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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Salmão no forno com crosta de queijo


Ler livros é uma paixão. Desde que me lembro que sempre gostei de ler, principalmente romances. Fazia e continuo a fazer listas do livros que vou lendo. Defino metas de leitura por ano. É uma mania como qualquer outra. Desde que comecei o Cinco Quartos de Laranja que as minhas leituras têm sofrido algumas alterações. A par dos romances, livros de poesia, vou também lendo obras dedicados à história da alimentação ou em que o tema se relacione com comida.

Outubro tem sido um mês de leituras em que os sabores são o principal ingrediente. Comecei este mês por ler Delancey: A Man, a Woman, a Restaurant, a Marriage da conhecida blogger americana Molly Wizenberg, de quem aprecio imenso o trabalho. O livro relata a experiência de Molly e do marido Brandon Pettit, quando este decidiu abrir um restaurante passados poucos meses de estarem casados. Molly fala-nos dos seus sonhos, da vontade de construir uma vida a dois e do que é pensar num negócio, neste caso uma pizzaria. Inicialmente vê-se confrontada com algo que não tinha desejado, mas o entusiasmo de Brandon, a persistência que demonstrou para conseguir colocar o seu projecto a funcionar, acabam por fazê-la encontrar um equilíbrio. Molly escreve de forma deliciosa. Para mim foi um prazer acompanhá-los nesta aventura.

Li também, Doces da Nossa Vida de Virgílio Nogueiro Gomes, para mim uma das grandes referências portuguesas em termos de história da alimentação. Este é um livro que nos transporta ao que de melhor temos na nossa doçaria, tanto popular como conventual. Para além das receitas, Virgílio conta-nos a história de muitos dos doces que marcam a nossa vida. Este livro é uma referência para quem se interessa sobre a cozinha tradicional portuguesa, e a doçaria em particular.

Maria de Lourdes Modesto publicou este mês Sabores com Histórias, um livro com receitas e vários textos sobre alimentos. Há uns anos li da autora, Palavra Puxa Receita, e assim que vi o seu novo livro à venda, com crónicas não resisti. A autora fala-nos sobre como escolher o azeite a usar, observa a atitude de alguns chefs da nossa praça sobre por exemplo o nome dos pratos no menu e relembra sempre a importância de preservar a cozinha tradicional portuguesa, que é importante inovar, mas com sabedoria. Maria de Lourdes Modesto é uma das minhas referências da cozinha portuguesa.

Da pucarinha de barro ao restaurante de luxo - reflexões gastronómicas de Maria Antónia Goes, é um dos livros que marca também as leituras de Outubro. Como o título indica, a autora apresenta um conjunto de crónicas sobre os mais diversos assuntos, desde as mesas dos reis, ao uso do garfo, passando pela utilização das ervas na cozinha popular, a importância do pão na alimentação de outros tempos, apresenta-nos algumas celebridades que deram nomes a pratos e até de restaurantes de luxo. O livro tem ao longo das crónicas várias receitas. Uma das iguarias apresentadas, que tal como a autora, não tenho grandes esperanças de vir a provar é o ortolan. Nunca tinha ouvido falar, mas pela descrição fiquei curiosa. « O ortolan é um passarinho lendário. Minúsculo, mas que uma vez metido numa gaiola e cevado, fica atafulhado em gordura. Tem fama de ter a mais deliciosa carne, gorda e fina, de perfume potente, aliada à textura tenra dos ossos que se podem comer como quem come jaquinzinhos fritos, salvo as devidas distâncias. Em França, quando se quer nomear um prato muito bom ou muito requintado, um manjar dos deuses, fala-se em ortolan », pág. 107. Este é um livro para quem gosta de saber um pouco mais sobre história da alimentação.

Como não posso experimentar o ortolan, rendo-me aos encantos de um lombo de salmão, que me soube às mil maravilhas.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Piza de chouriço com tomate cereja e queijo


Quando faço piza há qualquer coisa mágica no ar que me transporta até ao país de uma das línguas mais românticas que conheço. Itália. Desde pequena que fui alimentando um sentimento romântico, apaixonado pelas pessoas, pelas cidades e pela comida italiana.

Itália é dos países, que tenho a sorte de já ter visitado, por várias vezes. E venho sempre apaixonada pelos gelados, pelas massas e pelas pizzas! Hoje para a rubrica Momentos Président avec Plaisir, deixo-vos a sugestão de uma saborosa piza.


Ingredientes para piza:
Massa para a base da piza
250 g de molho de tomate
250 g de queijo Mozzarella & Emmental ralado Président
115g de chouriço picante
230g de tomate cereja
Folhas de manjericão q.b.


