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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

4 por 6: Folhados de chévre com ameixas secas e Empadão de sardinhas com cebolada


Para a minha participação no projecto 4 por 6 desta semana proponho para entrada folhados de queijo chévre com ameixas secas e para prato principal empadão de sardinhas com cebolada. Bom apetite!

Folhados de queijo chévre com ameixas secas


Ingredientes:
2 rectângulos de massa folhada
4 fatias de queijo chévre Palhais
queijo mozzarella ralado
4 ameixas secas
pimenta de moinho

1. Cortar os rectângulos de massa folhada ao meio.

2. Dispor em cada quadrado de massa uma fatia de queijo chévre, polvilhar com pimenta, adicionar uma ameixa seca descaroçada e previamente picada. Polvilhar com queijo mozzarella ralado e unir apenas duas pontas do quadrado de massa. Repetir a operação para cada quadrado de massa folhada.

3. Levar ao forno.

4. Servir os folhados com gomos de tomate ou uma salada de folhas verdes.


Ficam deliciosos. Aconselho a que sejam servidos ainda mornos.


Nesta participação primeiro fiz o prato principal e depois a entrada. Deste modo pude usar um pouco do ovo batido para pincelar os folhados, para além do empadão. O ovo ajuda a que fiquem com um ar mais dourado.

Empadão de sardinhas com cebolada


Uma das formas que encontro para me inspirar para os menus do 4 por 6 é consultando revistas. Este prato foi inspirado na receita pastelão de batata, publicada na revista Saberes & Sabores de Maio de 1999, à qual fiz muitas alterações.


Ingredientes:
1, 100 kg de batatas para cozer
0,25 de margarina
0,5 dl de leite
sal
pimenta
noz moscada
1 cebola
3 dentes de alho
0,5 dl de azeite
1/2 pimento verde cortado às tirinhas
3 tomates bem maduros
110 g de azeitonas com caroço
2 latas de sardinha em óleo vegetal
1 ovo


1. Retirar o caroço às azeitonas.

2. Entretanto, cozer as batatas, cortadas em pedaços, em água e sal. Esmagar as batatas ou passar pelo passe vite.

3. Adicionar a margarina e mexer. Juntar o leite, temperar com pimenta e noz moscada a gosto. Mexer bem.

4. Colocar a cebola cortada em meias luas num tacho com o azeite e os dentes de alho picados. Levar ao lume. Assim que a cebola quebrar, adicionar os tomates cortados, previamente limpos de peles e de sementes. Juntar o pimento, as azeitonas, temperar com sal e pimenta a gosto. Deixar cozinhar até o pimento estar macio.

5. Barrar um tabuleiro de forno com margarina. Colocar uma camada de puré de batata, o refogado de cebola e pimento, as sardinhas cortadas ao meio e previamente limpas da espinha. Por fim, colocar uma camada de puré de batata. Alisar bem e pincelar com ovo batido.

6. Levar ao forno.

Servir o empadão com salada de alface.

Este empadão foi uma surpresa. Fica muito agradável.

Vamos então às contas:


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Roupa velha de bacalhau

O que fazer com as sobras de bacalhau cozido da Consoada ?

Com as sobras podemos fazer, por exemplo:

1. Sopa de legumes da Consoada com bacalhau e massa cotovelinhos;
2. Salada de bacalhau com grão-de-bico;
3. Bacalhau no forno com os legumes da Consoada (fazer refogado de cebola em azeite e alho. Juntar os legumes cortados e o bacalhau desfiado. Acrescentar molho béchamel. Levar o forno polvilhado com broa de milho ou se preferirem, queijo ralado.);
4. Empadão de bacalhau;
5. Tortilha de bacalhau cozido;
6. Bacalhau salteado com legumes;
7. Arroz de bacalhau;
8. Tarte de bacalhau com legumes;
9. Ovos rotos com bacalhau;
10. Strudel de bacalhau.

