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terça-feira, 7 de abril de 2020

Frango com feijão branco em molho de tomate


Desde o final do ano passado que colaboro semanalmente com o programa da RTP, Praça da Alegria, que é gravado, em directo, nos estúdios em Vila Nova de Gaia.

Devido à fase em que estamos a viver, ontem, a participação foi feita, também, a partir da minha cozinha, com a querida Sónia Araújo, em estúdio a cozinhar a mesma receita. E foi um momento descontraído e delicioso. Viram?

A receita que confeccionámos foi frango com feijão branco em molho de tomate, uma sugestão para aproveitar algumas sobras, numa altura em que mais do nunca, devemos rentabilizar a nossa comida. Espero que gostem!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bifes de peru na frigideira


Abro a janela da sala e olho os campos em volta. Curioso como em poucos dias a vegetação verde, viçosa, deu lugar a um manto em tons de terra. É a chegada do Verão.

E Verão é sinal de tempo quente. De férias. De idas à praia. De noites dormidas com a janela aberta. De comidas frescas. Cá em casa, nestes dias de grande calor, pouco se cozinha. Fazem-se saladas, sopas frias ou outras alternativas que se revelem rápidas de preparar.

Um destes dias, para o jantar, fiz uns bifes de peru na frigideira com uma mão cheia de ervas, sumo de limão e dentes de alho. Souberam tão bem com uma salada de verdes. Preparam-se num instante!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sopa de peixe, uma receita económica


Quem gosta de cozinhar gosta também de ver programas de cozinha. Eu sempre que posso tento acompanhar. Desde programas de receitas como os de Gordon Ramsay, Nigella Lawson, Jamie Oliver, Raymond Blanc, Paul Hollywood, passando pelos programas de viagens e comida de Anthony Bourdain e terminando nos concursos de cozinha, Top Chef americano, que vi várias épocas ou ao MasterChef australiano, que considero dos mais pedagógicos dentro deste género.

Por isso, foi com bom grado que assisti na quarta-feira à apresentação de um novo programa dedicado à cozinha, Chefs' Academy. Este programa estreia no dia 23 de Novembro de 2013 às 22h, na RTP. Confesso que estou curiosa. O formato, promete. O programa vai funcionar como uma escola, com aulas temáticas (carne, peixe, caldos, etc.) e vão existir visitas de estudo a produtores nacionais. E como numa escola, haverão também avaliações, o que irá permitir aos concorrentes acumular pontos. Neste formato não vai haver expulsões. O director da escola é o conhecido chef José Cordeiro e os professores que acompanham os alunos são a chef Marlene Vieira, o chef António Alexandre, o chef Henrique Sá Pessoa e o chef Kiko Martins. Será apresentado por Catarina Furtado.

Quem gosta de cozinhar, vê programas de cozinha em diversos formatos, para aprender, para tirar ideias e experimentar fazer. Espero que este novo programa da RTP nos permita tudo isto. Não sei se no programa haverá aulas sobre sopas. Se houver, vou querer ver, de certeza. Cá por casa a sopa é uma constante, seja como início da refeição ou como refeição por si mesma. Hoje, apresento uma sopa de peixe bem económica que desenvolvi para para a edição de Outubro de 2013 da revista Saber Viver inserida numa rubrica em que o ingredientes principal teria que ter um custo inferior a dois euros.


Ingredientes:
500 g de rabos de pescada congelados
1 cebola
2 dentes de alho
1 dl de azeite
225 g de batata
400 g de curgete
150 g de cenoura
200 g de tomate maduro
1,7 L de caldo de cozer o peixe
200 g de massa cotovelos
2 ovos
10 g de coentros
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cozer os rabos de pescada, depois de descongelados, em água temperada com sal. Depois de cozida, reservar o caldo de cozedura.

