sexta-feira, 12 de junho de 2009

4 por 6: Sardinhas assadas com legumes cozidos e salada e Folhados de nectarina e mel


Em véspera de dia de Santo António não tinha outra alternativa senão apresentar para o 4 por 6 uma proposta de sardinhas assadas. A sardinha assada é a rainha das festas que se fazem pelos bairros tradicionais da cidade de Lisboa nesta altura do ano.


Ingredientes:
1,750 kg de sardinhas (4 a 5 sardinhas por pessoa)
sal
600 g de batatas para cozer com pele
2 cenouras grandes
Alface
2 tomates
1/2 pepino
1 cebola
Azeite
Vinagre

1. Temperar as sardinhas com sal e levar a assar em brasa viva.

2. Cozer, as batatas com a pele e as cenouras descascadas e abertas em quatro, em água temperada com sal.

3. Cortar os tomates, o pepino, a cebola e a alface para uma taça. Temperar com sal, azeite e vinagre a gosto.


Servir as sardinhas assadas com os legumes cozidos e a salada de alface e tomate. Para sobremesa apresento uma sugestão de massa folhada com fruta.

Folhados de nectarina e mel


Ingredientes:
115 g de massa folhada
1 nectarina grande
Mel para pincelar

1. Cortar a nectarina ao meio e depois em fatias finas.

2. Cortar a massa folhada em 4 rectângulos.

3. Distribuir as fatias de nectarina pelos rectângulos de massa folhada.

4. Levar ao forno. Quando a massa folhada estiver ligeiramente dourada, retirar.

5. Pincelar os folhados com mel.


O mel pode ser substituído por geleia de marmelo ou até mesmo açúcar em pó.

Vamos então às contas:
Os preços indicados das sardinhas, da nectarina e da massa folhada fresca são do Feira Nova, os restantes são do Continente. Todos os preços são referentes a 10/06/2009.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Salmão no forno com alho, limão e estragão

Na terça-feira cheguei a casa e tinha pensado em fazer uma receita de salmão no forno que já tinha seleccionado. Mas como estava meio adoentada e ia jantar sozinha, acabei por fazer uma receita de improviso.

Coloquei quatro lombos de salmão num tabuleiro de forno. Temperei com sal, pimenta branca, sumo de um limão, três dentes de alho picados e um raminho de estragão fresco picado. Reguei com azeite e levei ao forno a assar.

Servi o salmão com massa esparguete cozida com ervilhas.

O salmão ficou muito saboroso. O estragão deu-lhe um toque especial.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Brownie de chocolate e avelãs

No último Natal recebi de presente da Suzana um livro intitulado Exceptional Cakes de Dan Lepard & Richard Whittington. Por várias vezes o abri e me deliciei com as receitas e as fotos. No passado domingo resolvi passar da teoria à prática. O bolo escolhido a confeccionar foi um Brownie de chocolate e avelãs.
Escolhi este bolo por dois motivos. Um pelo aspecto apetitoso que a fotografia do livro mostrava e o outro, relacionado com questões práticas, foi para dar uso a duas tabletes de chocolate que trouxe de Itália.


Ingredientes:
120 g de manteiga sem sal
250 g de açúcar amarelo
2 ovos
1 gema
210 g de chocolate derretido em banho maria
4 colheres de sopa de café
1 colher de sopa de rum
165 g de farinha com fermento
uma pitada de sal
35 g de avelãs inteiras
açúcar em pó para polvilhar
manteiga e farinha para a forma

1. Bater a manteiga com o açúcar muito bem.

2. Adicionar os ovos um a um e, por fim, a gema, batendo muito bem entre cada adição.

3. Adicionar o chocolate derretido, o rum, o café. Mexer bem.

4. Adicionar a farinha e o sal. Mexer.

5. Colocar a massa num tabuleiro de forno untado com margarina e polvilhado de farinha. Colocar as avelãs na massa pressionado um pouco de modo a que as avelãs fiquem dentro da massa.

