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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Pão de mistura com biga


Pão, feito com uma simplicidade de ingredientes, é alimento universal. Em tempos de pandemia foi notória a procura de farinhas e de levedura, por todos os países. O pão é alimento essencial e faz parte da nossa mesa, a todas as refeições. Como se costuma dizer, « em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão ».

Comecei a fazer pão há uns anos. Confesso que uma das coisas que me fascina é o processo de fazer pão. Aparentemente é tão simples, mas assim que começamos a fazer e a querer saber mais, percebemos que estamos perante um mundo de conhecimento, de técnicas, de processos. Há tanta maneira de fazer pão.

Podemos fazer pão usando dois métodos, o método directo e o método indirecto. Neste último fazemos pão com pré-fermentos. Os pré-fermentos são massas, feitas previamente, com água e farinha. Podem ter ou não, sal, e levedura. Entre os pré-fermentos mais usados temos: poolish, massa pré-fermentada ou massa-velha, biga e o fermento natural. Todos eles são também conhecidos por outros nomes como massa-mãe, crescente, isco, entre outros. No início, quando comecei a fazer pão, o facto de não haver uma designação clara, trouxe-me alguma confusão. Hoje já percebo quando chamam massa-mãe a uma massa que guardamos de uma amassadura para outra. Todos estes fermentos têm como função acrescentar sabor ao nosso pão e caíram em desuso dada a facilidade de utilização do fermento comercial.

Tenho partilhado convosco várias maneiras de fazer pão. Nos últimos dias tenho procurado mostrar como podemos rentabilizar a nossa levedura. Partilho, hoje, convosco mais um pão, desta fez feito com o pré-fermento que se designa por biga. A biga é muito usada pelos padeiros italianos. No início do século XIX, ao deixarem de usar o fermento natural, optando pelo fermento comercial, conseguiram produzir pão de forma mais consistente. Verificaram que o que ganharam em tempo, perderam em sabor. No entanto, para introduzirem no pão os sabores complexos associados aos pães em que os ingredientes podem conversar entre si, desenvolveram a biga. A biga que costumo fazer não é a da receita tradicional.

Os pães feitos com biga ou poolish têm um ingrediente em comum com o pão que é feito com o fermento natural. Esse ingrediente é o tempo!

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Pão de espelta e trigo


Adoro pão! E quando colocamos na mesa, para a família, pão feito por nós, é tão gratificante. Pão é vida, é amor. É alimento primordial.

Em tempos de recolhimento, fazer pão revela-se uma necessidade. Podemos fazer pão de muitas maneiras. Podemos misturar farinhas e fazermos pães únicos e especiais. O pão feito por nós, é sempre especial.

Para fazermos pão precisamos de farinha, água, sal e de levedura, que pode ser fresca ou seca. Aconselho a terem sempre em casa levedura seca de padeiro, que se encontra à venda nos supermercados. Para além de a podermos usar directamente na massa, pois não precisa de ser hidratada previamente, tem uma durabilidade muito maior do que a levedura fresca.

A receita que partilho, hoje, foi desenvolvida a convite da Fermipan. Fermipan é um fermento feito à base de leveduras e isento de glúten. É ideal para todo o tipo de massas lêvedas. Quer façamos pão regularmente ou não, ter uma embalagem de Fermipan à mão ajuda!
Vamos fazer pão?

quarta-feira, 11 de março de 2020

Waffles de espelta com iogurte


Gosto de tomar o pequeno-almoço, em casa. Gosto de acordar e ter tempo para desfrutar, com calma, a primeira refeição do dia.

Começar o dia sem correrias, traz-nos equilíbrio. Permite-nos inspirar e expirar. Saborear o momento. Olhar pela janela e ver o estado do tempo. Permite-nos pensar no nosso dia, alinhar ideias, definir objectivos ou estratégias.

Confesso que prefiro acordar mais cedo e ter tempo para começar o dia com calma.