Ou, podemos, também, fazer o clássico dos clássicos, desta quadra festiva, a roupa velha ou, como se diz no norte, farrapo velho de bacalhau.

E é esta a sugestão que vos deixo, hoje. Foi ontem, o nosso almoço, cá em casa!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Carne de vaca guisada com legumes

Cozinham, todos os dias, as refeições para a família? Depois de um dia cansativo de trabalho, chegar a casa e, cozinhar tudo de raiz, torna-se cansativo e stressante. Se conseguirem planear e organizar as refeições da semana, é meio caminho andado, para começarem a deixar de se preocuparem com o que vão fazer para o jantar. Acham que um restaurante prepara tudo no momento? Picar cebola, fazer uma sopa, um arroz ou uma carne, se assim fosse, não conseguiriam colocar as refeições na mesa em cerca de 20 minutos. Pensem nisto. Há um conjunto de pré-preparações que podemos fazer e que nos facilitam muito a vida. Por exemplo, a base de uma sopa, leguminosas cozidas, molho de tomate, caldos, cebola e alho picados, carne guisada ou assada, entre outras.

Uma das coisas, que faço, muitas vezes, nas minhas pré-preparações, é carne guisada. Para mim, esta preparação é uma base. E com ela posso fazer outros pratos, ou apenas, escolher um acompanhamento.

Posso servir a carne guisada com puré, com batatas, com quinoa, com massa, no fundo, com o que gostar. A partir de uma carne guisada posso acrescentar-lhe massa, arroz, batatas, ervilhas, usá-la para recheio de um empadão, entre outras, opções. A ideia é que ao fazermos uma pré-preparação ela nos possa facilitar a vida. Com uma base consigamos variar o que comemos. No início, poderá parecer complicado, mas assim que começamos a adoptar este método percebemos o quanto nos traz vantagens. Deixo-vos a receita da última carne guisada que fiz, cá em casa.

terça-feira, 16 de março de 2010

Primeiro aniversário do projecto 4 por 6


O projecto 4 por 6 comemora hoje um ano! A ideia original foi da Mariana e foi ela quem deu o pontapé de saída com o primeiro post do projecto. Eu decidi aceitar o seu convite e juntei-me à Isabel, Elvira, Marizé e Suzana nesta aventura.

Foi um ano cheio, de muitos menus económicos e de muitas experiências boas. Tive a oportunidade de conhecer todas as participantes no projecto. A Elvira visitei-a na Ilha Terceira e à Mariana conheci-a na sessão fotográfica para o artigo sobre o projecto para a revista Gingko, da jornalista Cláudia Henriques, a que se antecedeu uma manhã e uma tarde de conversa e boa disposição. A Isabel, a Marizé e a Suzana já tinha tido a feliz oportunidade de as conhecer.

Ao longo deste ano participei no 4 por 6 com:

- Tagliatelle com molho de alho francês, fiambre e cogumelos e Maçã reineta assada com vinho tinto;

- Medalhões de pescada com paprica e arroz de ervilhas e Abacaxi com queijo São Jorge;

- Creme de cenoura e Courgettes recheadas com legumes no forno;

- Sopa de batata com salsa e ovo e Salada de legumes com cuscuz e queijo feta;

- Salada de lentilhas com ovo escalfado e queijo e Morangos com chocolate branco e coco ralado;

- Piza de fiambre com cogumelos e Piza dois queijos com tomate e azeitonas;

- Sardinhas assadas e Folhados de nectarina e mel;

- Espinafres gratinados e Mousse de chocolate;

- Arroz de Peixe com Miolo de Amêijoas e Clafoutis de Pêra;

- Pota com molho de tomate e chouriço e Morangos com chocolate derretido;

- Melão com presunto e Quiche de alho-francês com salmão e espinafres;

- Sopa de cenoura com feijão verde e Ovos escalfados em cebolada de legumes com pão torrado;

