quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Uma escapadela por Oxfordshire

As cidades possuem um encanto que me atrai. Gosto do movimento, do ritmo, das luzes e de ter tudo à mão. Mas apesar de todo o fascínio que tenho pelas cidades, também gosto de viajar pelo campo ou por locais mais pequenos. Contemplar a beleza das paisagens, ter tempo para olhar e conseguir ver detalhes, sentir os cheiros e apreciar as cores. Foi com este sentimento que o Ricardo e eu, partimos à descoberta de um pouco de Oxfordshire. Gostamos de visitar casas senhoriais e palácios que se encontrem bem cuidados, com conteúdo interessante, especialmente obras de arte, e os jardins.

A nossa primeira visita foi a Blenheim Palace, junto a Woodstock. Blenheim foi construído, entre 1764 e 1774, e pago parcialmente pela Rainha Ana, com o objectivo de ser um monumento em honra de um grande herói nacional, o 1º Duque de Marlborough. Marlborough comandou as tropas que venceram a importante batalha de Blindheim junto ao rio Danúbio, na Baviera, travando assim as intenções de Luís XIV, de França, em conquistar a Europa.

Blenheim Palace também está ligado a Winston Churchill. Foi aqui que nasceu e que pediu a sua futura mulher, Clementine, em casamento.

Assim que passamos o arco de uma das entradas laterais e contemplamos a fachada principal, ficamos admirados, é inevitável. O palácio é magnífico, imponente.

No palácio fizemos duas visitas. Uma, a chamada história por contar, onde somos conduzidos virtualmente, numa viagem pelo tempo, por uma jovem criada da mulher do 1º Duque, Sara. Ao longo dessa visita vamos passando de sala em sala e descobrindo um pouco da história do palácio desde os tempos da sua construção até à actualidade. A outra visita consiste em vistar as salas do palácio que estão abertas ao público. Uma das partes que infelizmente não é possível visitar, com grande pena minha, é a cozinha.

Entre as visitas à casa, aos jardins - que imagino cheios de histórias - e à exposição sobre Churchil, acabámos por ficar um dia em Blenheim. Aqui desfrutámos de um simpático almoço e de um chá com scones, doce de morango e clotted cream a meio da tarde, na esplanada da cafetaria do palácio, com vista magnífica para uma parte do jardim.

Para almoçar escolhi uma sopa de couve-flor com especiarias e uma tarte de frango com legumes.

O Ricardo optou por uma sopa de cenoura e salmão com pasta de azeitona, puré de batata e legumes salteados. A comida estava saborosa, mas ainda soube melhor acompanhada por tão histórico ambiente.

Outro dos locais que visitámos no Oxfordshire "profundo" foi Buscot Park. Durante a viagem de Oxford até lá, choveu intensamente e o céu não deu tréguas, manteve-se sempre num tom cinzento escuro. Antes de visitarmos Buscot Park decidimos almoçar em Faringdon.

Em Buscot Park visitámos a casa senhorial, cheia de valiosas obras de arte e bem organizada. A meio da tarde, e com o sol já a espreitar, passeámos pelos jardins e acabámos a tarde a tomar chá com scones ( cream tea ).

No último dia em Oxford, fomos até Waterperry Gardens onde passámos parte da manhã e ainda um pouco da tarde. O dia estava bonito, com sol, mesmo convidativo a este passeio. Os jardins são lindos e transmitem paz e tranquilidade a quem por ali se passeia. Para além disso, o que fica também são os cheiros. Guardo na memória, especialmente os cheiros das rosas amarelas, muito agradável, intenso.

Ao final da tarde e depois de um cafézinho, apanhámos o comboio para Londres.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Um passeio pelos mercados de Oxford

Na viagem de férias deste Verão, Oxford era um dos destinos. De Oxford conhecia muito pouco, apenas a fama da Universidade e a rivalidade histórica com Cambridge, que visitei há três anos. A decisão em visitar Oxford prendeu-se com essa visita feita em 2006, agora queria visitar "the other place".

A universidade de Oxford com os seus 38 colégios e outros "departamentos" ("permanent private halls") fazem com que se respire por ali um ambiente universitário: muitas bicicletas, lojas com artigos dos diferentes colégios, várias livrarias, restaurantes e as habituais cadeias de restauração com comida rápida. Nesta altura do ano os alunos estão de férias e a cidade enche-se de turistas. A cidade é também conhecida pelos "Dreaming Spires".

