quinta-feira, 29 de março de 2012

Portugal, O Melhor Peixe do Mundo

A nossa história e localização liga-nos ao mar e às artes da pesca. Ser português é sinónimo de gostar de peixe. E a nossa gastronomia é tão rica que de norte a sul encontramos os mais variados pratos de peixe e marisco, que as mãos sábias de gerações e gerações foram apurado e melhorando.

Hoje em dia, na divulgação da nossa gastronomia e do nosso peixe, o papel dos chefs e das boas obras de cozinha são determinantes. Por isso fiquei muito contente quando vi publicada a obra Portugal, O Melhor Peixe do Mundo de Fátima Moura, pela Assírio & Alvim. Foi dos livros que coloquei logo na minha lista de livros a ler. Na minha opinião, há muito que o nosso peixe merecia um obra assim.

Uma das coisas deliciosas da vida são as improbabilidades, os acasos. E a vida deu uma volta e colocou-me num final de tarde à conversa com Fátima Moura. Falámos sobre livros, comida, chefs, restaurantes. Gostei tanto da nossa conversa, de ter descoberto múltiplas afinidades com a autora que decidi fazer-lhe uma entrevista, que desde já agradeço.

A Fátima Moura nasceu em Angola, passou algum tempo no Brasil e actualmente vive em Portugal na zona de Cascais. Já foi professora, assistente de bordo, tradutora e editora. Neste momento, escreve na área da gastronomia: os livros ( O Grande Livro dos Chefs, Cataplana Experience e Portugal, O Melhor Peixe do Mundo ), uma página no Facebook e crónicas.



Entrevista a Fátima Moura, autora do livro Portugal, O Melhor Peixe do Mundo:

1. A gastronomia sempre foi uma paixão?

Sempre gostei de estar na cozinha. Em pequena tinha muita curiosidade de estar a ver trabalhar o Rodrigues, que foi nosso cozinheiro quase 20 anos em Luanda e que tinha muita paciência para me ensinar. A minha mãe era muito criativa na cozinha e tinha "fases" como os pintores, em que fazia variações sobre o mesmo ingrediente. Lembro-me da fase da cenoura, que durou quase dois meses e em que tudo era cor de laranja.


2. Sei que é licenciada em filosofia. Como passou desse mundo das letras para o mundo da gastronomia?

Em 1984 fiz um curso de cozinha profissional na Escola Hoteleira do Estoril. Depois aproveitei esses conhecimentos para os livros. Comecei por traduzir e depois editar livros ligados à cozinha, para as Selecções do Reader's Digest.


3. O Grande Livro dos Chefs, Cataplana Experience e Portugal, O Melhor Peixe do Mundo não são apenas livros de receitas. Como os define e como os prepara?

Gosto de dar informação nos livros que faço. Tenho imenso prazer no tempo que passo a investigar e adoro ir ao terreno, como tenho feito no livro que estou a fazer agora. Corro o país todo com o Mário Cerdeira, um grande fotógrafo, à procura das melhores fontes e para cruzar a informação. Por outro lado, as receitas são complementos que me permitem trabalhar e aprender mais com os chefs.


4. Portugal, O Melhor Peixe do Mundo - porquê?

Porque o peixe é um dos grandes tesouros no Portugal virado para o turismo gastronómico. Todos nós Portugueses somos guardiões desse tesouro e temos de ter consciência de que só o conseguiremos manter se pensarmos sempre em termos de sustentabilidade. É indispensável controlarmos a pesca e o consumo, sabermos quando é aconselhável comer certas espécies, quais as épocas da reprodução e defeso e consumirmos uma grande diversidade de espécies.


5. Como seleccionou os chefs para o melhor peixe do mundo?

Foi muito difícil, visto que nós temos muitos chefs de topo e optei por apenas cinco. O critério foi optar pelos que trabalham mais o peixe, seja de um modo mais tradicional seja de maneira mais vanguardista.


6. Na elaboração do seu livro assistiu à preparação dos pratos pelos chefs? Houve algum momento especial que possa partilhar?

Começamos sempre por uma ou mais reuniões para escolher os pratos a preparar. Depois assisto e participo sempre em todas as sessões de fotografia. Lembro-me de uma sessão no estúdio com o Bertílio Gomes. Tínhamos começado às 3 da tarde e já eram duas da manhã e ainda faltava a cataplana de cavala fumada. Era preciso que o fumo fosse bem visível na fotografia e o Mário lembrou-se de que o mais fácil seria fumo de cigarro. Como nenhum de nós fumava lá foi ele à procura de uma bomba de gasolina para comprar um maço. E depois lá me pus eu a fumar e, claro, acabou tudo em risota e com tanta fome que comemos os pratos fotografados!


