segunda-feira, 21 de julho de 2008

Doce de alperce

Há pessoas que cruzam a nossa vida e com as quais criamos logo uma grande empatia. E depois à medida que o tempo passa vamos percebendo que pensamos da mesma maneira, que nos identificamos com as mesmas coisas, que apesar de formações diferentes temos muito mais em comum do que à partida pensaríamos. Isso aconteceu comigo e com a Ana Paula Assis, que para além de ser minha colega de trabalho é uma grande amiga.

Há uns tempos atrás a Ana Paula deixou na minha secretária dois saquinhos com alperces. Madurinhos e perfumados.

Como estavam muito madurinhos, achei por bem fazer doce ou compota de alperce. Fui ao O Livro de Pantagruel e descobri uma receita.


Ingredientes:
1 kg de alperces bem maduros, descascados e sem caroço
750 g de açúcar (usei açúcar amarelo)

1. Cortar os alperces em bocadinhos. Misturá-los muito bem com o açúcar. Deixá-los assim 24 horas.

2. Passadas as 24 horas, os alperces estão quase em calda. Levar o preparado ao lume brando, mexendo sempre com uma colher de pau até obter o ponto de estrada.

3. Distribuir o doce por frascos.

Foi a primeira vez que fiz doce de alperce. Gostei bastante. Não fica muito doce. Quem preferir também pode adicionar um pau de canela.

domingo, 20 de julho de 2008

A pensar em férias ...

Ainda faltam alguns dias para entrar de férias e, no entanto, dou por mim a ver as fotos da minha viagem, em Agosto de 2006, a Cambridge e a Londres com uma sensação de nostalgia.

Parti para Londres logo a seguir a uma ameaça terrorista. Em Lisboa fazia muito calor. O voo atrasou-se mais de uma hora e nós, com receio que houvesse filas intermináveis no check in, fomos muito mais cedo. Três horas antes da hora prevista de partida. As medidas de segurança eram muito, muito apertadas. No avião apenas pudemos levar connosco os documentos, que colocámos num saco de plástico transparente. Nada de telemóveis, máquinas fotográficas, computadores ou líquidos.

Chegados a Heathrow, o aeroporto quase parecia tirado de uma cena de um filme de acção. Polícias e mais polícias armados com metralhadoras em punho. Segurança e muita confusão, especialmente filas para confirmar a documentação.

Depois de sairmos do aeroporto, teríamos que apanhar um autocarro que nos levasse ao rent-a-car. Enquanto procurávamos a paragem do autocarro, começou a chuviscar e o vento não era nada simpático. Um casaco? Bem, está no fundo da mala. Lá tive que abrir a bagagem, remexer e tirar o imprescindível casaquito, que não se revelou totalmente apropriado. Em Lisboa um calor de rachar. Em Londres, frio e chuva. Naquele momento senti que não tinha levado a roupa mais adequada.

Depois de chegarmos ao rent-a-car, foi a aventura de conduzir à direita e de fazer a viagem até Cambdrige, apenas com um mapa. Apesar de tudo só nos enganámos um vez. Nada mau.

Com tantos atrasos e cansados da viagem, nesse dia, acabámos por comprar umas sandes e ir jantar para o quarto.

No dia a seguir, depois do tradicional breakfast inglês (ovo estrelado, bacon, tomate assado, feijão, torradas, sumo de laranja e café) partimos em direcção ao condado de Norfolk com o objectivo de visitar esta casa em Holkham.
Na aldeia de Holkham tomámos chá e scones. O ambiente era encantador. Tranquilo. Mesas de madeira num jardim muito bem arranjado. Lembro-me de um passarinho vir pousar junto à nossa mesa e tentar roubar algumas migalhas dos scones.

Depois fomos a pé até ao palácio de Holkham Hall.

O palácio e todo o ambiente em volta corresponderam às expectativas e, curiosamente, a propriedade e a casa ainda hoje são usados pela família fundadora. Aqui ficam as imagens da cozinha, que foi usada até à Segunda Guerra Mundial.




Gosto de visitar cozinhas antigas, que outrora tiveram vida. Conseguem imaginar a azáfama desta cozinha? As carnes, os peixes, as massas, os assados .... associo logo a algumas cenas de filmes ou séries inglesas, que às vezes dão a ideia da vida de uma cozinha numa casa senhorial. Não me sai da cabeça, a jovem criada, com o seu vestido comprido, cabelo apanhado e de touca, a descascar batatas ou a cortar legumes, enquanto a cozinheira mais velha e refilona depena um grande pato ou arranja alguma peça de caça. Isto já são é filmes a mais. De certeza.

Ontem, o meu almoço foi ...




Ultimamente tenho procurado aproveitar os sábados para comer peixe grelhado, cá em casa. Este sábado o peixe escolhido foi a sardinha.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Directamente da Grécia


Quem é que não gosta de receber presentes? Todos, claro. E eu também não fujo à regra. Adoro.
Agradeço ao José Granha, que teve a amabilidade de nos trazer da sua viagem à Grécia, este presente.
Muito obrigada!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Salada de cuscuz, maçãs vermelhas e espargos

Várias são as vezes que me sinto tentada a comprar mais livros de culinária ou revistas dedicadas ao tema. Mas ao mesmo tempo a minha consciência lança um alerta laranja e refreio o meu impulso.

