domingo, 15 de março de 2009

Pequeno-almoço com cheirinho a Áustria

Hoje fui tomar o pequeno-almoço a um café muito simpático no Chiado, em Lisboa. Kaffeehaus foi o sítio escolhido.

O Kaffeehaus, é um café com um ambiente muito agradável, espaçoso e com sabores a lembrar a Áustria, ou não fosse este espaço de dois austríacos.

Quadro com imagens de óperas, peças de teatro e filmes austríacos que se tornou a imagem de marca do café.

Descobri este sítio através dos encontros do À Volta das Letras que se realizam sempre em volta de uma mesa e de preferência com boas iguarias. O meu primeiro pedido foi uma fatia de Sachertorte, o famoso bolo de chocolate austríaco. Como ficámos muito bem impressionados com o serviço e a qualidade dos produtos, na altura tinha ficado, entre nós, a promessa de ali voltar a realizar um encontro e provar outras iguarias, o que acabou por acontecer hoje.

Para o meu pequeno-almoço escolhi um sumo de laranja e depois uma opção do meu que incluía: doce, mel, nutella, manteiga, pão austríaco, croissant e bolo mármore.

Achei piada ao modo como a manteiga foi servida, numa pequena trouxa de papel.

Nutella, mel e doce de framboesa.

Para terminar, café. Não pode faltar!

Confesso que me ficaram debaixo de olho outras opções do menu. Kaffeehaus é um sítio a voltar.

Kaffeehaus
Rua Anchieta nº 3, Lisboa

sábado, 14 de março de 2009

Piza com amigos

Esta semana o dia de piza mudou. O dia escolhido era a quinta-feira, mas como resolvémos mudar o conceito e ter um convidado, esta semana o dia de piza teve que ser ontem.

Fazer piza tem-se revelado uma tarefa verdadeiramente divertida e criativa, como tal resolvemos começar a ter convidados cá em casa que irão fazer a sua piza. Nós fazemos a massa na máquina de fazer pão com a receita de sempre e o molho de tomate, e indicamos os ingredientes que temos cá em casa disponíveis (queijos, cogumelos, presunto, espinafres, etc). Os nossos convidados terão que ser originais e não podem repetir nenhuma das pizas já aqui apresentadas. Os ingredientes especiais ou "secretos" sugerimos que sejam os nossos convidados/amigos a trazer para manter o suspense do que irão fazer.

O nosso primeiro convidado foi o nosso grande amigo Nuno. Ontem, quando chegou tentou perceber como fazíamos a massa e como fazíamos as nossas pizas. E, nós quisemos logo saber quais eram os ingredientes que trazia para a sua piza.

Começámos o nosso jantar com uma salada de queijo mozzarella, tomate e manjericão. Temperada com azeite e orégãos secos.



O Nuno estendeu a sua base de piza e para a cobertura usou queijo mozzarella fresco, queijo mozzarella ralado, chouriço mouro da Beira Baixa, tomate mini chucha, tomate cereja amarelo, azeitonas pretas às rodelas, queijo roquefort e orégãos secos.


Um a dois minutos antes de retirar a piza do forno, o Nuno espalhou por cima da cobertura da piza segurelha fresca. Esta piza ficou baptizada como Piza Nunnini.




Eu desta vez procurei ser mais comedida no uso dos queijos e coloquei na cobertura da minha piza: cogumelos frescos fatiados, folhas de espinafre, bacon em cubos, queijo ricotta, queijo mozzarella ralado e pinhões.


O Ricardo continua com as suas pizas geometricamente organizadas ou como nós dizemos, pizas 3D. Usou na cobertura beringela cortada às rodelas, fiambre, tomate às rodelas, tomate cereja amarelo, salpicão, alcachofra fresca, queijo mozzarella e brócolos. A alcachofra não resultou, os pedaços eram muito grandes e ficaram demasiado secos.





Durante o jantar, fomos provando das três pizas. O vinho escolhido para acompanhar a refeição foi Cistus, Douro 2005.

Para sobremesa tivemos um gelado de Stracciatella da Carte D´Or.