7. A identidade gastronómica portuguesa é marcada pela riqueza e variedade dos nossos pratos de peixe. Quais, na sua opinião, são os mais representativos?

O mais representativo é mesmo a qualidade do nosso peixe. A grelha é icónica, mas não podemos esquecer os assados, as açordas, as sopas e as frituras.


8. O melhor peixe português é ... ?

Não consigo escolher um, mas gosto muito de salmonete, sardinha e robalo.


9. O próximo projecto será?

Está em curso e é um livro para a colecção de Filatelia (livros com selos) dos CTT sobre enchidos. Tenho especial carinho por uma página de gastronomia que criei recentemente no Facebook e que se chama Conversas à Mesa com Fátima Moura.

Obrigada Isabel por esta oportunidade de aparecer no seu blogue, que costumo seguir regularmente e que muito aprecio.


Do livro Portugal, O Melhor Peixe do Mundo fiz a receita de Polvo assado com batata-doce de Aljezur do chef Bertílio Gomes.


Ingredientes:
2 cebolas às rodelas
4 tomates maduros em rodelas
2 dentes de alho
1 ramo de salsa
1 polvo com 2kg inteiro e arranjado
2 dl de azeite
600 g de batata-doce
sal

para a fritada de tomate:
1 dl de azeite
2 cebolas médias, em cubos
4 tomates maduros em cubos, limpos de peles e sementes


1. Pré-aquecer o forno a 200ºC.

2. Num tabuleiro fazer uma cama de legumes: as rodelas de cebola, as rodelas de tomate, o alho e o ramo de salsa. Dispor o polvo e regar com o azeite.

3. Tapar com papel de alumínio e levar ao forno a assar durante 1h30. Noutro tabuleiro, colocar a batata-doce com casca. Temperar com sal grosso. Tapar com papel de alumínio e levar a assar ao forno durante 45 minutos.

4. Depois de assado, cortar o polvo em pedaços irregulares e reservar.

5. Depois de assadas as batatas-doces, descascar e cortar em cubos.

6. Para a fritada de tomate, colocar numa frigideira grande que possa ir ao forno e o azeite e a cebola. Levar ao lume e refogar. Juntar o tomate e fritar.

7. Adicionar a batata-doce e levar ao forno até alourar.

Nesta receita usei polvo congelado, que descongelei previamente antes de usar.

A fritada de tomate e a batata-doce tornaram-se um acompanhamento perfeito para o polvo, que ficou tenro e delicioso. O polvo que usei foi dos congelados.


Ter um bom produto não chega. Mas ter um bom produto e saber cozinhá-lo com arte e paixão, é algo sublime e magnífico. Por isso e por muito mais, podemos afirmar que Portugal tem o melhor peixe do mundo!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Coxas de frango com limão


Há dias em que chego a casa e apetece-me fazer um prato que não me roube muito tempo na preparação. Assar coxas de frango com limão no forno é um prato que faço de vez em quando e que entra na secção dos pratos que considero muito fáceis de confeccionar. Prepara-se num piscar de olhos e depois é só esperar que asse no forno.


Ingredientes:
6 coxas de frango
sumo de 1 limão
1 limão cortado às rodelas
1 colher de chá de paprika
3 dentes de alho espremidos
1 dl de azeite
1 piripiri (facultativo)
sal e pimenta preta de moinho


1. Temperar as coxas com sal, pimenta e o alho espremido.

2. Regar com o sumo de limão, juntar o piripiri desfeito com os dedos e polvilhar a carne com a paprika.

3. Regar com o azeite. Dispor as rodelas de limão por cima das coxas.

4. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 50 minutos.


Acompanhar as coxas de frango com arroz branco, salada mista ou legumes cozidos. Simples mas delicioso.

terça-feira, 27 de março de 2012

Peixe assado no forno com batatas, tomate e salsa


Ter um blogue é como falar todos os dias com pessoas amigas. Há sempre alguma coisa para dizer.