- Morcela assada e Sopa de feijão encarnado com couve;

- Frango no forno com limão e Quartos de marmelos assados com laranja e canela;

- Creme de batata e alho-francês e Arroz de farinheira com couve lombarda;

- Soufflé de Espinafres com salada de tomate e dióspiros;

- Guisado de grão com enchidos e bolo de chocolate;

- Tortilha de Espinafres com Chouriço e Bolos de Tangerina e Limão;

- Sopa de frango com legumes e Tarte Tatin de banana;

- Carapaus no forno e Bolo de Peras caramelizadas;

- Folhados de queijo chévre com ameixas secas e Empadão de sardinhas com cebolada;

- Salada de batata com ovo e atum.

Mais do que tudo, este projecto deu-me a possibilidade de conhecer pessoas fabulosas a que chamo amigas e a fazer um exercício quinzenal de controlo de custos muito exigente.

Aqui fica um brinde com um tinto Post Scriptum, oferta da Mariana para este dia e um Parabéns a você ao projecto, às participantes e aos nossos leitores.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Bolonhesa de frango


Organizar as refeições da semana é uma forma de rentabilizarmos as nossas compras e o nosso tempo. É uma forma de conseguirmos colocar na mesa, para família, refeições com qualidade, mesmo naqueles dias em que chegamos cansados e com pouca motivação para estar na cozinha.

Uma das coisas que costumo fazer, para depois ir incluindo nas refeições da semana, é carne à bolonhesa. Esta é uma pré-preparação muito versátil. Pode-se fazer em quantidade e congelar, em doses, para se ir usando. Com uma carne à bolonhesa podemos fazer empadão, lasanha, pizas, chili, entre muitas outras receitas.

Na última vez que fiz carne à bolonhesa, optei por carne de frango e o resultado, cá em casa, foi muito apreciado!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Carne à Bolonhesa


Há receitas que faço muitas vezes e por um ou outro motivo ainda não tinha publicado aqui no blogue. Agora com o regresso à escola das crianças e ao trabalho dos adultos, partilho convosco uma receita de carne à Bolonhesa.

Sempre que faço carne à Bolonhesa faço em quantidade suficiente para fazer uma refeição e congelar em caixas o que sobrar. Se há receita prática para congelar em doses e depois ir usando nas refeições da semana, para a família, é esta.

Preparem uma boa quantidade de carne. Coloquem em caixas. Marquem em cada caixa a data de confecção, usando uma etiqueta. Congelem. A carne à bolonhesa tem mil e uma aplicações. Podem servi-la com esparguete ou outra massa que gostem, cá em casa gostamos de servi-la com couve-flor ou outros legumes cozidos em substituição dos hidratos de carbono. Podem usá-la em lasanhas, em cannelloni, numa pizza, num empadão, numa moussaka, em tartes ou pastéis, em tortilhas, usar para rechear curgetes, beringelas ou outros legumes, servir em tacos ou tortilhas, vol-au-vents, entre muitas outras aplicações. Ter a carne à Bolonhesa pronta é uma ajuda fabulosa para preparar as refeições da semana rapidamente. E claro, toda a gente vai adorar!

domingo, 13 de abril de 2008

A gastronomia no livro Rio das Flores de Miguel Sousa Tavares

Acabei de ler o romance histórico, Rio das Flores, de Miguel Sousa Tavares, que acompanhei através do clube de leitura À Volta das Letras.

A história liga Portugal, Espanha e o Brasil através da família Ribera Flores e em especial, através do personagem Diogo Ribera Flores, alentejano e descendente de proprietários de terra em Estremoz. Mas não é sobre a história do romance que eu pretendo escrever este post.

