segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Bolo Folhado

Há uns tempos atrás a Mónica e a Dulce publicaram a receita de um bolo folhado com um óptimo aspecto. Pensei para comigo que teria que experimentar.

Foi o bolo que levou as velas de aniversário do meu pai, em Janeiro. Ficou uma delícia e a massa folhada torna-o diferente. Para quem não sabe como se faz, até parece mais complicado de confeccionar do que na realidade é.

Ingredientes:
6 ovos
o peso dos ovos de açúcar
metade do peso dos ovos de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 placa de massa folhada (usei uma embalagem de massa folhada fresca)
Doce de ovos

1. Levar a massa folhada a cozer ao forno pré-aquecido.

2. Bater as gemas com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado.

3. Bater as claras em castelo.

4. Envolver as claras no preparado anterior alternadamente com a farinha e o fermento em pó.

5. Levar ao forno a cozer num tabuleiro untado e polvilhado com farinha.

6. Depois do bolo cozido e frio, cortá-lo longitudinalmente em dois. Colocar uma parte no prato onde irá ser servido e barrar com doce de ovos e colocar massa folhada partida, voltar a barrar. Repetir esta operação até ter terminado as camadas do bolo.

7. Barrar o bolo com doce de ovos e enfeitar a gosto. Eu usei fios de ovos e framboesas.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Salmão com batata-doce, brócolos e tomilho em papelote ...


Gosto de cozinhar lombos de salmão, como já se devem ter apercebido, por que são muito práticos e, uso com frequência o papelote como técnica de confecção. Os alimentos assim confeccionados ficam mais suculentos e cozinham-se muito rapidamente.

No dia 21 de Dezembro de 2007, a minha cunhada Cristina convidou-me para assistir a um concerto de Natal na Igreja da Graça. Como não poderia deixar de ser, o programa meteu um jantar cá em casa antes de irmos.

Quis presente-á-la com um jantar simpático e assim nasceu este prato. Forrei um recipiente (pyrex) de ir ao forno com papel de alumínio, deixando de um lado e outro papel de alumínio suficiente para depois fechar todo o preparado. Na base do recipiente e em cima do papel de alumínio coloquei papel vegetal.

Descascei e cortei duas cenouras em palitos, e coloquei-os no pyrex. De seguida, juntei raminhos de brócolos (2 a 3 cabeças de brócolos). Em volta dos brócolos juntei batata-doce descascasda. Normalmente, no supermercado escolho sempre as batatas mais pequenas. Não gosto das batatas doces muito grandes, acho-as menos saborosas e às vezes tornam-se farinhentas.

Em cima dos brócolos coloquei 4 lombos de salmão. Temperei com pimenta preta em grão, sal, raminhos de tomilho e azeite.

Fechei o papelote e levei ao forno até estar cozinhado. Como sabem o meu forno ainda é pré-histórico e não consigo controlar a temperatura.

Como gosto muito, faço este prato com frequência.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Morcela assada com ananás ...


Nas férias de verão, antes de ir para S. Miguel, Açores, a minha amiga Sandra Palma indicou-me algumas iguarias açorianas que não poderia perder. Uma delas era morcela assada com ananás.

Provei-a logo no primeiro dia que lá estive, no restaurante Alabote na Ribeira Grande. Uma delícia.

Ontem, foi a entrada do almoço de carnaval cá em casa. Comprei uma morcela de Arganil e assei-a, nos recipientes de barro próprios para o efeito com álcool.

Servi a morcela cortada às rodelas com pedaços de ananás. Acompanhei com vinho tinto, Quinta da Mimosa da Casa Ermelinda de Freitas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Comida e Civilização

Acabei de ler o livro Comida e Civilização, de como a história foi influenciada pelos gostos humanos de Carson I.A. Ritchie, traduzido por José Labaredas e editado pela Assírio & Alvim.

Este livro é um estudo sobre a alimentação e as suas consequências ao longo da história. Aqui ficam apenas alguumas das passagens que fui sublinhando:

«O que se passava na cozinha do Homem de Neanderthal é pura conjectura, mas uma hipótese sensata de aventar será a de que cozia os animais dentro das próprias peles. Depois de os esfolar, suspendia as peles nuns paus, colocava-lhes dentro pedaços de carne e água e acendia, por baixo uma fogueira. Ao fim de um certo tempo a água começava a ferver, a carne cozia, e o caldo podia ser servido aos inválidos. » p. 22

«A rolha de cortiça, originária dos montados de sobreiros portugueses, foi uma invenção da Idade Média.» p. 55

«Quando os romanos assitiam aos combates de gladiadores, era-lhes entregue uma cesta chamada sportula que continha pão, azeite, carne de porco e, em certas ocasiões vinho; produtos em quantidade suficiente que chegavam não só para os fartar durante o espectáculo como ainda sobravam para levarem para casa, onde os terminavam na companhia da família.» p. 65

«Até ao século XVI, os irlandeses continuavam a cozinhar a carne de vaca dentro da própria pele, suspensa numa fogueira ao ar livre.» p. 91

«(...) a posição de um indivíduo na Idade Média estava intimamente relacionada com a quantidade de ceias que dava e com as qualidades do seu cozinheiro.» p. 101

O livro fala-nos da introdução da batata na europa, do chocolate, das especiarias, dos produtos descobertos nas américas, do pão, do vinho, das causas da fome, etc.