No plano de viagem e aceitando as sugestões dos leitores do Cinco Quartos de Laranja, estava pensado uma visita ao Oxford Covered Market, que está aberto de segunda a sábado. Como o próprio nome indica é um mercado dentro de portas.

Ali encontrei lojas de roupa, de sapatos, uma florista que para além das flores frescas, vasos, sementes, tinha um cesto com pequenos ramos de alfazema seca que me apeteceu comprar, lojas de comida, lojas de carne, venda de peixe fresco, bancas de legumes, uma loja de cookies, uma outra loja envidraçada onde era possível ver a confecção da cobertura e decoração dos bolos com a chamada massa americana ou massapão.

Esta loja agarrava a atenção de quem por ali passava fossem novos ou menos novos, até eu parei para ver como as mãos habilidosas das funcionárias davam forma a vários objectos que iriam participar nas bonitas decorações que normalmente estes bolos têm. Ali em frente à loja lembrei-me do trabalho da minha amiga Zara.

Nas lojas de venda de carne achei curioso o modo como a carne estava exposta, tudo muito apelativo e, por outro lado, também me chamou a atenção o modo como os vendedores estavam vestidos. Para além da tradicional bata branca usavam um avental de fundo azul escuro com riscas brancas que os fazia sobressair, mais originais na vestimenta do que os nossos talhantes.

Para além do Covered Market também passei pelo Gloucester Green Market que se realiza uma vez por semana numa pequena praça ao ar livre. Visitei este mercado quase em cima da hora de almoço e ainda fiquei com mais fome depois de sentir o cheirinho apetecível vindo de uma pequena roulote de comida colocada numa das entradas.

Passei muito rápido pelas barraquinhas das roupas e demais quinquilharias e, segui para a zona de frutas e legumes. Aí, fui parando aqui e acoli. Gosto de ver as cores, as formas e o modo como as frutas e os legumes estão colocados. Em Inglaterra é comum a venda à porção.

Aqui também encontrei à venda queijos, enchidos, manteiga e torresmos.

Em Oxford visitei alguns colégios, para além de contemplar a arquitectura tive a possibilidade de visitar dois refeitórios, com as mesas corridas de madeira e nas paredes quadros de figuras importantes que de uma maneira ou de outra estavam ou, ainda estão ligadas a essas instituições.

Os passeios por Oxford terminavam normalmente à beira rio. Sentados na relva, a ler ou a contemplar os barcos no rio, a ver as brincadeiras dos patos na água ou as pessoas a passear. Por aqui passam os rios Cherwell e o Tamisa que é localmente designado por Ísis.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jamie's Italian restaurant

As minhas férias, em Oxford, envolveram uma visita ao restaurante do conhecido chef Jamie Oliver. Jamie tem nesta cidade um restaurante dedicado aos sabores da cozinha italiana que ele tanto aprecia.

O restaurante tem dois pisos. No piso inferior, uma cave, é possível ver alguma da azáfama da cozinha - eu não resisti a espreitar. O piso da entrada, para além das mesas para refeições tem também uma zona de bar.

A montra do restaurante está decorada com diferentes tipos de abóboras, legumes, livros do jovem cozinheiro, que é possível adquirir ali, e outras referências promocionais com o seu nome.

Começámos a nossa refeição com uma entrada de sardinhas marinadas com alho, limão, salsa e chili que nos surpreendeu bastante. Uma delícia. Juntamente com a entrada também pedimos uma selecção de pães italianos.

Como prato principal escolhemos um prato de pasta, penne com um saboroso molho de tomate ligeiramente picante e bem confeccionado, e um Jamies "Flash Steak".

Os acompanhamentos foram uma salada de alface com molho de iogurte e queijo parmesão ralado e, legumes verdes da estação cozinhados. O vinho escolhido foi um merlot.


As sobremesas escolhidas foram Tiramisu e uma taça com gelado italiano.

O restaurante revelou-se um espaço simpático, organizado e informal, onde a comida é tratada com respeito. Para quem gosta da cozinha italiana este restaurante é uma aposta segura.