Tomar o pequeno-almoço, em casa, é um hábito que adquiri há muitos anos. Hoje em dia, mesmo que saia de casa muito cedo, como sempre, nem que seja, algo rápido, como um iogurte líquido e uma fatia de pão com queijo.

Os pequenos-almoços são, para mim, uma maneira feliz de começar o dia e por isso, procuro ir variando o que se come na primeira refeição do dia. Faço papas de aveia, tostas com legumes, batidos, panquecas ou waffles. Para quem, como eu, gosta de variar os pequenos-almoços, deixo-vos, hoje, uma receita de waffles.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Biscoitos de azeite com limão e canela


Os preparativos para o Natal já começaram, cá em casa. Compra-se e demolha-se bacalhau. Encomendam-se as couves. Escolhe-se o peru ou o cabrito. Organiza-se a mesa para o jantar da Consoada e para o almoço do Dia de Natal. Decora-se a casa a preceito, com velas e flores.

O Natal é tempo de tradições, de criar memórias, de dar e agradecer. É tempo de passar valores. Uma das minhas memórias, à volta do Natal, está associada ao cheiro doce a canela e limão que invade as nossas cozinhas, nesta altura do ano. Lembro-me, tão bem, de ir para a cozinha ajudar a minha mãe, a preparar alguns doces para servir nestes dias de festa ou para oferecer.

Fazer presentes, em casa, e oferecer é algo tão especial! São presentes únicos, em que podemos envolver a família, principalmente os mais pequenos, ajudando assim a criar laços e a construir memórias.

Há ingredientes, que nesta altura do ano, fazem parte das nossas cozinhas como a farinha, o açúcar, a canela, o gengibre, o limão e o azeite. Azeite para regar o bacalhau com as couves. Há quem não dispense o azeite para os fritos típicos desta quadra festiva. Azeite para fazer presentes de Natal.

O azeite é um ingrediente indispensável nas nossas cozinhas, durante todo o ano, mas, principalmente, agora no Natal. Para a rubrica Oliveira da Serra decidi preparar uns deliciosos biscoitos de azeite com canela e limão. Ficam perfumados, crocantes. Simplesmente irresistíveis! São um excelente presente de Natal, colocados numa caixa bonita.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Pataniscas de legumes com caril


Dissemos, hoje, adeus ao Verão. As despedidas custam sempre. Fecha-se um ciclo. Termina a época das idas à praia, dos gelados, das bolas de Berlim, das conversas infindáveis com amigos nas noites quentes. Começamos a guardar os chinelos, os chapéus de sol e os vestidos frescos. Há despedidas que, esperamos nós, são apenas um até já. Neste caso, dizemos todos, querido Verão, até para o ano!

O Outono, traz-nos o sabor da mudança. Depois dos dias de calor, chega o tempo mais fresco. As primeiras chuvas. As folhas das árvores ganham novos tons. Começamos a procurar o agasalho de um casaco quentinho, de uns sapatos fechados. Abrimos as gavetas para sabermos onde estão os gorros e os cachecóis. Gosto da dinâmica do tempo e das estações. Cada época tem o seu encanto e cabe-nos a nós aproveitá-las da melhor forma possível, sem agruras.

E com o Outono chega também a necessidade das comidas de conforto. Deixamos as saladas e as sopas frias. Esta altura do ano é também de regressos. À escola, ao trabalho. Retomamos as rotinas. Procuramos comida que nos acompanhe nesta mudança de ciclo.

Quando a Fula me desafiou a criar uma receita com o seu óleo alimentar, decidi fazer uma receita que se encaixa neste tempo de mudança. Pataniscas de legumes. É uma receita que pode servir para uma refeição ou para um lanche nestes dias de Outono.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Panquecas de espelta e abóbora


Adoro variar o que vamos comendo ao pequeno-almoço. Nesta altura do ano, procuro para a primeira refeição do dia, opções que reconfortem. Gosto de colocar na mesa café, chá ou leite dourado quente. Umas vezes faço papas de aveia, outras, faço panquecas.

