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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A tentação em forma de bolo de chocolate


Eu sou fã de chocolate. Cá por casa nunca nenhum chocolate chega ao fim de validade. Já aconteceu lembrar-me que tinha chocolate, ir à procura e perceber que já tinha desaparecido. Alguém se tinha lembrado antes de mim! ;) Em relação ao chocolate, somos incorrigíveis, mas sabe tão bem! É um excelente prazer.

Movida por este gosto pelo chocolate, para um jantar animado de pizas numa destas sextas-feiras resolvi fazer um bolo de chocolate. A receita foi-me passada pela minha amiga Paula Borralho há uns bons anos atrás.


Ingredientes:
300 g de chocolate para culinária
250 g de manteiga sem sal
8 ovos
200 g de açúcar
30 g de farinha
Uma pitada de sal



1. Derreter a manteiga e o chocolate partido em pedaços numa caçarola grande, em banho-maria. Assim que o chocolate estiver derretido, retirar e deixar arrefecer.

2. Separar as gemas das claras. Misturar bem as gemas de ovo com 100g de açúcar e 30g de farinha.

3. Começar a bater as claras em castelo com uma pitada de sal. A meio adicionar o açúcar e acabar de bater.

4. Misturar o chocolate derretido, já fora do lume, com a mistura de gemas. Por fim, juntar, envolvendo com cuidado, as claras batidas em castelo.

5. Forrar uma forma com papel vegetal, deitar a massa na forma.

6. Levar ao forno pré-aquecido a 150º C durante 25 a 27 minutos.


O bolo fica húmido, intenso, mesmo a saber a chocolate. Cuidado ao desenformar, porque o bolo no meio fica tipo mousse de chocolate. Este bolo é uma verdadeira tentação! Impossível resistir!

sábado, 14 de março de 2009

Piza com amigos

Esta semana o dia de piza mudou. O dia escolhido era a quinta-feira, mas como resolvémos mudar o conceito e ter um convidado, esta semana o dia de piza teve que ser ontem.

Fazer piza tem-se revelado uma tarefa verdadeiramente divertida e criativa, como tal resolvemos começar a ter convidados cá em casa que irão fazer a sua piza. Nós fazemos a massa na máquina de fazer pão com a receita de sempre e o molho de tomate, e indicamos os ingredientes que temos cá em casa disponíveis (queijos, cogumelos, presunto, espinafres, etc). Os nossos convidados terão que ser originais e não podem repetir nenhuma das pizas já aqui apresentadas. Os ingredientes especiais ou "secretos" sugerimos que sejam os nossos convidados/amigos a trazer para manter o suspense do que irão fazer.

O nosso primeiro convidado foi o nosso grande amigo Nuno. Ontem, quando chegou tentou perceber como fazíamos a massa e como fazíamos as nossas pizas. E, nós quisemos logo saber quais eram os ingredientes que trazia para a sua piza.

Começámos o nosso jantar com uma salada de queijo mozzarella, tomate e manjericão. Temperada com azeite e orégãos secos.



O Nuno estendeu a sua base de piza e para a cobertura usou queijo mozzarella fresco, queijo mozzarella ralado, chouriço mouro da Beira Baixa, tomate mini chucha, tomate cereja amarelo, azeitonas pretas às rodelas, queijo roquefort e orégãos secos.


Um a dois minutos antes de retirar a piza do forno, o Nuno espalhou por cima da cobertura da piza segurelha fresca. Esta piza ficou baptizada como Piza Nunnini.




Eu desta vez procurei ser mais comedida no uso dos queijos e coloquei na cobertura da minha piza: cogumelos frescos fatiados, folhas de espinafre, bacon em cubos, queijo ricotta, queijo mozzarella ralado e pinhões.


O Ricardo continua com as suas pizas geometricamente organizadas ou como nós dizemos, pizas 3D. Usou na cobertura beringela cortada às rodelas, fiambre, tomate às rodelas, tomate cereja amarelo, salpicão, alcachofra fresca, queijo mozzarella e brócolos. A alcachofra não resultou, os pedaços eram muito grandes e ficaram demasiado secos.





