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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Goraz no forno com citrinos


As refeições, cá em casa, são na maioria das vezes, pensadas e executadas com produtos frescos que trago da horta ou que encontro no mercado. Irmos acompanhando o ritmo das estações, à mesa, é uma forma especial de aproveitarmos aquilo que a natureza tem de bom para nos oferecer.

Um destes dias, para dar destino a alguns citrinos que trouxe do quintal, em Santarém, resolvi juntá-los a um peixe no forno. O resultado, surpreendeu e agradou!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Geleia de tangerina


As histórias à volta da comida e dos ingredientes despertam-me sempre a curiosidade. A receita que hoje vos trago é uma geleia de tangerina que confeccionei quando trouxe do quintal dos meus pais, em Santarém, uma caixa de tangerinas, lindas e perfumadas. Lembrei-me de partilhar a seguinte curiosidade: a origem dos nomes Tangerina, Mandarina e Clementina, citrinos que encontramos facilmente à venda.

Fortunato da Câmara, diz-nos no seu livro Alimentos ao Sabor da História o seguinte:

« Os Espanhóis levaram a laranja para o Novo Mundo. Enquanto a descoberta do caminho marítimo para a Índia, impulsionou de tal forma os portugueses para o comércio de laranjas que ainda hoje o fruto se chama "Portugal" em países como a Grécia, a Turquia ou a Roménia. É assim que surgem espécies como a Citrus reticulata, mais conhecida como mandarina e cuja pele se "despe" como se fosse uma peça de roupa. É que no séc. XVIII na região de Cochinchina, o missionário João de Loureiro classifica a mandarina como citrus nobilis. É provável que o botânico português tenha associado o fruto à cor de laranja vibrante que ostentavam as vestes dos altos funcionários do Império chinês, os mandarins. (...) Mais tarde surge então a tangerina (...). Esta laranja aromática nasceu em Marrocos, fruto do "casamento" entre uma mandarina e uma laranja azeda. A adstrigência deu-lhe um perfil mais refrescante que a laranja. Por ser pequena consideravam-na "comida de bolso". Era levada do porto de Tânger para Espanha, o que deu origem ao nome tangerina. (...)
Em 1892 o monge Vital Rodier chega à Argélia para dirigir o orfanato de Misserghin. Foi o religioso francês que abençoou esta nova "união" na família dos citrinos. O padre Clément, como era conhecido, "casou" uma mandarina com uma laranja doce. A experiência hortícola deu origem a uma variedade sem sementes e mais pequena que a "prima" tangerina, que foi baptizada de clementina em homenagem ao padre horticultor. »
Págs. 156 e 157

E é com estas pequenas histórias que vos deixo a receita de geleia de tangerina, que podem fazer também com mandarina ou clementina. Haja escolha!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Vinho quente com especiarias para os dias frios de Janeiro


A primeira vez que bebi vinho quente foi numa passagem de ano. A minha amiga Sandra tinha feito, na altura, uma viagem à Alemanha e trouxe para bebermos uma garrafa de vinho com especiarias, glühwein, que servimos quente pela noite dentro desse novo ano.

Quando a revista Saber Viver me propôs a realização de um artigo com bebidas quentes para a sua edição de Janeiro de 2014, lembrei-me de fazer um vinho com especiarias e citrinos, muito à semelhança do que é servido em vários países do Centro e Norte da Europa.

O vinho quente, na minha opinião, sabe bem em dias bastante frios. Cá por casa, eu sou a única apreciadora e por isso, faz-se apenas assim em alturas mesmo muito especiais.


Ingredientes:
7,5 dl de vinho tinto
1 pau de canela
1 estrela de anis
2 cravinhos
2 cardamomos
4 bagas de pimenta-da-Jamaica
3 bagas de zimbro
1/2 limão
2 tangerinas
1 laranja
80 g de açúcar amarelo


1. Numa panela, colocar o vinho, as especiarias e os citrinos cortados às rodelas.

2. Adicionar o açúcar e levar ao lume brando.

3. Deixar ferver durante 4 a 5 minutos e servir.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Salada de cuscuz com queijo de cabra e abóbora assada


Uma salada, para mim, sabe bem sempre em qualquer altura do ano. Gosto de saladas de tudo e mais alguma coisa, como se costuma dizer. Há dias em que chego a casa tarde e a opção para o jantar recai numa salada. Por isso gosto de ter sempre em casa queijos e verduras.