Quando faço panquecas, normalmente faço em doses extra e congelo. Depois durante a semana consigo ter panquecas feitas, prontas a servir, sem grande esforço. Uma das últimas que fiz, e que partilhei, logo, no Instagram do Cinco Quartos de Laranja, foi a receita de panquecas de espelta e abóbora.

Como faço, muitas vezes, abóbora assada nas minhas pré-preparações para as refeições da semana, este é um dos destinos que lhe dou.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Waffles de espelta e batata-doce


O pequeno-almoço é uma das refeições a que dou muita importância. Gosto de começar o dia, a variar, o que como. Penso que conseguimos fazer, para a nossa primeira refeição do dia, propostas diferentes, fáceis e saudáveis desde que decidamos que queremos mudar a nossa alimentação. Adoro pão com manteiga e uma chávena de leite quente com chocolate ou café. Este foi o meu pequeno-almoço, durante anos. Pão com manteiga e uma bebida quente é comida de conforto, principalmente agora, no Inverno. Fiz sempre o mesmo pequeno-almoço, durante anos, porque achava que fazer sempre o mesmo era mais fácil, rápido e não me ocupava muito tempo.

Ao longo dos anos, percebi que o segredo para uma alimentação saudável é o equilíbrio e irmos variando o que se come. Tomando este princípio como um pilar, em termos de alimentação, decidi que tinha que variar as minhas refeições, começando pelo pequeno-almoço. Como sabem, agora estou na fase que para além de variarmos o que comemos, devemos também tentar incluir muitos legumes nos nossos pratos, começando pela primeira refeição do dia.

Variar o que se come, ao pequeno-almoço, exige um bocadinho de organização e muita disponibilidade para mudar. Se fizerem algumas pré-preparações, por exemplo ao domingo, e cozerem ovos, assarem batata-doce, entre outras coisas, vão ver que variar o que se come ao pequeno-almoço é um exercício delicioso. Deixo-vos, hoje, a receita de umas waffles com espelta e batata-doce. Uma sugestão para pensarem em variar os vossos pequenos-almoços.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Vamos fazer pão: Pão de espelta com sultanas, nozes e arandos


O pão é dos alimentos mais populares no mundo e um dos mais antigos. Versátil, porque para além de ter presença à mesa, é também ingrediente para muitas receitas, tanto salgadas como doces. Comemora-se, hoje, o Dia Mundial do Pão, data instituída em 2000, em Nova York, pela União Internacional de Padeiros e Afins.

O pão fermentado surgiu com os egípcios e o seu consumo foi difundido, na Europa pelos Romanos. Continua, hoje em dia, a ser um alimento presente em muitas casas portuguesas. Cresci a ver a minha mãe a fazer pão, para a família, o que me serviu de inspiração para tentar, hoje em dia, fazer pão em casa. Um hábito que se foi perdendo nos últimos anos devido à facilidade com que se encontra à venda. Mas se o pão de compra, de uma maneira geral, é bom, o feito em casa, pelas nossas mãos, é sem dúvida único e muito especial. Fazer pão em casa é um hábito que, aos poucos e poucos, se vai retomando.

E é esse o desafio que vos deixo. Para comemorar o Dia Mundial do Pão, vamos colocar as mãos na massa? Penso que é uma das melhores formas de homenagear esta data. A receita que partilho, hoje, foi desenvolvida a convite da Fermipan, um pão com mistura de farinhas, enriquecido com nozes e frutas secas. Fermipan é um fermento biológico feito à base de leveduras e não tem glúten. Vamos fazer pão?

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Vamos fazer pão: Pão de espelta com bagas goji, sultanas e nozes


Fazer pão é uma deliciosa aventura. Cá em casa, faço pelo menos, um pão por semana. O sabor do pão feito por nós é especial, diferente de todos os que se compram. Uma das vantagens de fazermos pão em casa é, para além de controlarmos a quantidade de fermento que usamos, é podermos fazer a nossa mistura de farinhas.