São várias as revistas e livros que tenho na minha estante, e dos quais ainda não fiz uma única receita. Quando compro um livro ou revista é para tirar ideias, para pôr em prática alguma das sugestões ou para simplemente para me inspirar. É para usar e não apenas guardar. E é este sentimento que às vezes tenho em relação às minhas revistas, sinto que estão guardadas e que acabo por usá-las pouco.

Como resolução resolvi consultar algumas das revistas e assinalar as receitas que gostaria de fazer brevemente. Esta salada é de uma dessas revistas.

Ingredientes:
2oo g de cuscuz
3,5 dl de água quente ou chá (por exemplo, chá Verde, Laranja com canela, Andalousia)
400 g de espargos
2 maçãs grandes vermelhas
50 ml de azeite
1/2 limão (sumo)
1 pimento vermelho (não usei)
2 fatias de pão de forma sem côdea
50g de amêndoas laminadas
150 g de presunto fatiado
sal & pimenta

1. Preparar os cuscuz. Colocar os cuscuz num tabuleiro e regá-los com o chá ou água quente. Com o auxílio de um garfo, separar os cuscuz.

2. Arranjar os espargos e cozê-los em água temperada com sal. Escorrer os espargos e cortá-los em pedaços.

3. Laminar a maçã.

4. Levar ao lume metade do azeite, juntar-lhe as maçãs e regar com o sumo de limão. Adicionar o pimento em pedaços. Temperar com sal e pimenta.

5. Cortar o pão em cubos e saltear no restante azeite, assim como a amêndoa e o presunto em pedaços. Misturar tudo com os cuscuz e os espargos.


Esta saladinha fica uma delícia. Adorei a combinação de sabores, a maçã, os espargos, o presunto. Embora aqui tenha apresentado a receita original, acabei por confeccionar a salada com algumas pequenas alterações. Não usei pimento, porque simplesmente não tinha em casa. Substitui o pão de forma por croutons e usei chá para cozinhar os cuscuz, dica que aprendi num dos cursos que fiz na Vaqueiro.

P.S. Receita da revista Mulher Moderna na Cozinha, nº 107, Fevereiro de 2005.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Salmão com alecrim e amêndoa

Lombos de salmão, medalhões ou tranches de pescada são produtos da secção dos congelados que procuro ter sempre no congelador. O motivo pelo qual isso acontece é que são muito práticos de confeccionar e o resultado final agrada aos comensais cá de casa, onde eu me incluo. É uma forma muito fácil de colocar refeições de peixe à mesa. Sem escamas, sem espinhas, sem complicações. Para o dia-a-dia, é óptimo. Considero a qualidade destes produtos bastante razoável. Não se compara ao peixinho fresco comprado na praça. Mas vendo bem as coisas até alguns peixes que compramos frescos são de aquacultura.

Ingredientes:
4 lombos de salmão (600 g)
sal
pimenta de moinho
alho picado
2 colheres de chá de açúcar mascavado
2 limões
1 laranja
4 colheres de sopa de molho de soja
2 colheres de sobremesa de vinagre de sidra
alecrim
azeite
amêndoa palitada

1. Temperar os lombos com sal, pimenta moída na altura, alho e açúcar mascavado. Regar com o sumo dos limões, da laranja, o molho de soja e o vinagre de sidra. Salpicar com folhas de alecrim a gosto. Deixar a marinar os lombos de salmão. (Os lombos de salmão podem ser temperados congelados e depois é só deixar descongelar).

2. Colocar os lombos de salmão e o molho num tabuleiro. Regar com um pouco de azeite. Por cima dos lombos de salmão colocar amêndoa palitada.

3. Levar ao forno previamente aquecido (200ºC) durante 20 minutos.

4. Depois do salmão cozido, retirar os lombos para uma travessa de servir, colocar também o molho, mas previamente coado.

Acompanhei este prato com uma salada mista. Estes lombos de salmão ficam muito saborosos. Para mim, o molho faz a diferença. Uma delícia.

P.S. Esta é uma receita da Iglo com algumas pequenas alterações minhas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Na onda das saladas

Saladas ... sejam quentes ou frias, como acompanhamento ou prato principal, eu adoro saladas. Até há bem pouco tempo era muito tradicional no tempero das saladas. Não fugia do azeite e vinagre. Ultimamente tenho me aventurado pelos vinagretes.

Na sexta-feira passada fiz esta salada para o jantar. Numa taça juntei grão cozido, tomate cereja cortado, pepino aos pedaçinhos, rabanetes às rodelas, mistura de alfaces, queijinhos da Matinal e cubitos de trigo tostados. Polvilhei a salada com pimenta caiena.


Servi com um molho vinagrete. Num recipiente coloquei folhas de manjericão e salsa, pimenta preta moída, mostarda (condimento), azeite e vinagre balsâmico. Triturei com a varinha mágica.

O vinagre balsâmico deixa o molho mais escuro. Esta salada fica muito agradável. A pimenta caiena deixa-a levemente picante.