sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Peixe com massa couscous e pesto

Um destes dias pensei em fazer peixe grelhado para o jantar. O meu pai, de vez em quando, vai à pesca, com uns amigos, para a Nazaré e reparte quase sempre o que apanha comigo e com o meu irmão.

Adoro saber o que pesca, que tipo de peixes traz e assim tenho aprendido a reconhecer algumas espécies.

Como tinha recebido uns peixinhos achei que poderia fazê-los grelhados para o jantar, mas, ao final do dia, quando cheguei a casa e falei com o Ricardo, o homem dos grelhados no carvão, a ideia caiu por terra. Não me apetecia fazer assados no forno, até porque ia demorar, e resolvi fazer algo mais rápido e sem seguir nenhuma receita.

Comecei por colocar a massinha couscous a cozer. Entretanto, fui ao quintal e apanhei um bom ramo de manjericão. Separei as folhas do manjericão e coloquei-as num copo. Adicionei um dente de alho, queijo parmesão ralado, duas mãos cheias de pinhões tostados e azeite. Triturei tudo.

Depois da massa cozida, escorri e envolvi com o pesto.

Tirei os lombos ao peixe. Coloquei um pedaço de manteiga de cebolinho numa frigideira, assim que derreteu coloquei os lombos do peixe e deixei alourar uns minutos de cada lado.

Servi o peixe com a massa e uma salada de tomate.

O peixe ficou muito agradável e a massa com pesto fica óptima. Um jantar que nasceu do improviso mas que adorámos.

Com o que sobrou do peixe, a espinha e a cabeça, fiz um caldo que aproveitei para fazer um arroz. Encontra-se facilmente pesto à venda, mas, sempre que posso, prefiro o caseiro, pois é muito mais saboroso.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Risotto de beterraba com camarão e manjericão

Não me lembro de começar a gostar de beterraba. Sei que sempre gostei da cor. Vermelho quase sangue, forte, vivo, intenso. Aprende-se a gostar de beterraba. Eu comecei por comê-la cozida e conservada em vinagre. Depois pouco a pouco fui-me aventurando noutras receitas. Assada, em saladas, crua, em sumos e cozida em sopas.

Conheço algumas pessoas que não apreciam, aquilo que me dizem é que sabe muito a terra. Acham o sabor muito intenso, muito próximo das raízes, da terra. Curioso, não é?

Sei que desde que descobri os benefícios da beterraba - particularmente rica em ferro e quando ingerida crua é um potente antioxidante - que a tenho procurado incluir mais regularmente na minha dieta. Quem não acha muita piada é o meu pai, que nestes últimos dois anos tem vindo a ser "aconselhado" a cultivar um pequeno canteiro de beterrabas. ;) Em Agosto começaram a chegar em força à minha cozinha.


Ingredientes:
1 cebola picada
0,5 dl de azeite
2 beterrabas (aprox. 350 g)
300 g de arroz para risotto
1 dl de vinho branco
1,3 dl de caldo de peixe ou água (aproximadamente)
330 g de miolo de camarão (20/40)
1 colher de sopa de manteiga
1 ramo de folhas de manjericão picadas
queijo parmesão ralado para polvilhar

1. Refogar a cebola no azeite. Acrescentar o arroz e deixar fritar um pouco. Refrescar com o vinho branco.

2. Adicionar as beterrabas previamente descascadas e raladas.

3. Ir adicionando pouco a pouco o caldo de modo a que o arroz vá cozendo, em lume brando.

4. Uns minutinhos antes de o arroz estar cozido, adicionar os camarões.

5. Retirar do lume, adicionar uma colher de sopa de manteiga e as folhas de manjericão picadas. Mexer e servir polvilhado com queijo parmesão ralado.

Aconselho a colocar os camarões uns minutos antes do arroz estar cozido para que o camarão fique suculento. Quando fica demasiado cozido, na minha opinião, fica ligeiramente seco e perde sabor.

O uso de caldo nesta receita é fundamental, pois ajuda a dar sabor. Eu já fiz esta receita com caldo de carne e ficou também muito agradável.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bolo de chocolate com mascarpone


O último livro que li foi Os Ingredientes do Amor de Nicky Pellegrino, uma autora que descobri pela mão de uma colega que leu o livro nas férias e simpaticamente achou que eu ia gostar.

O livro é uma história escrita a duas vozes, a de Alice e a de Babetta. Alice é uma jovem que pretende aproveitar tudo o que a vida lhe pode proporcionar, mas acaba por se resignar às circunstâncias e optar pelas soluções mais fáceis. Babetta é a responsável pela manutenção dos jardins da Villa Rosa, em Itália, onde Alice irá passar as férias de Verão com uma amiga e aprender a cozinhar no restaurante da família do chef para quem trabalha, em Inglaterra.