6. Levar ao forno a cozer durante 20 a 25 minutos a 180ºC ou picar com um palito o centro da massa para verificar a cozedura. O bolo estará cozido quando o palito sair seco.

A indicação da temperatura e o tempo de cozedura são os referidos no livro. Cá em casa o meu forno não me permite controlar de forma eficaz a temperatura e como tal, tenho sempre algumas dificuldades em referir e indicar tempos e temperaturas. No entanto, aconselho a não deixar cozer demais o brownie. Este bolo é bom ligeiramente húmido. Demasiado cozido fica seco.

Fiz o bolo directamente num tabuleiro mas é mais fácil para desenformar se forrarem a forma com papel vegetal.


O bolo ficou uma delícia. Daquelas delícias que se comem mesmo sem vontade, só pelo prazer de saborear. Foi servido como sobremesa no almoço de domingo com os meus sogros.

domingo, 7 de junho de 2009

Flores, frutos e legumes

Quando vou a Santarém é quase certo ir espreitar as hortas e as árvores de fruto. Começo pelo quintal dos meus pais. Gosto de ver o que semearam, o que está a crescer e o que já está a dar fruto. Depois aventuro-me pelos quintais de dois vizinhos mesmo ali ao lado. Quando vejo alguma coisa que acho interessante, perco a vergonha e chego mesmo a entrar.

O Ricardo também me costuma acompanhar nestas aventuras. Fotografamos tudo o que achamos bonito ou curioso. Os frutos. As flores. Os malmequeres. Os legumes a crescer. Quem nos encontra até acha piada e ri-se.

Pêra.

Folha e um pequeno pepino.

Figos.

Nesta altura do ano encontrei pronto a colher feijão verde, cebolas, courgettes, alfaces e pêssegos. Não resisti aos encantos de uma nespereira. Comi uma mão cheia de nêsperas madurinhas, doces, que eu própria apanhei. Souberam tão bem!

As nêsperas são a única fruta que me recuso a comprar nos supermercados. Não gosto. Acho que não têm sabor. Houve alturas em que até cheguei a comprar, mas acabei sempre por me arrepender, por achar que a qualidade não justifica. A pele dura, muita água e nenhum sabor, na minha opinião.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Carne de porco assada no forno com canela e alecrim

Tenho cozinhado muito pouco cá em casa, ultimamente. Apesar de se terem acabado as minhas saídas em trabalho e de aos fins-de-semana visitar os meus pais para dar algum apoio à minha mãe, a razão que me leva a cozinhar menos nestes dias é a iniciativa Lisboa Restaurant Week.

Esta iniciativa promove os chamados restaurantes de luxo com a particularidade de estarem a preço de saldo. Ou seja, uma refeição nalguns dos melhores restaurantes de Lisboa por 20 euros (19 euros + 1 euro para ajuda social) sem incluir as bebibas e cafés. A iniciativa decorreu de 21 a 30 de Maio mas, entretanto foi prolongada até 4 de Junho, o que me permitiu aceitar os convites dos meus amigos Sandra e Nuno e, assim encher a minha agenda de jantares gourmet.

A nossa participação na iniciativa começou no restaurante Spot São Luiz, passou pelo italiano Gemelli, Cop3, hoje irei à Casa da Comida, na quinta-feira ao XL e na sexta ao Suite - Food and Dance.

Os poucos cozinhados que tenho feito têm sido de carne. Ontem para o jantar fiz carne assada no forno inspirada numa receita tradicional da ilha da Madeira que encontrei no livro de Maria de Lourdes Modesto - A Cozinha Tradicional Portuguesa.

Num recipiente misturei uma pitada de sal, 2 piripiris secos picados, agulhas de alecrim seco, 3 cravinhos, pimenta acabada de moer e uma folha de louro partida. Com esta mistura esfreguei a carne e de seguida reguei-a com vinho branco. Adicionei à mistura um pau de canela. Deixei a marinar de um dia para o outro, entretanto virei e piquei a carne pelo menos duas vezes durante este período.