A ideia para a salada de hoje, surgiu depois de assar uma boa quantidade de abóbora para fazer sopa e como sobrou, a solução foi fazer esta salada.


Ingredientes:
200 g de cuscuz
2 dl de água
100 g de queijo de cabra (com baixo teor de sal)
200 g de abóbora assada
50 g de folhas de espinafres baby
1 endívia
2 tangerinas
50 g de pinhões tostados
8 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de sopa de mostarda em grão
sal e pimenta preta q.b.


1. Aquecer água e regar os cuscuz. Reservar tapado durante aproximadamente cinco minutos.

2. Numa taça misturar o queijo de cabra cortado em cubos, as folhas de espinafre, as folhas de endívia, as tangerinas descascadas e cortadas às rodelas, os pinhões e os cuscuz.

3. Numa taça colocar o azeite, o vinagre, a mostarda, sal e pimenta a gosto. Com um garfo mexer muito bem até ficar emulsionado.

4. Regar a salada com este molho e mexer.


Esta salada fica deliciosa. Cheia de sabor e com os pinhões tostados a darem textura. É de comer e repetir!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Gelatina e um adeus às tangerinas


Este fim-de-semana disse adeus às tangerinas. As últimas tangerinas da época transformaram-se em gelatina. Uma das coisas que mais gosto neste fruto é o seu perfume. O cheiro a tangerina não nos deixa indiferentes, é dos que acho mais deliciosos. Mais ainda do que o aroma cítrico da laranja. Claro que se enumerasse uma lista dos meus aromas preferidos teria que começar talvez com o cheiro a pão no forno, que mesmo sem fome, nos leva a sonhar logo em comer pão a fumegar, servido com uma noz de manteiga a derreter-se, isto é qualquer coisa de divino. O cheiro a café desperta-me os sentidos. Adoro o cheiro de um café acabado de fazer. O aroma do chocolate quente, conquista-me. O aroma de um bolo no forno abre-me o apetite.


Ingredientes:
1L de sumo de tangerina
sumo de 1 limão
2 colheres de sopa de mel
1 pau de canela
1 estrela de anis
2 saquetas de gelatina em pó (20g)


1. Juntar o sumo de limão ao de tangerina.

2. Dissolver a gelatina em 0,5L de sumo.

3. Levar o sumo restante ao lume com o mel, a estrela de anis e o pau de canela. Deixar ferver durante dois minutos.

4. Retirar as especiarias e juntar o sumo fervido ao que tem a gelatina. Mexer muito bem.

5. Colocar em recipientes individuais ou numa forma grande. Levar ao frigorífico.


A gelatina fica muito agradável. O sabor da fruta sobressai sobre os outros aromas.

E vocês, quais são os aromas que vos conquistam?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Gelatina de tangerina com especiarias


Desde que comecei a fazer as minhas gelatinas que gosto muito mais de gelatina. As gelatinas caseiras são sem dúvida mais aromáticas e saborosas. Para além disso, podemos usar a imaginação e fazer diferentes combinações de sabores. Uns resultam muito bem, outros mais ou menos. As experiências são mesmo assim. Mas por aqui, só gosto de relatar o que corre bem e que aconselho os meus leitores a experimentar.

A receita de gelatina de hoje correu muito bem e já a fiz várias vezes. A ideia veio de uma receita de Martha Stewart, gelatina de laranja com especiarias, em que usava sementes de anis e canela. A ideia agradou-me muito e resolvi fazer uma gelatina de tangerina usando essas especiarias. E ainda bem, porque resultou muito bem.


Ingredientes:
7dl de sumo de tangerina
2dl de água
1 pau de canela
1 colher de chá de sementes de anis
80g de mel
20g de gelatina neutra em pó (2 saquetas)


1. Colocar num tacho a água, 2 dl de sumo de tangerina, a canela, as sementes de anis e o mel. Levar ao lume e deixar ferver 1 a 2 minutos, em lume médio. Depois de ferver, passar por um coador.

2. Dissolver a gelatina no restante sumo de tangerina.

3. Juntar o mistura fervida quente ao sumo de tangerina com a gelatina dissolvida. Mexer bem. Colocar num recipiente ou forma. Depois de frio, levar ao frigorífico pelo menos quatro horas antes de servir.


