quarta-feira, 10 de março de 2010

Lisboa Restaurant Week III edição - restaurantes Spot Lx, Il Gattopardo e Faz Figura


Na quarta-feira, dia 3 de Março, o restaurante escolhido foi o Spot Lisboa. Nas edições do Lisboa Restaurant Week já passei pelo Spot S. Luiz, onde jantei, fui bem servida e gostei e, também já visitei o Suite Food and Dance e não apreciei mesmo nada o conceito. Voltar ao Casino de Lisboa foi assim um risco.

Para entrada escolhi folhado de morcela com chutney de ananás assado e salada. Razoável, mas não surpreendente. Só quando voltei a consultar a ementa é que me apercebi que o folhado era com chutney de ananás. Devem-se ter esquecido de o colocar no meu folhado ou o sabor era tão ligeiro que nem me apercebi. O Ricardo optou pelo creme de castanhas com ragout de cogumelos, que estava bastante bom.

Para prato principal optei pelo peixe do dia panado sobre risotto de espargos verdes e compota de tomate e cebola. O risotto ficou aquém das expectativas. Chegou à mesa sem a cremosidade de um risotto. Já por outro lado, o naco de porco assado à moda da Bairrada sobre puré de batata e aipo com maçã verde me pareceu uma opção bem mais interessante. O naco era mesmo um naco e estava tenro, suculento, muito agradável.

No Spot Lisboa, foram as sobremesas que nos surpreenderam. Eu optei pela tarte de maçã caramelizada com gelado de baunilha e o Ricardo escolheu a mousse de caramelo com bolacha Maria e chantilly de chocolate. Ambas muito agradáveis.

Acompanhámos a refeição com um vinho tinto Monte da Peceguina de 2008.

O Spot Lisboa revelou-se um restaurante com um ambiente frio, um serviço lento e desatento. O que nos salvou foi a conversa e a boa disposição com que a Carlota nos brindou durante todo o jantar.

O quarto restaurante que visitámos, quinta-feira dia 4 de Março, foi Il Gattopardo no hotel Dom Pedro. Apesar dos chuviscos, antes mesmo de entrarmos no restaurante damos conta de um paparazzo que por ali andava de máquina fotográfica em riste. Entrámos no hotel e não encontrámos nenhuma vedeta ou personalidade famosa, rimos sobre a situação e, assim que chegámos ao restaurante, acabámos por esquecer o assunto.

A nossa refeição começou com o couvert: azeite e um cesto de pãezinhos variados. O menu para a iniciativa Lisboa Restaurant Week era fixo.

Começámos com gratinado de beringelas com tomate, manjericão e mozzarella, acompanhado de foccacia agridoce de açafrão. Maravilhoso. Servido com tomates secos e folhas de manjericão estaladiças.

O prato principal foi risotto com espargos e camarão. Cremoso. Perfeito.

À sobremesa foi servida tarte de amêndoa e mel de alecrim acompanhada com parfait de maracujá. Saboroso. A destacar o crocante da amêndoa.

O vinho escolhido foi o tinto Post Scriptum de 2007.

Il Gattopardo destaca-se pelo serviço irrepreensível, pelo espaço elegante e confortável.

Durante o jantar apercebemo-nos da chegada de um grupo, que dada a localização da nossa mesa acabou por passar por nós mais do que uma vez. Pessoal da bola, dizia a minha amiga Sandra. Mas no sábado, ao ver televisão apercebi-me por quem o paparazzo esperava. Jesus Luz, o jovem namorado da estrela pop, Madonna. E nós a pensar que era para a cobertura do nosso jantar! ;)

Sexta-feira, o nosso último dia da iniciativa e dia de aniversário da Sandra. O local escolhido foi o restaurante Faz Figura. Do local onde estacionámos o carro até ao restaurante não eram mais do que 200 metros. Chovia torrencialmente. Aguardámos um pouco no carro e quando abrandou metemo-nos ao caminho debaixo do único guarda-chuva que tínhamos. Assim que nos pusemos a andar começou a chover copiosamente. Entre voltar para trás e prosseguir, resolvemos continuar. A rua transformou-se num mar de água. O que é certo é que chegámos ao restaurante encharcados. A caixa com o brownie que fiz de presente para a Sandra e que segurei nas mãos todo o caminho, chegou com o laçarote destruído.

