segunda-feira, 30 de junho de 2014

O campo na cidade e um piquenique para toda a família


No passado dia 21 de Junho de 2014 realizou-se a sexta edição do Mega Pic-Nic do Continente, que este ano voltou à Avenida da Liberdade. A avenida transformou-se numa verdadeira quinta, a Quinta da Selecção onde os produtores e o que melhor se produz em Portugal se juntaram à selecção nacional. Este ano, passaram pelo Mega Pic-Nic cerca de 700 mil visitantes.

Estive presente e no sábado de manhã fiz questão de passear pela Avenida da Liberdade. Para quem cresceu no campo, o contacto com as plantas e animais assume uma dimensão muito especial. Este tipo de iniciativas ajuda a aproximar as pessoas da terra, do modo como se produz. Quando sabemos de onde vem a nossa comida, quando sabemos quem a cultiva, o respeito ainda é maior. Depois das visitas que efectuei, onde fiquei a conhecer alguns dos membros do Clube de Produtores do Continente, sempre que vou às compras, e trago curgetes, alfaces ou ervas aromáticas, é inevitável, lembrar-me das pessoas que conheci e que cultivam estes produtos que estão ali ao nosso dispor. Em cada produto, há um rosto, uma família, postos de trabalho que asseguram que chegue da melhor forma à nossa mesa.


O dia estava bonito, convidativo a um passeio, sem estar demasiado quente. Passear pela avenida foi uma viagem pelo campo, mas em plena cidade. Ao longo do percurso vi, desde os canteiros com ervas aromáticas, as curgetes, as beringelas, os tomateiros em cacho, um campo lindo de girassóis em jeito de labirinto, dentro do qual era possível ver uma colmeia de abelhas, para gáudio dos mais pequenos. Passei por um pequeno olival, encontrei laranjeiras e muitas outras árvores de fruto. Adorei ver os animais, as cabras, as ovelhas tosquiadas e por tosquiar, os porcos até aos imponentes bovinos.


Este ano o espaço estava ainda mais convidativo. Tinha mais sombras e havia vários locais para as famílias se sentarem e piquenicarem. Comparativamente, com o ano passado, foi notória a aposta nas actividades lúdicas para os mais pequenos. Eu, não sendo assim tão pequena, dei por mim, a plantar alfaces e a desejar fazer muitas das várias actividades onde os mais pequenos se podiam divertir, como, atravessar um rio com uma corda, jogar à bola num campo de futebol à séria, carregar a carrinha da fruta, entre muitas mais.


No final da tarde, decorreu o grande concerto de Tony Carreira que atraiu para esta zona da cidade um mar de fãs que sabiam de cor muitas das suas letras.


Domingo de manhã, em Monsanto, tive a oportunidade de participar numa acção de cariz social organizada pelo Continente e pela Câmara Municipal de Lisboa. Dei uma pequena ajuda na distribuição de cinco toneladas de alimentos frescos por vinte e uma instituições de solidariedade social.


Este tipo de iniciativas ajudam a promover a produção nacional, no entanto, cabe-nos a nós, consumidores, fazer a diferença.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tagliatelle com molho de cogumelos e chocolate


Estes últimos dias têm sido atarefados. Andei a preparar os meus próximos workshops. Vou estar no dia 4 de Julho no Congresso Nacional dos Profissionais de Cozinha em Lisboa, para uma aula. Aqui, irei cozinhar dois pratos deliciosos, um com polvo e outro com peixe espada. No dia 12 de Julho volto ao Porto, cidade que me tem recebido sempre de braços abertos. Vou estar no espaço WORK IT para um workshop de coisas doces com chocolate. Inscrevam-se.

Hoje começa na SIC Mulher um novo programa intitulado A Minha Vida Dava Um Blog. O Cinco Quartos de Laranja vai estar presente logo no primeiro programa da série. Estou muito curiosa com o resultado final, portanto, hoje às 21h15 vou estar sem falta com a televisão ligada. Esta semana estive também à conversa com José Figueiras no seu programa Alô Portugal, sobre uma novidade boa que chega em Julho. O programa passa hoje na SIC Internacional por volta das 19h.

Em dias de muito trabalho, as refeições são sempre mais rápidas e com as coisas que tenho à mão, ou seja no frigorífico. Hoje trago-vos uma receita de tagliatelle com molho de cogumelos e chocolate, que se faz num instante e que desenvolvi para um artigo sobre pratos salgados com chocolate na edição de Abril de 2014 da revista Saber Viver.


