terça-feira, 11 de maio de 2010

Sandes mista com legumes grelhados


Há dias em que apetece uma refeição rápida. Na sexta-feira passada, para o jantar, decidi que iríamos fazer sandes. Grelhei legumes e enchi a mesa com vários ingredientes desde queijos, patês, presunto, azeitonas, entre outros. Com os ingredientes disponíveis, cada um fez uma sandes a seu gosto. Escusado será dizer que depois de feitas as sandes, cada um acha que a sua é melhor do que a do outro! Eu, para a minha sandes, privilegiei os legumes assados.

Em pão de baguette aberto fui sobrepondo ingredientes, comecei com uma fatia de beringela grelhada, a que acrescentei duas fatias de courgette grelhadas, uma fatia de queijo gouda com pimenta, fatias finas de paio do lombo, couve roxa cortada, cogumelos grelhados, um pouco de mostarda e uma folha de alface.

Acompanhei a sandes com um copo de vinho tinto Paço da Serviçaria de 2007.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sopa de favas com aipo e chouriço


Estamos na época das favas e a blogosfera é sinal disso, na maioria dos blogues que visito, ultimamente, tenho encontrado receitas interessantes com favas. Graças aos congelados, conseguimos ter favas durante todo o ano, mas não é a mesma coisa. Congeladas não são más, mas frescas são muito melhores. Curiosamente, os meus pais recusam-se a congelar favas, acham que perdem o sabor e o encanto de serem comidas na altura devida. Eu não sou tão radical.

A semana passada a braços com uma quantidade significativa de favas decidi fazer uma sopa. Inicialmente procurei seguir uma receita, mas na altura de confeccionar a sopa, comecei a achar que esta ficaria muito melhor se levasse aipo, cenoura, courgette, a rama de alho que tinha cá para fazer favas guisadas e, quando dei por mim, há muito que tinha tomado outras direcções que não as da receita original. Vejam então como fiz:

Ingredientes:
1/2 chouriço de carne (0,75 g)
1 dl de azeite
1 cebola grande
1 alho francês com rama
100 g de favas + 200 g (descascadas e sem a pele)
3 + 1 cenouras
2 folhas de rama de alho
50 g de pimento vermelho
200 g de courgette sem casca
200 g de aipo
1, 5 l de água
sal a gosto

1. Fritar o chouriço cortado em rodelas no azeite, numa panela. Retirar o chouriço e reservar.

2. Adicionar ao azeite a cebola, a courgette, a rama de alho, o alho-francês, 100 g de favas, 3 cenouras e os talos do aipo cortados. Juntar um litro de água a ferver e deixar cozinhar. Depois dos legumes cozidos, triturar com a varinha mágica.

3. Adicionar um pouco de água quente à base da sopa. De seguida juntar a rama do aipo cortada em juliana, a cenoura cortada às rodelas e as restantes favas. Temperar com sal a gosto e deixar cozinhar.

4. Servir a sopa com as rodelas de chouriço fritas.


A sopa fica intensa, com uma agradável profusão de sabores.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Passeio por Alfama e jantar no Sinal Vermelho

Na sexta-feira passada andei por Alfama. O dia estava quente, céu azul, mesmo convidativo a um passeio. O percurso começou na Praça D. Pedro IV (Rossio), e seguiu pela Sé, miradouro de Santa Luzia, miradouro das Portas do Sol e depois pelas ruas estreitas de Alfama. Adoro contemplar Lisboa, o rio Tejo nestes dias cheios de luz.

A meio do passeio, a minha colega Cristina convidou-me a tomar uma bebida fresca, o local escolhido foi o Pois, Café, um café austríaco muito simpático. Assim que entrámos, apercebi-me que mesmo a meio da tarde, grande parte das mesas estava ocupada. Havia pessoas, muitos estrangeiros, a lanchar ou a tomar uma refeição mais leve.

O espaço está decorado com mesas, cada mesa tem um nome, e cadeiras diferentes, sofás, quadros, postais e livros. Ali é possível trocar livros (bookcrossing) e deixar mensagens, num placard mesmo à entrada.

A oferta de bolos é variada (bolo de limão, de courgette, de banana, etc), eu escolhi strudel de requeijão com frutos silvestres e para beber uma limonada austríaca com flor de sabugueiro, limão e hortelã.

A tarde terminou com um passeio por algumas lojas de produtos tradicionais e outras de artesanato urbano.

Que engraçada coincidência. Na sexta-feira passei pelo Pois, Café e na terça-feira fui convidada para um lanche austríaco, organizado por um colega, Thomas, oriundo de Villach (Carinthia, Áustria). No lanche provei uns pastéis recheados com batata, requeijão e hortelã servidos com manteiga derretida (kasnudel), strudel de maçã e uma bebida tipo aguardente de pêra e maçã (schnaps).

Na sexta-feira jantei no restaurante Sinal Vermelho, no Bairro Alto, sugestão também da minha colega Cristina. Sexta-feira à noite, como acontece na grande maioria dos bons restaurantes, O sinal Vermelho estava cheio, com lista de espera à porta.