Depois da intempérie soube bem chegar ao Faz Figura, onde amavelmente nos receberam e nos ajudaram.

Já sentados na mesa, enquanto esperávamos pela aniversariante e pela nossa amiga Joana, fomo-nos entretendo com pão e azeitonas temperadas com laranja.

Para entrada escolhi folhado de queijo da serra com mel e alecrim servido com salada de folhas. O Ricardo escolheu rosti de alheira com maçã, Moscatel e cebola roxa.

Para prato principal optei pela perna de cordeiro de leite assada com espumante e Grand Marnier, servida com batatas. Tenra. Saborosa e com aromas de especiarias (sementes de cominhos, caril). O Ricardo escolheu o bacalhau assado com migas de broa e couve e molho de feijão Catarino. Magnífico. Gostei da recriação e sofisticação dada a alguns pratos tradicionais da cozinha portuguesa.

Para sobremesa, deliciei-me com um pudim Abade de Priscos com molho de Abacaxi e ainda provei o crumble de pêra com gelado de canela e mel, escolha do Ricardo.

O vinho escolhido foi Casa Ermelinda Freitas Syrah de 2007.

O Faz Figura é um restaurante com um espaço muito agradável, com uma excelente vista sobre o rio Tejo e com uma interessante oferta de cozinha portuguesa contemporânea.

E com o Faz Figura, chegou ao fim mais uma participação na iniciativa Lisboa Restaurant Week. Aguardamos, expectantes, a IV edição.

terça-feira, 9 de março de 2010

Lisboa Restaurant Week III edição - restaurantes Petra Rio e Quinta dos Frades


De 24 de Fevereiro a 6 de Março de 2010, decorreu a terceira edição da iniciativa Lisboa Restaurant Week, a que mais uma vez aderi, juntamente com os amigos de sempre, Nuno e Sandra. Para além do grupo habitual, desta vez, procurámos juntar mais amigos a esta iniciativa ao longo dos cinco dias em que participámos. O critério que presidiu à escolha dos restaurantes foi a possibilidade de visitarmos locais que nenhum de nós conhecesse.

O primeiro restaurante da semana, foi o Petra Rio e tivemos connosco a alegre companhia da Isabel Pipoka e do seu marido Luís. Depois de uma volta para encontrarmos a entrada, eis que nos deparámos com um espaço agradável, marcado por mesas e cadeiras diferentes e um grande sofá roxo. O restaurante é marcado pelas paredes envidraçadas que durante o dia devem encher a sala de luz. Para além da sala de refeições, o restaurante possui também uma esplanada.

Depois de nos sentarmos à mesa, começámos a nossa refeição com um shot de aipo e beterraba, um vinho rosé Defesa e uma entradinha de chouriço e morcela com pão.

Do menu disponível para o Lisboa Restaurant Week, escolhi para entrada trouxa de Chévre com doce de figo, que estava óptima e provei a mousse de salmão fumado com misto de alfaces, croutons de ervas aromáticas e passas de uva para dar contraste.

Para prato principal escolhi folhado aberto de perdiz com cogumelos pleurotes e paris servido com salada de verdes. O Ricardo escolheu Lombos de pregado com sabores da terra e meia desfeita de batata e grelo, que também tive a oportunidade de provar.

Para sobremesa escolhi pudim de especiarias com shot de morango. O que me levou a optar pelo pudim foram as especiarias. Estava à espera de um sabor acentuado e especial, mas afinal revelou-se um pudim de ovos com especiarias é certo (estrelas de anis, cabeças de cravinho ...), que apesar de agradável fugiu às minhas expectativas. A sopa de chocolate quente com gelado de noz era a outra opção, mas que acabou por ser servida com gelado de menta, o que não me encantou.

A refeição foi acompanhada de um vinho tinto D. Rafael.

Reparei que os pratos do couvert e da sobremesa eram de vidro de cores fortes (preto, azuis ...) ao contrário dos das entradas e prato principal, que eram brancos. Gostei deste conceito, que no fundo combina com espírito moderno do restaurante. Apesar de uma ou outra preferência, a comida estava bem servida e nota-se que todo o restaurante assenta num trabalho sério. A nota menos positiva vai para a música e para os ecrãs com a emissão de dois canais de TV, que não criaram ambiente.

