quinta-feira, 14 de maio de 2015

Risoto de tomate cereja assado


A tradição da cozinha portuguesa à volta do arroz é grande. Somos conhecidos como os chineses da Europa pela quantidade de arroz que consumimos por ano. Desde os arrozes servidos como acompanhamento, de tomate, com feijão seco ou de cenoura, passando pelos pratos principais como por exemplo, com línguas de bacalhau e grelos, com entrecosto, com alheira e couve, com tomate e goraz, entre muitos outros, até às saladas e aos aproveitamentos.

Se gosto dos pratos de arroz portugueses, o que é certo é que nas minhas viagens a Itália me apaixonei pelos risotos. Acreditam que numa das minhas visitas a Veneza fui até à ilha de Burano para experimentar o risoto de peixe , um peixe típico das lagoas, do restaurante Trattoria da Romano? Foi um dos risotos mais cremosos e cheios de sabor que comi até hoje.

E quando se viaja regressa-se sempre diferente. Eu pelo menos venho sempre com ideias de pratos a colocar em prática. E ao longo destes anos os risotos têm sido feitos cá em casa com muita regularidade. O último que preparei foi com tomate cereja assado. Ficou tão bom!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sumo de laranja com banana e beterraba


Maio traz o calor. Os dias de céu azul e a vontade de ir à praia, de passear pela cidade junto ao Tejo, de parar ao final do dia numa esplanada. Gosto destes dias de Maio bonitos, inspiradores.

E com os dias quentes, cá por casa, começa também a época dos sumos frescos, ricos, com a fruta ou legumes que tenho prontos a usar. Um dos últimos que preparei foi com laranjas, que tinha trazido de Santarém, pequenas mas muito doces e sumarentas, banana e beterraba cozida.

A primeira vez que me lembro de ter provado um sumo de beterraba foi no Algarve, na Praia do Barril, onde passei férias durante vários anos com a família. Depois da praia tínhamos o hábito de parar numa das esplanadas da praia e tomar um sumo de fruta natural, preparado com ingredientes frescos. Esses momentos deixaram saudades! Na altura o sumo da beterraba não me conquistou, talvez pelo sabor térreo a que não estava habituada. Mas passados uns anos, pouco a pouco fui incluindo esta planta na alimentação cá de casa, devido aos seus benefícios para a nossa saúde. Deixo-vos, hoje, um sumo, em que a beterraba é uma das estrelas.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Panquecas de aveia com iogurte


Durante a semana sinto sempre que ando de um lado para o outro sem tempo. Parece-me que o tempo voa enquanto o diabo esfrega um olho. Entre preparar-me, sair de casa, apanhar transportes, estar a horas nos locais combinados, voltar para casa, apanhar transportes, em alguns dias passar pelo supermercado para comprar aquele ou aqueles ingredientes que faltam para o jantar, chego a casa e parece que não fiz nada. Ao fim-de-semana gosto de contrariar esta sensação de não ter tempo. E começo logo pelo pequeno-almoço.

Na cozinha ligo o rádio e sintonizo-o numa estação que tenha música. Gosto de ouvir música enquanto cozinho! Bato os ovos com farinha e leite, junto mais alguns ingredientes que tenha disponíveis para as panquecas do pequeno-almoço. Só faço panquecas nestes momentos em que sinto ter tempo. Preparo um sumo. Corto umas fatias de fruta, toranjas e morangos, junto uma mão cheia de framboesas e mirtilos. Misturo tudo numa taça.

