sábado, 8 de junho de 2013

Novo showcooking na Feira do Livro de Lisboa


Queridos leitores,

amanhã, domingo dia 9 de Junho de 2013, das 16h30 às 18h30, vou estar novamente na Feira do Livro de Lisboa, no stand da Marcador (A63) a apresentar duas receitas do meu livro Cozinha Para Dias Felizes.

Espero que o sol brilhe e que possamos passar, juntos, uma tarde bem disposta e divertida. Conto convosco. Apareçam! Adorava ver-vos lá. Um beijinho e até amanhã.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Tomate cereja recheado com queijo e salmão fumado


Tenho recebido, ultimamente, de alguns leitores pedidos de sugestões de comida leve, fresca para partilhar com os amigos numa festa, por exemplo. Uma das coisas que dá imenso jeito para um encontro com amigos, e toda a gente gosta de ir depenicando, são entradas, pequenos entreténs de boca, ou como se diz em inglês, finger food. E foi a pensar num ambiente de festa, que desenvolvi esta receita de pasta de queijo Président Rondelé Ail et Fines Herbes para o início de uma nova rubrica semanal intitulada Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
125 g de queijo Président Rondelé Ail et Fines Herbes
350 g de tomate cereja
50 g de salmão fumado
1 colher de chá de orégãos secos
pimenta-preta q. b.


1. Cortar a parte de cima do tomate de modo a fazer uma tampa.

2. Limpar o tomate de sementes e retirar o interior.

3. Cortar ligeiramente a parte de baixo para que o tomate fique na vertical.

4. Colocar o tomate virado para baixo, num prato, para escorrer.

5. Numa taça misturar o queijo com o salmão fumado picado, o interior do tomate picado, e os orégãos. Temperar com pimenta preta a gosto.

6. Rechear o tomate com o preparado de queijo. Colocar a parte de cima cortada no tomate.

7. Levar ao frigorífico até a altura de servir.



Adoro o sabor a alho desta pasta de queijo. Esta entradinha é muito fresca, ideal para os dias quentes. Para além de saborosa, faz-se num instante.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Salada de batata com ervilhas e salmão fumado


A Primavera traz-nos a vontade de fazer pratos coloridos e apetitosos. Nesta altura do ano procuro aproveitar as coisas boas que a natureza nos oferece. Adoro a chegada das batatinhas novas e das ervilhas, doces e tenras.

Desenvolvi esta receita para as Batatas de França.


Ingredientes:
500 g de batatas cozidas inteiras com a pele
400 g de ervilhas cozidas
4 ovos cozidos
250 g de salmão fumado
1 colher de sopa de alcaparras
10 g de cebolinho

Ingredientes para o molho vinagrete:
6 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de sopa de mostarda em grão
sal e pimenta preta q.b.


1. Retirar a pele às batatas e cortá-las às rodelas ou em cubos.

2. Numa taça colocar as batatas, as ervilhas, os ovos cortados em quatro, o salmão fumado cortado e as alcaparras. Polvilhar com o cebolinho picado.

3. Num copo misturar, com um garfo, o azeite com a mostarda em grão, o vinagre, o sal e a pimenta a gosto. Misturar bem até ficar emulsionado.

4. Regar a salada com o molho, mexer e servir.


Esta salada fica deliciosa. Experimentem.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Macarronete com azeitona, lulas e tomate cereja


Uma das coisas que me seduz no mundo da cozinha é a possibilidade de experimentar novos ingredientes. Sempre que vejo algo que desconhecia não resisto a experimentar. Ora é uma especiaria - um destes dias trouxe para casa sementes de nigella - ora um cereal ou uma massa. Quando vi o novo macarronete com azeitona da Milaneza achei logo que tinha que experimentar. Eu adoro azeitona e a ideia desta massa seduziu-me de imediato.

Com esta receita inicio hoje uma nova rubrica quinzenal no Cinco Quartos de Laranja intitulada Milaneza alimenta a imaginação.

Ingredientes:
320 g de macarronete com azeitona Milaneza
1 kg de lulas
1 dl de azeite
4 dentes de alho
1 folha de louro
250 g de tomate cereja
30 g de salsa
30 g de queijo parmesão ralado
sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar as lulas às rodelas.

2. Colocar o azeite numa frigideira com os dentes de alho esmagados e a folha de louro.

3. Acrescentar as lulas. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Deixar cozinhar, em lume médio, mexendo de vez em quando.