2. Limpar o peixe de peles e espinhas.

3. Numa panela, refogar em azeite a cebola e os dentes de alho picados.

4. Descascar e cortar em pedaços a batata, a curgete, a cenoura e o tomate.

5. Assim que a cebola quebrar, adicionar os legumes cortados e regá-los com o caldo de cozedura do peixe.

6. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

7. Quando os legumes estiveram cozidos, com uma varinha mágica, reduzi-los a puré.

8. Juntar o peixe e a massa cotovelos.

9. Quando a massa estiver cozida, adicionar os ovos batidos. Mexer.

10. Retirar do lume e juntar os coentros picados.


Esta sopa fica muito rica e pode constituir por si só uma refeição. Eu, na confecção optei por que a sopa ficasse mais grossa, mas quem preferir pode acrescentar mais caldo de peixe.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Feijoada de salsichas, uma receita económica


Há semanas especiais e esta que termina foi mais uma delas. Assisti ao lançamento do livro As Festas da Julie, da querida Julie Deffense, no El Corte Inglés, em Lisboa. As Festas da Julie é um livro cheio de imagens bonitas, e com receitas para muitas festas e convívios com a família e amigos, que abrangem todas as estações do ano. Confesso que ao ver o livro, voltei a sonhar com as casas de gengibre. O meu primeiro livro de cozinha, que recebi quando era miúda, tinha uma e desde essa altura que penso na magia que deve ser fazer uma casa comestível. Pode ser que, agora com a chegada do Natal e com as indicações da Julie eu ganhe coragem e meta mãos à obra. São tão amorosas!


Na passada sexta-feira fui com um grupo de bloggers visitar a fábrica de cervejas em Vialonga. Ali produzem, a cerveja Sagres, que nasceu em 1940, por altura da Exposição do Mundo Portugês. A cerveja é como o vinho, um produto da terra, feita com malte resultante da transformação da cevada, lupo, cereais e água. É interessante perceber, os passos que têm que ser dados até abrimos uma cerveja, de preferência bem gelada, para acompanhar uns tremoços no verão ou até mesmo uma refeição. Para além de fazermos uma visita à fábrica, acompanhados pelo director Nuno Pinto de Magalhães, tivemos a possibilidade de visitar o museu. De ver a evolução das garrafas, dos rótulos, dos anúncios na imprensa e na televisão. De perceber algumas curiosidades, como por exemplo, o aparecimento da Imperial, designação que ficou e usamos ainda hoje, quando queremos uma cerveja no copo tirada à pressão, na zona de Lisboa. A Fábrica de Cerveja Germânia lançou a cerveja Imperial e posteriormente, na altura da I Guerra, por questões patrióticas, muda o nome para Portugália.


E como a cerveja combina bem com comida. Deixo-vos um prato de feijoada de salsichas, que ligeiramente picante, pede uma cerveja bem fresquinha. Desenvolvi esta receita, para a edição de Outubro de 2013 da revista Saber Viver inserida numa rubrica de receitas económicas.


Ingredientes:
1 frasco de 8 salsichas receita alemã
1 cebola
1 folha de louro
2 dentes de alho
1 dl de azeite
700 g de tomate maduro
200 g de cenoura
350 g de couve lombarda
1 lata (800 g) feijão manteiga
6 dl de água a ferver
1 a 2 piripiris
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Refogar a cebola e os dentes de alho picados, com o azeite e a folha de louro.

2. Assim que a cebola quebrar adicionar o tomate cortado, limpo de peles e sementes. Deixar cozinhar durante 3 a 4 minutos.

3. Adicionar a couve lombarda e a cenoura cortadas. Regar com a água a ferver. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Tapar o tacho e deixar cozinhar durante 20 minutos.

4. Juntar as salsichas cortadas, o piripiri e o feijão. Cozinhar durante 10 minutos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Arroz de alheira com couve, uma receita económica


Esta foi mais uma daquelas semanas que me preenche e deixa feliz. Gosto de chegar ao final da semana e perceber que fiz coisas, que aprendi, que conheci novas pessoas interessantes e que ultrapassei obstáculos. Em termos de leituras voltei ao romance A Sétima Porta de Richard Zimler. Deste autor, um dos meus livros preferidos é O Último Cabalista de Lisboa. E assim, com A Sétima Porta, continuo a seguir as aventuras da família Zarco.

Participei também, esta semana, num workshop promovido pela Margão, juntamente com outros bloggers. Aqui foi-nos entregue uma caixa com ingredientes mistério e tínhamos que preparar com eles um prato em trinta minutos. Um desafio ao estilo do Masterchef. Adorei participar. No meu prato usei todos os ingredientes da caixa e preparei lombinho de porco com legumes salteados numa cama de puré de batata, castanha e queijo.

