domingo, 16 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Bacalhau verde
Bacalhau verde é uma receita com muito sucesso cá por casa. Já a fiz várias vezes a pensar em colocar aqui no blog. Mas chega a hora de tirar a fotografia e acaba por ficar para outro dia, porque apetece a toda a gente começar logo a comer.
Quando fui de férias a Boston resolvi fazer uma refeição para os meus amigos Nuno e Sofia, que tão amavelmente nos receberam. A receita eleita foi este bacalhau verde.
Ingredientes:
3 postas de bacalhau grandes
500g de espinafres
250g de miolo de camarão
Puré de batata (aprox. 700g)
2 cebolas grandes
Azeite
Noz Moscada
Pão Ralado
1. Cozer o bacalhau.
2. Retirar às postas de bacalhau as peles e as espinhas.
3. Fazer o puré de batata e temperar com a noz moscada.
4. Picar as cebolas para um tacho.
5. Juntar azeite à cebola picada. Levar ao lume e deixar refogar bem as cebolas.
6. Adicionar à cebolada o bacalhau, o camarão, os espinafres cozidos e picados. Deixar apurar.
7. Envolver o preparado no puré.
8. Colocar a mistura num pirex previamente untado de margarina. Polvilhar com pão ralado.
9. Levar ao forno médio até alourar.
Para acompanhar este bacalhau aconselho uma boa salada de tomate.
P.S.: Quando não encontro espinafres frescos ou quando tenho menos tempo, às vezes, costumo usar espinafres congelados e já picados que apenas deixo uns minutos em água quente. Uso depois de escorridos. Receita descoberta no livro Apascentai o meu rebanho.
Quando fui de férias a Boston resolvi fazer uma refeição para os meus amigos Nuno e Sofia, que tão amavelmente nos receberam. A receita eleita foi este bacalhau verde.
Ingredientes:
3 postas de bacalhau grandes
500g de espinafres
250g de miolo de camarão
Puré de batata (aprox. 700g)
2 cebolas grandes
Azeite
Noz Moscada
Pão Ralado
1. Cozer o bacalhau.
2. Retirar às postas de bacalhau as peles e as espinhas.
3. Fazer o puré de batata e temperar com a noz moscada.
4. Picar as cebolas para um tacho.
5. Juntar azeite à cebola picada. Levar ao lume e deixar refogar bem as cebolas.
6. Adicionar à cebolada o bacalhau, o camarão, os espinafres cozidos e picados. Deixar apurar.
7. Envolver o preparado no puré.
8. Colocar a mistura num pirex previamente untado de margarina. Polvilhar com pão ralado.
9. Levar ao forno médio até alourar.
Para acompanhar este bacalhau aconselho uma boa salada de tomate.
P.S.: Quando não encontro espinafres frescos ou quando tenho menos tempo, às vezes, costumo usar espinafres congelados e já picados que apenas deixo uns minutos em água quente. Uso depois de escorridos. Receita descoberta no livro Apascentai o meu rebanho.
Tópicos:
bacalhau
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espinafres
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peixe
domingo, 9 de setembro de 2007
Corrente da Amizade
Agradeço à Migas (Migas com Gindungo) e à Soraya (Com Vista Pró Castelo) por me terem convidado a participar na corrente da amizade. Um muito obrigada e um beijinho grande.
Como funciona:
- cada pessoa escolhida indica mais dez com o objectivo de agradecer a gentileza que tiveram de compartilhar connosco as suas artes, pensamentos e um pouco da sua vida. Depois de escolhidas as participantes devemos fazer uma visitinha ao blog de cada uma e deixar um comentário avisando da corrente.
Dedico esta corrente a todos os outros foodblogs que constam na lista "sobre culinária", aqui, nos Cinco Quartos de Laranja e a todos os visitantes que, por sua vez, ajudam a construir este projecto.
«A amizade é um oásis belo e acolhedor no deserto da vida!»
Dedico esta corrente a todos os outros foodblogs que constam na lista "sobre culinária", aqui, nos Cinco Quartos de Laranja e a todos os visitantes que, por sua vez, ajudam a construir este projecto.
«A amizade é um oásis belo e acolhedor no deserto da vida!»
Tópicos:
blogosfera
,
curiosidades
sábado, 8 de setembro de 2007
Cozido em terra quente
A minha viagem de férias, deste ano, teve início na ilha de S. Miguel nos Açores. Eu e o meu marido chegámos ao aeroporto no dia 12 de Agosto e resolvemos partir logo à descoberta da ilha, deixando a cidade de Ponta Delgada para outro dia.
Nesse dia demos a volta a ilha e ficámos alojados em Povoação. Mas não é das minhas férias que vos quero falar, quero partilhar convosco algumas das experiências gastronómicas que experienciei.
Nos Açores saboreei para além da morcela assada com ananás, queijo fresco com massa de pimentão (servido usualmente como couvert), lapas na grelha com alho e limão, Frangalho, excelente peixe grelhado, carne de vaca maravilhosa, os famosos bolos lêvedos, as queijadas de Vila Franca do Campo, entre outras iguarias. Para além destes prazeres gustativos, assisti, na Lagoa das Furnas, ao processo de realização do famoso Cozido das Furnas que, como não poderia deixar de ser, também tive o prazer de saborear. Este cozido deve ser único no mundo, dado o processo de cozedura.
Em Ribeira Grande também se faz cozido nas caldeiras, mas de maneira um pouco diferente do das Furnas.
Na Lagoa das Furnas, a Junta de Freguesia disponibiliza um funcionário que vai fazendo a gestão do espaço. Restaurantes e particulares tiram partido destes buracos quentes, não havendo lugares reservados. A distribuição é feita por ordem de chegada. Aqui ficam algumas fotos que documentam o processo:







«(...) No chão, fazem-se buracos com um sacho onde se faz o tão apreciado cozido das furnas. Numa toalha de mesa (que apenas servia para aquele fim), espalhavam-se em circunferência, folhas de repolho e em cima colocavam-se carnes, de porco, vaca, galinha, e toucinho e um saquito onde se metia a morcela (para que ao cozer não se desfizesse e se espalhasse), batatas, doces e da terra e ainda cenouras partidas ao meio, ao alto. Novamente se colocavam folhas de repolho. Claro que as carnes tinham sido previamente temperadas de sal.
A toalha era depois dobrada por cima das últimas folhas, sendo tudo novamente embrulhado noutro pano e depois metido numa saca de sarapilheira, bem amarrada, que se introduzia no tal buraco e se tapava com a mesma terra. Ao fim de 4 a 4 horas e meia o cozido estava pronto. Desenterrava-se e então servia-se. Devo dizer-vos que o sabor daquele cozido não tinha comparação com qualquer outro. Repararam talvez, que me servi sempre dos verbos no passado. É que hoje raramente se faz o cozido como o descrevi. Foi determinado que, em área delimitada, as covas fossem igualmente feitas na terra, mas forradas com uma camada de cimento.
O cozido é agora feito em panela de alumínio, usando os mesmos ingredientes a que me referi, mas em camadas. É tapado com uma tampa de alumínio, bem presa com corda de asa a asa, metida na saca e introduzida na cova e tapada com uma tampa também de cimento. Aí o tempo de cozedura é mais longo, de 5 a 6 horas.
Da mesma maneira se faz o bacalhau "com todos", usando também chouriço, a feijoada e os bolos doces (de chocolate, de mel, de laranja e outros), bem como arroz doce e até compotas. »
LIMA, Zita (2007) - A Cozinha Açoriana, ed. Everest, p.11
Segundo informação no local, passadas 6 a 6 horas meia o cozido está pronto e é retirado das covas ...


Provei este famoso cozido no restaurante Águas Quentes, nas Furnas, onde o chefe Paulo Arruda nos recebeu com inexcedível simpatia e disponibilidade.
Nos ingredientes do cozido, para além das tradicionais carnes e enchidos, da batata da terra e da batata doce, os açorianos juntam também inhame.
Restaurante Águas Quentes
Rua Água Quente, nº 15
9675-040 Furnas
São Miguel - Açores
Tel.: 296 584 482
eMail: aguasquentes@mail.telepac.pt
P.S.: Vale a pena descobrir um pouco mais sobre os Açores através do seguinte blogue: The Azores Islands.
Nesse dia demos a volta a ilha e ficámos alojados em Povoação. Mas não é das minhas férias que vos quero falar, quero partilhar convosco algumas das experiências gastronómicas que experienciei.
Nos Açores saboreei para além da morcela assada com ananás, queijo fresco com massa de pimentão (servido usualmente como couvert), lapas na grelha com alho e limão, Frangalho, excelente peixe grelhado, carne de vaca maravilhosa, os famosos bolos lêvedos, as queijadas de Vila Franca do Campo, entre outras iguarias. Para além destes prazeres gustativos, assisti, na Lagoa das Furnas, ao processo de realização do famoso Cozido das Furnas que, como não poderia deixar de ser, também tive o prazer de saborear. Este cozido deve ser único no mundo, dado o processo de cozedura.
Em Ribeira Grande também se faz cozido nas caldeiras, mas de maneira um pouco diferente do das Furnas.
Na Lagoa das Furnas, a Junta de Freguesia disponibiliza um funcionário que vai fazendo a gestão do espaço. Restaurantes e particulares tiram partido destes buracos quentes, não havendo lugares reservados. A distribuição é feita por ordem de chegada. Aqui ficam algumas fotos que documentam o processo:







«(...) No chão, fazem-se buracos com um sacho onde se faz o tão apreciado cozido das furnas. Numa toalha de mesa (que apenas servia para aquele fim), espalhavam-se em circunferência, folhas de repolho e em cima colocavam-se carnes, de porco, vaca, galinha, e toucinho e um saquito onde se metia a morcela (para que ao cozer não se desfizesse e se espalhasse), batatas, doces e da terra e ainda cenouras partidas ao meio, ao alto. Novamente se colocavam folhas de repolho. Claro que as carnes tinham sido previamente temperadas de sal.A toalha era depois dobrada por cima das últimas folhas, sendo tudo novamente embrulhado noutro pano e depois metido numa saca de sarapilheira, bem amarrada, que se introduzia no tal buraco e se tapava com a mesma terra. Ao fim de 4 a 4 horas e meia o cozido estava pronto. Desenterrava-se e então servia-se. Devo dizer-vos que o sabor daquele cozido não tinha comparação com qualquer outro. Repararam talvez, que me servi sempre dos verbos no passado. É que hoje raramente se faz o cozido como o descrevi. Foi determinado que, em área delimitada, as covas fossem igualmente feitas na terra, mas forradas com uma camada de cimento.
O cozido é agora feito em panela de alumínio, usando os mesmos ingredientes a que me referi, mas em camadas. É tapado com uma tampa de alumínio, bem presa com corda de asa a asa, metida na saca e introduzida na cova e tapada com uma tampa também de cimento. Aí o tempo de cozedura é mais longo, de 5 a 6 horas.
Da mesma maneira se faz o bacalhau "com todos", usando também chouriço, a feijoada e os bolos doces (de chocolate, de mel, de laranja e outros), bem como arroz doce e até compotas. »
LIMA, Zita (2007) - A Cozinha Açoriana, ed. Everest, p.11
Segundo informação no local, passadas 6 a 6 horas meia o cozido está pronto e é retirado das covas ...


Provei este famoso cozido no restaurante Águas Quentes, nas Furnas, onde o chefe Paulo Arruda nos recebeu com inexcedível simpatia e disponibilidade.Nos ingredientes do cozido, para além das tradicionais carnes e enchidos, da batata da terra e da batata doce, os açorianos juntam também inhame.
Restaurante Águas Quentes
Rua Água Quente, nº 15
9675-040 Furnas
São Miguel - Açores
Tel.: 296 584 482
eMail: aguasquentes@mail.telepac.pt
P.S.: Vale a pena descobrir um pouco mais sobre os Açores através do seguinte blogue: The Azores Islands.
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Viagens
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Hoje para o jantar ... há saladinha!
Chegada de férias ainda não retomei o meu ritmo na cozinha, basicamente por dois motivos: o frigorífico continua quase vazio e, o pior de tudo é que estou sem abastecimento de gás, devido a uma fuga detectada no prédio.
Enquanto o abastecimento não é retomado, ando a tentar solucionar o problema das nossas refeições como posso. O grelhador eléctrico e o fogão de campismo já estão a postos, o manual do microondas foi resgatado do fundo de uma gaveta e já está em cima da minha secretária (é desta que vou começar a cozinhar no microondas!!). Já pensei que esta seria a altura ideal para comprar uma Bimby, mas cá por casa não me dão grandes ouvidos em relação a este electrodoméstico. Que jeito que me dava agora!

Para a salada:
Num recipiente juntei pepino cortado aos cubos, tomate cereja, salada mista, uma embalagem de queijo já pronto para saladas, um queijo fresco cortado aos cubos, azeitonas, salmão fumado cortado em pequenas fatias, 2 talos de aipo cortados, nozes picadas, massa fusili que já tinha cozida e uma courgete grelhada às rodelas. Temperei com um cheirinho de coentros, sal, pimenta e azeite extra virgem (com louro, malagueta e pimenta rosa que comprei no Lidl).
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