Ingredientes para 4 pessoas:
350 g de tagliatelle fresca
300 g de cogumelos brancos
2 chalotas
2 dentes de alho
30 ml de azeite
8 g de amido de milho
250 ml de natas de soja
1 dl de vinho da Madeira
150 g de queijo mascarpone
15 g de chocolate 70% de cacau
1 colher de sopa de folhas de tomilho frescas
40 g de nozes
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Levar ao lume uma frigideira com o azeite, as chalotas e os dentes de alho picados. Deixar refogar até as chalotas estarem transparentes.

2. Adicionar o vinho da Madeira, as natas, previamente misturadas com o amido de milho, e o queijo mascarpone. Mexer, com uma vara de arames, até o queijo se dissolver.

3. Juntar os cogumelos laminados e o chocolate. Polvilhar com as folhas de tomilho previamente picadas.

4. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto e deixar cozinhar os cogumelos durante um a dois minutos, em lume brando.

5. Cozer a massa em água temperada com sal e seguindo as indicações da embalagem.

6. Depois da massa cozida, escorrer e envolver no molho de cogumelos.

7. Servir com nozes picadas grosseiramente.


O sabor do chocolate em pratos salgados nem sempre é consensual. Eu como gosto de experimentar combinações diferentes não me importo de arriscar.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Panna cotta de leite de coco e maracujá


Depois da refeição adoro comer uma sobremesa. A sobremesa é um conforto, um pequeno mimo com que terminámos um almoço ou jantar.

No Verão, procuro sobremesas frescas, pudins, gelatinas, bolos frescos com frutas ou então panna cotta. Adoro, principalmente quando é servida com frutas, como a que hoje vos trago. Desenvolvi esta panna cotta de leite de coco e maracujá para a edição de Fevereiro de 2014 da revista Saber Viver.


Panna cotta de leite de coco e maracujá

Ingredientes para 4 pessoas:
2 dl de natas com 35% de gordura
1 dl de leite de coco
2 dl de leite
70 g de açúcar
5 g de gelatina em folhas
4 cardamomos
1/2 vagem de baunilha
2 maracujás


1. Colocar as folhas de gelatina numa taça com água fria.

2. Colocar num tacho, as natas, o açúcar, o leite e o leite de coco.

3. Esmagar ligeiramente os cardamomos de modo a que se abram mas sem retirar as sementes.

4. Retirar as sementes da meia vagem de baunilha e adicionar ao preparado, juntamente com os cardamomos.

5. Levar a mistura de natas ao lume e ir mexendo. Não deixar ferver.

6. Fora do lume, retirar os cardamomos. Adicionar a gelatina demolhada e previamente escorrida. Mexer muito bem até a gelatina estar dissolvida.

7. Colocar o preparado em taças ou copos de vidro. Levar ao frigorífico, de preferência de um dia para o outro.

8. Servir a panna cotta com a polpa de maracujá.


Eu gosto de ver as sementes da baunilha na panna cotta, caso não apreciem, aconselho a coar antes de adicionar a gelatina.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Doce de melão com laranja e canela


O Verão chegou. É uma das minhas estações preferidas. Gosto dos dias de sol, de andar de chinelos e de vestidos leves. Gosto de ir à praia, de comer gelados sentada numa esplanada à beira-mar, de sentir o cheiro do peixe assado com salada de tomate e pimentos num almoço com a família. Gosto do colorido dos mercados, da variedade de frutas e legumes com que somos presenteados nesta altura do ano. O Verão é tempo dos figos, do tomate, das uvas e do melão.

Nesta altura do ano gosto de aproveitar e fazer doces, com fruta madura, perfumada. Uma dessas frutas é o melão.

Doce de melão com laranja

Ingredientes:
2 kg de melão limpo de casca e sementes
1 pau de canela
3,5 dl de sumo de laranja
Raspa de 1 laranja
1 kg de açúcar amarelo


1. Colocar todos os ingredientes numa panela. Levar ao lume.

2. Deixar apurar até obter ponto de estrada. Retirar o pau de canela.

3. Guardar o doce, ainda quente, em frascos esterilizados.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Visita a um produtor de ervas aromáticas


Na passada quarta-feira, ao final da tarde, rumei até ao campo. Fui visitar um produtor de ervas aromáticas do Clube de Produtores do Continente, no concelho de Loures. Maria Luísa Carreira e o marido, José Carreira, dedicam-se a produzir ervas aromáticas (salsa, coentros e hortelã) e nabiças para o Continente. Gosto tanto de usar ervas aromáticas nos meus cozinhados. Há receitas em que acho que são mesmo imprescindíveis. O que seria dos pastéis de bacalhau sem a salsa e a açorda alentejana sem os coentros? Ou da canja de galinha, que tanto adoro, sem um raminho de hortelã? De certeza que estes pratos não teriam nem metade do sabor e da graça se lhes retirássemos o encanto e o perfume das ervas aromáticas.