Num tabuleiro coloquei uma cebola e três cenouras cortadas às rodelas, uma cabeça de nabo e um chuchu cortados em cubos, azeitonas pretas às rodelas e dois tomates maduros sem peles nem sementes cortados aos pedaços. Coloquei a carne em cima desta cama de legumes, reguei com a marinada e, por fim, com azeite. Levei ao forno.

Acompanhei este jantar com uma cerveja bem fresquinha.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Carne de vaca com tomate, vinho e ervilhas

Da minha última viagem a Itália trouxe um livro intitulado Step by Step How To Cook Italian. Um livro muito interessante sobre a cozinha italiana. Para além de receitas, apresenta vários dos produtos típicos da cozinha italiana, desde as ervas, queijos, enchidos, pasta, etc. As receitas estão documentadas com várias imagens para ajudar a entender o processo de confecção.

Deste livro houve uma receita que me deixou logo com água na boca. A receita mostra uma carne de vitela com um molho espesso e umas batatinhas novas a pedir que as comam. Como tinha cá em casa ervilhas frescas e batatas novas achei que estava na altura de experimentar a receita que me deixou a salivar.

Cortei 700 g de carne de vaca em cubos e temperei com sal. Misturei quatro colheres de sopa de farinha com um pouco de pimenta acabada de moer e as folhinhas de três hastes de tomilho Passei a carne na farinha. De seguida, coloquei 1 dl de azeite num tacho e levei ao lume. Assim que aqueceu, adicionei a carne e deixei fritar. Depois da carne frita, retirei-a do tacho e coloquei-a num recipiente de forno com tampa.

No tacho onde fritei a carne, adicionei uma cebola picada e com a colher de pau mexi de modo a limpar os sedimentos que ficaram presos. De seguida juntei 1,5 dl de vinho tinto, três tomates pequenos limpos de peles e sementes, três dentes de alho picados, um cubo de caldo de carne, 1 dl de polpa de tomate e 2 dl de água. Deixei cozinhar uns minutos em lume brando.

Reguei a carne com o molho de tomate e vinho tinto. Tampei a caçarola e levei ao forno. Entretanto descasquei um saco com ervilhas frescas que rendeu uns trezentos gramas. Abri o forno e juntei as ervilhas à carne. Deixei mais um pouco no forno e servi com batatas novas cozidas com a pele.

A carne ficou muito boa. Correspondeu às minhas expectativas, apesar de ter feito algumas alterações à receita original, e serviu de almoço num destes domingos em que fiquei em casa.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sopa de rúcula com esparguete e ervilhas

Ultimamente quando visito os meus pais tenho sido responsável por fazer uma sopa para o jantar, tal como costumava pedir à minha mãe, mas desde que ela partiu um pé e enquanto não recuperar está impossibilitada de o fazer.

Uma das sopas que fiz foi uma versão desta pois, como o Ricardo e eu tínhamos gostado muito, achámos que seria uma boa opção e não nos enganámos. Nesta versão acrescentei massa esparguete e ervilhas.


Ingredientes:
1 cebola grande
3 batatas médias
3 alhos-franceses (apenas a parte branca)
3 cabeças de nabo
3 L de água
sal
azeite
3 cenouras
folhas de rúcula
massa esparguete
ervilhas

1. Numa panela colocar a cebola, as batatas, os alhos franceses e as cabeças de nabo tudo cortado aos pedaços. Adicionar a água, temperar de sal e levar ao lume.

2. Depois dos legumes cozidos, triturar com a varinha mágica.

3. Levar novamente ao lume e quando levantar fervura adicionar as cenouras cortadas às rodelas, esparguete cortado, duas mãos cheias de ervilhas e folhas de rúcula. Regar com um fio de azeite e deixar acabar de cozinhar.

Depois de fazer a sopa em casa dos meus pais já a voltei a fazer cá em casa. Ontem, quando os visitei voltei a "inventar" outra, mas essa fica para outra ocasião.