Alice procura ter uma carreira no mundo da restauração, passa por vários restaurantes, mas acaba por perceber que ser chef não é o que quer fazer na vida. Com Babetta, na Villa Rosa, cuida de uma pequena horta, onde cultivam diversos legumes, aprende a valorizar o que a terra dá e descobre que é isso que quer fazer na vida. Ao longo do livro, ficamos com imensa vontade de ir para a cozinha e confeccionar algo reconfortante e apetitoso, pois o livro é principalmente uma história de afectos, com muitas referências à cozinha italiana.

Para acompanhar a leitura, nada melhor que um bolo de chocolate com um saborzinho a Itália.

Ingredientes:
250 g de queijo mascarpone
200 g de chocolate preto em tablete
200 g de açúcar amarelo
70 g de manteiga
100 g de farinha com fermento
1 colher (café) de café em pó solúvel
5 ovos


1. Bater em creme o açúcar amarelo com as gemas, juntar o queijo e mexer bem.

2. Adicionar o chocolate derretido com a manteiga.

3. Adicionar a farinha e o café ao preparado anterior.

4. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal até ficarem bem firmes. Envolver no preparado anterior.

5. Colocar a massa numa forma untada e polvilhada e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 40 minutos.


O bolo fica macio, ligeiramente húmido, muito bom. Come-se mesmo sem vontade. A referência à temperatura do forno e à duração do tempo de cozedura é da receita original, publicada pelos açúcares Sidul.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Meloa com paio york


Num domingo do mês de Agosto convidei os meus amigos Sandra e Nuno para um almoço de churrasco no quintal. As previsões da temperatura para esse dia apontavam para um dia especialmente quente. A minha amiga Sandra até me telefonou, na véspera, para em vez de almoço fazermos um lanche ajantarado para não apanharmos tanto calor. Mas essa não foi uma opção e os planos do almoço avançaram.

Nesse dia e sempre que grelhados, colocámos a mesa no quintal e reforçámos a sombra colocando um pano em cima dos chapéus de sol. Para ajudar a refrescar, resolvi fazer uma entrada bem fresquinha, meloa com paio york, ideia que vi numa revista de culinária portuguesa.

Ingredientes:
Meloa bem fresca
Paio york fatiado
Palitos


1. Cortar a meloa ao meio. Retirar as sementes e cortar, com um boleador, a meloa em forma de bolinhas.

2. Cortar o paio em tiras.

3. Fazer palitos com uma bola de meloa, uma tira de paio e terminar com uma bola de bola.

4. Colocar os diversos palitos num prato e servir bem fresquinho.


Esta é uma entradinha que funciona muito bem fresca e é uma excelente alternativa à tão conhecida combinação de melão com presunto.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Salada de melancia com queijo feta e sementes de papoila

Este verão ofereceram-me duas melancias. Uma levei para comer com a família nos dias que passei em Santa Luzia, no Algarve. A outra ficou à espera de destino na minha cozinha. Quando voltei, transformei parte da melancia em sumo, comemos umas fatias num dia à noite e ainda sobrou para fazer uma salada.

A melancia fresquinha sabe bem, com a polpa vermelhinha e refrescante, mas eu não sou uma grande fã. Aceitei estas melancias com vontade de contrariar esta minha tendência de ligar muito pouco a este fruto e até fazer umas receitas como, por exemplo um granizado. Houve alturas, já há uns bons anos, em que o meu sogro Joaquim fazia questão que eu comesse melancia. Sempre que ia lá a casa jantar mais coisa menos coisa havia melancia. Como a confiança ainda era pouca e já que toda a gente sentada à mesa comia melancia, eu assim fazia. De vez em quando lá dizia: "uma fatia fininha, chega!". Eu própria não percebo muito bem porque nunca penso em comer ou comprar melancia. Em casa dos meus pais sempre me lembro de haver melancia e ai de quem se atrevesse a comer o coração ou castelo sem o repartir!

Quando os meus sogros souberam que eu não era grande fã de melancia, fartaram-se de rir e desde essa altura brincam sempre comigo, especialmente quando há melancia para a sobremesa. A brincadeira teve tais proporções que num ano tive direito a um bolo algarvio em forma de fatia de melancia. :)


Ingredientes:
1 fatia de melancia limpa de casca e sementes cortada aos cubos
1/2 pepino cortado
70 g de azeitonas pretas às rodelas
150 g de queijo feta cortado em cubos
1 raminho de hortelã picado finamente
1 raminho de salsa picado
pimenta q.b.
sumo de 1 lima
1 colher de sopa de sementes de papoila
2 colheres de sopa de azeite

1. Misturar o sumo de lima com o azeite, a pimenta e as sementes de papoila.

2. Numa taça colocar os restantes ingredientes. Adicionar o molho, mexer e servir.


A salada fica muito agradável, especialmente se a melancia estiver bem fresca. Nesta receita a hortelã é fundamental, combina muito bem com a melancia. A receita é do blogue Food Stories.

sábado, 11 de setembro de 2010

Reencontro com amigos

Todos os anos no dia um de Janeiro costumo elaborar uma lista de coisas que gostaria de fazer nesse ano. Um dos tópicos que tenho colocado é visitar amigos queridos que já não vejo há algum tempo. Amigos que pelas circunstâncias da vida acabamos por não conviver como gostaríamos.