Hoje em dia, felizmente, numa ida às compras encontramos farinhas diferentes que podemos usar na confecção dos nossos pães. Eu adoro misturar farinhas. O pão que partilho, hoje, convosco é de trigo e de espelta. Vamos fazer pão?

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de Natal


O pão faz parte da nossa mesa, principalmente em dias de festa. O pão é um alimento tão versátil! Cá em casa, há sempre pão. Todas as semanas, procuro fazer um pão diferente para nos acompanhar nos pequenos-almoços, nas refeições da semana ou nos lanches.

A pensar nos dias de festa que se avizinham, deixo-vos, hoje, uma receita de pão com os sabores do Natal. Vanos fazer pão?


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão com batata-doce roxa


Todas as semanas se faz pão cá por casa. E a grande magia de fazermos pão, é que o podemos fazer ao nosso belo gosto. Temos a liberdade de juntarmos farinhas, de escolhermos sementes, especiarias ou legumes. Os nossos pães são sempre especiais e únicos.

Um dos últimos pães que fiz, cá em casa, foi com batata-doce roxa, que tem uma cor linda e faz um pão que surpreende toda a gente. Já imaginaram um pão roxo? Fica lindo! E não precisamos de corantes. A batata-doce roxa deixa-o com uma cor mesmo fabulosa.

Um pão que tem tempo para levedar sem pressas, é sempre, um pão cheio de sabor. Este, pensei fazê-lo, num dia, e coze-lo, no outro. Mas, como não tive tempo, acabou por fermentar dois dias no frigorífico. O resultado foi um pão fabuloso. Vamos fazer pão?


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Vamos fazer pão: Pão sem amassar para donas de casa atarefadas


Fazer pão em casa pode tornar-se um hábito delicioso. No dia 28 de Outubro de 2017, rumo até ao Porto para dois workshops Vamos Fazer Pão?. O horário da tarde já esgotou, mas podem ainda inscrever-se no de manhã que irá decorrer das 10h00 às 13h30. As inscrições são através do eMail sott@work.pt. Não percam esta oportunidade e venham fazer pão.

Podemos fazer pão de diferentes maneiras. Tentei dar uma ideia geral de como fazer pão em casa no texto que escrevi para o Boa Cama Boa Mesa do Expresso. Trago-vos, hoje, mais uma maneira de fazer pão. Daquelas que não é preciso amassar, mas em que precisamos apenas de dar tempo à massa para levedar e desenvolver sabor. Parece-vos prático este método? Vamos fazer pão?

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com arandos e trigo sarraceno


Vamos fazer pão? Às sextas-feiras, há sempre pão fresco aqui no Cinco Quartos de Laranja. Pode ser um pão doce simples ou enriquecido. Pode ser um pão feito usando o método directo, ou seja misturar todos os ingredientes, amassar, deixar levedar, enrolar, levedar mais um pouco e levar ao forno. Ou com pré-fermentos. Tenho feito pão com poolish e com biga. Já vos expliquei como faço o meu fermento natural de centeio (conhecido também como isco, mãe, levedura líquida, crescente, etc..). Partilhei convosco as vantagens de fazer pão usando um tacho de ferro fundido. Para quem faz pão regularmente em casa, aconselho o investimento num bom tacho ou panela. Faz mesmo a diferença, na cozedura do pão, deixa a crosta muito estaladiça.

Podemos fazer pão de várias maneiras. Volto, hoje, a falar-vos da autólise. Este método foi divulgado pelo professor francês Raymond Calvel nos anos 70 do século passado, que estudou os benefícios de misturar a farinha com a água e deixá-la descansar durante, aproximadamente, 20 a 30 minutos, antes de adicionar o sal, o fermento ou outros elementos que queiramos colocar na massa para enriquecer o nosso pão. Durante o período de descanso a massa começa a desenvolver-se. Ou seja, a água vai « ligar as proteínas formadoras de glúten, além de iniciar a atividade enzimática nativa na farinha: amílase, convertendo açúcares; e protease, quebrando as proteínas promovendo extensibilidade (capacidade da massa se prolongar), balanceando então a elasticidade (capacidade de retrair) afim de permitir uma massa mais expansível. » Este processo deixa a massa elástica o que facilita imenso o nosso trabalho ao amassar. Depois de fazerem pão usando este método, vão ver que amassar à mão se torna tão fácil! Quem aceita o desafio? Vamos fazer pão?

