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sexta-feira, 8 de abril de 2022

Cheesecake basco

A revista Continente Magazine de Abril, para além das deliciosas sugestões para a mesa de Páscoa, traz também um especial cheesecakes. Decidi experimentar fazer o cheesecake basco, também conhecido como cheesecake queimado, de que já tinha ouvido falar.

A diferença deste para outros cheesecakes de forno é a temperatura. Este é cozido a uma temperatura mais elevada, o que ajuda à caramelização, dando-lhe o toque de queimado. Para além de ser muito fácil de fazer, o resultado é verdadeiramente delicioso. As receitas da Continente Magazine fazem sempre sucesso, cá em casa!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Pudim de maçãs e amoras no tabuleiro

Uma das revistas de culinária que mais me inspira, é a Continente Magazine. As receitas procuram acompanhar as tendências, são práticas e deliciosas, com ingredientes acessíveis. Sempre que chega, cá a casa, um novo exemplar, começo logo a escolher as receitas que quero experimentar.

A revista Continente Magazine de Fevereiro de 2022, tem receitas de peixe, de carne, opções vegetarianas, doces e sobremesas, bebidas, um especial com receitas de pudins, receitas com um ingrediente e três formas de o cozinhar, para além de sugestões bio e saudáveis. Para mim, revela-se uma revista muito completa.

Uma das receitas que decidi experimentar, foi a do pudim de maçãs e amoras no tabuleiro. Um pudim diferente daqueles que estamos habituados, ou seja, cozidos em banho-maria e desenformados, mas que resulta mesmo muito bem. Servido morno, come-se de forma maravilhosa.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Panquecas para o pequeno-almoço

Variar o pequeno-almoço, cá em casa, já se tornou regra. Adoramos começar o dia com comida diferente e, de preferência, colorida.

Houve uma altura, em que a primeira refeição, do dia, era feita sempre da mesma maneira mas, desde que decidi mudar a minha alimentação, que procuro fazer pequenos-almoços diferentes.

De uma maneira geral, para o pequeno-almoço, gosto de ter pão, ovos cozidos e frescos, por vezes, faço omelete ou ovos estrelados. Tento ter também abacate, queijos, manteiga de amendoim, muesli ou granola, compotas e misturas de sementes. Uma vez por outra, tento variar, fazendo waffles e panquecas.

Um destes dias, para um pequeno-almoço de domingo, decidi fazer panquecas. Partilho, hoje, convosco a receita. Espero que gostem!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Salada de peito de pato com amoras e pêssego grelhado


Há ingredientes que nunca faltam na minha despensa. Um desses ingredientes é o vinagre. É um elemento indispensável nas muitas saladas que faço ao longo do ano. Por curiosidade, o termo deriva do francês vinaigre que significa vinho agre ou azedo. E é um produto milenar.

Existem registos da existência do vinagre no antigo Egipto. Na Bíblia, uma das mais conhecidas referências é quando os romanos oferecem a Jesus Cristo uma esponja com vinagre para beber, durante a sua crucificação, de modo a que se revigorasse. Para Hipócrates, pai da medicina, o vinagre tinha propriedades medicinais. Ao longo dos tempos o vinagre foi utilizado na conservação dos alimentos, hábito que ainda hoje prevalece.

O vinagre resulta de duas fermentações. A primeira é uma fermentação alcoólica e a segunda uma fermentação acética. Na fermentação alcoólica dá-se transformação de açúcar em álcool e posteriormente, na fermentação acética, ocorre a transformação desse álcool em ácido acético formando assim o vinagre. Qualquer matéria prima que contenha açúcar pode ser usada para o fabrico de vinagre, como por exemplo, as uvas, a maçã, a batata, a beterraba, a pêra, o figo, entre outras. Um dos primeiros vinagres conhecidos no Médio Oriente é o de tâmaras.

Como sabemos, no Japão e na China, usa-se o vinagre de arroz. Existem diferentes tipos de vinagre dependo do produto ou fruto usado na fermentação alcoólica. Recentemente a Oliveira da Serra fez chegar ao mercado quatro novos vinagres feitos a partir de frutas portuguesas. São eles o vinagre de tomate, o vinagre de maçã, o vinagre de pêra Rocha e o vinagre de figo. Deixo-vos, hoje, uma deliciosa salada de peito de pato com o toque aromático e delicioso do vinagre de figo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Batido de amoras com beterraba e hortelã


Voltei, ontem ao programa A Praça da RTP1 emitido a partir do Porto. Apresentei uma frittata de curgete com queijo cottage. A frittata é um prato de origem italiana em que na base se faz um refogado de cebola a que se junta o que tivermos à mão. Fiambre, queijo, camarão, legumes, ervas aromáticas e por fim os ovos bem batidos. Leva-se ao forno para cozer. É uma óptima ideia para aproveitar sobras.