O sabor do anis marca esta gelatina. Deliciosa e muito aromática.

Experimentem!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pudim de ovos com tangerina


A abundância de um legume ou fruta é por vezes o factor determinante na escolha das receitas a confeccionar, cá por casa. E a receita de hoje, não foi excepção.

Nos últimos tempos a tangerina ou melhor, as clementinas, têm invadido a minha cozinha, com se quisessem fugir das árvores e sacrificaram-se voluntariamente aos desígnios do gosto humano. Às vezes queixo-me porque acho que são muitas, demasiadas, e nem sei se lhe consigo dar a volta. Mas esta abundância é tão boa, que quando me começo a queixar, desisto logo. Perante a fartura, o melhor é encontrar soluções para usarmos o que temos e valorizar os bons produtos, especialmente aqueles que conhecemos a sua proveniência.

Já usei as tangerinas em bolos, em gelatina e agora num delicioso pudim de ovos.


Ingredientes:
12 ovos
0,5L de leite gordo
10g de farinha Maizena
300g de açúcar
2dl de sumo de tangerina
raspa de 2 a 3 tangerinas

Para caramelizar a forma:
150g de açúcar
sumo de 1 tangerina


1. Pré-aquecer o forno a 180ºC.

2. Num recipiente misturar todos os ingredientes e bater com a batedeira dois a três minutos.

3. Para caramelizar a forma, colocar o açúcar e o sumo de tangerina na forma. Levar ao lume e deixar ferver até formar caramelo. Retirar do lume e com cuidado, fazer correr o caramelo pelas paredes da forma.

4. Deitar o preparado anterior na forma caramelizada.

5. Colocar a forma num tabuleiro com água e levar ao forno a cozer durante 1 hora.

6. Depois de cozido, retirar do forno e desenformar apenas quando estiver frio.


O pudim fica delicioso, intenso. Sem ser demasiado doce, tem por isso a preciosa ajuda do caramelo. Levei este pudim para o almoço com os meus pais no sábado e todos adoraram.

Espero que gostem.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Gelatina de tangerina e espumante e o prazer de fazer algo pela primeira vez


- Quando é que eu fiz algo novo pela primeira vez? É uma pergunta que faço muitas vezes a mim mesma e à qual procuro dar resposta.

Fazer algo pela primeira vez está associado ao prazer bom da descoberta, o prazer de ser surpreendido, de arriscar, cria até uma certa adrenalina, ajuda a abrir mais uma pequena gaveta do conhecimento. Entusiasma-nos.

A novidade ajuda a quebrar a rotina, a sair do habitual. E a cozinha é o local ideal para colocar em prática novas ideias, arriscar novos sabores, fazer alguma coisa que ainda não tenhamos feito. Dá prazer fazer e depois esperar para ver o resultado. E se resultado for partilhado com a família ou amigos, vão ver que o entusiasmo se propaga como fogo numa floresta seca. Enquanto o que fizemos não está pronto, ou enquanto não provamos, a ansiedade e a curiosidade dão as mãos e não nos deixam em paz. Fazer algo pela primeira vez é uma sensação muito boa. É arriscar o imprevisível. É fazer equilibrismo num trapézio sem rede, como Philippe Petit.

Eu procuro fazer coisas novas regularmente. Fazer listas de objetivos a cumprir num ano, ajudam-me a lembrar que quero fazer coisas novas muitas vezes. E, algumas delas pela primeira vez, como é o caso da gelatina. A receita de hoje foi inspirada nesta da revista EveryDay.


Ingredientes:
7dl de sumo de tangerina ou clementina
2 saquetas de gelatina neutra em pó (usei da marca Royal)
4dl de vinho espumante doce
1 colher de sopa de mel
1 pacote de açúcar baunilhado


1. Colocar 5dl de sumo de tangerina num tacho, juntamente com o mel e o açúcar baunilhado. Levar ao lume e deixar ferver 1 a 2 minutos.

2. Dissolver a gelatina no restante sumo de tangerina.

3. Juntar a mistura quente com a gelatina dissolvida. Mexer bem.

4. Por fim, adicionar o vinho espumante. Mexer e colocar numa forma.

5. Levar ao frigorífico quatro horas antes de servir, ou de preferência fazer de um dia para o outro.

Para que o sumo ficasse homogéneo, passei-o por um passador.

