terça-feira, 18 de maio de 2010

Almofadinhas de alheira

O jornal Expresso durante quatro semanas oferece aos seus leitores, no âmbito da colecção Boa Cama Boa Mesa, quatro livros do premiado chef José Avillez. O primeiro livro desta colecção é dedicado a entradas e refeições rápidas, o segundo aos peixes, o terceiro à carne e o último a sobremesas.

No domingo passado sentei-me no sofá e vi com alguma atenção os dois volumes da colecção que já saíram. Apercebi-me que as receitas são interessantes e quero testar algumas.

Uma das receitas que me chamou a atenção foi uma receita de empadinhas de alheira de caça. Inspirada na receita de José Avillez decidi fazer umas almofadinhas de alheira.


Ingredientes:
1 embalagem de massa folhada (400 g)
1 alheira
1 raminho de salsa
1 ovo

1. Estender a massa folhada. Cortar a massa em rectângulos.

2. Dar um corte na pele da alheira na longitudinal. De seguida colocar alheira numa frigideira e levar ao lume. Virar e assim que a pele estiver quase solta retirar.

3. Esmagar a alheira com um garfo e adicionar um raminho de salsa picada.

4. Distribuir a alheira pela massa.

5. Fechar as almofadinhas, pincelando com água os rebordos da massa. Com um garfo marcar as extremidades da massa.

6. Pincelar com o ovo batido e levar ao forno.

Servi estas almofadinhas de alheira com uma salada mista, com alface, tomate, cebola nova, couve roxa, algumas folhas de rúcula selvagem e azeitonas pretas.

Ficaram uma delícia. Estava com algum receio de a alheira com a massa folhada não resultar muito bem, poderia tornar-se enjoativo por causa da gordura, mas não, saiu muito bem. A massa folhada ficou estaladiça e fez um excelente contraste com o recheio.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Bacalhau salteado com grelos


Todos os anos gosto de ir à Feira do Livro de Lisboa e este ano não foi excepção. Só lá fui uma vez. Ainda tentei combinar com umas amigas, mas por um ou outro motivo acabámos por não combinar nada verdadeiramente. Mas até dia 23 Maio ainda vamos a tempo.

Este ano a minha ida foi a uma sexta-feira ao final da tarde e, não sei se foi pela vitória do Glorioso ou se pela vinda do Papa, o que é certo é que fui bastante comedida nas compras ;). A Rotas das Especiarias de John Keay foi a minha única aquisição. Mas a Feira do Livro vale também pelo espaço onde decorre, em pleno Parque Eduardo VII. Permite-nos dar um passeio no parque e, em dias de sol, as sombras das árvores convidam a uma paragem. Sabe muito bem estar ali, sentada na relva, a ler um livro ou apenas a saborear o momento. Para mim, a Feira do Livro cria este ambiente e o espaço convida à leitura.

Este ano gostei ainda mais do espaço da Feira do Livro. Para além das tradicionais farturas, cachorros, bifanas, gelados e doces regionais, este ano encontrei outros quiosques: um quiosque muito simpático com cupcakes, pão-de-ló de chocolate, entre outras iguarias, um outro dedicado à ginjinha de óbidos e outro ainda com gomas, chupa-chupas, etc.


Num dos livros que folheei na feira vi uma receita de bacalhau à Gomes de Sá. Desde esse dia que fiquei com vontade de fazer um prato de bacalhau. Um destes dias encontrei na revista TeleCulinária nº 1356 de Abril de 2005 esta receita a que não resisti.

Ingredientes:
3 postas de bacalhau
1 molhinho de grelos
600 g de batatinhas para cozer
2 cebolas
3 dentes de alho
1,5 dl de azeite
2 tomates
pimenta
2 ovos cozidos
azeitonas pretas


1. Cozer o bacalhau. Depois de cozido, escorrer e limpá-lo de peles e espinhas. Por fim, Lascá-lo

2. Cozer os grelos.

3. Cozer as batatas cortadas ao meio ou aos quartos.

4. Num tacho largo, levar ao lume o azeite com a cebola às rodelas, os alhos e, quando quentes juntar o tomate cortado em cubos, as batatas, os grelos e o bacalhau. Mexer.