No passado mês de Agosto fui visitar um casal de amigos, a São e o Nuno que já não via há aproximadamente seis anos. A última vez que os visitei foi em Castro Verde, quando o seu filho nasceu. Agora voltei a visitá-los na sua casa na Chamusca e já com o Nuno Júnior bem crescido. A São é uma amiga de quem só guardo boas recordações, muito alegre e conversadora. Dividi casa com ela nos nossos tempos de faculdade. Foram anos muito bem dispostos e cheios de estórias para contar. Ainda me lembro de algumas tardes de Inverno que passávamos na conversa. Como fazia frio, ligávamos um aquecedor a gás que tínhamos e ali ficávamos. Ora conversávamos, ora tentávamos jogar GP3 (mas sem grande sucesso!), Tetris, Bubble Bobble, etc. Numa das vezes colocámos o aquecedor muito perto de uma das portas, quando reparámos, a porta aqueceu tanto que já estava ligeiramente castanha! Uma outra vez, o Ricardo questionou-se sobre quem é que teríamos lá em casa pois, contou-nos ele mais tarde, só ouvia risos e muita conversa. Quem seriam os convidados? Para sua surpresa, éramos apenas nós as duas! :) Muitos também foram os almoços e jantares feitos naqueles anos. Uma dos convidados habituais lá de casa, era um outro colega, o Custódio David, que a São também convidou para este encontro.

Desta vez, antes de nos sentarmos à mesa começámos por petiscar um queijo da Murta, paiola alentejana e vinho Moscatel.

A São para o almoço fez um bacalhau com maionese que estava muito saboroso. Num tabuleiro colocou uma boa camada de cebola cortada às rodelas. Em cima, dispôs as postas de bacalhau barradas com maionese. Regou com um bom fio de azeite e levou ao forno. Serviu o bacalhau com puré de batata e uma salada de alface.

Para sobremesa brindou-nos com uma mousse de chocolate.

Depois de almoçar e de algumas garrafas de vinho verde, foi difícil sair da mesa e até acompanhar o ritmo do pessoal da Chamusca no que toca à bebida. ;) A vontade de conversar era desenfreada, queríamos saber coisas uns dos outros e de outros colegas que nos acompanharam nos tempos da faculdade. Nesse dia, acabámos por marcar um outro encontro.

Na semana seguinte, encontrámo-nos em Óbidos, que já visitei este ano, depois de um café numa esplanada à entrada da vila e de decidirmos ir visitar o jardim Buddha Eden, achámos que para passear o melhor era carregar as baterias, por isso e por sugestão do David, resolvemos ir até Nadrupe e almoçar no restaurante Aldeia Velha. Achei imensa piada ao nome Nadrupe, nunca tinha ouvido falar e inicialmente nem sabia dizer muito bem. Pelo caminho encontrámos outras localidades com nomes muito engraçados como Papagovas.

O almoço no restaurante Aldeia Velha foi muito agradável. Todos escolhemos polvo à lagareiro e estava delicioso. O polvo estava tenro e as batatas bem assadas. Foi uma boa escolha.

Depois do almoço fomos passear até ao jardim Buddha Eden, na Quinta dos Loridos, perto do Bombarral. O dia estava muito quente e começámos o nosso percurso procurando as sombras. O jardim está ainda em construção, mas encontramos espaços muito interessantes. Gostei particularmente do lago e das estátuas de terracota. A nossa visita terminou na loja de vinhos da quinta, onde trouxemos algumas garrafas de vinhos ali produzidos.

Terminámos este nosso encontro numa esplanada na praia da Consolação a comer tremoços e a beber imperial. Na despedida ficou a promessa de não estarmos tantos anos sem nos encontrar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sumo de ameixa com pêssego

Este verão tem sido marcado pelos sumos de fruta. Comecei a fazer sumos porque tinha cá em casa muitas ameixas e antes que se estragassem, achei que transformá-las em sumo era uma excelente ideia. Comecei timidamente com as ameixas e depois nunca mais parei. As combinações possíveis são quase ilimitadas. E nestas coisas não sou a única. O Ricardo é tão ou mais entusiasta nisto quanto eu. Tão entusiasta que recebi um liquidificador como presente no meu aniversário. Agora com a desculpa de experimentar o liquidificador temos feito ainda mais sumos.


Ingredientes:
4 pêssegos maduros
16 ameixas vermelhas e maduras
2 colheres de sopa de maple syrup
gelo q.b.

1. Limpar os pêssegos e as ameixas de peles e caroços.

2. Colocar no liquidificador a fruta, o maple syrup e cubos de gelo. Triturar.

Fresquinho fica uma delícia.