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Vamos fazer pão: Pão de espelta com nozes


Fazer pão em casa pode parecer algo muito difícil, mas a verdade, é que não é. Pensem que antes da sociedade de consumo em que vivemos, fazia-se o pão em casa, à mão, sem ajuda das batedeiras ou de outros utensílios que hoje nos facilitam, e muito, a vida. No fundo é darmos continuidade a uma arte que tem passado de geração em geração.

Para fazermos bom pão em casa, são precisos apenas cinco ingredientes. Farinha, sal, fermento, água, tempo e paciência. Quando começamos a fazer pão em casa, apaixonamo-nos pelo sabor bom do pão. Para mim é quase terapêutico amassar a massa. Nem imaginam como me entusiasmo quando a vejo a levedar! Fazer pão é diferente de fazermos um bolo. O resultado não é logo imediato, mas é também fruto das nossas mãos. E isso é mesmo muito especial.

Relembro que no dia 6 de Maio vamos ter em Lisboa um workshop para quem quer fazer bom pão em casa. Vamos fazer pão?


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de beterraba com nozes


Penso que não sou a única a salivar sempre que penso em pão fresco, acabado de sair do forno, cheiroso e crocante. Com manteiga, é sem dúvida, uma das muitas maravilhas que faz o nosso palato feliz!

Gosto de comer pão. Faz parte dos meus pequenos-almoços de todos os dias. E gosto tanto de pão simples como quando é mais rico, com mistura de farinhas, com frutos ou legumes. Gosto de o usar em sandes, de o ensopar no azeite ou no molhinho de um guisado saboroso. Gosto de o acompanhar com queijos ou enchidos. O pão é um alimento fantástico!

Faço, pelo menos, um pão por semana cá em casa. E gosto de fazer o meu pão usando pré-fermentos. Até agora já vos falei do Poolish e da Biga. Mas das receitas que partilhei convosco preparei sempre os pré-fermentos de véspera. Acontece, que um destes dias, queria fazer um pão para o lanche com beterraba e nozes, e decidi fazer um pré-fermento mas com uma fermentação mais rápida. Para isso, usei mais fermento. O resultado foi um pão de sabores complexos e de uma textura consistente que nos agradou muito. Fazer pão em casa, só custa começar. Vamos Fazer Pão?

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão de mistura com passas e laranja cristalizada


Quem gosta de fazer pão em casa? Quando se começa, acho que depois não se quer parar. São tantas as farinhas que podemos usar. São tantas as combinações que se podem fazer que, se quisermos, podemos colocar na mesa para a família um pão diferente todas as semanas.

O pão, que esta semana partilho convosco, é um pão de mistura, usei farinha de trigo e farinha de centeio, e adicionei-lhe uma mão cheia de passas e laranja cristalizada. Gostam da ideia? Vamos Fazer Pão?


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão de abóbora assada


Gosto tanto de fazer pão em casa. Colocar a farinha numa taça. Juntar água, sal, fermento e amassar. Hoje em dia temos máquinas que amassam e que nos poupam trabalho, mas adoro colocar as mãos na massa e esticá-la, dobrá-la e voltar a esticá-la. Gosto deste ritual. Sinto uma ligação muito especial ao ritual de fazer pão.

Para fazermos pão em casa podemos usar dois métodos. O método directo que é juntar todos os elementos numa taça, amassar, levedar e vai para o forno ou então usar o chamado método indirecto.