Tive o prazer de assistir a uma aula sobre foie gras no El Corte Inglés pela Rougié. Foi-nos explicado a diferença entre um paté, que é para barrar no pão, e o foie gras. Como é feita a congelação e como se pode preparar. No final, houve direito a degustação e a minha ideia sobre foie gras mudou. Adorei. Um destes dias, experimentarei utilizar este ingrediente.

Voltei ao Come Prima, um dos meus restaurantes italianos preferidos aqui em Lisboa. Houve uma festa com Pizza Napoletana e cerveja, com direito a música e muita animação. Definitivamente um restaurante a retornar, não só pela qualidade da comida servida como também pela simpatia com que nos sabem receber.

Hoje, ao final do dia, quando chegar a casa, espero ter um prato reconfortante e quentinho, para ajudar a ultrapassar estes dias de chuva e céu cinzento. Neste sentido, apresento uma sugestão para um prato de arroz de alheira com couve que para além de reconfortante é extremamente económico. Desenvolvi esta receita, para a edição de Outubro de 2013 da revista Saber Viver inserida numa rubrica de receitas económicas, em que o ingrediente principal não poderia ser superior a dois euros para uma dose de quatro pessoas.


Ingredientes:
1 alheira Mirandela (200g)
1 dl de azeite
1 cebola picada
2 dentes de alho
300g de tomate
450 g de couve lombarda
300 g de arroz carolino
1,2 l de caldo de escaldar as couves
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Separar as folhas de couve e colocá-las num recipiente. Regar as folhas de couve com água a ferver durante 5 a 7 minutos.

2. Escorrer a couve e aproveitar o caldo.

3. Levar ao lume um tacho com o azeite, a cebola e os dentes de alho picados. Deixar refogar até a cebola quebrar. Acrescentar o tomate picado, limpo de peles e sementes e deixar cozinhar mais um pouco.

4. Adicionar o caldo de escaldar as couves. Assim que levantar fervura adicionar o arroz, a couve cortada, a alheira sem pele e cortada em pedaços. Cozinhar em lume brando.

5. Temperar com sal e pimenta preta. Assim que o arroz estiver cozido, retirar do lume e servir.


A alheira torna este arroz muito saboroso.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Solha no forno com batatas, um prato de peixe económico


A minha sogra costuma fazer muitas vezes solha assada no forno. Quando pensei nas várias receitas económicas com produtos do mar para a edição de Março 2013 da revista Saber Viver, decidi logo fazer a minha versão de solha no forno. A solha é um peixe relativamente em conta e assim assado no forno fica muito saboroso.

Ingredientes:
700 g de solha
600 g de batatas
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de chá de pimentão doce
1 folha de louro
1 dl de vinho branco
1 dl de azeite
10 g de salsa picada
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Pré-aquecer o forno a 200ºC.

2. Num tabuleiro de forno dispor as batatas e a cebola cortadas às rodelas.

3. Adicionar o alho picado e a folha de louro.

4. Dispor as postas de solha por cima das batatas.

5. Temperar com sal, com o pimentão doce e pimenta a gosto. Polvilhar com a salsa picada.

6. Regar com o vinho branco e com o azeite.

7. Levar ao forno a assar durante aproximadamente 40 minutos.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Batatas salteadas com sementes de cominhos


Uma das coisas que gosto de fazer quando me sobram batatas cozidas, é salteá-las com um pouco de cominhos e alho, ideia que aprendi com a minha sogra. Ficam tão boas, que se comem num instante. Estas batatas são um excelente acompanhamento para pratos de carne para além de ser uma maneira prática e económica de utilizar este tubérculo.

Produzi esta receita para as Batatas de França.

Ingredientes:
500 g de batatas cozidas com a pele
1 dl de azeite
1 dente de alho
1 colher de chá de sementes de cominhos
sal e pimenta preta q.b.


1. Retirar a pele às batatas e cortá-las em gomos.

2. Levar uma frigideira ao lume com azeite e o dente de alho picado.

3. Quando o alho começar a frigir, adicionar as batatas.

4. Polvilhar com as sementes de cominhos. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

5. Deixar saltear até começarem a ficar douradas.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Filetes de paloco com grelos salteados


Encontramos peixes congelados económicos nas nossas idas ao supermercado. Um desses peixes é o paloco, que se encontra habitualmente à venda já cortado em filetes.