Durante o jantar, fomos provando das três pizas. O vinho escolhido para acompanhar a refeição foi Cistus, Douro 2005.

Para sobremesa tivemos um gelado de Stracciatella da Carte D´Or.

Na minha opinião a piza mais saborosa foi a do nosso convidado. No final, ficou a promessa de o Nuno voltar cá a casa para repetir a experiência.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Alguns dias em terras algarvias

Hoje parto para Lisboa. A minha vinda de fim-de-semana prolongou-se até hoje, aqui por terras algarvias.

No domingo almoçámos em casa. A joana fez jaquinzinhos fritos. A acompanhar um arroz de tomate e salada de alface e tomate.

Aos anos que já não comia jaquinzinhos fritos. Houve uma altura em que a minha mãe costumava fazer este prato. Ou com os carapauzinhos ou então com as petingas. Adorava comer estes peixinhos até mesmo só com pão. O pão ia absorvendo a gordura e era muito saboroso. Como são peixes muito pequenos comem-se mesmo assim, nem nos preocupamos em tirar as espinhas ou a cabeça. Entretanto, o hábito do peixe frito tem-se vindo a perder, quer seja nos restaurantes quer seja nas nossas casas.

O peixe foi temperado de véspera com sal. Colocou-se a frigideira ao lume com óleo. Antes de colocar o peixe a fritar, envolveu-se em farinha de trigo.

À tarde fomos passear ao castelo de Paderne e visitámos as piscinas naturais de Alte. Jantámos no restaurante Borda d´Água na praia da Oura. Escolhi Choquinhos à Algarvia e para sobremesa um bolo de chocolate com gelado. O vinho escolhido foi Terra d´Ossa. O restaurante é muito elegante, tem uma decoração moderna e fomos muito bem recebidos.

Vista da baixa de Albufeira.

Chaminé com ninho de cegonhas que se vê no centro de Albufeira.

Ontem, durante o dia andámos por Albufeira. A última vez que me lembro de ter cá passado férias foi há uns 20 anos, talvez. Na altura vim com a minha turma da escola secundária acampar. De Albufeira lembrava-me de muito pouco. Recordava-me de um túnel que fazia a ligação de uma rua movimentada, com lojas, até à praia, muitos turistas, especialmente ingleses. Os restaurantes e os bares eram especialmente direccionados para os turistas.

Albufeira cresceu, continua voltada para o turismo, a baixa junto ao mar está muito diferente do pouco que eu me lembro. Encontramos um elevador para a praia e uma escada rolante. O túnel de que me lembrava ainda existe.

Exposição de vinhos nas lojas da especialidade.

Ao final do dia passámos pela praia da Falésia e pela Marina de Vilamoura. Jantámos na pizzaria Nosolo e no final passámos pela Geladaria Veneza. Estar de férias e na companhia de amigos é muito bom.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Almoço de sábado

O almoço de sábado esteve à responsabilidade da minha amiga Joana que, como já aqui referi, amalvelmente nos recebeu na sua casa para este fim-de-semana com sabor a férias de Carnaval.

Para o almoço de sábado, a Joana serviu robalo grelhado. O peixe foi temperado com sal umas horas de ser grelhado e antes de ir para a chapa foi seco com um pano para não pegar. Como acompanhamento tivemos legumes cozidos, couve-flor, cenoura, feijão verde e batatas.

Na mesa também tivemos azeitonas temperadas com alho picadinho e azeite.

As sobremesas foram de perder a cabeça. Vários foram os bolos típicos da gastronomia algarvia que tivemos oportunidade de saborear.

Dom Rodrigo.

Queijo de figo.

Torta de Laranja.

Torta de Amêndoa.

Depois do almoço, seguiu-se um passeio pelas Caldas de Monchique e Silves. Pelo caminho deliciei-me com as mimosas em flor. Um espectáculo de amarelo em contraste com o verde da vegetação. Nas Caldas de Monchique depois de um tranquilo café na esplanada do restaurante 1692, demos um passeio a pé e espreitámos as lojas de artesanato. Em Silves, tínhamos como objectivo visitar o castelo, mas chegámos depois das 17h e já estava fechado.