O método indirecto consiste no uso dos pré-fermentos. Os pré-fermentos, tentado explicar de forma muito simples, são porções de massa que são deixadas a levedar e que depois se juntam à preparação final do pão. Como pré-fermento temos o poolish, que já expliquei aqui como se prepara. E temos também a biga. Este pré-fermento é muito usado pelos padeiros italianos e é essencial na preparação de algumas variedades de pão. A hidratação (quantidade de água) pode variar entre os 45% e os 60%. A fórmula que uso para preparar a biga é a seguinte:

100% de farinha
60% de água
1% de fermento fresco

O uso de pré-fermentos torna o pão muito mais saboroso, com uma textura muito diferente daquela que se consegue pelo método directo. O uso dos pré-fermentos exige que se dê mais tempo às massas. Se repararem, não nos dá mais trabalho. É apenas uma questão de organização. Fazer pão em casa torna-se tão fácil assim. Quem aceita o desafio? Vamos Fazer Pão?


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Vamos fazer pão: Pão com farinha de espelta no tacho


Fazer bom pão é uma arte que se aperfeiçoa com o tempo. Quando se faz pão vai-se percebendo aos poucos e poucos as massas, se aguentam ou não mais água, se precisam de mais tempo de fermentação, qual a temperatura mais adequada do nosso forno. Fazer bom pão em casa é um processo. Quando comecei a fazer pão, principalmente aquele com longas fermentações, nem sempre correu tudo bem. Mas o segredo é não desistir. E quando se consegue, o nosso pão passa a ser o melhor pão do mundo. Come-se e partilha-se com muito mais gosto, há uma alegria especial e um certo orgulho que se traduz na frase "fui eu que fiz"! E isso é tão bom.

Fazer pão em casa tem muitas vantagens:

1. Podemos escolher as farinhas que queremos usar;

2. Podemos fazer pão com diferentes tipos de farinhas. Ou seja, podemos fazer a nossa própria mistura de farinhas;

3. Podemos fazer pão com os mais variados legumes: tomate, espinafres, abóbora, pepino, batata, batata-doce, beterraba, cenoura, entre outros;

4. Podemos fazer pão com especiarias: caril, paprica, etc ... Usar sementes ou frutas cristalizadas;

5. Podemos enriquecer os nossos pães com ervas, queijo, enchidos, entre outras deliciosas opções;

6. Podemos fazer combinações de farinhas com sementes, com especiarias, com frutas e/ou com legumes;

7. Podemos fazer os nossos pré-fermentos;

8. Podemos controlar a quantidade de fermento do nosso pão;

9. Podemos fazer pão de mil e uma maneiras;

10. Podemos comer pão diferente todos os dias. Somos nós que criamos o nosso pão e as combinações são quase infinitas!


Ao fazermos pão em casa, a grande vantagem, é fazermos um pão único, especial, saboroso e que não se encontra à venda.


Depois de tantas vantagens de fazermos pão em casa, deixo-vos o desafio: Vamos fazer pão?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pão de nozes com vinho tinto


Fazer pão é quase como fazer magia. Com apenas farinha, água e sal, o tanto que se consegue fazer. Um dos meus objectivos deste ano é aprender mais sobre a arte de fazer pão. Para mim, fazer pão não é uma novidade. Desde que me lembro que a minha mãe faz pão. Todas as semanas cozia o pão da semana, numa altura em que não se tinha o hábito nem os meios para congelar e o pão aguentava-se sem ficar com bolor. No início guardava um prato com massa lêveda para na semana seguinte usar como isco. O pão era sempre muito saboroso. Ainda hoje quando faz pão, apesar de ter abandonado a técnica de guardar massa e se ter rendido ao fermento de padeiro fresco, não há quem a iguale.

Na arte de fazer pão há o que se chama de pré-fermentação. Este processo serve para tornar o pão mais saboroso, dar-lhe textura, e ajuda a levedar, diminuindo a quantidade de fermento usado. A pré-fermentação consiste em fazer um pouco de massa previamente e depois juntá-la quando se preparar o pão. Penso que podemos dizer que é uma massa mãe, como quando fazemos o nosso isco. Existem várias maneiras de fazer a pré-fermentação. Eu nesta receita usei a mesma quantidade de farinha e de água. Há também quem coloque sal. Para terem uma ideia, existem, de uma maneira geral, três tipos de pré-fermentação: poolish, biga e a massa fermentada/lêveda.