Nesta visita, foi José Carreira quem nos recebeu. A primeira paragem foi numa das plantações de coentros. Um terreno com várias parcelas e em cada uma delas, coentros em diferentes estados de crescimento. Aqui foi-nos explicado que durante o período Primavera/Verão os coentros são produzidos ao ar livre e durante o Outono/Inverno crescem em estufa. No mercado, nunca entram coentros espigados ou a querer espigar.

Dos coentros ao ar livre fomos para a zona das estufas. A primeira em que entrámos foi na da hortelã. E que cheirinho bom. Ali só me lembrava de receitas boas com esta erva. Como estava calor, que bem que sabia ali uma limonada fresca com umas folhas de hortelã rasgadas com as mãos para libertarem todo o seu charme. Metade da estufa já estava ceifada e a restante, mostrava-se verde e pronta a ser colhida. Foi-nos explicado que a hortelã é cortada, mas depois volta a rebentar e a crescer.

A última estufa que visitámos foi a da salsa. Um canteiro enorme, verde, tão viçoso. Esta zona, junto a Lousa, tem tradição no cultivo de ervas aromáticas. As condições do solo, argiloso que ajuda a reter a água, contribuem para manter a aposta dos agricultores neste tipo de produtos hortícolas.


A nossa visita terminou no armazém. As ervas depois de apanhadas são transportadas num carro com frio. Primeiro são lavadas de modo a retirar algumas impurezas, de seguida são feitos os molhinhos e atados com elásticos e por fim, são embaladas nos cones de plástico que tão bem conhecemos. Nenhuma embalagem pode ter menos de 50g. Daqui seguem para o centro de distribuição do Continente na Azambuja e daí para as diferentes lojas. Passam apenas 24h entre as ervas aromáticas serem apanhadas e chegarem ao consumidor final. A preocupação com a qualidade é constante. Antes de entrarem no circuito comercial são retiradas amostras. Todos os membros do Clube de Produtores têm que seguir escrupulosamente as regras, por exemplo da aplicação de produtos químicos para o controlo de pragas. Aqui José Carreira interveio e disse-nos que nas suas plantações só são usados produtos certificados para a agricultura biológica. Fica mais caro mas é mais seguro para si, enquanto produtor e para os consumidores. O representante do Continente, Nuno Pita, que nos acompanhou na visita, explicou-nos que está a ser estudada uma alternativa ao elástico para atar os molhinhos das ervas. No ponto de venda, é importante que as ervas mantenham a frescura e sabe-se que o elástico ao apertar acaba por contribuir para uma menor durabilidade da planta.


Maria Luísa e o marido têm uma exploração agrícola com cerca de seis hectares. Dão emprego a sete pessoas, incluindo elementos da família. Entraram para o Clube de Produtores do Continente logo no ano seguinte a este ter surgido e a satisfação é notória. José Carreira diz-nos que evoluiu imenso. Vira-se para mim e diz, sabe qual é o lema deles: - Cresça connosco! O modo como produzia alterou-se e isso nota-se na qualidade do produto final. A sua empresa cresceu. Percebi que os membros do Clube de Produtores estão certificados segundo normas internacionais. Este produtor vai estar presente no Mega Pic-Nic do Continente no próximo sábado, dia 21 de Junho de 2014, na Avenida da Liberdade.

E antes de virmos embora, ainda houve tempo para apanhar salsa, coentros, hortelã e um bom ramo de nabiças que foi logo usado assim que cheguei a casa. Sabe tão bem ir ao campo!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pudim de ovos e caramelos


Os caramelos Werther's Original transportam-me para a minha infância e trazem-me boas recordações. Lembro-me, de em miúda, adorar estes caramelos, com um sabor suave e cremoso. Em casa dos meus pais nunca duravam muito tempo.

Quando a Werther's Original me desafiou a desenvolver uma receita com os seus caramelos, pensei logo em algo que me transportasse para as memórias doces da minha infância. Uma das coisas que adorava fazer aos domingos em casa dos meus pais era, de vez em quando, preparar um pudim. A minha mãe e eu adorávamos comer uma taça de pudim bem fresquinho com caramelo por cima. Num dia quente de Verão sabe mesmo bem. Ainda hoje não resisto. Por isso escolhi fazer um pudim que herda o sabor cremoso destes caramelos. Cá em casa, tal como antigamente, não durou muito tempo!

Pudim de ovos e caramelos

Ingredientes para 8 pudins:
1 l de leite gordo
250 g de açúcar amarelo
8 ovos médios
100 g de caramelos soft de toffee com nata Werther's Original
85 g de caramelos de manteiga e nata Werther's Original
10 g de amido de milho
Caramelo para as formas q.b.