Ponho a mesa, enquanto o Ricardo se prepara. Recebo-o com um sorriso. Gosto destes momentos em que nos sentamos com tempo para conversarmos sobre a nossa semana, dos assuntos pedentes e o que é mais urgente resolver. Gosto também de lhe falar das coisas que gostava de fazer agora que o bom tempo está a chegar. Digo-lhe que me apetece ir à praia ao final do dia, de passear junto ao mar, de comermos caracóis numa esplanada, falo-lhe também dos filmes giros que sei que vão estrear no cinema. Ele fala-me dos seus jogos de futebol, da música que foi ouvindo durante a semana, da situação política da Grécia, dos problemas do Euro e das crónicas que eu tenho que ler de alguns dos seus autores de referência. Os jornais semanais em papel passaram para o tablet. Mas nestes momentos de pequenos-almoços com tempo, fazemos um esforço para os colocarmos de lado. Nem respondemos às mensagens que o telemóvel nos sinaliza que vão chegando. Há alturas em que precisamos de parar e olhar para a vida sem pressas, com tempo para falar, para rir e saborear as coisas boas que podemos usufruir de forma tão fácil. E para isso, nada melhor do que começar um pequeno-almoço de fim-de-semana com um prato de panquecas.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Inauguração da Casa dos Sabores


Há casas que se transformam, que ganham vida para receber quem chega com vontade de se sentar à mesa, conversar e partilhar sorrisos. Foi isso que senti quando voltei pela segunda vez à Casa dos Sabores da Iglo. A casa cheira a conforto, convida à partilha. Tem alma. A cozinha está toda equipada, as prateleiras estão cheias de apetrechos e livros, as paredes estão decoradas com quadros alusivos aos momentos de convívio à volta da mesa. A sala, para além dos sofás com almofadas coloridas, tem puffs e convida a sentar antes de passarmos para a cozinha, onde se passa toda a acção. A cozinha é o coração desta Casa dos Sabores.

No dia da inauguração tive a oportunidade de conhecer a Isabel Queiroz, a chef de serviço, que irá confeccionar os vários jantares da casa. Recebeu-me de sorriso aberto e amavelmente explicou-me o menu que ia servir nesta primeira refeição. Ainda antes de nos sentarmos à mesa, pudemos saborear um delicioso e fresco guacamole com tortilhas crocantes feitas no forno, entre muitas conversas e gargalhadas. A seguir foi-nos servido uma saborosa sopa de ervilhas com bacon e hortelã que nos soube muito bem. O sabor das ervilhas combina na perfeição com a hortelã. Que boa que estava!


Já sentados à mesa, foi-nos servido crocantes de frango com um recheio cremoso de alho e ervas. A acompanhar, uma salada de rúcula com queijo feta e legumes tenros, saborosos, que combinaram muito bem com a carne. Os pratos vazios, no final, penso que foram o melhor elogio a quem cozinhou.

Ainda houve a oportunidade para a Ana, a Sónia e eu, darmos uma ajuda no empratamento da sobremesa, suspiros com frutos vermelhos. O que vos digo é que a sobremesa estava muito boa! Fresca, com um interessante contraste de texturas dado pelo suspiro e pela cremosidade das natas frescas batidas com iogurte. Para contrabalançar o doce do prato, umas colheradas de frutos vermelhos, que deram elegância e um sabor irresistível, com uma ligeira acidez, a esta sobremesa. Fiquei com vontade de experimentar cá em casa.


Relembro que no dia 22 de Maio de 2015 vai ter lugar o jantar na Casa dos Sabores comigo e por isso ando à procura de onze leitores que se queiram juntar para o delicioso jantar. Podem ver aqui as condições para participarem. Conto convosco?

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Cookies de manteiga de amendoim com pepitas de chocolate


Um dos meus sabores preferidos é o do chocolate. O sabor do chocolate é estimulante, tem o poder de nos fazer sentir bem, de nos fazer pensar em coisas boas. Revigora-nos o corpo e a alma. Comer uma fatia de bolo de chocolate intenso é como receber um sorriso ou um abraço apertado, daqueles que nos fazem sentir especiais e que nos relembram que contamos para aqueles que estão perto de nós. Sempre gostei de abraços, talvez por isso goste tanto de chocolate!

Deixo-vos, hoje, umas deliciosas bolachas de manteiga de amendoim com um intenso sabor a chocolate.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Salada de pato assado com favas


A leitura faz parte dos meus dias. Em Abril terminei Se numa noite de Inverno um viajante de Italo Calvino - uma viagem pelo mundo dos livros e com muitas interpelações ao leitor, A Enzima Prodigiosa 2 de Hiromi Shinya - um livro que nos explica alguns cuidados a ter com a nossa alimentação numa altura em que se fala tanto de dietas, e por fim, um livro cheio de estórias de amor, Provo-te de Catarina Beato.