Um dos aspectos que gostei foi as referências gastronómicas que Miguel Sousa Tavares vai colocando ao longo do seu livro e que nos dão a conhecer um pouco dos hábitos, tradições, influências e estilo de vida dos portugueses, na primeira metade do século passado. Um povo também se conhece pelos seus hábitos alimentares (já devo ter lido isto algures!). Ao ler as referências identifico-me com imensas coisas relacionadas com a maneira de viver das gentes do campo, as diferenças de estatuto social viam-se, entre muitas outras coisas, pela mesa. Pela mesa farta ou por uma mesa de míngua.

Como este é um blogue dedicado à gastronomia, aqui ficam as referências que Miguel Sousa Tavares faz no seu livro. Deliciem-se!



Miguel Sousa Tavares, Rio das Flores, Oficina do Livro, 1ª edição_Outubro de 2007

«(...) Virgolino, que distinguia ao longe todos os pássaros, escutava todos os sons num raio de quilómetros, sabia as histórias de toda a gente, desde os "antigos" até os vivos, e, enquanto falava, ia desenrolando um lenço sujo que sacava do bolso do colete e de lá dentro tirava um pedaço de queijo duro e seco de ovelha ou um resto de chouriço que cortava minuciosamente com o seu canivete sempre à mão (...)» p. 14 e 15

«Os criados jantaram na cozinha e eles numa mesa junto ao grande fogão de sala, (...) enquanto esperavam pelo jantar, com umas lascas de excelente presunto da serra curado à lareira e vinho do planalto andaluz. (...) Veio uma sopa de legumes com grão e batatas, as perdizes caçadas de antevéspera, estufadas com enchidos, azeitonas e toucinho, e um assado de perna de porco com salada de alface. Vários jarros de vinho vieram e regressaram vazios (...).» p. 17

«(...) esperavam que o pai abrisse a discussão política que antecedia invariavelmente a sobremesa, o café, o brandy e os charutos, (...) o sabor do ensopado de borrego, com batatas novas e grão, demorando-se-lhe na boca, antecedendo o pato com azeitonas, que era apenas um ritual para quem porventura ainda tivesse apetite ou gula (...)» p. 54

«Tornou-se um conhecedor e um apreciador do serviço do restaurante [Hotel Avenida Palace na Avenida da Liberdade, em Lisboa], da sua excelente garrafeira e dos seus pratos de referência - os hors-d´oeuvres, os ovos mexidos com espargos verdes, o foie gras trufado, o rodovalho assado no forno com tomate farci, o empadão de lebre ou o pato estufado com azeitonas.» p. 70

«Pedro falava enquanto metia à boca simultaneamente uma azeitona curada e um bocado de pão, o olhar já pousado na terrina de sopa de beldroegas com tomate e queijo de ovelha.» p. 77

«Se apurasse mais o ouvido, ouviria também (...) - um "cantar alentejano" dos homens de Valmonte, afinando as gargantas com uma aguardente de medronho bebida à porta da botica da herdade (...)» p. 84

«(...) muitas vezes se sentava à sombra de um sobreiro e, tal como eles, sacava do seu rancho de "comida de ganhão", como lhe chamavam à base de alho, azeite, coentros, pão e um corte de toucinho para engrossar o caldo. Ou então, se a horta tivesse corrido bem, ficava-se por um gaspacho, que mais não era do que uma água mantida fria dentro de um recipiente chamado tarro, acrescentada de azeite e vinagre e onde boiavam pedaços de pão, tomate, cebola e pimento.» p. 87 e 88

«O cheiro a sardinhas, às belas sardinhas gordas e prateadas de Julho, que agora subia no ar da praça proveniente das várias barraquinhas de comida (...)» p. 92

«Comia (...), umas febras na grelha, acompanhadas de quando em quando por uns nacos de toucinho rigorosamente banha, umas farinheiras, (...), e umas rodelas vadias de chouriço de sangue, tudo acompanhado por incontáveis copos de vinho branco fresco (...).» p. 92 e 93

«A Diogo bem lhe apetecia também umas sardinhas no pão, que aquele cheiro era irressitível para quem passava.» p. 93