O espaço divide-se em duas salas e está decorado com azulejos até a meio da parede, quadros, a presença do vermelho faz-se notar nos candeeiros e nos cortinados da sala. Começámos a nossa refeição com queijo fresco, peixinhos da horta, com fritura e fritura certa (estaladiços) e um prato com mistura de enchidos. Para prato principal escolhemos Carne à Alentejana e Magusto de Bacalhau com migas de broa e couve portuguesa. Que saudades de umas boas migas. Estas encheram-me as medidas.

Para além da comida ser óptima, as doses vêm muito bem servidas. Em termos de vinhos, a escolha recaiu numa garrafa de vinho verde Muralhas de 2006, a pedido dos colegas italianos com quem jantei. Foi curioso saber que os italianos não misturam no mesmo prato peixe e carne. Ao saborearem a carne de porco à Alentejana foi o quebrar de um tabu! :)

A sobremesa escolhida foi sericaia com ameixa de Elvas, que estava excelente.

Sexta-feira à noite, casa cheia, o serviço estava muito atarefado mas não deixou de ser amável e atencioso. Sinal Vermelho é um restaurante de cozinha portuguesa onde é obrigatório parar.

A seguir ao jantar, a noite terminou com um passeio no miradouro de S. Pedro de Alcântara que depois de ter sido remodelado, transformou-se num lugar muito agradável, cheio de vida e de onde gosto ver Lisboa à noite.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Massada de peixe com um toque algarvio

No final do programa Paladares ao Sul, que se realizou de 22 a 25 de Abril, e que envolveu várias actividades gastronómicas, recebemos a oferta de um cabaz com produtos algarvios e um desafio. O desafio é (re)criar receitas típicas algarvias com os produtos do cabaz.

O primeiro produto do cabaz a ser consumido, cá em casa, foi um saco com biscoitos de alfarroba da Quinta das Atalaias, deliciosos, que recomendo vivamente, especialmente para quem adora alfarroba (e doces), como eu. ;)

Para o jantar, ontem, decidi fazer uma massada de peixe e usar um outro produto do cabaz, piripíri tradicional com aguardente de medronho, também da Quinta das Atalaias.


A receita da massada de peixe foi adaptada do livro As Nossas Receitas de Maria Odette Cortes Valente e de Ana Margarida Valente.


Ingredientes:
600 g de peixe (usei abrótea, mas pode ser cherne, tamboril ou outro peixe a gosto)
300 g de miolo de camarão
500 g de massa cotovelinhos
1 dl de azeite
1 cebola
2 dentes de alho
2 tomates maduros
1 ramo de coentros
1 ramo de salsa
1 colher de café de açafrão-das-índias
piripíri tradicional com aguardente de medronho
água de cozedura do peixe (pouco mais de 1,5 L)
sal

1. Fazer um refogado com o azeite, a cebola picada, os dentes de alho e os tomates limpos de peles e sementes, em lume brando.

2. Quando a cebola começar a ficar transparente, adicionar a salsa e os coentros (guardar algumas folhinhas para o final). Deixar refogar mais um pouco.

3. Depois do refogado pronto, triturar.

4. À parte cozer o peixe em água temperada com sal.

5. Depois de cozido, limpar o peixe de peles e espinhas.

6. Adicionar água de cozedura do peixe ao refogado. Quando ferver, adicionar a massa, uma pitada de sal e deixar cozer.

7. Quando a massa estiver quase cozida, adicionar o miolo de camarão (usei congelado), o açafrão, piripíri a gosto e o peixe às lascas.

8. Servir a massada com coentros picados por cima.

Esta massada deve ficar "malandrinha" e deve ser servida logo que se acabe de cozinhar. A massa pode ser substituída por arroz.

Ficou uma delícia.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Arroz de favas

As favas chegaram à minha cozinha. No sábado tive a oportunidade de ir ao campo apanhar favas e não me fiz de rogada, trouxe um saco grande bem cheio. Depois de tanta fava apanhada, a tarefa de as descascar já não foi tão divertida ;)

Na minha família, temos por hábito comer favas guisadas com entrecosto e enchidos ou apenas com enchidos. Esta foi a primeira vez que fiz um arroz de favas. A receita é do livro Tesouro da Cozinha Regional Portuguesa de Maria Odette Cortes Valente.


Ingredientes:
450 g de favas
200 g de toucinho entremeado
70 g de banha
200 g de arroz
2 cebolas
2 dentes de alho
1 ramo de salsa
caldo de carne ou água (quente)
sal e pimenta a gosto

1. Cortar o toucinho às tiras e levar ao lume no tacho a derreter. De seguida, acrescenta-se a banha, as cebolas e os dentes de alho picados e, o ramo de salsa.

2. Quando a cebola estiver mole juntam-se as favas e água quente até cobrir. Temperar com sal e pimenta a gosto. Tapar o tacho e deixar cozer as favas.