5. Temperar com pimenta e rectificar o sal se necessário.

6. Servir decorado com ovos cozidos e azeitonas.

Este prato fica muito saboroso. A cebolada faz a diferença.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Carne de porco assada com alecrim, coentros e cominhos

No fim-de-semana descongelei um pedaço de pá de porco com osso e resolvi assar a carne durante a tarde, lentamente no forno. Este é um daqueles assados para os dias em que temos tempo, no meu caso só é possível ao fim-de-semana. Para este assado inspirei-me nesta receita da BBC Good Food.


Ingredientes:
1,800 kg de pá de porco (usei com osso)
3 dentes de alho
1 colher de chá de pimenta preta em grão
1 colher de chá de coentros em grão + 1 colher de sopa
1 colher de sopa de sementes de cominhos
1 piripiri seco
1 raminho de alecrim
5 colheres de sopa de azeite

1. Numa frigideira antiaderente alourar a carne de todos os lados.

2. Esmagar os dentes de alho com o sal, a pimenta e a colher de chá de coentros em grão, num almofariz.

3. Adicionar o piripiri picado, as colheres de sopa de coentros em grão e de sementes de cominhos, e as folhas de alecrim fresco. Mexer bem e barrar a carne com esta mistura.

4. Regar com o azeite e levar ao forno, previamente aquecido, a assar lentamente durante três horas e meia. Durante a assadura ir virando a carne de vez em quando.

A carne fica muito agradável. A mistura de ervas e especiarias dão uma graça imensa a este assado.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Salmão em crosta de azeitona preta e amêndoa


Estou quase a terminar o livro de Michael Pollan, Em Defesa da Comida, editado entre nós pela D. Quixote. Num dos capítulos, o autor dá-nos alguns conselhos práticos para que consigamos separar a comida verdadeira "da avalanche de produtos parecidos com comida que agora nos rodeiam e enganam, especialmente nos supermercados". Eis então alguns dos seus conselhos:

- Não coma nada que a sua bisavó não reconhecesse como comida (alerta-nos para produtos alimentares altamente processados em que os seus ingredientes nada se parecem com comida, especialmente devido ao uso de aditivos químicos e dos derivados de milho e soja);

- Evite produtos alimentares que contenham ingredientes que sejam a) estranhos, b) impronunciáveis, c) mais do que cinco, ou d) que incluam xarope de milho com alto teor de frutose;

- Evite produtos alimentares que se auto-intitulam benéficos para a saúde;

- Faça as suas compras nas zonas periféricas do supermercado e mantenha-se longe do centro;

- Sempre que possível, mantenha-se fora do supermercado.

Os conselhos de Michael Pollan são interessantes e deixam-me a pensar, especialmente quando preparo alguma refeição. Penso nomeadamente na origem dos produtos que estou na altura a usar.


Ingredientes:
4 postas de salmão
sal
pimenta
1 limão (sumo e raspa de 1/2 limão)
1 cebola
3 colheres de sopa de azeite
pasta de azeitona preta
miolo de amêndoa laminado

1. Temperar os lombos de salmão com sal, pimenta, sumo e a raspa de limão. Deixar uns minutos a marinar.

2. Cortar a cebola em rodelas ou meias luas fininhas. Dispor a cebola num tabuleiro de forno.

3. Escorrer os lombos de salmão. Com ajuda de papel de cozinha secar um dos lados e barrar com a pasta de azeitona. Por cima espalhar amêndoa laminada. Regar com o azeite e levar ao forno (previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 10 minutos).


