segunda-feira, 20 de julho de 2015

Salada de bacalhau com tomate e grão


Uma das coisas que gosto nos dias quentes de Verão é a possibilidade de fazer refeições leves em que reinam as saladas ou os petiscos. Algo que acompanhe bem uma bebida fresca. Nestes dias, a nossa preferência vai para o vinho branco, para o verde, de vez em quando rosé ou para uma cerveja geladinha. Nesta altura do ano, temos sempre umas cervejas no frigorífico.

Num dos fins-de-semana que fui visitar os meus pais trouxe da horta vários tipos de tomate. A minha mãe todos os anos planta tomate. Este ano tem chucha, tomate redondo, coração de boi, tomate cereja e pêra amarelo. Quando os visito gosto de ir à horta com ela.

Para aproveitar a abundância de tomate que começa a chegar, numa das refeições de fim-de-semana preparei uma salada fresca, com alguns produtos da horta.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Jantar Nespresso Gourmet Weeks ou o elogio ao café


O café faz parte das minhas rotinas diárias. Gosto do cheiro do café logo pela manhã. Gosto de terminar as refeições com café. Uso o café em algumas das minhas receitas, principalmente nos doces. Agora uma refeição com café do princípio ao fim ou em pratos de carne ou peixe, parece-me um grande desafio. E foi isso que a Nespresso propôs a vários chefs. Criarem uma refeição em que o café fosse o ingrediente em destaque. Sabemos que em sobremesas os aromas do café resultam muito bem, mas e em pratos de carne e peixe?

O primeiro jantar desta Nespresso Gourmet Weeks teve lugar no restaurante Feitoria com os chefs João Rodrigues e Ricardo Costa do Yeatman. Seguiu-se o Porto. O primeiro foi no restaurante Pedro Lemos e hoje será no Ferrugem, o restaurante da conhecida dupla Renato e Dalila. Amanhã, será no restaurante Oitavos com os chefs Cyrill Deviliers, Joaquim de Sousa e Francisco Siopa.

Um dos jantares em que tive a possibilidade de estar presente foi o do dia 11 de Julho no restaurante River Lounge do hotel Myriad by SANA Hotels. Cheguei ao final da tarde, ainda a tempo de ver o pôr do sol com vista para o Tejo e a ponte Vasco da Gama. A vista privilegiada deste restaurante já por si merece uma visita.

O jantar começou com uns aperitivos, que enquanto íamos conversando com os restantes convidados, souberam muito bem. A sopa fria de melancia com um toque de gengibre ou os canudos de abacate foram dos meus preferidos. Como o final de tarde estava quente, a frescura destas entradinhas destacou-se.

Sentados à mesa, entre uma selecção de pães - foi aqui que comi o melhor pão de caril, tão perfumado e com uma cor linda - para mergulhar no azeite com vinagre balsâmico, chegou o amuse-bouche preparado pelo chef Frederic Breitenbucher, duo de foie gras e coxa de pato com chutney de figos com especiarias, geleia de espresso leggero ao vinho do Porto. Um prato complexo, com uma excelente harmonização de sabores.


A entrada esteve a cargo do chef Patrick Lefeuvre, do restaurante Flor de Lis, que nos serviu um ravioli de lavagante com aipo, infusão de marisco e lungo leggero. Para mim foi um prato que me fez viajar pelo mar, pelo fundo do mar, com algas, muitas texturas e cores, com vida. A base com uma complexidade de verdes e algas, que íamos pescando a cada garfada. Por fim, o marisco e uma rede crocante a dar textura a toda esta aventura de sabores. Um prato muito bom, onde o café brilhou sem se sobrepor. A acompanhar as entradas um vinho verde Soalheiro de 2014.


O prato de peixe foi uma preparação do chef Frederic, um pregado salteado com fondant de espargos verdes, couve-flor caramelizada com espresso origin Brazil e fava tonka, batata vitelotte e braisage de limão. Este prato fez-me gostar ainda mais do trabalhado deste chef. Achei curioso o uso da fava tonka num prato de peixe. A fazer brilhar os sabores do pregado, um vinho M.O.B de 2012, da região do Dão.


Vitela com puré de cenoura branca, cogumelos selvagens em aroma de foie e ristretto origin India foi o prato de carne preparado pelo chef Luís Mourão. Neste prato houve uma surpresa maravilhosa. Um bombom de chocolate, intenso, que ao derreter na boca provocava uma verdadeira explosão de sabores. Que coisa boa! Para acompanhar o prato de carne foi-nos servido um vinho do Douro, VT de 2008.


A sobremesa foi preparada pelo chef anfitrião da noite, que nos surpreendeu com geleia de café e caramelo com crumble de chocolate e gelado de ristretto. Ainda hoje penso no sabor fresco e delicioso do gelado. Uma maravilha. Quinta do Alqueva de 2005, foi o vinho escolhido para acompanhar a sobremesa.