Ao jantar fomos ao restaurante O Nosso Franguinho, o prato típico é o frango da Guia (frango pequeno assado com piripiri). Para sobremesa escolhi uma fatia de uma tarte Delícia Algarvia em camadas, com uma base de alfarroba, recheio de figo seco e a terminar amêndoa. Excelente.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Pimentos Padrón

A minha amiga Gilda, casadinha de fresco com o Luís convidou-nos hoje para um almoço. Casa nova, recém chegada da lua-de-mel nos Açores, muitas foram as novidades partilhadas à volta da mesa.

Assim que chegámos, a mesa já estava posta e da cozinha vinha um cheirinho divinal. Depois da visita à casa, de apreciar as vistas e conversar com os outros convidados, sentamo-nos à mesa.

Para entrada, tivemos variadas coisas, mas a que mais me chamou a atenção foi os pimentos padrón. Já tinha ouvido falar destes pimentos e até, no supermercado, uma vez estive quase tentada a trazer uma embalagem. Mas acabou por não acontecer. Experimento outro dia e, depois acabei por não experimentar.

Quando vi vir da cozinha uma travessa de pimentos padrón assados manifestei logo a minha curiosidade. Dos pimentos padrón só tinha ouvido falar em fritos, mas assados também não me parecia nada má ideia. Não me fiz rogada e quis logo provar. E não é que gostei. Também comprovei o que os espanhóis dizem, que uns picam e outros não. Digo-vos, que por mais de uma vez tive a boca a arder pois, afinal tenho mãozinha para escolher os picantes. :)


Para confeccionar estes pimentos basta temperá-los com sal e levar ao forno para assarem, como podem ver na foto. Servir ainda quentinhos e acompanhar com um bom vinho.

Assim confeccionados acabam por não ter tantas calorias como na frigideira com azeite, isto apenas para quem se preocupa com estas coisas!

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Arroz de peixe com camarões e mexilhões

Ingredientes:
400g de peixe cozido sem pele e sem espinhas
1 L de água da cozedura do peixe
150 g de mexilhão
300 g de camarão sem casca
1/2 meia embalagem de delícias do mar
2 tomates maduros sem pele
1/2 pimento verde
1 ramo de coentros
1 cebola
4 dentes de alho
7 colheres de sopa de azeite
2 piripiris
2 chávenas de chá de arroz
Sal & pimenta (a gosto)

Esmagar os alhos e de seguida picá-los para uma frigideira, onde já colocámos, previamente 4 colheres de sopa de azeite. Levar a frigideira ao lume e deixar frigir, por uns segundos, os alhos. De seguida juntar os camarões e os mexilhões, temperar com pimenta, sal e piripiri. Deixar cozinhar em lume brando aproximadamente 20 minutos.

Num tacho, colocar 3 colheres de sopa de azeite e a cebola picada. Levar ao lume e deixar frigir um pouco. Juntar o arroz e mexer durante aproximadamente 5 minutos, de modo a "fritar" o arroz. De seguida, juntar o pimento e os tomates, tudo picadinho. Adicionar a água de cozedura do peixe e deixar cozinhar mais 15 minutos.

Adicionar o preparado da frigideira e as delícias do mar cortadas. Juntar os coentros picados e rectificar os temperos. Retirar do lume e servir logo.

Esta receita é da autoria da minha amiga Paula Borralho. Cá em casa foi servido com uma salada de alface e uma garrafa de vinho Verde Gazela bem fresquinho.


P.S. Nesta receita, os mexilhões, as delícias e os camarões são congelados.

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Montanha Russa

Ingredientes:
Para o que vai ao forno: 6 claras, 6 colheres de sopa de açúcar e casca de limão.

Colocar estes ingredientes num recipiente e bater até as claras ficarem em castelo, bem firmes. De seguida, colocá-las num recipiente (retirar as cascas de limão que estejam visíveis) e levar ao forno. Quando estiverem douradinhas, retirar o recipiente. Com a ajuda de uma faca, separar as claras dos lados do recipiente e juntar o molho. Polvilhar com canela e levar ao frigorífico. Servir bem fresco.

