foi uma dessas.


Ingredientes:
9 dl de leite
400 g de açúcar
6 g de café solúvel
2 colheres de café expresso
4 ovos
4 gemas
1 pacotinho de açúcar baunilhado (aprox. 7g)
caramelo para barrar as formas


1. Deitar o leite, o açúcar e o café numa caçarola, mexer, e levar ao lume. Deixar ferver um pouco, mexendo regularmente. Apagar o lume.

2. Bater as gemas com os ovos. Juntar em fio ao preparado anterior, mexendo sempre. Continuar a bater durante aproximadamente um minuto para que fique tudo bem misturado. Adicionar o açúcar baunilhado. Mexer.

3. Colocar o pudim numa forma ou em pequenas formas untadas com caramelo. Colocar as formas num tabuleiro com água.

4. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante uma hora.

5. Retirar o pudim do forno e do tabuleiro, deixar arrefecer. Para desenformar, passar a lâmina de uma faca pelas paredes das formas e agitar um pouco, para ter a certeza que o pudim se deslocou. Colocar o prato em que o vai servir sobre a forma e volte-a.


Esta receita é do livro Paixão pelo Café de Patricia McCausland-Gallo, que recomenda o uso de 3 colheres de sopa de café solúvel com sabor a amaretto, como não tinha adaptei a quantidade de café.

O pudim resultou muito bem. Fica delicioso e com um travo a café muito agradável.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bolo de café do Mississipi para a Ana


Desde que li o livro Os Vários Sabores da Vida de Anthony Capella que só penso em fazer sobremesas de café. O livro, a que voltarei uma outra vez, não nos fala de sobremesas mas de café, do negócio do café, de um romance, de um jovem que queria ser escritor e que se vê envolvido num compromisso que o leva a África e ao Brasil, e a descobrir o amor. O livro captou-me a atenção pelos vários aromas do café. Eu, que adoro café, fiquei impelida a fazer receitas com café, principalmente sobremesas. A este tipo de livros eu costumo classificar como perigosos, não pelo conteúdo em si, mas pelo facto de me seduzirem a cozinhar! :)

Quando vi que a Ana desafiava os seus leitores a festejar o seu aniversário com um bolo, soube logo que me iria associar à festa com um bolo de café. A receita é do livro As Melhores Receitas com Café, Edições Asa.


Ingredientes:
225g de farinha com fermento
300ml de café forte, quente
50ml de brandy
150g de chocolate para cozinhar
225g de manteiga partida aos pedaços
225g de açúcar
2 ovos
1 1/2 colher de chá de essência de baunilha
1 pitada de sal
cacau em pó para polvilhar
margarina ou spray para untar a forma
natas batidas ou gelado para acompanhamento


1. Pré-aquecer o forno a 140ºC.

2. Peneirar a farinha para uma taça. Adicionar o sal.

3. Aquecer o café, o brandy, o chocolate e a manteiga em banho-maria. Mexer até estarem ligados. Deitar esta mistura numa taça grande. Adicionar aos poucos o açúcar e bater até estar completamente dissolvido.

4. Juntar a farinha, misturando muito bem, depois os ovos um a um, e por fim a essência de baunilha. Bater até estar tudo bem ligado.

5. Deitar o preparado num forma previamente untada com margarina e polvilhada com cacau. Levar ao forno a cozer durante aproximadamente 65 minutos ou até que um palito inserido no bolo saia seco.

6. Deixar arrefecer na forma durante 15 minutos. Desenformar e depois de frio, polvilhar com cacau em pó.

7. Servir acompanhado de natas batidas ou gelado.


Este bolo fica compacto, intenso, húmido, com um agradável sabor a café.

Espero que este bolo tenha ajudado a tornar mais doce e mais especial a comemoração do aniversário da Ana.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bolo de chocolate com mascarpone


O último livro que li foi Os Ingredientes do Amor de Nicky Pellegrino, uma autora que descobri pela mão de uma colega que leu o livro nas férias e simpaticamente achou que eu ia gostar.

O livro é uma história escrita a duas vozes, a de Alice e a de Babetta. Alice é uma jovem que pretende aproveitar tudo o que a vida lhe pode proporcionar, mas acaba por se resignar às circunstâncias e optar pelas soluções mais fáceis. Babetta é a responsável pela manutenção dos jardins da Villa Rosa, em Itália, onde Alice irá passar as férias de Verão com uma amiga e aprender a cozinhar no restaurante da família do chef para quem trabalha, em Inglaterra.

Alice procura ter uma carreira no mundo da restauração, passa por vários restaurantes, mas acaba por perceber que ser chef não é o que quer fazer na vida. Com Babetta, na Villa Rosa, cuida de uma pequena horta, onde cultivam diversos legumes, aprende a valorizar o que a terra dá e descobre que é isso que quer fazer na vida. Ao longo do livro, ficamos com imensa vontade de ir para a cozinha e confeccionar algo reconfortante e apetitoso, pois o livro é principalmente uma história de afectos, com muitas referências à cozinha italiana.

Para acompanhar a leitura, nada melhor que um bolo de chocolate com um saborzinho a Itália.

Ingredientes:
250 g de queijo mascarpone
200 g de chocolate preto em tablete
200 g de açúcar amarelo
70 g de manteiga
100 g de farinha com fermento
1 colher (café) de café em pó solúvel
5 ovos


1. Bater em creme o açúcar amarelo com as gemas, juntar o queijo e mexer bem.

2. Adicionar o chocolate derretido com a manteiga.

3. Adicionar a farinha e o café ao preparado anterior.

4. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal até ficarem bem firmes. Envolver no preparado anterior.

5. Colocar a massa numa forma untada e polvilhada e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 40 minutos.


O bolo fica macio, ligeiramente húmido, muito bom. Come-se mesmo sem vontade. A referência à temperatura do forno e à duração do tempo de cozedura é da receita original, publicada pelos açúcares Sidul.