Para responder ao desafio da revista Saber Viver, cozinhar com peixe barato, para edição de Março de 2013 decidi fazer uma receita de filetes de paloco no forno com ervas. Rápido e simples.


Ingredientes:
700 g de filetes de paloco
1g de tomilho seco
1g de manjericão seco
2g de pimenta rosa
60 g de manteiga
sumo de 1/2 limão
1 molho de grelos
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
sal q.b.


1. Temperar os filetes com sal e dispo-los num tabuleiro de forno.

2. Trabalhar a manteiga com o tomilho, o manjericão e a pimenta rosa.

3. Colocar a manteiga em pequenas nozes por cima dos filetes.

4. Regar com o sumo de limão.

5. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante aproximadamente 12 minutos.

6. Cozer os grelos em água temperada com sal durante três a quatro minutos. Depois de cozidos, escorrer e passar por água bem fria. Escorrer muito bem.

7. Colocar o azeite num frigideira com os alhos picados. Saltear os grelos no azeite.

8. Servir os filetes com os grelos salteados.


Quem preferir pode substituir os grelos por espinafres ou couve salteada. Podem também servir os filetes de paloco com arroz ou até uma batata cozida.


Outra receita de filetes com ervas:
- Filetes com molho de ervas e citrinos.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Receita económica: Filetes de carapau frito com arroz de tomate


Um clássico da nossa cozinha do dia-a-dia foi e penso que continua a ser, peixe frito com arroz de tomate. Quem não se lembra das pescadinhas com rabo na boca fritas ou os famosos jaquinzinhos servidos com arroz. Lembro-me de a minha mãe fazer tantas vezes peixe frito e ser tão bom. Depois a ditadura que os fritos fazem mal, e em alguns locais servidos ensopados em óleo, roubou das nossas mesas algumas boas iguarias. Confesso que não sou muito de comer fritos. Mas uma vez por outra, adoro. Sempre que vou a Espanha, não resisto a uns calamares fritos, bem feitos e estaladiços. E como tudo o que tem a ver com a nossa alimentação, deve ser com peso e medida, com equilíbrio e moderação por isso, uma vez por outra, não resisto a um bom peixe frito. O que eu sonho com o choco frito de Setúbal!

A receita de hoje é inspirada no arroz de tomate com peixe frito, aqui servido com uns filetes de carapau. Desenvolvi esta receita para a edição de Março 2013 da revista Saber Viver em que o tema era receitas económicas com produtos do mar.


Ingredientes:
4 carapaus grandes
1 dl de azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
3 chalotas
400 g de tomate pelado picado em lata
70 g de pimento vermelho
320 g de arroz aromático
9 dl de caldo de peixe
1,5 dl de óleo para fritar
3 colheres de sopa de farinha
pimenta preta q.b.
Sal q.b.


1. Retirar os filetes aos carapaus.

2. Colocar as cabeças e as espinhas numa panela com água e sal. Levar ao lume e deixar ferver durante aproximadamente 8 a 10 minutos.

3. Coar e reservar o caldo.

4. Num tacho colocar o alho picado e o azeite. Levar ao lume e deixar frigir um pouco.

5. Acrescentar as chalotas picadas e o louro.

6. Juntar o tomate pelado e o pimento picado. E deixar cozinhar durante 5 minutos, mexendo de vez em quando.

7. Adicionar o arroz e o caldo de cozedura. Temperar com sal e pimenta a gosto.

8. Temperar os filetes com sal e pimenta preta a gosto. Passar os filetes pela farinha.

9. Levar o óleo ao lume numa frigideira. Assim que estiver quente colocar os filetes com o lado da pele para baixo. Deixar fritar durante 1 a 2 minutos de cada lado.

10. Servir os filetes com o arroz de tomate.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Receita económica: Filetes de peixe gato riscado em papelote


Mais uma semana que chega ao fim. Há alturas em que o tempo passa a correr ou pelo menos é assim que eu vivi estes dias. Entre alguns cozinhados, esta semana fui conhecer o restaurante Can the Can, no Terreiro do Paço em Lisboa, no âmbito da iniciativa Lisboa Restaurant Week.