Cheguei a casa ao final da tarde. Preparei um batido com o que tinha. Costumamos ter, cá em casa, framboesas, mirtilos, amoras e morangos congelados. No frigorífico beterraba cozida, leite e iogurte. Num instante fiz uma bebida para saborear sentada no sofá da sala enquanto via o Tejo a correr em direcção ao mar e a Ana Moura na rádio canta o seu Dia de Folga.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Batido de nectarina com amoras silvestres


Férias. Estes últimos dias têm sabido tão bem. Sem hora para acordar. Sem rotinas. Mas com muito tempo para usufruir de coisas que gosto de fazer. Nestes poucos dias com sabor a férias fui visitar os meus pais com direito a ver uma colmeia cheia de abelhas a produzirem mel. Aventura que me levou pelo campo dentro, e ao Ricardo, como ia de calções umas quantas arranhadelas. Voltei às minhas corridas. Já tinha saudades. E agora ao final do dia, tenho feito algumas corridas no parque da Bela Vista, com vista para a cidade.

Nas férias gosto particularmente de ler romances. Este ano estou a ler A Casa dos Amores Impossíveis, uma sugestão de uma amiga que todos os anos me faz chegar livros que na sua opinião têm uma relação com a comida. Estou entusiasmada em saber como acabará a maldição das mulheres Laguna.

Entre saídas, livros e corridas também tem havido tempo para cozinhar, principalmente experimentar coisas novas, como o batido de hoje, onde juntei nectarinas e amoras silvestres que apanhei no fim-de-semana.

Ingredientes:
200 g de nectarina com a casca
70 g de amoras silvestres
3 dl de leite frio
6 folhas de hortelã
1 colher de sopa de mel
5 cubos de gelo


1. Colocar todos os ingredientes num liquidificador e triturar.

2. Distribuir o preparado por copos e servir de imediato.


Delicioso. O toque da hortelã ajuda a fazer a diferença.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Depois do treino: Batido de banana com frutos vermelhos


Se é importante carregar energias antes do treino, depois é também fundamental. Para quem faz exercício e não só, para quando necessitamos de repor energias aqui fica uma delicosa e fresca sugestão.


Ingredientes:
100 ml de bebida de soja natural
1 medida de proteína de soro de leite
1 a 2 colheres de sopa de sementes de cânhamo
2 colheres de sopa de frutos vermelhos (mirtilos, amoras, framboesas, morangos, açaí)
1 banana


1. Colocar todos os ingredientes na liquidificadora e triturar até obter um líquido homogéneo.


Esta receita faz parte de um conjunto de cinco sugestões para sumos/batidos para tomar antes e depois do treino, que produzi para edição de Abril de 2013 da revista Saber Viver com a preciosa ajuda da fisiologista do controlo de peso Teresa Branco.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sopa de frutos silvestres com gelado em 5 minutos


Eu adoro sobremesas. Terminar uma refeição com algo doce, corresponde a um pequeno mimo, que nos ajuda a fechar em beleza o nosso repasto. Há dias em que gosto de comer algo doce a meio da tarde. Quando recebo visitas inesperadas, coloco sempre uns petiscos na mesa e para terminar, gosto de servir um doce. Para estes momentos em que não se tem muito tempo para estar na cozinha, deixo-vos uma sugestão rápida e deliciosa, que vai surpreender e que se prepara em menos de cinco minutos. Fiz esta sobremesa para a edição de Março de 2013 da revista Saber Viver.

Ingredientes:
450 g de frutos vermelhos congelados
1,5 dl de vinho do Porto
100 g de mel
1 colher de sopa de açúcar
2 g de canela em pó
gelado de nata para servir
folhas de hortelã para servir
framboesas frescas para decorar


1. Colocar os frutos vermelhos, o vinho do Porto, o mel, o açúcar e a canela num tacho. Levar ao lume e deixar ferver durante aproximadamente 4 minutos.

2. Servir a sopa de frutos vermelhos com bolas de gelado, decoradas com folhas de hortelã.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Salada de amoras silvestres com queijo de cabra fresco


As férias chegaram ao fim. Hoje é dia de regressar ao trabalho. É a altura de voltar a abrir a agenda e começar a organizar a semana. É altura de escolher um livro para ir lendo nos transportes. De preferência um romance que me faça sonhar. É altura de voltar a olhar para o guarda-roupa, de voltar a entrar na rotina habitual. Ainda parece que foi ontem que entrei de férias. O tempo passa, por isso é que é tão precioso.

A receita que hoje apresento tem uma pontinha de nostalgia e alguns ingredientes a lembrar as férias. As amoras silvestres que apanhei num dos dias quentes que passei em Santarém e a bresaola que trouxe da viagem a Itália.


Ingredientes:
Mistura de folhas verdes (alface, rúcula e canónigos)
4 colheres de sopa de amoras silvestres
2 queijinhos frescos de cabra
6 fatias de bresaola ou presunto
Sal e pimenta-preta q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Azeite q.b.


1. Cortar os queijos frescos em cubos.

2. Numa taça colocar a mistura de folhas verdes. Juntar o queijo fresco, as fatias de bresaola (ou presunto) e as amoras.

