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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Tarte de salmão com queijo ricotta


Há meses que terminam de forma feliz e Setembro foi um desses meses. No último fim-de-semana estive na Biblioteca Municipal de Algés a apresentar o Cozinha para Dias Felizes a que se seguiu a preparação de uma receita. A revista Saber Viver, com a qual colaboro, associou-se ao evento e ofereceu a todos os que assistiram um exemplar da edição de Setembro de 2013 onde apresento onze receitas.

Na minha apresentação comecei por explicar a origem do Cinco Quartos de Laranja, o que caracteriza a minha cozinha e as receitas que faço, a ligação à literatura. Aqui falei de Joanne Harris (Cinco Quartos de Laranja, Chocolate, Vinho Mágico e Sapatos de Rebuçado), Anthony Capella (Receitas de Amor, Os Vários Sabores da Vida e Rainha dos Gelados), Julie Powell (Julie & Julia e Cleaving), Richard C. Morais (A Viagem dos Cem Passos), Marsha Mehran (Café Babilónia) entre outras obras de ficção que me inspiram a falar de comida e das coisas boas da vida.

As minhas inspirações passam pela cozinha portuguesa, visitas a restaurantes, conversas com amigos e família, visitas regulares a blogues, sites de comida, livros, muitas revistas e viagens. Inevitavelmente falámos de Itália, dos seus mercados e da boa comida. Ao falar do Cozinha para Dias Felizes expliquei que não quis só fazer um livro de receitas. Quis que fosse também um livro de histórias, fossem elas de ficção e aqui chamei a atenção para as páginas a imitar ardósia, ou reais, as que acompanham cada uma das receitas. É um livro que reflecte o meu gosto pela cozinha, as diferentes influências que vou sentindo, a minha necessidade de experimentar novos ingredientes, e principalmente, que procuro dar sempre um toque especial a tudo o que cozinho.


Falei também da evolução da minha relação com a cozinha. Aqui expliquei que ter começado a colaborar com a Saber Viver, das receitas produzidas mensalmente que tem sido um desafio à minha criatividade e tem-me ajudado a ganhar confiança, a aprender e a sentir que consigo ir mais longe. Actualmente, desenvolvo também receitas para marcas, o que é para mim muito importante, encaro sempre este trabalho como um teste à minha criatividade e confesso que me dá imenso gozo quando tenho um produto e a seguir tenho que lhe dar vida através de uma ideia, que se materializa numa receita. Há alturas em que não é tão fácil como parece, acreditem. Mas quando se faz por gosto, não cansa! Já diz o ditado. Comecei há sensivelmente um ano a fazer demonstrações de cozinha em público. Ambas as coisas têm sido grandes desafios.

Ao preparar a receita da salada de quinoa vermelha com batata-doce, fui dando algumas dicas. Por exemplo, a quinoa suscita sempre muita curiosidade e dou indicações sobre onde se pode comprar e como se pode cozinhar. Para além destas indicações sobre ingredientes que utilizo na salada, acabo por falar também de utensílios que considero fundamentais e que me ajudam na cozinha. Nesta tarde de sábado, na Biblioteca Municipal de Algés, foi muito bom conhecer alguns rostos de leitoras e leitores que me acompanham regularmente e fizeram questão de estarem presentes. Ficou a promessa de voltar.

Hoje a conversa já vai longa. Deixo-vos uma ideia útil e saborosa, que desenvolvi para a edição de Maio de 2013 da revista Saber Viver, em como aproveitar sobras de salmão grelhado e preparar um almoço para, por exemplo, levar na marmita para o trabalho:


Tarte de salmão com queijo ricotta

Ingredientes:
2 lombos de salmão grelhados
6 ovos
0,5 dl de leite
250 g de queijo ricotta
1 colher de sopa de ervas finas
35 g de pimento vermelho
180 g de curgete
1 embalagem de massa quebrada fresca
45 g de queijo da Ilha de São Jorge ralado
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Numa taça bater os ovos com o leite, o queijo ricotta, as ervas, o pimento cortado em cubinhos, sal e pimenta preta a gosto.

2. Adicionar o salmão desfiado e as curgetes cortadas em cubos.

3. Colocar o preparado numa forma de tarte forrada com a massa quebrada.

4. Polvilhar a tarte com o queijo ralado.

5. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 45 minutos.

8 comentários :

  1. Olá, boa tarde!

    É tão bom ver o seu sucesso. Sinto que é uma pessoa com bom interior. Merecendo assim todo este carinho e sucesso. Também eu gostaria de a conhecer pessoalmente. Mas anda sempre ou pelo Porto ou Lisboa. Aguardarei a sua visita a Aveiro. =D
    A sua proposta é excelente. Já vi as suas sugestões na revista e foi com muito carinho que li os textos. Estava eu num consultório e vejo eu a revista e quem estava lá? A linda Laranjinha. Ficou logo mais calma. :) Obrigado por ser assim.

    Beijinhos doces. :*

    Aurea Neves

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    1. Querida Aurea,
      nem imagina como fiquei contente com as suas palavras.
      Haveremos de nos conhecer, sim!

      Um beijinho e obrigada pelo carinho.

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  2. Mas que bom aspecto.
    A curgete é com ou sem a casca?
    Obrigada

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    1. Cristina,
      usei a curgete com casca.
      Espero que goste.
      Um beijinho

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  3. Essa tarte está super tentadora!

    beijinhos :)

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    1. Liliana,
      aconselho a experimentar.
      Um beijinho.

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  4. Já estou a salivar, quer pelo aspeto quer por antever o sabor do queijo da ilha...

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  5. Oh... e eu que faltei. Tinha anotado na agenda para ir mas depois, à última da hora, houve uma série de imprevistos. A ver se da próxima não falto!

    A tarte é uma tentação!

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