Na minha opinião a piza mais saborosa foi a do nosso convidado. No final, ficou a promessa de o Nuno voltar cá a casa para repetir a experiência.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Salada de feijão frade com bacalhau


Houve uma altura em que costumava fazer salada de feijão frade com atum, fiz até ao dia em que comi e me senti mal disposta. Pode não ter sido essa a razão, mas associei a minha indisposição a esta salada. Se foi ou não foi, não sei. Mas o que é certo, é que não voltei a comer salada de feijão frade com atum.

Há uns tempos a tia Dulce fez um almoço em sua casa e tinha entre as várias entradas uma salada de feijão frade com bacalhau. Achei piada à mistura de bacalhau com o feijão frade e arrisquei provar. Não me arrependi. Cá em casa esta é a segunda vez que experimento.

Salada de feijão frade com bacalhau

Ingredientes:
1 lata de feijão frade cozido (545g de peso escorrido)
2 postas de bacalhau demolhado
1 cebola
1 ramo de coentros
Azeite q.b.


1. Colocar o feijão frade numa taça. Adicionar o bacalhau, previamente cozido, lascado sem peles e sem espinhas.

2. Temperar com a cebola e os coentros picados. Regar com azeite a gosto. Mexer e servir.


Esta salada pode ser também temperada com sal, pimenta e vinagre, conforme o gosto pessoal. Eu desta vez temperei apenas com azeite e servi com broa de milho. Neste tipo de saladas já não coloco sal.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sopa de couve-flor


Há receitas que surgem por necessidade. Como acumulei couve-flor no frigorífico, achei que estava na altura de lhe dar um destino. O resultado foi uma sopa.


Ingredientes

2 alhos franceses sem a rama verde (aprox. 280 g)
1 cebola grande picada
1 dl de azeite
1 caldo de galinha (usei Knorr)
950 g de couve-flor já limpa e cortada em pedaços
água
sal
pimenta branca de moinho
croutons
coentros frescos picados

1. Colocar a cebola, o alho francês cortado em rodelas e o azeite numa panela. Levar ao lume e deixar refogar um pouco.

2. De seguida adicionar a couve-flor e água quente até tapar a couve. Temperar com sal e crescentar o caldo de galinha.

3. Depois da couve cozida triturar bem. Temperar com pimenta branca. Quando voltar a levantar fervura retirar do lume e servir com croutons de pão e coentros picados.

Esta sopa ficaria ainda mais cremosa se acrescentasse natas, mas eu não gosto de colocar natas ou leite na sopa que faço para ir consumindo ao longo da semana.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Costeletas de porco com molho de mostarda

Gosto destes dias solarengos a cheirar a Primavera. O facto de sair do trabalho ainda de dia deixa-me muito bem disposta. Às vezes tão bem disposta que antes de vir para casa ainda vou fazer umas comprinhas ora para a casa (especialmente pratos, para desespero de alguém com quem divido as contas), ora para mim.

Apesar de gostar destes dias bem dispostos, quando chego a casa não me apetece fazer refeições muito complicadas. Aqui fica um sugestão muito agradável e sem grandes complicações, que encontrei no livro The Kitchen Diaries de Nigel Slater.

Ingredientes:
4 costeletas de porco
sal
pimenta
4 dentes de alho
3 colheres de sopa de óleo
40 de margarina
2 dl de vinho branco
200 ml de natas
2 colheres de sopa de mostarda Dijon (usei mostarda Dijon com mel)
1 colher de sopa bem cheia de sementes de mostarda
10 pepinos em picles (cornichons)
coentros frescos picados

1. Temperar as costeletas com sal e pimenta.

2. Colocar o óleo e a margarina numa frigideira. Levar ao lume com os alhos laminados e quando a gordura estiver quente colocar as costeletas. Deixar fritar de um lado e do outro.

3. Retirar a gordura da frigideira mas deixar ficar os sedimentos. Colocar novamente a frigideira ao lume com o vinho branco. Deixar ferver durante um minuto.