A receita original da revista Saberes & Sabores de Maio de 2008, sugeria como acompanhamento migas de espargos, mas dado que tenho imensos espinafres verdinhos e tenros no quintal a pedirem que se lhe dê uso, resolvi acompanhar este prato com espinafres salteados com alho.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pudim de mel do Algarve

No final do programa Paladares ao Sul, organizado pela Associação Sotavento Algarvio, as participantes receberam um cabaz com produtos algarvios e o desafio de (re)criarem receitas da cozinha desta região, como já referi neste post. Do cabaz comecei pelos biscoitos de alfarroba, que desapareceram num instante, depois usei o piripíri com aguardente de medronho e, na receita de hoje vou usar o mel. A receita deste pudim de mel é do livro Dieta Mediterrânica Algarvia, que também nos foi oferecido durante o referido programa. Ingredientes: 12 ovos 500 g de açúcar 2 colheres de sopa de mel 1 colher de sopa de azeite raspa de 1 limão 1 colher de chá de canela manteiga para untar a forma 1. Bater os ingredientes todos juntos. 2. Deitar a mistura numa forma previamente untada com manteiga. 3. Levar ao forno a cozer em banho-maria (cerca de uma hora em forno médio). Este pudim fica intenso e bem doçinho. Na receita original aconselham a servir o pudim no recipiente onde é confeccionado, mas eu optei por desenformar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Sandes mista com legumes grelhados


Há dias em que apetece uma refeição rápida. Na sexta-feira passada, para o jantar, decidi que iríamos fazer sandes. Grelhei legumes e enchi a mesa com vários ingredientes desde queijos, patês, presunto, azeitonas, entre outros. Com os ingredientes disponíveis, cada um fez uma sandes a seu gosto. Escusado será dizer que depois de feitas as sandes, cada um acha que a sua é melhor do que a do outro! Eu, para a minha sandes, privilegiei os legumes assados.

Em pão de baguette aberto fui sobrepondo ingredientes, comecei com uma fatia de beringela grelhada, a que acrescentei duas fatias de courgette grelhadas, uma fatia de queijo gouda com pimenta, fatias finas de paio do lombo, couve roxa cortada, cogumelos grelhados, um pouco de mostarda e uma folha de alface.

Acompanhei a sandes com um copo de vinho tinto Paço da Serviçaria de 2007.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sopa de favas com aipo e chouriço


Estamos na época das favas e a blogosfera é sinal disso, na maioria dos blogues que visito, ultimamente, tenho encontrado receitas interessantes com favas. Graças aos congelados, conseguimos ter favas durante todo o ano, mas não é a mesma coisa. Congeladas não são más, mas frescas são muito melhores. Curiosamente, os meus pais recusam-se a congelar favas, acham que perdem o sabor e o encanto de serem comidas na altura devida. Eu não sou tão radical.

A semana passada a braços com uma quantidade significativa de favas decidi fazer uma sopa. Inicialmente procurei seguir uma receita, mas na altura de confeccionar a sopa, comecei a achar que esta ficaria muito melhor se levasse aipo, cenoura, courgette, a rama de alho que tinha cá para fazer favas guisadas e, quando dei por mim, há muito que tinha tomado outras direcções que não as da receita original. Vejam então como fiz:

Ingredientes:
1/2 chouriço de carne (0,75 g)
1 dl de azeite
1 cebola grande
1 alho francês com rama
100 g de favas + 200 g (descascadas e sem a pele)
3 + 1 cenouras
2 folhas de rama de alho
50 g de pimento vermelho
200 g de courgette sem casca
200 g de aipo
1, 5 l de água
sal a gosto

1. Fritar o chouriço cortado em rodelas no azeite, numa panela. Retirar o chouriço e reservar.

2. Adicionar ao azeite a cebola, a courgette, a rama de alho, o alho-francês, 100 g de favas, 3 cenouras e os talos do aipo cortados. Juntar um litro de água a ferver e deixar cozinhar. Depois dos legumes cozidos, triturar com a varinha mágica.

3. Adicionar um pouco de água quente à base da sopa. De seguida juntar a rama do aipo cortada em juliana, a cenoura cortada às rodelas e as restantes favas. Temperar com sal a gosto e deixar cozinhar.

4. Servir a sopa com as rodelas de chouriço fritas.


A sopa fica intensa, com uma agradável profusão de sabores.