Fazer coisas novas dá-nos um grande entusiasmo. Desperta-nos sensações muito boas.

Esta gelatina ficou deliciosa, com um ligeiro travo de boca ao espumante. Não ficou muito doce. Quem preferir pode aumentar a quantidade de mel ou substituir o mel por açúcar.

E vocês, já pensaram quando foi a última vez que fizeram algo pela primeira vez?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Queques de tangerina com azeite e sementes de papoila


No dia 26 de Dezembro acordo sempre com um ligeiro  sabor a nostalgia. Arrumo as lembranças que recebi, cheiro os livros novos de receitas, páginas e páginas de inspiração a pensar no novo ano. Arrumo as fitas e os papéis coloridos. De há uns anos a esta parte que procuro tirar sempre férias neste dia. Sabe-me muito bem, depois de toda a azáfama do Natal, da mesa farta, dos encontros com a família, especialmente fora de Lisboa.

No regresso a casa, trago legumes frescos e mais um saco de tangerinas que perfumam  a minha cozinha. As tangerinas continuam a chegar em abundância. Tanta que este ano, mesmo sem qualquer marca de tradição, resolvi fazer, para a mesa de Natal, também uns deliciosos queques de tangerina.


Ingredientes:
200g de açúcar
4 ovos médios à temperatura ambiente
1 dl de azeite
200g de farinha com fermento
30g de amido de milho (farinha Maizena)
150ml de sumo de tangerina
raspa de 3 a 4 tangerinas
25g de sementes de papoila

Vidrado:
1dl de sumo de tangerina
50g de açúcar


1. Pré-aquecer o forno a 180ºC.

2. Bater os ovos com o açúcar.

3. Adicionar o azeite em fio batendo sempre.

4. Juntar as farinhas alternadamente com o sumo de tangerina.

5. Por fim, adicionar a raspa das tangerinas e as sementes de papoila.

6. Distribuir a massa por formas de papel plissado e colocá-las numa forma ou em várias formas de queques.

7. Levar ao forno durante 30 minutos.

8. Uns minutos antes de retirar os queques do forno, prepara-se o vidrado. Para isso basta levar o sumo de tangerina e o açúcar, num tacho pequeno, ao lume médio. Depois de o açúcar estar dissolvido, deixar ferver durante sensivelmente dois minutos.

9. Depois dos queques cozidos e assim que se retiram do forno, picar os queques com a ajuda de um palito.

10. Pincelar os queques com o vidrado.


Eu usei formas plissadas grandes, o que rendeu 13 queques.

Estes queques de tangerina com azeite e sementes de papoila ficam uma delícia, perfumados pela tangerina e com uma excelente textura dada pelas sementes de papoila.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bolo de tangerina e coco ralado


Em Dezembro, chegam em abundância as tangerinas à minha cozinha. Para usar as primeiras da estação pensei em fazer um bolo. Mas que bolo? Não queria algo nada complicado. Um bolo agradável que me fizesse companhia durante a tarde do feriado enquanto acabava de ler um artigo, com 88 páginas - já podia ser um livro! - intitulado Alimentos e Alimentação no Portugal Quinhentista de Isabel Maria Fernandes, publicado em Abril de 2004 na Revista Guimarães e disponível através do Repositório da Universidade do Minho.

Sem nenhuma receita escolhida para o bolo, resolvi fazer uma pesquisa no site All Recipes e encontrei uma que me agradou. Mas como sabem, eu gosto sempre de dar um toque pessoal às receitas nas quais me inspiro, por isso, adaptei quantidades e introduzi o coco ralado. Achei que os sabores do coco e da tangerina iriam fazer uma combinação interessante. Cá em casa, adorámos.


Ingredientes:
170g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
175g de açúcar
3 ovos
200g de farinha com fermento
150ml de sumo de tangerina
raspa de 3 a 4 tangerinas
30g de coco ralado


1. Bater a manteiga com o açúcar.

2. Adicionar os ovos um a um, e bater muito bem a cada adição.

3. Juntar a farinha e mexer.

4. Adicionar o sumo, a raspa das tangerinas e o coco. Mexer.

5. Colocar o preparado numa forma untada com margarina.

6. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos, antes de retirar o bolo com um palito verificar a cozedura.