Na grande maioria das vezes, as conversas prendem-se com os aspectos ditos pequenos da vida. Começa-se, normalmente, pelo estado do tempo. Ora se está calor é porque queríamos que não estivesse. Ou se está, queríamos estar na praia e não a caminho do trabalho. Na nossa natureza está definitivamente inscrita a insatisfação. E ainda bem!

Se vos encontrasse hoje na rua, puxaria para a nossa conversa não o estado do tempo, mas, por exemplo, se já andam a pensar no menu da Páscoa, se seguem a tradição e colocam na mesa borrego ou cabrito, se irão comprar amêndoas ou se irão fazê-las vocês mesmos, qual o Folar que mais gostam, se já repararam que as árvores estão cada vez mais bonitas, cheias de flores. Que os dias estão maiores e que sabe bem chegar a casa com luz e com a sensação que ainda temos muito tempo antes da noite chegar.

Falar-vos-ia também de um prato de peixe assado que me soube muito bem. Provavelmente perguntar-me-iam como é que eu o fiz e eu com todo o gosto, explicava-vos. Para o caso de hoje não nos encontrarmos, aqui fica a receita.


Peixe assado no forno com batatas, tomate e salsa

Ingredientes:
3 besugos ou outro peixe para assar
4 batatas cortadas às rodelas
4 tomates limpos de peles e sementes cortados
1 cebola cortada às rodelas
3 dentes de alho picados
1 ramo de salsa
1dl de azeite
sal e pimenta q.b.


1. Colocar num tabuleiro as batatas cortadas. Se seguida colocar a cebola e o alho.

2. Dispor o peixe temperado com sal e pimenta por cima da cama de batata, cebola e alho. Adicionar o tomate picado e a salsa.

3. Regar com o azeite e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 40 minutos.


Este peixe assado fica delicioso. O tomate e a salsa dão-lhe um gostinho especial.

Um bom dia a todos!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Milaneses


Este fim-de-semana passou quase como um piscar de olhos. Mesmo assim, no sábado ainda consegui ver o filme Soul Kitchen, um filme alemão que conta a história de Zinos e do seu restaurante. Zinos namora com Nadine que decide ir para a China trabalhar. Zinos tenta preparar tudo para ir ter com ela. Contrata um chef, que revoluciona o menu do seu restaurante e o faz perder a antiga clientela. O irmão, que se encontra a cumprir pena, precisa de um emprego e acaba por ir trabalhar para o restaurante de Zinos. E aqui todos os problemas começam ...

Soul Kitchen é uma história bem disposta sobre a vida e as relações entre as pessoas, tendo como pano de fundo a comida e a cozinha.

Este fim-de-semana ainda houve tempo para fazer um miminho para a minha mãe. Sempre que visito os meus pais, gosto de lhe levar um bolo, neste caso, uns bolinhos. A receita é da já bem velhinha Teleculinária, de Janeiro de 2000.


Ingredientes:
4 ovos
200g de açúcar
200g de farinha com fermento
raspa de 1 limão
manteiga para untar
farinha para polvilhar
açúcar em pó para polvilhar


1. Untar com manteiga 18 formas de queijadas e polvilhá-las com farinha.

2. Aquecer o forno a 180ºC.

3. Bater os ovos com o açúcar. Adicionar-lhe a farinha e a raspa de limão.

4. Dividir a massa pelas formas, enchendo-as até 2/3.

5. Colocar as formas num tabuleiro e levar ao forno durante 20 minutos.

6. Depois dos bolos cozidos, retirá-los das formas e colocá-los em caixinhas de papel frisado. Polvilhar com açúcar em pó.


Os bolinhos ficam deliciosos, com o sabor do limão a fazer toda a diferença. Estes bolos são do género dos bolos secos. Excelentes para acompanhar um chá, que nestes dias ainda vai apetecendo.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Arroz de grelos com farinheira


A Primavera é uma das estações mais bonitas do ano. É sem dúvida a estação das flores. Para onde quer que olhemos, nesta altura do ano, encontramos os campos cheios de malmequeres, bem-me-queres e papoilas. E no que toca à comida, é a época em que temos à nossa disposição grelos, sejam de couve ou de nabiças, cá em casa adoramos.

A mãos com um molho de grelos tenros e viçosos que trouxe de Santarém, um dos destinos que lhes coube em sorte foi um delicioso arroz com farinheira.


