Próximos Workshops
Lisboa 10 de Dezembro de 2016
Sábado:
10h30 - 13h30      Receitas para a Mesa de Natal
 
 
14h30 - 17h30      Presentes de Natal
Inscrições: formacao@acpp.pt   21 362 2705 ACPP
Lisboa 11 de Dezembro de 2016
Domingo:
10h30 - 11h30      Pequeno-almoço no dia de Natal na loja Maria Granel
Lisboa 18 de Dezembro de 2016
Domingo:
10h30 - 12h00      Presentes de Natal na mercearia Morteiro & Santos

terça-feira, 7 de abril de 2015

Fidalguinhos de amêndoa


Zé Manel cresceu no campo, numa propriedade - como hoje se diz - no meio do Alentejo, com o seu avô, um homem forte, alto, de corpo enxuto, mãos largas, calejadas pelos trabalhos duros da terra, em que o rosto foi escurecendo pelo sol ao longo de mais de cinquenta anos. Quando sorria, sobressaiam os dentes certos, o brilho dos olhos verdes marotos e o bigode já grisalho.

Em criança, quando perguntavam a Zé Manel onde vivia, não sabia dizer. De cabeça baixa e com alguma vergonha pela falta de não saber o nome da sua terra, respondia, o que costumava ouvir o avô dizer: - Moro ao pé do olival grande, de onde se avista o rio Degebe. E pelos vistos, toda a gente ficava a saber.

O avô gostava de acordar de madrugada, ainda com a lua a iluminar a Terra. Colocava a albarda no lombo da mula e seguia estrada fora, fosse Verão ou dia de chuva. Regressava a casa depois da velha Beatriz ter dado o milho às galinhas na capoeira. Vinha sempre bem disposto. Como se aquela viagem diária fosse um bâlsamo, uma busca de energia que precisava para viver ou se sentir vivo. Chegava sempre cheio de fome e se houvesse alguém a dormir, acordava de certeza com o barulho das botas de pele de vitela, feitas por encomenda, a esmagar o soalho de madeira de um lado para o outro. Zé Manel gostava de já estar levantado. Mesmo nas férias da escola em que podia dormir até tarde, fazia questão de receber o avô, vindo do seu misterioso passeio.

Antes de se sentar à mesa e reunir com o capataz da herdade, o avô tinha um pequeno hábito guloso, passava pela cozinha e enquanto esperava pelo café com os aromas perfumados a madeira de uma aguardente velha que fazia com o engaço das uvas apanhadas junto à lagoa, colocava a mão num frasco e tirava uns fidalguinhos de amêndoa que comia com enorme satisfação.


Fidalguinhos de amêndoa

Ingredientes para 25 unidades:
250 g de farinha T65
1 colher de chá de fermento em pó
1 pacote (7,5 g) de açúcar baunilhado
115 g de açúcar
50 g de amêndoa moída em pó
70 g de manteiga sem sal
75 ml de leite


1. Colocar numa taça a farinha, os açúcares, o fermento, a amêndoa e a manteiga. Trabalhar a manteiga com os restantes ingredientes.

2. Juntar o leite e amassar até obter uma massa homogénea.

3. Retirar pequenas porções de massa e moldar rolos finos. Dobrar como se fosse em laço.

4. Colocar os bolinhos num tabuleiro forrado com papel vegetal ou untado com margarina.

5. Levar ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 20 minutos.


Podem substituir o açúcar baunilhado por raspa de limão ou de laranja.

5 comentários :

  1. Faz lembrar umas bolachinhas da minha infância! Gostei tanto de recordar!

    ResponderEliminar
  2. Adorei o formato desse fidalguinhos :)
    Beijinhos,
    Espero por ti em:
    www.strawberrycandymoreira.blogspot.pt
    www.facebook.com/omeurefugioculinario

    ResponderEliminar
  3. Adoro bolinhos de amêndoa :) Bjinhos.

    ResponderEliminar
  4. http://quantobastedocuras.blogspot.pt/10/04/2015, 20:12:00

    Adorei a receita. Vou experimentar.
    Quando poder gostava que visita-se o meu blog "q.b",http://quantobastedocuras.blogspot.pt/
    um local onde partilho algumas receitas simples e fotos do meu trabalho.
    Margarida

    ResponderEliminar