O bolo fica com um delicioso aroma a tangerina e o coco ajuda a dar textura. Já agora aviso que se come muito bem e depressa! Espero que gostem.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Doce de tangerina


Com tantas tangerinas que foram chegando à minha cozinha desde Dezembro, que lhe tive que ir dando destino. Para além de oferecer à família e amigos, fiz um delicioso bolo de tangerina, usei em sumos e acabei por fazer doce.


Ingredientes:
2 L de sumo de tangerina
sumo de 4 limões
1/2 vagem de baunilha aberta
zestes de 4 a 5 tangerinas
400 g de açúcar gelificante
700 g de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de mel

1. Colocar os ingredientes num tacho. Levar ao lume, mexer de vez em quando, até obter o ponto estrada.


Este doce fica delicioso, com um ligeiro travo amargo, que lhe dá uma certa personalidade. Foi a primeira vez que fiz doce de tangerina e gostei bastante. Cá em casa tem sido comido em tostas ou então com pão e queijo tipo flamengo.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Bolo de Tangerina

Este bolo de tangerina já estava na minha lista de receitas a confeccionar há já algum tempo. Ficou desde o dia em que vi a Nigella Lawson a confeccioná-lo num dos seus programas de televisão. O que me chamou a atenção nesta receita foi o facto de se usarem as tangerinas cozidas com a casca. Tangerinas cozidas? Parecia-me muito interessante.

A oportunidade de fazer a receita foi passando, mas quando na passada semana a Carlota organizou um jantar de Natal para as amigas de sempre e eu que tinha cá em casa quilos de tangerinas, resolvi que tinha que fazer este bolinho. A ocasião estava escolhida.


Ingredientes:
375 g de tangerinas ou clementinas
6 ovos
225 de açúcar
250 g de amêndoa ralada
1 colher de chá de fermento em pó


1. Cozer as tangerinas em água durante 2 horas. (Se as tangerinas forem pequenas, não são necessárias as 2 h de cozedura.)

2. Deixar arrefecer e retirar os caroços.

3. Triturar as tangerinas.

4. Aquecer o forno a 190ºC.

5. Misturar os ovos com o açúcar, adicionar as amêndoas raladas, o fermento em pó e bater bem. Juntar a polpa de tangerina e envolver bem.

6. Colocar a massa numa forma redonda forrada com papel vegetal untado com margarina ou então usar uma forma com fundo amovível, apenas com o fundo forrado com papel vegetal e barrado.

7. Levar ao forno durante 1 hora, aos 40 minutos colocar uma folhas de alumínio por cima para que não queime. Antes de retirar verificar o processo de cozedura com um palito.


O bolo fica muito agradável, tão agradável que já o voltei a fazer. A amêndoa dá-lhe textura e nota-se o sabor perfumado da tangerina.

Eu usei uma forma redonda com 26 cm de diâmetro, mas a receita original recomenda uma forma com 21 cm, o que fará com que o bolo fique mais alto do que o feito numa forma maior.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Entrar em 2010 ...

Nos últimos anos, as passagens de ano têm sido feitas cá em casa com os amigos de sempre. Normalmente, nestas alturas do ano gosto de fugir às confusões, prefiro ficar em casa, com os amigos à volta da mesa e de preferência, com uma refeição que seja memorável para todos. Uma das coisas que me dá imenso gozo, é convidar amigos ou a família e sentarmo-nos à mesa. Conversarmos, rirmos e sentirmo-nos bem.

O nosso jantar teve início por volta das 21ho0. Começámos pelos aperitivos (nozes, amêndoas e pistácios), tábua de queijos, tostas, um cestinho com mistura de pães (broa de milho, pão de mistura e pão de cereais), azeitonas, patê com vinho do porto e foie gras. Os aperitivos foram acompanhados com um vinho Mateus Rosé Aragonês bem fresquinho.

Antes de começarmos a jantar, ainda houve tempo para uma troca de presentes. Recebemos uma garrafa de licor de poejo de fabrico artesanal da A Farrobinha e uma caixa com uns bolinhos, lindos, lindos.