3. Depois, acrescentar água (o dobro da medida do arroz) e o arroz. Deixar acabar de cozinhar.

Este arroz ficou muito saboroso e foi o jantar cá em casa na segunda-feira, depois de uma curta visita à feira do livro. Quando cheguei a casa o Ricardo sugeriu que fizesse um arroz com favas, que prontamente se ofereceu para descascar. Depois do nosso breve passeio pela feira do livro, onde apanhámos uma ventania desalmada, soube bem este arroz reconfortante.


Outras receitas com favas:
- Frango com favas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sardinhas no forno com recheio de requeijão

Há uns tempos encontei num supermercado filetes de sardinha, ou seja sardinhas abertas sem a cabeça e sem a espinha. Pareceu-me uma excelente opção e não resisti a comprar um saco.

Em casa, descobri uma receita publicada há uns tempos pelo Continente que achei muito interessante e original.

Ingredientes:
1 kg de filetes de sardinha
250 g de espinafres em folhas
2 cebolas picadas
2 dentes de alho picados
1 ovo
250 g de requeijão
2 colheres de sopa de salsa picada
30 g de pão ralado
4 colheres de sopa de azeite
noz-moscada ralada
sal e pimenta q.b.

1. Enxaguar as sardinhas e temperar com sal e pimenta.

2. Cozer os espinafres em água temperada com sal durante 3 minutos. Depois de cozidos, escorrer e picá-los.

3. Colocar uma colher de sopa de azeite numa frigideira antiaderente e deixar aquecer em lume brando. Adicionar a cebola e deixar alourar, mexendo sempre.

4. Junte o alho à cebola e deixar cozinhar mais um pouco.

5. Numa tigela bater o ovo, juntar o requeijão, esmagando-o com um garfo. Misturar os espinafres, a salsa, o alho e a cebola alourados e metade do pão ralado.

6. Temperar com sal, pimenta e noz moscada, mexendo sempre.

7. Aquecer o forno a 230ºC.

8. Untar um tabuleiro de forno grande com um pouco de azeite e dipor metade das sardinhas numa camada única, com a pele virada para baixo. Barrar cada uma delas com o preparado de requeijão e cubra cada uma com outra sardinha, deixando a pele virada para cima.

9. Regar as sardinhas com o restante azeite, polvilhar com pão ralado e levar ao forno durante 20 minutos.

10. Servir no mesmo tabuleiro que foi ao forno.

Acompanhei estas sardinhas com salada de alface e tomate.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dia da Mãe passado na Malveira

Comemorámos, ontem, o dia da mãe. Por questões de organização pessoal, no sábado estive com a minha mãe em Santarém, e no domingo reuni-me à volta da mesa, na Malveira, com a minha sogra e com a mais recente mamã da família, a minha cunhada Cristina.

Entre uns dedos de conversa e um martini com limão, chegou a altura de nos sentarmos à mesa. Como já é costume na família, o almoço foi preparado a várias mãos.

Iniciámos a nossa refeição com um creme de agrião, feito pelo meu cunhado Hugo com a ajuda da preciosa Bimby.

Para prato principal fiz uma lasanha de camarão cheia de legumes. Num tacho refoguei, em um decilitro de azeite, uma cebola picada e dois dentes de alho. De seguida adicionei uma lata das grandes de tomate pelado, previamente picado. Assim que levantou fervura, adicionei duas courgettes cortadas, duas embalagens de cogumelos brancos frescos laminados, 300 g de ervilhas. Temperei com sal e pimenta, tapei o tacho e deixei cozinhar. Quando verifiquei que os legumes estavam tenros, adicionei 650 g de camarão e duas mãos cheias de rúcula selvagem. Depois de retirar do lume adicionei folhas de manjericão cortadas.

Depois dos legumes prontos, num pirex preparei a lasanha. Uma camada de legumes, outra de massa. A meio coloquei generosamente queijo mozzarella ralado. Finalizei com uma camada de massa e queijos, mozzarella e queijo parmesão ralados.

Para acompanhar a lasanha a Cristina e o Paulo fizeram uma salada com alface, cenoura ralada e courgette.

Para sobremesa, o Hugo fez um cheesecake de frutos silvestres. Como dizia ontem um senhor no supermercado - "o que se come ao domingo não engorda" - eu confiante nesta teoria, voltei a repetir a sobremesa. ;)

Depois do almoço, fomos dar um passeio a um pequeno mercado que se realiza junto à fábrica das trouxas da Malveira, doce típico da região.

Sempre que vou à Malveira faço questão de visitar este mercado. A maior parte dos vendedores são também produtores. Eu trouxe um saco de cebolas novas. Mas encontramos ali facilmente ovos frescos caseiros, pão, azeite, azeitonas, frutas, flores e até plantas para fazer uma horta. Desta vez surpreendi-me com uma venda de queijos e enchidos, ao tempo que não via por cá este tipo de bancas.


Caracóis.


Os campos nesta altura estão lindos. Em qualquer pedaço de terra é possível encontrar flores campestres. Estas estavam num terreno junto à beira da estrada.

Espero que todas as mamãs tenham tido um dia muito feliz!

Outros posts sobre o Dia da Mãe:
- Hoje é Dia da Mãe;
- Viver o Dia da Mãe;
- Bolo para o Dia da Mãe.