Quem não gosta de histórias de amor? São tantas as que poderíamos enumerar vindas das páginas dos livros. Assim de repente lembro-me da história vivida entre Romeu e Julieta, a de Anna Karenina e o conde Vronsky, a que viveu Madame Bovary com o seu amante, a de Lady Chatterley ou a de Carlos e Eduarda n'Os Maias. Mesmo que não tenham um final feliz, uma boa história de amor é uma lufada de ar fresco no nosso quotidiano. É uma janela aberta para o sonho, a possibilidade de nos colocarmos no lugar dos protagonistas e viver os seus momentos, alegrias e até desgostos. Uma história de amor é um mundo de sentimentos que mexem com as nossas emoções e estados de alma. As histórias de amor ajudam-nos a sonhar, preenchem-nos os dias e o coração, permitem-nos olhar para a vida com um sorriso. Podem até mudar as nossas atitudes e comportamentos. O livro Provo-te, de Catarina Beato tem doze histórias de amor vividas em diferentes cidades. Doze histórias de amor dos tempos modernos, de mulheres que querem ser felizes.

Para sermos felizes precisamos de um coração cheio de histórias de amor e da barriguinha composta. Por isso, desejo-vos hoje muitas leituras acompanhadas, de preferência, de uma deliciosa salada, como a que hoje vos trago.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O workshop de entradas e petiscos de Fevereiro foi assim ...


No passado mês de Fevereiro realizei, em Lisboa, dois workshops. De manhã, um dedicado a Risotos e outros prato de arroz e à tarde, juntámo-nos para preparar Entradas e Petiscos, numa tarde cheia de sabor e muito divertida. Os meus workshops não são apenas um espaço de aprendizagem, de troca de ideias, são uma forma de juntar pessoas, bem dispostas, à volta de um tema que as une, a comida. E este workshop não foi diferente. Entre preparar as receitas, conversar, rir, trocar ideias, a tarde passou-se num instante.

Preparámos várias receitas muito práticas e deliciosas para petiscar com os amigos ou servir num encontro de família. Confeccionámos caldo-verde, com um truque que partilho com os participantes e que deixa esta sopa sempre muito saborosa, pataniscas de bacalhau que resultam sempre e que são fritas em pouco óleo, croquetes de alheira, pão aos retalhos com queijo e azeite de ervas, ovos mexidos com alheira, rolos de salmão, entre muitas coisas boas e saborosas que deixam quem se junta à mesa sempre com vontade de repetir.


Depois de tudo preparado, juntámo-nos à volta da mesa para saborear todas as coisas boas que foram confeccionadas. Confesso que me sinto feliz, com a alma cheia e um sorriso grande, com as mensagens que me chegam depois de cada workshop. De quem chegou a casa e foi preparar para a família algumas das receitas realizadas, de quem preparou um jantar para os sogros e que foi um sucesso, de quem não sabia cozinhar e que depois do workshop percebeu que afinal preparar um prato pode ser muito fácil.


Nos meus workshops todas as pessoas cozinham. Existem várias bancadas com pontos de calor para os diferentes grupos poderem preparar à vontade as suas receitas. Há quem diga que a cozinha parece as que se costumam ver nos programas do Masterchef, por causa dos vários postos de trabalho e dos equipamentos disponíveis.

No próximo sábado, dia 9 de Maio de 2015, às 10h30, em Lisboa, irei realizar o workshop Entradas e Petiscos II com novas receitas onde iremos preparar entradas e petiscos a pensar nos dias mais quentes que se avizinham, ideias para juntar os amigos e a família à volta da mesa, ou até para levar para um piquenique num dia de praia. À tarde, das 14h30 às 17h00, terá lugar o workshop de Doces e Sobremesas. Quem se inscrever nos dois workshops terá 10% de desconto. Conto com a vossa participação. Inscrevam-se!