Delícia rápida de gelatina e chocolate


Às sextas-feiras ao final do dia, quando chego a casa, penso sempre em fazer uma sobremesa. A sexta-feira é a véspera do fim-de-semana, já estou mais descontraída, passa na televisão a série Men in Trees que acompanho apaixonadamente e, às vezes, as noites de sexta são noites de home cinema. Tudo excelentes razões para fazer um bolinho ou outra coisa doce que possa acompanhar este programa de sexta à noite ... e ganhar uns quilinhos! :(

Na passada sexta-feira inventei uma sobremesa rápida. Necessitei de uma embalagem de gelatina de morango, uma lata de leite condensado e uma tablete de chocolate. Ingredientes nada difícies de encontrar.

Fiz a gelatina, tal como indicado nas instruções da embalagem. Apenas reduzi um pouco a quantidade de água. Usei 5 dl de água quente e 4 dl de água fria.

De seguida juntei-lhe uma lata de leite condensado. Levei ao microoondas uma tablete de chocolate e um pouquinho de leite, para o chocolate derreter.

Adicionei o chocolate derretido à mistura anterior e bati tudo com a batedeira durante uns minutos.

Coloquei o preparado numa forma e levei ao frigorífico para solidificar.

Depois de solidificada, desenformei e decorei com fruta a gosto.

Acabei por não comer a sobremesa na sexta-feira. Levei-a no sábado como sobremesa para o almoço em casa dos sogros.

Esta sobremesa fica muito agradável, com sabor a morango e chocolate. Da próxima vez, talvez não coloque a tablete de chocolate toda.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Pimentos Padrón

A minha amiga Gilda, casadinha de fresco com o Luís convidou-nos hoje para um almoço. Casa nova, recém chegada da lua-de-mel nos Açores, muitas foram as novidades partilhadas à volta da mesa.

Assim que chegámos, a mesa já estava posta e da cozinha vinha um cheirinho divinal. Depois da visita à casa, de apreciar as vistas e conversar com os outros convidados, sentamo-nos à mesa.

Para entrada, tivemos variadas coisas, mas a que mais me chamou a atenção foi os pimentos padrón. Já tinha ouvido falar destes pimentos e até, no supermercado, uma vez estive quase tentada a trazer uma embalagem. Mas acabou por não acontecer. Experimento outro dia e, depois acabei por não experimentar.

Quando vi vir da cozinha uma travessa de pimentos padrón assados manifestei logo a minha curiosidade. Dos pimentos padrón só tinha ouvido falar em fritos, mas assados também não me parecia nada má ideia. Não me fiz rogada e quis logo provar. E não é que gostei. Também comprovei o que os espanhóis dizem, que uns picam e outros não. Digo-vos, que por mais de uma vez tive a boca a arder pois, afinal tenho mãozinha para escolher os picantes. :)


Para confeccionar estes pimentos basta temperá-los com sal e levar ao forno para assarem, como podem ver na foto. Servir ainda quentinhos e acompanhar com um bom vinho.

Assim confeccionados acabam por não ter tantas calorias como na frigideira com azeite, isto apenas para quem se preocupa com estas coisas!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Bolo de maçã e canela ...


Ingredientes:
5 maçãs grandes
2 chávenas (chá) de açúcar
3/4 de chávena (chá) de óleo de milho (usei óleo vegetal)
3 ovos
2 chávenas (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sopa) de canela em pó
Açúcar e canela em pó para polvilhar

Bater no liquidificador (usei a varinha Mágica) o açúcar, o óleo, os ovos e uma maçã picadinha. À parte peneirar a farinha de trigo, o fermento e juntar à mistura que foi batida no liquidificador. Picar as maçãs restantes e adicionar à mistura. Colocar numa forma untada e polvilhada com farinha.

Por cima, polvilhar com o açúcar e a canela, cobrir com papel alumínio e levar ao forno por aproximadamente 40 minutos.

Depois de desenformar decorei com açúcar em pó e framboesas.


Fiz este bolo para usar umas maçãs que estavam na fruteira em risco de se estragarem. Existe uma enorme variedade de bolos de maçã, mas esta receita agradou-me. E o bolo fica muito saboroso.


Receita encontrada no Prato Feito.