E para terminar a refeição, café, como não podia deixar de ser! Estes jantares são uma provocação aos nossos sentidos. Os pratos, elegantes, são visualmente muito apelativos. E depois os sabores são uma viagem por ingredientes que arrumamos em gavetas e que os chefs nos levam a perceber que afinal resultam em outros contextos. O café, foi um deles!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Bolo de chocolate com vinho tinto


Comer uma fatia de bolo é sempre um prazer. Há bolos que me fazem sonhar com dias bonitos de céu azul. Que me inspiram e levam a viajar. Que me aconchegam num dia de chuva. Que me fazem sorrir. Gosto de bolos que escondem simplicidade. Começando pelos clássicos de quando era miúda, lembro-me do sabor delicioso do bolo de laranja. Que bom que era quando regado ainda quente com um pouco de sumo. Na boca sentiam-se explosões de sabor a cada dentada. O bolo mármore, a que ainda hoje não resisto, o bolo de iogurte que agrada a pequenos e graúdos e o bolo de ananás invertido, que fiz muitas vezes para o lanche, em família, aos domingos quando vivia com os meus pais. Já crescida descobri o bolo de curgete com nozes ou com chocolate, aventurei-me pelo sabor da beterraba ou do agrião. Mas um dos sabores que me lembro de gostar desde sempre é o do chocolate. Que delícia é um bolo de chocolate! Quando tenho que escolher, confesso que a grande maioria das vezes, a minha inclinação vai para o bolo de chocolate. É tão reconfortante. Sabe a abraços doces vindos de quem gostamos!

E como cozinhar é uma forma de aventura que envolve o despertar dos sentidos, trago-vos, uma proposta para viajarem no mundo dos sabores, um bolo de chocolate mas com um ingrediente - o vinho tinto - que o transforma, que o enaltece e o torna diferente. Curiosos?

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Patê de salmão fumado com cebolinho e alcaparras


Quando se fazem festas em casa e se juntam os amigos ou a família não podem faltar os aperitivos, para ir entretendo a boca e a alma. Uma mesa com tostas, diferentes tipos de queijo, gressinos, frutos secos - nozes, amêndoas, cajus, amendoins com mel e sal, favas fritas ou figos recheados, alperces e ameixas pretas. Enquanto se bebe uma bebida fresca e se espera pelos restantes convidados para passar à mesa vai-se petiscando, colocando a conversa em dia. Uma das coisas que também não costuma faltar numa mesa de aperitivos é o patê. Gosto imenso de patê. Os meus preferidos são o de sardinha e o de salmão. Para barrar em tostas, sabem tão bem.

Deixo-vos, hoje, uma receita de patê de salmão fumado com cebolinho e alcaparras que fica delicioso.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Achigã assado no forno com tomate


O achigã é um peixe de águas doces, com uma carne suculenta, a lembrar o sabor entre um robalo e a truta. «Originário do Sul do Canadá e norte dos Estados Unidos da América, o achigã foi introduzido em Portugal em 1898, na Lagoa das Sete Cidades, nos Açores. Cerca de 50 anos depois começou a aparecer nas baías hidrográficas continentais, onde se espalhou rapidamente, sobretudo a sul do rio Tejo. Os primeiros espécimes terão chegado ao nosso país vindos do Lago Michigan, nos EUA, sendo o nome em Português uma corruptela desta palavra.» in jornal Expresso, Teresa Resende.

É um peixe versátil, que pode ser assado no forno, grelhado no carvão, colocado numa caldeirada, feito em filetes. Um destes dias o meu pai ofereceu-me dois achigãs vindos de uma pequena lagoa que tem na zona de Santarém. Decidi assá-los no forno para um almoço a dois no fim-de-semana.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Hummus de batata-doce roxa assada


Os fins-de-semana têm a vantagem de podermos gerir o tempo à nossa maneira. Gosto dos fins-de-semana em que posso estar à mesa, sem pressas, rodeada de amigos e muitos petiscos bons. Um dos petiscos que preparei no sábado para acompanhar uma garrafa de vinho branco cá em casa, foi este hummus de batata-doce roxa assada. Ando encantada com esta variedade de batata-doce. Adoro a cor. É menos doce que a "nossa" batata-doce. Gosto de a usar em saladas, e recheadas também resultam muito bem. Mas hoje deixo-vos a receita do hummus.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Chips de batata-doce laranja e roxa com pimenta-preta


Adoro petiscar. Fazer receitas práticas e rápidas para acompanhar uma bebida antes da refeição ou então, para saborear durante o visionamento de um filme ao fim-de-semana, no sofá. Que saudades das matinés dos domingos à tarde na televisão, lembram-se?

Para quem, como eu, gosta de petiscar ao fim-de-semana, deixo-vos, hoje, uma sugestão rápida, crocante e muito viciante. Assim que se começa, é tão difícil  parar de comer estes chips! Experimentem.