Depois de abrirmos os presentes e de continuarmos a petiscar, servi a entrada: vieiras com tomilho em cama de agriões. Temperei as vieiras com sal. Levei uma frigideira ao lume com um fio de óleo, apenas para cobrir o fundo. Quando estava bem quente, coloquei as vieiras. Deixei cozinhar entre 1 a 2 minutos sem mexer, de modo a que as vieiras ficassem douradas. Depois voltei-as e adicionei duas hastes de tomilho e um pedaço de manteiga. Depois da manteiga derretida, fui regando as vieiras. As indicações para esta receita foram visionadas neste vídeo.

Para prato principal confeccionei polvo de cebolada em crosta de milho com azeitonas e tomate seco, que ficou uma delícia e que dentro de dias publicarei aqui.

O vinho escolhido, pelo nosso amigo Nuno, foi um tinto Duas Quintas.

Festejámos a entrada em 2010 com um espumante meio seco da casa Ermelinda Freitas. No meio da conversa, quase que nem dávamos pela chegada do novo ano.

Para a sobremesa fiz o bolo cremoso de tangerina. A Sandra surpreendeu-nos com os seus arranjos de fruta (uma taça com ananás, uvas e ameixas secas e uma travessa com kiwi gold, banana e bagos de romã) acompanhado com uma taça de chocolate quente. Uma verdadeira tentação! Por fim, ainda servimos gelado de noz, trazido pelo Nuno.

A noite prolongou-se cheia de boa conversa. Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

4 por 6: Tortilha de espinafres com chouriço e Bolos de tangerina e limão


No menu do projecto 4 por 6, esta semana, apresento: Tortilha de Espinafres com Chouriço e Bolos de Tangerina e Limão.

Tortilha de Espinafres com chouriço

A primeira vez que me lembro de comer uma tortilha foi em casa da minha amiga Paula Borralho num fim-de-semana que passei na sua casa. Na altura, a sua irmã mais velha tinha vindo de Espanha e fez para o nosso almoço uma tortilha de que ainda recordo o sabor. Muito boa.

Recordando esses tempos, nesta proposta do 4 por 6 resolvi fazer uma tortilha, que se revela uma óptima sugestão para uma refeição que se queira rápida.


Ingredientes:
2 batatas
Folhas de espinafre
65 g de margarina
60 g de chouriço de carne
6 ovos
1 cebola picada
sal

1. Descascar as batatas. Cortar em pequenos cubos e levar a cozer em água temperada de sal. Depois de cozidas, escorrer.

2. Escaldar durante 2 a 3 minutos as folhas de espinafre. Escorrer muito bem e picar grosseiramente os espinafres.

3. Numa frigideira antiaderente, colocar a cebola e a margarina e levar ao lume. Mexer com uma colher de pau até a cebola quebrar.

4. Adicionar o chouriço cortado em pedaços pequenos.

5. Numa taça bater os ovos com uma pitada de sal. Adicionar as batatas e os espinafres.

6. Juntar a mistura anterior ao preparado na frigideira. Mexer com a colher de pau até começar a prender. Deixar cozer em lume muito brando.

7. Servir a tortilha com salada de tomate.

Como não me tenho dado muito bem a virar as tortilhas, acabo por não o fazer e prefiro deixar cozer assim muito lentamente.

Receita adaptada da revista TeleCulinária nº 1095, Fevereiro de 2000.


Bolos de Tangerina e Limão

Estes bolos ficam macios e delicados. A parte de cima fica tipo bolo e a debaixo pudim.

Ingredientes:
2 ovos
100g de açúcar
200 ml de leite
80 ml de sumo de tangerina
2 colheres bem cheias de farinha (usei farinha com fermento)
raspa de 3 tangerinas
raspa de 1 limão pequeno
uma pitada de sal

1. Bater as gemas com o açúcar.

2. Adicionar a raspa de limão e a raspa de tangerina, o sumo de tangerina, o leite e a farinha. Mexer bem com uma vara de arames.

3. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal para ficarem bem firmes.

4. Envolver as claras no preparado anterior.

5. Dividir a massa por pequenas formas untadas com margarina.

6. Colocar as formas num tabuleiro com água quente e levar ao forno.

7. Servir nas formas ou desenformar depois de frio.

Esta receita deu para 6 pequenas formas. Os créditos desta receita são da Cláudia do blogue: SaborSaudade.

Uma delícia. São uns dos melhores bolinhos que comi nos últimos tempos.



Vamos então às contas:
Bom Apetite!