Na terça-feira o restaurante escolhido foi Quinta dos Frades e ia cheia de expectativas. Confesso que, em casa quando consultei o menu fiquei um pouco apreensiva, não gosto que os restaurantes fechem as opções, especialmente dos pratos principais, o que era o caso.

Começámos a nossa refeição com pasta de azeitona preta decorada com pimenta vermelha e pão. Para entrada escolhi Camembert "President" brûlé com coulis de marmelo, servido com folhas verdes e pimenta vermelha. Uma delícia. O Ricardo escolheu a sopa de tomate, pimento grelhado e gorgonzola e não se arrependeu.

O prato principal foi peito de pato "Entre Colómbia e Panamá", delicioso, mas que nos deixou a boca em fogo.

Nas sobremesas optei pela Índia Ristretto Cheesecake e o Ricardo pela chocoClove mousse.

O que posso dizer do restaurante Quinta dos Frades? Digo que foi uma das melhores experiências desta terceira edição do Lisboa Restaurant Week para mim. A comida estava com uma excelente apresentação. Os pratos surpreenderam pela sofisticação e pela mistura de sabores. Nota-se a presença de Chakall na construção dos menus e no uso das especiarias. Acho que só temos ganho com a presença deste argentino giraço entre nós.

Quinta dos Frades revelou-se um espaço fashion, agradável, cheio de bom gosto e elegante. A música de fundo ajudou a reforçar o bom ambiente. Fiquei com vontade de voltar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

4 por 6: Salada de batata com ovo e atum

Esta semana tem sido especial no que diz respeito à cozinha e aos meus cozinhados. Devido à iniciativa Lisboa Restaurant Week não tenho cozinhado, à excepção desta salada de batata, atum e ovo que fiz para o projecto 4 por 6. Uma salada revela-se sempre uma excelente opção para alturas em que temos menos tempo.

Ingredientes:
400 g de batatas
4 ovos cozidos
0,180 g de ervilhas cozidas
1/2 pimento vermelho assado
70 g de azeitonas pretas
3 folhas de alface
80 g de tomate cereja
2 latas de filetes de atum
azeite
pimenta
sal

1. Cozer as batatas em água e sal.

2. Cortar as batatas em quatro, os ovos às rodelas, o pimento em tirinhas e os tomates cereja ao meio.

3. Escorrer o atum.

4. Misturar os ingredientes numa taça.

5. Temperar a salada com azeite, pimenta e sal a gosto.

Esta saladinha, foi hoje o meu almoço.

Vamos então às contas:

quinta-feira, 4 de março de 2010

Maranhos

Os maranhos são uma especialidade da cozinha portuguesa da região da Beira, que consiste em bucho recheado com carnes e arroz. Para saber mais sobre esta iguaria, aconselho a descoberta deste link, um trabalho inserido no projecto Os Gestos dos Sabores da Associação As Idades dos Sabores.

Os meus sogros trouxeram-me de Cernache de Bonjardim um maranho, que preparei segundo as indicações que lhe deram aquando da compra. Cozi o maranho em água temperada com sal e um ramo de hortelã durante pouco mais de 1 hora.

Servi cortado às fatias e a acompanhar, grelos cozidos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

76º aniversário ...

No sábado passado o meu sogro festejou o seu aniversário. Claro está que foi motivo de festa, à semelhança do aniversário anterior. A família foi mobilizada e preparou um almoço surpresa.

O Ricardo ficou responsável pela mesa.

Para iniciar o almoço, o Hugo preparou na Bimby uma interessante sopa de alho-francês, servida com cebolinho picado.

Eu ocupei-me do prato principal. Bacalhau com couve lombarda e broa de milho.

O Hugo fez para sobremesa pudinzinhos flan. Estavam uma delícia.

Na hora do café houve quem preferisse um tristino, especialidade do cunhadinho Hugo, que se anda a revelar um cozinheiro de primeira.