Para o molho: 5 colheres sopa de açúcar, 6 gemas, 2 colheres de farinha Maizena, casca de limão, 1/2 Litro de leite e 1 colher de margarina

Dissolver as gemas e a Maizena no leite, e levar, num tachinho, ao lume, juntamente com os restantes ingredientes. Deixar engrossar o molho. Retirar as cascas de limão e deitar sobre as claras já cozidas.

Obrigada Paula Borralho por tão especial sobremesa.

sábado, 4 de março de 2006

Torta de laranja


Os almoços com os amigos permitem, por um lado o convívio e, por outro lado, a troca de receitas. Esta torta de laranja foi confeccionada pela minha amiga Sandra Palma para o almoço de Carnaval. E foi um verdadeiro sucesso.

Ingredientes:
6 ovos
Igual peso dos ovos em açúcar
Sumo e raspa de 2 laranjas
2 colheres de sopa de farinha Maizena


1. Batem-se os ovos inteiros com o açúcar. Numa taça à parte, dissolve-se a farinha Maizena com o sumo e a raspa das laranjas. De seguida, mistura-se tudo muito bem.

2. Vai ao forno (mais ou menos 30 minutos) num tabuleiro com papel vegetal untado de margarina, até estar cozida. Não deixar cozer demasiado pois esta torta fica húmida por dentro.

3. Assim, que sai do forno é logo enrolada.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Xacuti de Galinha


O carnaval é sinónimo de alegria e festa. É também uma excelente oportunidade para reunir os amigos à volta da mesa. Na passada terça-feira o meu amigo Nuno Vaz veio cá a casa preparar um almoço tipicamente goês e foi uma agradável surpresa. Ficámos todos rendidos.

Goa na sua cozinha tem a particularidade de assimilar a cultura portuguesa e a indiana resultando numa saborosa simbiose entre o oriente e o ocidente. O Xacuti é um dos pratos mais representativos da cozinha indo-portuguesa.

Ingredientes:
1 galinha sem pele e cortada em pedaços pequenos
1 cebola
1 tomate
3 ou 4 dentes de alho
125 gr de coco ralado
1 pedaço de gengibre (tirar a pele)
5 a 6 colheres de sopa de azeite
4 colheres de pó de xacuti
água de tamarindo
2 pimentas verdes
sal


De véspera, deixa-se a galinha temperada com sal, 2 colheres de xacuti e sumo de limão.

Pica-se a cebola, os dentes de alho e o pedaço de gengibre (sem a pele). Depois de picado, coloca-se num tacho médio com 5 a 6 colheres de azeite. Leva-se ao lume e deixa-se alourar. Junta-se 2 colheres de sopa de xacuti e um tomate cortado aos pedaços e sem pele. Mexe-se tudo muito bem.

De seguida, junta-se os pedaços da galinha, água q.b (que tape a carne da galinha) e alguns pingos de sumo de limão. Deixa-se cozinhar até apurar um pouco.

Em seguida, inclui-se a água de tamarindo, 2 pimentas verdes com um corte longitudinal e sal a gosto.

Acrescenta-se ainda o côco assado na frigideira (leva-se ao lume o coco numa frigideira anti-aderente e mexe-se até ficar castanho, mas atenção para não deixar queimar), posteriormente é novamente ralado na trituradora. Deixa-se cozinhar mais um pouco para acabar de cozer a carne. É importante que a galinha fique com molho.

O xacuti de galinha é servido com arroz basmati. O arroz deve ser lavado até tirar a goma e deixa-se a repousar em água durante um pouco (mais ou menos 8 minutos) antes de se colocar a cozer. O arroz só é colocado a cozer, quando a água estiver a ferver. Depois de colocar o arroz deixa-se levantar fervura e retira-se. Está pronto a servir.

Deverá ser servido colocando o arroz no prato em forma de muralha circular, deixando o centro livre para o Xacuti de Galinha.