4. Juntar as natas e as mostardas. Mexer bem e deixar começar a burbulhar. Juntar os cornichons abertos ao meio.

5. Deixar apurar o molho. Servir as costeletas com o molho. Polvilhar com coentros picados.


Acompanhei estas costeletas com legumes cozidos. Mas poderão servir, por exemplo, com puré de batata.


O molho de mostarda fica muito agradável com a carne.

Outras receitas com costeletas:
- Costeletas de porco panadas
- Costeletas de porco na frigideira com mostarda
- Costeletas de cebolada

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fígado de porco de coentrada

O fígado é, por norma, um ingrediente que não reúne consensos em termos de gosto. Há quem goste e há muita gente que não gosta, pois o fígado tem um cheiro e sabor intensos. Eu pertenço ao grupo que gosta, mas já há algum tempo que não cozinhava.


A receita é da revista Saberes & Sabores de Maio de 1999 e estava na minha lista de receitas a confeccionar.

Ingredientes:
300 g de iscas de porco
6 dentes de alho
sal
pimenta
2 folhas de louro
1 dl de vinho branco
azeite
1 cebola
coentros picados
2 a 3 colheres de sopa de vinagre

1. Temperar as iscas com três dentes de alho descascados e picados, sal, pimenta, as folhas de louro partidas e o vinho branco. Deixar a marinar umas horas ou de um dia para o outro.

2. Escorrer a marinada das iscas e fritá-las em azeite.

3. Depois de fritas, colocar as iscas num prato e deixar arrefecer um pouco. Cortar as iscas em pequenos cubos.

4. Picar a cebola e os restantes alhos, juntar os coentros e misturar com o fígado cortado.

5. Temperar com um fio de azeite, pimenta moída na altura e o vinagre.


Este prato pode servir como entrada ou então, para refeição poderá ser acompanhado com legumes cozidos. Normalmente gosto de acompanhar o fígado com couve-flor cozida.

domingo, 8 de março de 2009

À quinta-feira o jantar é piza

Desde há algumas semanas que à quinta-feira o jantar cá em casa é piza. Nesta última quinta-feira manteve-se este recente hábito. A causadora, por assim dizer, destes jantares é a máquina de fazer pão que em 1h25 prepara a massa para a pizza, sem nenhum esforço da minha parte.

Na quinta-feira o Ricardo voltou a ocupar-se de massa para a pizza. Desta vez diminuiu a quantidade de farinha (usou 500g em vez das 800 g) para fazermos três bases para e piza e não quatro como tínhamos feito até agora. Acaba sempre por sobrar e não temos que andar nos outros dias a comer piza de castigo.

A massa e o molho de tomate foram feitos como já se tornou costume. As tricas entre nós mantiveram-se. Cada um escolhe os seus ingredientes, os queijos e procura fazer disso segredo. Só na altura é revelado.

Inspirada numa piza que o Ricardo comeu na Marina de Vilamoura, na minha piza coloquei uma mistura de queijo azul com queijo roquefort (misturei os dois com a ajuda de um garfo até fazer uma papa) que distribui pela base da piza já com molho de tomate. Depois cortei ao meio quatro tomates cereja e dispus por cima do molho de tomate. Polvilhei com queijo mozzarella ralado e, por fim, com queijo parmigiano reggiano ralado. Depois de sair do forno polvilhei a piza com folhas de rúcula selvagem.


O Ricardo continua a colocar brócolos na piza. Desta vez acrescentou espinafres, fiambre, tomate cereja , couve-flor, queijo roquefort e queijo da ilha.


Esta quinta-feira como fizemos três pizas, uma delas foi trabalhada pelos dois. Cada um com a sua respectiva metade. Na minha metade coloquei fiambre e cogumelos frescos fatiados. Polvilhei com queijo mozzarela ralado e queijo parmigiano reggiano também ralado.

O Ricardo na sua parte, foi mais criativo. Colocou cogumelos frescos fatiados, uma fatia de presunto, uma fatia de fiambre, queijo feta aos cubos e por fim tomate às rodelas.


Na próxima quinta-feira há mais!