No poolish usa-se a mesma quantidade de farinha e de água, usando a seguinte fórmula: 100% de água, 100% de farinha e 0.2% de fermento. Como em casa não temos balanças com capacidade de pesar os gramas com precisão, aconselho a usar a experiência do que sabemos ser uma pitada, em relação ao fermento de padeiro seco. O poolish é muito usado na confecção de baguetes. O processo designado por biga foi desenvolvido pelos padeiros italianos e é uma pré-fermentação com menos hidratação que o poolish. É feito seguindo a seguinte fórmula - sim, em padaria usam-se muitas fórmulas! - 100% de farinha, 60% de água e 1% de fermento. A massa fermentada é útil para quem faz o mesmo pão regularmente. Consiste em guardar 1/3 da massa levedada para usar na base, como massa mãe, do próximo pão. Esta massa pode ser guardada no frigorífico durante 3 dias, mas também pode ser congelada. Fazer pão é mesmo um mundo com muitas coisas por descobrir, ou não tivesse esta arte mais de 6000 anos!

Deixo-vos, hoje, um pão de nozes com vinho tinto. A ideia para fazer este pão veio de uma ida ao restaurante da Herdade do Esporão, onde tive o prazer de participar num almoço para conhecer a nova carta e onde nos foi servido um pão de vinho tinto com avelãs e amêndoas. Gostei tanto que resolvi experimentar fazer cá em casa.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Pão de centeio com quinoa vermelha


Eu adoro pão. Pão quente acabado de sair do forno com manteiga é algo que me deixa muito feliz. Quando vou a um restaurante, umas das coisas que gosto de fazer enquanto aguardo a chegada dos pratos escolhidos, é ir provando os diferentes tipos de pão que colocam na mesa.

A minha mãe sempre fez pão e ainda, agora de forma menos regular, o faz. Em minha casa o processo foi, desde que me lembro, sempre o mesmo. Farinha T65, um alguidar de barro, água e forno de lenha. O que mudou foi o fermento. Primeiro de massa velha, e depois com fermento de padeiro fresco, que a minha mãe designa por fermento inglês.

Há coisas que gostamos de fazer e não conseguimos explicar muito bem. Eu adoro colocar as mãos na massa. Apesar de ter máquina do pão, dou por mim, a fazer todo o processo de forma manual. Manias! Quando faço pão, umas das coisas que gosto também de fazer é misturar farinhas. Adicionar frutos secos e/ou sementes. E um pão que já fiz várias vezes cá em casa é este de centeio com quinoa vermelha, para além da mistura de farinhas, tem também a quinoa em grão que lhe dá uma textura e um aroma a "noz", muito agradável.


Pão de centeio com quinoa vermelha

Ingredientes:
300 g de farinha T55
140 g de farinha de centeio
60 g de farinha de espelta
70 g de quinoa vermelha
25 de fermento de padeiro
3,5 dl de água morna
8 g de sal grosso
Farinha para polvilhar q.b.


1. Juntar as farinhas numa taça.

2. No meio desfazer o fermento de padeiro. Adicionar 1 dl de água morna e desfazer o fermento à medida que se sai juntando com um pouco de farinha.

3. Tapar o recipiente e deixar levedar durante 30 minutos.

4. Juntar o sal e a quinoa previamente passada por água. Amassar a massa à medida que se vai acrescentando a restante água morna.

5. Polvilhar a massa com farinha. Formar uma bola e deixar levedar com recipiente tapado em local reservado, durante 2 horas.

6. Com a ajuda de um pouco de farinha, formar com a massa levedada um pão.

7. Colocar a massa num tabuleiro polvilhado com farinha e tapar com um pano.

8. Aquecer o forno a 225ºC.

9. Levar o tabuleiro com a massa ao forno durante 35 minutos.