1. Colocar os caramelos num tacho em banho-maria, até começarem a amolecer.

2. Adicionar o leite e mexer com uma vara de arames até os caramelos estarem dissolvidos. Deixar arrefecer.

3. Colocar o preparado anterior numa taça. Juntar o açúcar, os ovos e o amido de milho. Bater durante três minutos com a batedeira.

4. Distribuir o preparado por pequenas formas de pudim caramelizadas.

5. Colocar as formas num tabuleiro com água e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 40 minutos.

6. Deixar arrefecer e colocar no frigorífico.

7. Desenformar na altura de servir.


Ingredientes para o caramelo das formas:
180 g de açúcar
0,5 dl de água

1. Colocar o açúcar e a água num tacho. Levar ao lume até obter ponto de caramelo.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Salada de quico e queijo com pesto de chocolate


Quando era miúda, sentia que quem tinha quarenta anos, já sabia tudo da vida e no fundo, estava mais perto daquilo que eu pensava que seria ser velho. Na minha família, com quarenta anos, já toda a gente tinha filhos e a vida encaminhada. A visão do mundo muda quando nos colocamos no lugar dos outros. Hoje tenho 41 anos.

O melhor dos quarenta é que nos trazem mais segurança em termos pessoais, nas relações com os outros e na maneira como agimos e reagimos às coisas da vida. Trazem-nos ponderação. Confesso, que gosto de mim, com 41, assim como gostava com 30. Cada década tem um sabor especial.

O pior, é sentir a finitude do tempo. Já não se vai mudar o mundo. É urgente fazer o que se sonha e de preferência agora, não daqui a dois ou três anos. O peso dos quarenta é uma realidade. Se aos vinte se recupera de uma noitada com uma noite bem dormida, aos quarenta talvez sejam precisas duas ou três. Os sinais do tempo a passar por nós começam a fazer-se sentir nestas pequenas coisas. Quando olhamos para os outros e achamos que envelheceram, é sinal que nós também.

As surpresas, é continuar apaixonada pela vida e deixar que esta nos surpreenda. Todos os dias têm coisas boas, cabe-nos a nós ter o espírito afinado para as encontrar.

Não me sinto desiludida aos quarenta. As coisas são o que são. Sinto-me grata com a vida.

Os quarenta trouxeram-me coisas boas. Publiquei o meu primeiro livro, Cozinha para Dias Felizes. Mostraram-me também um caminho. Descobri que sou feliz a cozinhar e a escrever sobre comida. Como é que eu não vi isto antes? É mais que sabido que o caminho que temos que percorrer não é, para muitos, uma recta.

O que se perde aos 40? Talvez um pouco de paciência, principalmente com pessoas ou atitudes que não valem a pena. Aos 40 temos mesmo que distinguir o essencial do acessório, o que é importante manter e lutar, e aquilo que deve seguir o ritmo normal da vida.

Quando olho para trás e penso nos meus 20 anos o recado que daria a mim mesma, é o que hoje também tento passar aos meus alunos. Uma das perguntas que no início de cada ano letivo faço aos meus alunos é, sendo finalistas, quais são os seus sonhos? Que escrevam numa folha três ou quatro sonhos que gostariam de concretizar. A vida sem sonhos não tem piada. E os sonhos que se têm aos 20 podem ser para a vida. Por isso, sonhem. Estudem. Aprendam e acreditem que é possível.

Os 50? Ainda falta tanto tempo! Até lá, espero continuar a experimentar e a testar receitas novas e diferentes, como a que hoje vos trago, uma receita de salada de quico e queijo com pesto de chocolate que desenvolvi para um artigo sobre pratos salgados com chocolate na edição de Abril de 2014 da revista Saber Viver.

[ Este texto foi escrito para participar no desafio lançado pelo blogue Senhoras da Nossa Idade. ]


Salada de quico e queijo com pesto de chocolate

Ingredientes para 4 pessoas:
200 g de quico (mistura de quinoa, lentilhas e cenoura)
200 g de ervilhas
300 g de espargos
200 g de queijo feta
Pesto de chocolate q.b.


1. Cozer o quico em água temperada com sal durante 10 a 12 minutos. Escorrer.

2. Cozer as ervilhas em água temperada com sal. De seguida escorrer.

3. Arranjar os espargos e cortá-los. Levar um tacho com água ao lume com sal. Quando ferver, adicionar os espargos e deixar cozinhar durante 3 minutos. De seguida escorrer.

4. Numa taça colocar o quico cozido, as ervilhas e os espargos já frios. Adicionar o queijo feta cortado em cubos e o pesto de chocolate. Mexer e servir.


Pesto de chocolate

Ingredientes:
20 g de folhas de manjericão
30 g de nozes
30 g de queijo parmesão ralado
1 dente de alho
15 g de chocolate com 70% de cacau
1 dl de azeite
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Colocar todos os ingredientes num copo. Triturar com a varinha mágica.