3. Temperar com sal e pimenta a gosto. Regar com um fio de azeite e um pouco de vinagre balsâmico. Mexer e servir.


A salada fica muito agradável. As amoras combinam bem com o queijo fresco e com o salgado da bresaola.

Uma salada com aromas a férias mas também para ajudar a quebrar os excessos cometidos à mesa nestes dias de Agosto. É altura de começar a pensar na dieta! ;)

A todos os que regressam hoje ao trabalho ou já regressaram, votos de um excelente dia!


Outras receitas com amoras:
- Mousse de amoras;
- Salmão grelhado com molho de amoras silvestres.

[ Published in English as Wild blackberry and fresh goat cheese salad ]

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Salmão grelhado com molho de amoras silvestres

Este ano, como já aqui contei, fui apanhar amoras silvestres. Depois de uma breve pesquisa na internet encontrei esta receita do blogue Steamy Kitchen que me despertou a curiosidade. Depois de algumas adaptações, eis o resultado:


Ingredientes:
2 lombos de salmão
100 g amoras silvestres
3 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
2 colheres de chá de mostarda Dijon
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
molho tabasco q.b.
3 colheres de sopa de brandy
sal e pimenta


1. Grelhar o salmão, previamente temperado com sal e pimenta.

2. Numa frigideira colocar as amoras, a água, o vinagre balsâmico, a mostarda, o açúcar, a manteiga e algumas gotas de molho tabasco. Levar a frigideira ao lume e deixar ferver uns minutos. Antes de retirar, adicionar o brandy e flamejar.

4. Servir o salmão com o molho.

O molho fica intenso, agridoce com um ligeiro picante, o que por certo, não agradará a todos os paladares.

Cá por casa, este prato foi feito num dos dias de sol em que decidimos aproveitar o quintal e este ano temos feito questão de aproveitar muito bem este espaço.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mousse de amoras silvestres

O ano passado fui de férias aos Açores. Andei pela ilha do Pico, ilha do Faial e ilha Terceira. Começámos o projecto de conhecer as nove ilhas dos Açores há três anos, fortemente impulsionados pelo escritor Onésimo Teotónio Almeida, e até agora já visitámos cinco, com experiências únicas em todas elas.

Num dos dias na Ilha Terceira fomos subir o Monte Brasil. Para além da excelente experiência, uma das coisas que me chamou a atenção foi a quantidade de amoras que encontrei por algumas partes do percurso. Grandes e bem pretinhas. Para além disso, surpreendi-me também por encontrar pessoas a apanharem-nas e pareceu-me que o faziam de forma regular. Com um garrafão de plástico cortado na horizontal com uma fita de um lado ao outro colocada em volta do pescoço, o apanhador de amoras ficava assim com as mãos livres para apanhar tão sensível fruto.

No final do percurso, voltei a encontrar uma outra pessoa a apanhar amoras. Pelo que percebi, apanhava amoras para vender. Com elas se fazem excelentes compotas e licores.

Na altura pensei: "Para o ano também eu vou apanhar amoras! Ao tempo que já não o faço". E este ano assim aconteceu. Apanhei pouco mais de um quilo numa das minhas idas a Santarém, num dia muito quente em que até as lagartixas fugiam do sol! :) Com elas preparei um licor, na tentativa de reproduzir um licor de amoras que provei na ilha do Pico e que por cá não encontrei nenhum que o iguale, um molho para acompanhar salmão e uma mousse de amoras para a festa do meu aniversário. Eis então a mousse.

Ingredientes:
500 g de amoras (aproximadamente)
100 g de açúcar
2 iogurtes naturais
200 ml de natas
2 follhas de gelatina

1. Levar as amoras com o açúcar num tacho ao lume e deixar ferver um pouco. Retirar do lume e triturar com a varinha mágica.

2. Passar o preparado de amoras por um passador de modo a retirar as grainhas.

3. Bater as natas e depois adicionar os iogurtes. Bater mais um pouco.

4. Juntar o creme de amoras que deve estar frio e mexer bem.

5. Colocar as folhas de gelatina em água fria. Escorrê-las e levar ao microondas uns segundos, numa taçinha, para dissolverem.

6. Adicionar a gelatina, mexer e colocar numa taça no frigorífico. Servir bem fresquinha.

A receita da mousse fui buscá-la ao blogue Receitas Quotidianas, na minha confecção, em relação aos ingredientes, apenas acrescentei as folhas de gelatina, pois queria que a mousse ficasse um pouco mais consistente. Depois de triturar as amoras achei que se notava em demasia as grainhas e resolvi passar o creme por um passador. Se não tivessem ficado tão grandes, penso que poderiam dar textura ao creme, mas não foi o caso.

A mousse ficou com uma cor linda que chamou a atenção dos convidados da minha festa. A reacção foi: "O que é isso? Quero provar!". Da mousse nada restou. Fresca, com um sabor muito agradável a amoras e pouco doce, soube muito bem, apesar de eu pretender que ficasse um pouco mais consistente. Da próxima vez, aumento o número de folhas de gelatina.