Descobri este atelier de brigadeiros, Ponto Condensado, de duas empreendedoras que precisam do nosso apoio!

Convido-vos a ler, no Sapo Sabores, a minha entrevista pela jornalista Ana Costa e a crónica (pág. 98) que escrevi para a edição Primavera/Verão da revista Gourmet Magazine do El Corte Inglés.

No próximo sábado vou estar na Fnac de Almada às 16h a cozinhar duas receitas do Cozinha para Dias Felizes e estão todos convidados a aparecer.

E para receber o fim-de-semana deixo-vos uma receita económica de peixe cozinhado de forma deliciosa que desenvolvi para a edição de Março 2013 da revista Saber Viver em que o tema era receitas económicas com produtos do mar.


Ingredientes:
4 filetes de peixe gato riscado
300 g de cogumelos brancos laminados
250 g de tomate cereja
2 chalotas
7 g de coentros frescos
1 dl de azeite
Alho em pó q.b.
Sal e Pimenta preta q.b.


1. Dividir os cogumelos e as chalotas cortadas às rodelas por 4 retângulos de papel de alumínio, forrados com 4 folhas de papel vegetal.

2. Por cima, dispor os filetes. Temperar com sal, pimenta e alho em pó.

3. Cortar o tomate cereja ao meio e distribuir pelos papelotes.

4. Colocar uma a duas hastes de coentros em cima de cada filete. Regar com o azeite.

5. Fechar o papel vegetal e por fim o papel de alumínio.

6. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante aproximadamente 25 minutos.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Receita económica: Pataniscas de pota com arroz de feijão


O arroz de feijão ou até de feijoca fez parte de muitas refeições em casa dos meus pais. É daqueles arrozes que fica sempre bom, ou pelo menos eu gosto. Todos os anos os meus pais fazem a sua horta de feijão. Apanham em verde e o que sobra, já bem grado, fica nas feijoeiras para secar. Depois de seco e limpo, a minha mãe guarda o feijão na arca frigorífica dentro de sacos. Assim evita que o feijão seja atacado por algum bichinho guloso.

Quando pensei em fazer pataniscas de pota achei que este seria o acompanhamento perfeito.

Arroz de feijão

Ingredientes:
275 g de arroz carolino
420 g de feijão manteiga em lata
1 cebola
2 dentes de alho
1 dl de azeite
9 dl de caldo de peixe ou da cozedura da pota
sal q.b.


1. Levar ao lume um tacho com o azeite e os dentes de alho picados. Deixar frigir um pouco.

2. Acrescentar a cebola picada, deixar refogar até ficar transparente.

3. Juntar o arroz e mexer.

4. Adicionar o caldo de peixe e deixar cozinhar em lume brando. Temperar com sal a gosto.

5. A meio da cozedura do arroz, juntar o feijão cozido e deixar acabar de cozer.



Pataniscas de pota

Ingredientes:
800 g de tentáculos de pota
150 g de farinha sem fermento
1 colher de café de fermento em pó
3 ovos
0,5 dl de cerveja
2 cebolas
1 dente de alho
20 g de salsa
sal e pimenta preta q.b.
óleo de amendoim para fritar q.b.


1. Cozer a pota em água temperada com sal e uma cebola. Assim que estiver cozida, retirar a pota e reservar o caldo.

2. Numa taça bater a farinha com o fermento, os ovos, a cerveja e o sal.

3. Juntar a cebola picada e o dente de alho espremido.

4. Adicionar a pota cortada em pedaços os pequenos e a salsa picada.

5. Colocar um pouco de óleo numa frigideira larga e levar ao lume. Quando o óleo estiver quente, deitar a massa em colheradas e deixar fritar até a parte de baixo estar dourada, voltar e deixar fritar do outro lado.

6. Escorrer as pataniscas em papel absorvente.

7. Servir as pataniscas com o arroz de feijão.


Desenvolvi esta receita para a edição de Março 2013 da revista Saber Viver em que o tema era receitas económicas com produtos do mar. Um molusco que encontramos a um preço acessível é a pota.

Eu adoro pataniscas. Já fiz de bacalhau, de camarão e de atum. A pedido de um amigo, ainda me falta fazer de polvo. Ver se as faço brevemente.