«Paravam ali [hotel Palace, em Estremoz], dizia-se, maravilhados pela sua cabeça de xara de porco em vinagrete, as migas de espargos selvagens, os pezinhos de coentrada, as migas de bacalhau, a perdiz estufada com os seus dezassete temperos de lei, o coelho desfiado à S. Cristóvão, a carne de porco do alguidar, o cabrito assado no forno e, em sua época, os tordos em vinha-d´alhos e o pombo bravo estufado com ervilhas» p. 93

«Uma rapariga nova e bonita, (...), entrou segurando uma bandeja com o seu pequeno-almoço habitual, (...): chá e sumo de limão acabado de espremer, torradas com manteiga e compotas, um ovo mexido (...)» p. 103

«Bebeu a infusão de chá de cidreira com sais de frutos que a mãe passara discretamente (...)» p. 128

«Lembrava-se de então ver a mãe a fazer o almoço que iria levar ao pai no campo - nada mais do que uma aguada com azeite, um dente de alho e urtigas a boiar dentro de um tarro de cortiça e onde, nos dias felizes, o pai encontraria também um pedaço de toucinho a dar alguma cor e alguma substância àquela sopa de pobre. E lembrava-se de ver o pai voltar alquebrado ao fim do dia e, nas noites de Inverno, sentar-se junto ao lume no banco de madeira (...) e sacar do bolso algumas bolotas que apanhara do chão e começar a roê-las, como se fosse comida - aquela comida roubada aos porcos que vagueavam no montado de Valmonte. » p. 136

«E ele estendia-lhe uma mão cheia de castanhas, que depois de enfiadas dentro de um púcaro de barro para assar na borralha do lume.» p. 137

«Podiam enfim comprar um porco todos os anos, que a horta e as bolotas alimentavam e cuja matança, nos frios de Dezembro, atulhava a casa de enchidos dependurados a fumar sobre o lume e de arrobas de carne guardadas em vasilhas de sal ou de azeite, assegurando uma reserva de comida para quase metade do ano.» p. 137

«- Dona Maria da Glória, ponho um pau de canela nas compotas de laranja? (...)
- Só nas de laranja amarga (...)»p. 142

«Era ela que cozinhava para o marido, mas, ao contrário da mãe, não era "comida de ganhão", mas sim comida de patrão o que levava ao seu homem: cabeça de xara, escabeche de perdiz, omolete de espargos verdes ou fígados de porco de coentrada» p. 146

«Entrado Novembro, já ela [Maria da Glória] se agitava na expectativa dos preparativos, já começava a combinar com a cozinheira Maria os doces da Consoada, já ia à capoeira marcar o peru da ceia e recomendar que só lhe dessem bolotas a comer, já assentara com o padre Julio os mesmos preparativos de sempre para a Missa do Galo, já massacrara a cabeça de Diogo para que ele não se esquecesse de encomendar na casa Terra Nova, da Rua dos Bacalhoeiros, em Lisboa, o bacalhau graúdo que ela haveria de cozer com as couves da horta. » p. 151

«Terminada a conversa de negócios, apanharam um eléctrico para o Chiado e daí foram a pé para o Tavares Rico (...). Era o melhor, o mais luxuoso, o mais requintado restaurante de Lisboa e celebrava agora os seus 150 anos de história com nova remodelação, das várias que já tivera desde que nascera como simples tasca fundada por dois irmãos em 1779. (...) eles celebraram o seu reencontro (...) com uns canapés de lagosta acompanhados com champagne Taittinger, seguidos de um arroz de perdiz cuja receita se atribuía ao escritor Fialho d´Almeida, e terminando com uns crêpes Suzette flambeados em Grand Marnier. »p. 160

A grande parte das comidas referidas são da região do Alentejo, que é, no livro, onde se passa grande parte da acção.

Sempre que leio estas citações dá-me uma fome. Alguém têm algumas das receitas referidas?

Continua.