1. Estender a massa em duas bases para pizza.

2. Colocar o molho de tomate nas bases, de seguida o chouriço cortado às rodelas e o tomate cereja cortado ao meio.

3. Polvilhar com queijo Mozzarella & Emmental ralado Président.

4. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 25 minutos.

5. Servir com folhas de manjericão.


Ingredientes para a massa da piza:
500 g de farinha
15 g de fermento de padeiro
15 ml de azeite
3 dl de água morna
Sal q.b.


1. Colocar numa taça a farinha, o azeite e sal.

2. Dissolver o fermento de padeiro na água morna.

3. Regar a farinha com a água. Amassar e formar com a massa uma bola.

4. Tapar a taça com um pano e deixar a levedar durante uma hora.

5. Dividir a massa em duas pequenas bolas iguais e deixar a levedar mais uma hora.


Ingredientes para o molho de tomate:
1 Kg de tomate maduro
3 chalotas
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
1 dl de vinho branco
2 folhas de alho-francês
1 talo de aipo
Sal q.b.


1. Escaldar o tomate com água a ferver durante cinco minutos. Retirar a pele e as sementes.

2. Colocar as chalotas picadas num tacho com o azeite e os dentes de alho também picados. Deixar refogar até a chalota começar a quebrar.

3. Adicionar o tomate picado, as folhas de alho-francês e o aipo. Temperar com sal e regar com o vinho branco. Deixar cozinhar até parte do líquido se ter evaporado.

4. Retirar o talo de aipo e as folhas de alho-francês. Com a ajuda de um passe-vite triturar a mistura.

5. Levar ao lume e deixar apurar, mexendo de vez em quando.


A massa desta piza fica alta. Mas cá em casa adorámos. Já tinha saudades de comer uma piza!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Hambúrguer com queijo e molho picante de iogurte grego


Conta-nos a história que o hambúrguer foi levado para os Estados Unidos por imigrantes da região de Hamburgo, na Alemanha. Pensa-se que foi no século XVII, que marinheiros alemães entraram em contacto com uma receita de carne crua, picada e temperada. E como sabemos, as receitas são como os contos, acrescenta-se sempre mais um ponto. Os alemães não estiveram com meias medidas e começaram a cozinhar a carne. Mas será nos Estados Unidos que a receita será aperfeiçoada, que vai começar a ser servida com pão em estilo de sandes e ganhar a projecção que hoje todos conhecemos.

O hambúrguer é um dos símbolos da fast food, apesar de haver vários restaurantes e chefs que procuram dar uma outra dimensão ao hambúrguer. Eu também acho que um hambúrguer feito com boa carne e bem temperada, pode resultar numa excelente refeição. Existem tantas variações quantas a nossa imaginação conseguir alcançar. Confesso que ainda hoje guardo na memória o anúncio de televisão a uma famosa cadeia de hambúrgueres quando chegou ao mercado português. Aparecia um hambúrguer, grelhado, suculento, a fazer crescer água na boca, e em cima um ovo, com a gema a pedir que se mergulhasse uma batata frita estaladiça. Há imagens que povoam o nosso imaginário gastronómico para sempre. É possível comer bons hambúrgueres. E uma das formas que temos é por exemplo, fazê-los em casa.

Desenvolvi esta receita para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
850 g de carne de vaca picada
150 g de queijo Mozzarella & Emmental ralado Président
3 dentes de alho
10 g de salsa
1 cebola roxa cortada às rodelas
Alface para servir
Sal e pimenta-preta q.b.
Azeite q.b.

Ingredientes para o molho:
125 g de iogurte grego natural
1 colher de chá de pasta de harissa


1. Colocar a carne picada numa taça.

2. Adicionar os dentes de alho picados, o queijo e a salsa picada.

3. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Mexer muito bem.

4. Moldar os hambúrgueres.

5. Aquecer uma chapa ou frigideira com um fio de azeite no fundo. Assim que estiver bem quente colocar os hambúrgueres. Deixar cozinhar sensivelmente durante um minuto e meio de cada lado.

6. Numa taça misturar o iogurte grego com a harissa.

7. Servir os hambúrgueres em pão, com folhas de alface, rodelas de cebola roxa e molho de iogurte.


Para fazer os hambúrgueres usei um molde, que se encontra à venda facilmente em lojas para produtos para casa. Usei carne bem fria e depois de moldar os hambúrgueres, levei-os mais 30 minutos, aproximadamente, ao frigorífico, enquanto preparava o resto da receita. Quem preferir pode preparar antecipadamente os hambúrgueres e congelar. Basta colocá-los num tabuleiro ou caixa, em camadas, separados entre si e cobertos com película aderente e levar ao congelador. Nesta receita optei por colocar azeite na frigideira, mas podem optar por pincelar com azeite os hambúrgueres.