Ingredientes:
350g de arroz carolino
1dl de azeite
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 farinheira
1,1L de água quente
250g de grelos
sal e pimenta preta de moinho


1. Retirar a pele à farinheira e cortá-la em pedaços pequenos ou desfazê-la grosseiramente com um garfo.

2. Refogar a cebola e o alho no azeite.

3. Acrescentar a água, o arroz e a farinheira. Temperar com sal e pimenta.

4. Depois de deixar ferver o arroz cinco minutos, acrescentar os grelos cortados. Assim que o arroz estiver cozido, retirar do lume e servir.

Os grelos são uma excelente companhia para a farinheira. Juntos transformaram este arroz num prato delicioso, que, obrigatoriamente se repete.

Outras receitas com grelos:
- Arroz de enchidos com grelos de couve;
- Arroz de grelos com camarão e feijão encarnado;
- Arroz integral com grelos;
- Bacalhau confitado com migas de broa e grelos;
- Bacalhau salteado com grelos;
- Cabrito assado no forno com grelos;
- Risotto de bacalhau com grelos;
- Sopa de bacalhau com grelos e ovos;
- Sopa de feijão branco, grelos e morcela;
- Sopa de feijão frade com grelos.

Bons cozinhados!

quarta-feira, 21 de março de 2012

A que sabe a Primavera? - 25 receitas


A que sabe a Primavera? Esta foi a pergunta que fiz a alguns escritores amigos e eis o que me responderam:

“Este ano aqui na Nova Inglaterra já o Inverno soube a Primavera. Estranhamente, porque não me lembro de nada semelhante. Por isso nem dei pela sua chegada no calendário; faz muito já que ciranda lá por fora a brincar no jardim. Todavia creio que a pergunta puxa para uma resposta mais metafísica. Ora, com o rolar da idade, a Primavera sabe cada vez mais a sabia. Mas isso é coisa de sexagenário como eu. Você, Isabelinha, e o Ricardo ainda habitam nela. Espero bem que saibam sabê-la em pleno.”


“A Primavera sabe a um cesto aconchegado de frutas frescas, sumarentas e coloridas de sorriso alegre.
A Primavera sabe a pétalas vaidosas que provocam curiosidade nas papilas gustativas e embelezam os outros ingredientes.
A Primavera sabe a doces leves e prazerosos como a suave brisa que percorre a nossa pele ao ser tocada com delicadeza.
A Primavera sabe a tudo o que nos recorda natureza e impulsiona o desejo de partilhar uma refeição ao ar livre com quem nos faz feliz.”


“A Primavera sabe a Páscoa. Sabe a borrego assado no forno, com um ligeiro travo a cravinho da Índia, ou guisado, com ervilhas. Sabe a queijadas de requeijão, a bolos de faca de Vila Boim e aos biscoitos da minha avó, cuja receita ninguém sabe onde pára. Sabe a amêndoas com canela e a confeitos de chocolate de todas as cores. Sabe a Elvas, a noites de lua cheia e à Procissão do Mandato. Sabe a tardes de sol, a pescarias no Guadiana e a aguaceiros inesperados a caminho de Juromenha. Sabe a olhares rendidos, a doces beijos roubados e a desencontros amargos. Sabe a livros de Stevenson e a música de Vivaldi e de Bach. Sabe a tempo em fuga e às memórias que ficam.”


“Não sei já a que sabe a Primavera, as alterações no clima misturam tudo e é incerto que a Primavera saiba a um gosto só. Mas se a Primavera for um estado mental, então ao paladar da imaginação apetece-lhe recolocar o grelhador no quintal e atear desejos e brasas onde crestarão as carnes ou os peixes da felicidade comensal. Acontecerá uma espécie de milagre que transmuta o tinto em branco, fresco. Haverá saladas e frutas. Mas na melhor Primavera cai a chuva, como uma melancolia súbita, que entardece e é bonita. Nesses casos sigo o preceituário dos avós: afiguro, revisito essa cozinha que dá para o mesmo quintal, onde a chuva cai, inunda o ralo, sonora. Almoço, com gosto, o prato de feijão-frade dos dias pluviais, que acompanhasse um bacalhau assado no forno.”


“A Primavera sabe a flores frescas do campo. Devemos preparar as papoilas gustativas.”






“A primavera é um caminho que se faz com olhos nas flores e os ouvidos no canto dos pássaros, é uma outra possibilidade que o tempo nos dá para refazermos o resto do ano, uma nova caixa de lápis de cor. A primavera sabe a novas possibilidades, como uma caixa de chocolates por abrir e, como disse a mãe de Forrest Gump, you never know what you're gonna get.”