No final, com a voz afinada, cantámos os parabéns ao aniversariante. 76 anos é uma idade muito interessante. Que conte muitos mais, de preferência com muitas alegrias em família.

O bolo escolhido foi o de iogurte com limão e sementes de papoila, aqui disfarçado com uma cobertura de chocolate e leite condensado, que não recomendo, pois o sabor do chocolate sobrepõe-se ao sabor suave do bolo. Claro está, que ninguém se queixou e pouco sobrou do bolo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Lanche em casa da Tangerina

Para comemorar o primeiro aniversário do Tangerina Aderente, a Carlota organizou um lanche de fim de tarde com as amigas Suzana, Isabel e eu. Quando cheguei, a mesa já estava posta e muito bem composta, demonstrando bom gosto.

A mesa encheu-se de deliciosas iguarias. Compotas, palmiers ...

A Suzana brindou-nos com uns magníficos brioches.

A Carlota fez palmiers e um delicioso pão de especiarias. Espero descobrir a receita quando a nossa querida Tangerina publicar o post sobre o nosso lanchinho.

Eu levei o bolo de iogurte e limão com sementes de papoila.

A Pipoka brindou-nos com uma mousse de lemon curd.

Para acompanhar o nosso lanche, escolhemos chás.

Foi uma das tardes de domingo mais divertidas dos últimos tempos. Cheia de boa conversa, risos e muito, muito boa disposição. Adorei.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Às vezes basta um simples pretexto ...

Para fazermos pizas não é preciso grandes argumentos ou discursos complicados, na grande maioria das vezes basta um simples pretexto e já estamos a combinar mais uma jantarada com amigos à volta das pizas.

Para fazerem pizas connosco, na sexta-feira, tivemos cá em casa o meu cunhado Hugo e a Cláudia. O Hugo na altura que o projecto Pizas à Quinta decorreu não estava no país e não pôde participar. Mas o que é prometido é devido, finalmente conseguimos marcar uma data e colocar este maravilhoso casalinho na cozinha, com as mãos na massa.

O Hugo optou por uma pizza sem molho de tomate. Colocou salmão fumado, tirinhas de bacon fumado, cogumelos frescos, cebola, ananás e queijo parmigiano reggiano ralado. Uma combinação que resultou muito bem. Para esta piza o Hugo escolheu o nome Simples Pretexto, nome inspirado no seu novo projecto.

Com as sobras de salmão fumado, resolvi fazer uma pequena entrada, que vi num post do blogue Three Fat Ladies e que me deixou muito curiosa, mas que nem fui consultar. Agora, ao escrever este texto é que vi que me faltaram ingredientes. Nuns palitos coloquei uma alcaparra, salmão fumado e outra alcaparra. Repeti a operação até terminar o salmão. Ficou muito agradável, especialmente para quem está familiarizado com o sabor intenso das alcaparras. Mas como é referido na receita original, ainda deve ficar bem melhor. A repetir.


A Cláudia optou por fazer uma piza, diferente da outra participação, mas com alguns ingredientes em comum, dos quais ela adora em pizas. Na base de molho de tomate, colocou atum, pimento verde cortado em cubinhos, cogumelos laminados, ananás e queijo parmigiano reggiano ralado. O nome escolhido para esta pizza foi Pangaluna, palavra usada na zona saloia e que se refere a alguém ingénuo e apaixonado, em homenagem a um projecto muito engraçado que nasceu há poucos dias, uma loja online.


Eu e o Ricardo ficámos responsáveis por uma piza. Também decidi não usar molho de tomate. Coloquei na base da massa queijo mozzarella ralado, rodelas finas de beringela, cogumelos laminados, rodelas de paio de porco preto, talo de aipo cortado, queijo mozzarella ralado, alcaparras e por fim, queijo parmigiano reggiano ralado. Antes de entrar no forno reguei com um fio de azeite.

A pizza foi servida com lâminada de queijo parmigiano reggiano 30 meses.

Acompanhámos as pizas com uma salada de alface, tomate cereja e aipo, temperada individualmente com azeite e/ou vinagre balsâmico.


Para sobremesa, servi laranja, descascada e cortada em meias rodelas, polvilhada com canela.

E assim se passou mais um encontro à volta das pizas com muito boa disposição.