4. Quando as lulas estiverem cozidas, juntar o tomate cereja inteiro ou cortado ao meio. Cozinhar durante 1 minuto e retirar do lume.

5. Cozer a massa em água temperada com sal, seguindo as instruções da embalagem. Depois de cozida, escorrer.

6. Numa taça misturar as lulas e a massa. Polvilhar com a salsa picada e o queijo ralado.


Adoro o sabor da massa, nota-se o aroma da azeitona mas de forma equilibrada. Esta massa pode também ser utilizada em saladas frescas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Doce de nêspera e como a minha vida mudou ...


Divido parte da minha vida entre o meu trabalho e as tarefas domésticas associadas à vivência a dois numa casa, ou melhor, num pequeno apartamento. Apesar de o Ricardo e eu dividirmos tarefas, confesso que dava muitas vezes por mim a pensar que seria excelente ter uma ajuda extra, que me libertasse algum tempo para me dedicar ao que eu gosto e que me dá cada vez mais prazer fazer, que é cozinhar, ler e escrever sobre comida.

E a minha vida doméstica mudou verdadeiramente a partir do momento em que recebi um iRobot Roomba 620. Cá em casa é carinhosamente apelidado de iBichinho, já podem ver o modo como andamos encantados com esta máquina "inteligente". Karel Capek, nunca sonharia que quando nos anos 20 do século passado usou pela primeira vez a palavra robot - robota em checo significa "trabalho escravo" - que este termo se tornasse tão comum nos dias de hoje.

Sinto-me maravilhada com o trabalho do Roomba. Assim que o recebi, liguei-o à corrente para carregar a bateria e logo de seguida coloquei-o a trabalhar. A primeira coisa que fez foi aspirar a sala com um tapete de Arraiolos. E no final verifiquei que este aspirou a carpete como ninguém. Fiquei muito contente e pensei "iBichinho, já sabes o que vais começar a fazer a partir de agora".

Uma das dúvidas que tinha era se aspirava os cantos. Este modelo tem umas escovas protuberantes que em conjunto com jactos de ar, consegue remover a sujidade até mesmo nestas zonas de "difícil" acesso. Estas características associadas aos sensores de sujidade, fazem com que o Roomba decida ele próprio qual o trajecto e o número de vezes que passa por cada local. Faz menos barulho que um vulgar aspirador. Cá em casa coloco-o a aspirar a cozinha e a sala. O resto da casa, fica para a vez seguinte. Quando a área acessível está toda bem limpa ou quando precisa de carregar a bateria, o Roomba retorna à estação de controle para recarregar as forças. Precisa de trocar de filtro, aproximadamente, de dois em dois meses.


É tão confortável para mim, sair de casa e saber que quando voltar não me tenho que preocupar em aspirar. Muitas das vezes deixo-o sozinho a trabalhar e quando chego está feito. É um alívio, e sabe-me muito bem ter tempo para cada vez mais fazer o que gosto. Isaac Asimov, escritor de ficção científica, colocou nos anos 50, na sua obra Eu, Robot, estas máquinas ao serviço do homem nas tarefas domésticas. Se ainda fosse vivo, por certo gostaria de saber o quão acertadas estavam as suas ideias.

E por isso, num destes dias fui para a cozinha fazer doce de nêspera, que só poderia ser feito com tempo.

Doce de nêspera

Ingredientes
1600 g de nêsperas
500 g de açúcar
sumo de 1 laranja
sumo de 1/2 limão + 1 limão
1 pau de canela


1. Colocar as nêsperas numa taça com água e rodelas de limão à medida que são descascadas.

2. Retirar o caroço às nêsperas e colocá-las numa panela com açúcar por cima, à medida que se executa esta operação.

3. Adicionar o sumo de laranja e de limão, e o pau de canela.

4. Levar ao lume e deixar ferver. Quando a fruta estiver cozida, triturar com a ajuda da varinha mágica.

5. Assim que obter o ponto estrada, retirar do lume e guardar em frascos esterilizados.


As nêsperas oxidam num instante e por isso, primeiro retirei-lhes a casca e só depois o caroço, para tentar minimizar o tempo de exposição ao ar. Enquanto o Roomba aspirava o escritório, eu fiz um chá, sentei-me na sala e comi umas deliciosas fatias de pão fresco com doce de nêspera. A minha vida doméstica mudou. É tão bom ter uma ajuda extra.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cozinha para Dias Felizes na Feira do Livro de Lisboa