“A minha Primavera sabe a abreijos de filhos ou como diz o meu filho Martim "faz calor dentro da minha boca" (quando ela, a Primavera, chega). A receita do meu filho é um sortido caro de receita esquecida mas que nunca se esquece.”






Para hoje escolhi uma selecção com sabor a Primavera, que ontem nos brindou com a sua chegada. Para saborearmos a estação, nada melhor do que 25 pratos com ingredientes da época:

Sopas, saladas e entradas:
- Ovos mexidos com espargos;
- Salada de espargos com ovo quente;
- Salada de espargos, com ovo, salmão e mozzarella;
- Salada de favas;
- Salada de mozzarella com tomate, morangos e manjericão;
- Sopa de bacalhau com grelos e ovos;
- Sopa de feijão branco com acelgas;
- Sopa de feijão frade com grelos;
- Sopa de legumes com feijão branco.

Prato principal:
- Arroz de favas;
- Arroz de grelos com camarão e feijão encarnado;
- Bacalhau assado com batatas;
- Bacalhau salteado com grelos;
- Borrego estufado com ervilhas;
- Coelho com favas;
- Favas guisadas;
- Frango com favas;
- Risotto de ervilhas, cogumelos, manjericão e limão;
- Tagliolini nero com lulas salteadas e puré de ervilhas.

Sobremesas:
- Carpaccio de laranja com calda de anis;
- Gelado de baunilha com molho de morango;
- Morangos com mel;
- Parfaits de frutos vermelhos com chantilly de lima e gengibre;
- Risotto de morango;
- Salada de fruta com molho de iogurte e sementes de papoila.


Para mim, a Primavera sabe a dias de céu azul sem nuvens, a ervilhas e favas doces e tenras. A morangos frescos e suculentos. Sabe a espargos selvagens acabados de colher. A tardes de leitura com um sumo fresco na mão. Sabe a flores e a abundância. Sabe a saladas e a pratos coloridos. Sabe a vida e ao vigor do renascer.

E para vocês, a que sabe a Primavera?

terça-feira, 20 de março de 2012

Rolinhos de espadarte fumado com puré de abacate


Entusiasmada e com uma ideia já pensada, um destes dias comprei abacates. Quando cheguei a casa, coloquei-os no cesto da fruta e ali ficaram a amadurecer. De verde passaram a uma cor que não consigo identificar com certeza, diria um castanho escuro, bonito. O abacate foi das poucas frutas em que a primeira vez que comi, regado com limão ao natural, disse para mim mesma, nunca mais. Não. Daquela fruta não gostava.

Mas os anos passam. O paladar apruma-se. E eis, que agora, de vez em quando gosto de utilizar o abacate, principalmente em saladas. Quando comprei estes abacates tinha intenção de fazer guacamole. Mas ao trazer do supermercado, nas últimas compras, uma embalagem de espadarte fumado, eis que o destino dos abacates se alterou. Um foi feito em puré. Dos outros ainda não há história!


Rolinhos de espadarte fumado com puré de abacate

Ingredientes:
2 fatias de espadarte fumado (80g)
1 abacate maduro
1 colher de sopa de limão
1 dente de alho pequeno
1 raminho de salsa picada
sal
salada mista (verdes e tomate cereja)


1. Cortar as fatias de espadarte em tiras.

2. Num recipiente colocar a polpa do abacate. Juntar o sumo de limão, o alho, a salsa e uma pitada de sal. Com a ajuda da varinha mágica triturar.

3. Barrar as tiras de espadarte com o puré de abacate. Enrolar e colocar num prato com salada mista.

4. Servir com vinagreta de mostarda.


Vinagreta de mostarda

Ingredientes:
1 pitada de sal
pimenta preta de moinho
2 colheres de sopa de vinagre
6 colheres de sopa de azeite
1 colher de sobremesa mal cheia de mostarda inglesa


1. Colocar o sal num taça. Juntar o vinagre e mexer para que o sal se dissolva.

2. Juntar o azeite, a mostarda. Mexer muito bem.


Se quiserem podem alterar as quantidades sempre na proporção de três partes de azeite para uma de vinagre. O espadarte encontra-se à venda nas grandes superfícies, junto ao salmão fumado. O puré de abacate fica cremoso, fresco, com os aromas da salsa e do alho a sobressaírem. É mesmo a estrela deste prato.