Todos os anos faço questão de visitar a Feira do Livro de Lisboa, de procurar as novidades, de não perder os livros do dia e de pedir autógrafos. Lembro-me de há uns bons anos atrás de ter estado numa longa fila para ter um autógrafo do conhecido escritor Luís Sepúlveda, que curiosamente ontem também lá estava a assinar a sua mais recente obra. Foi graças a este escritor que me apaixonei pela região da Patagónia, Terra do Fogo, pelo deserto de Atacama e pela beleza de alguns países da América do Sul. Na altura tinha acabado de ler as suas obras, O velho que lia romances de amor, Patagónia Express e Mundo do Fim do Mundo e estava apaixonada pelas suas palavras. Foi bom vê-lo ali novamente.

Mas desta vez a minha ida à Feira foi como autora do Cozinha para Dias Felizes e penso que devem imaginar a minha alegria. Eu ir à Feira do Livro de Lisboa por causa de um livro, que afinal é o meu. É assim uma alegria imensa. Já tinha estado na Feira, numa palestra como blogger, por isso esta participação, para mim, foi mesmo muito especial.

E mais especial ainda foi o carinho que senti de todas as pessoas que fizeram questão de aparecer, de me ir cumprimentar e de provar as coisas boas que preparei. Tenho efectivamente os melhores leitores do mundo. Também foi bom para mim, dar a conhecer o meu trabalho a muita gente que ainda não conhecia e que acabei no final a assinar exemplares do meu livro.


Agradeço a todos os leitores e visitantes da Feira do Livro de Lisboa que fizeram questão de assistir à preparação das minhas duas receitas do Cozinha para Dias Felizes, batido de banana com framboesas e morangos (pág. 242) e salada de de batata-doce com quinoa-vermelha (pág. 171), agradeço o apoio caloroso da minha família que faz sempre questão de estar presente nestes momentos, agradeço a todos os meus amigos que me acompanharam em mais esta deliciosa aventura. Um agradecimento especial à editora Marcador pelo convite e ao conhecido gastrónomo, Virgílio Nogueiro Gomes, que fez questão de estar também presente.

No próximo domingo, dia 9 de Junho de 2013, volto novamente à Feira do Livro, das 16h30 às 18h30 vou estar a confeccionar mais receitas do meu livro, no stand da Marcador (A63).

Encontramo-nos lá?

Tarte rústica de damascos


A Primavera é a rainha da abundância e das coisas boas. Esta altura do ano é tão rica em frutas e legumes que me apetece fazer coisas diferentes todos os dias. Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio, já vi à venda beldroegas frescas e viçosas, mesmo a pedir um delicioso destino, mas desta vez rendi-me aos damascos perfumados do Algarve. Tão bons!

Ingredientes para a massa:
200 g de farinha de trigo sem fermento
100 g de farinha de grão
125 g de manteiga sem sal
35 g de açúcar
3 colheres de sopa de buttermilk
2 colheres de sopa de água fria
uma pitada de sal

Ingredientes para o recheio:
500 g de damascos
1 colher de chá de canela
1 colher de sopa de amido de milho
2 colheres de sopa bem cheias de açúcar + 1 colher para polvilhar
1/2 colher de sopa de folhas de tomilho-limão frescas
água para pincelar


1. Colocar as farinhas, o sal e a manteiga numa taça. Trabalhar a manteiga com as farinhas até formar uma areia grossa.

2. Juntar o buttermilk e a água. Envolver bem. Formar um bola com a massa e enrolá-la em película aderente.

3. Levar ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos.

4. Lavar e cortar os alperces em fatias. Polvilhá-los com a canela, açúcar, farinha e o tomilho. Misturar bem.

5. Estender a massa em cima de uma folha de papel vegetal, polvilhada com um pouco de farinha.

6. Colocar a folha de papel vegetal com a massa estendida em cima de um tabuleiro de forno.

7. No centro da massa dispor a mistura de damascos.

8. Dobrar as pontas da massa no sentido do centro, de modo a tapar parte do recheio.

9. Pincelar a massa com água e polvilhar com uma colher de sopa de açúcar.

10. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 30 minutos.


Eu gosto de sentir o travo ligeiramente ácido dos damascos. Mas para quem não aprecia, aconselho a pincelar a tarte, assim que sair do forno, com uma colher de sopa bem cheia de mel. Os damascos podem ser substituídos por outra fruta a gosto, pêssegos, nectarinas, peras, figos. Ou até uma mistura de frutas.

Boa semana!